{"id":134587,"date":"2026-08-21T11:58:11","date_gmt":"2026-08-21T14:58:11","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=134587"},"modified":"2026-08-21T11:58:12","modified_gmt":"2026-08-21T14:58:12","slug":"desigualdades-marcam-formalizacao-do-trabalho-entre-jovens-brasileiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=134587","title":{"rendered":"Desigualdades marcam formaliza\u00e7\u00e3o do trabalho entre jovens brasileiros"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A formaliza\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho entre os jovens brasileiros de 16 a 29 anos \u00e9 marcada por desigualdades, descreve a pesquisa&nbsp;<em>Juventudes e o Mundo do Trabalho<\/em>, realizada pela Funda\u00e7\u00e3o Ita\u00fa com apoio t\u00e9cnico do Datafolha e do Instituto Locomotiva.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1700205&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1700205&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Divulgada nesta sexta-feira (21) durante o evento Trampos do Futuro, realizado no Pavilh\u00e3o da Funda\u00e7\u00e3o Bienal de S\u00e3o Paulo, no Parque do Ibirapuera, a sondagem ouviu 1.816 jovens de todo o pa\u00eds, entre os dias 11 e 23 de maio deste ano.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisa detalha que,&nbsp;<strong>entre os 70% de jovens que declararam estar trabalhando, 44% t\u00eam carteira assinada<\/strong>. H\u00e1 ainda 15% de assalariados sem registro formal, 13% de aut\u00f4nomos e freelancers, 10% em trabalhos informais e 8% como estagi\u00e1rios e aprendizes remunerados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O levantamento mostra tamb\u00e9m que 20% dos jovens de 16 a 29 anos est\u00e3o em busca de trabalho no Brasil atualmente<\/strong>. Outros 29% buscaram trabalho nos \u00faltimos seis meses e 61% tentaram uma nova coloca\u00e7\u00e3o no \u00faltimo ano.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Desigualdades sociais, regionais e raciais<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os jovens das classes A\/B correspondem a 43% dos que trabalham em empregos formais, enquanto os das classes D\/E s\u00e3o 35%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por outro lado, 21% dos jovens das classes D\/E trabalham sem registro, percentual que \u00e9 de 13% nas classes A\/B.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>A formaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 mais frequente entre os jovens do Sul (58%) e do Sudeste (55%) do que no Norte (29%) e no Nordeste (20%).<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando \u00e9 observada a ra\u00e7a, h\u00e1 49% de jovens brancos com emprego formal. Entre os negros, s\u00e3o 41%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 o percentual de jovens negros que dependem de bicos informais \u00e9 de 12%, enquanto o de brancos \u00e9 de 5%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Trabalhar em bicos \u00e9 a realidade de 34% dos jovens de 16 a 29 anos que estudaram at\u00e9 o&nbsp;ensino fundamental<\/strong>. Entre os que t\u00eam n\u00edvel superior, s\u00f3 3% t\u00eam esse tipo de ocupa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/V_tbM2opxs3g5t4xjHFGsCxFTYM=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2024\/03\/06\/_mg_7245-2.jpg?itok=frqcQVB4\" alt=\"Rio de Janeiro (RJ) 06\/03\/2024 \u2013 Entregadores de aplicativo trabalham na regi\u00e3o do Centro. Foto: Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Entregadores de aplicativo trabalham na regi\u00e3o do Centro do Rio de Janeiro. Foto:&nbsp;<strong>Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Dificuldades para conseguir um emprego<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quase metade (49%) dos entrevistados disseram que a falta de experi\u00eancia \u00e9 a principal dificuldade para conseguir um emprego, seguida da quantidade de pessoas que disputam uma mesma vaga (39%).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para 96% dos jovens, conhecer algu\u00e9m em uma empresa ou ser indicado por familiares ou amigos ajuda a conseguir um emprego atualmente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa percep\u00e7\u00e3o \u00e9 confirmada pelo fato de que&nbsp;<strong>77% afirmaram ter conseguido seu emprego atual por meio de uma indica\u00e7\u00e3o<\/strong>.&nbsp;Entre os mais velhos (25 a 29 anos), o \u00edndice sobe para 81%. Aqueles que nunca tiveram uma oportunidade por indica\u00e7\u00e3o totalizam 23%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A indica\u00e7\u00e3o para o trabalho \u00e9 considerada decisiva para 32% da classe A\/B e para 16% para a D\/E.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Planos para o futuro<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisa revela que 30% dos jovens brasileiros consideram que um emprego com carteira assinada \u00e9 o que eles querem atualmente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Contudo, em uma avalia\u00e7\u00e3o para os pr\u00f3ximos cinco anos, esse percentual cai para 16%, enquanto a prefer\u00eancia por um trabalho aut\u00f4nomo cresce de 28% para 42%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A gerente do Observat\u00f3rio da Funda\u00e7\u00e3o Ita\u00fa,&nbsp;Carla Chiamareli, avalia que a mudan\u00e7a faz parte do processo de amadurecimento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO jovem entende que tem que come\u00e7ar a vida profissional com estabilidade para adquirir experi\u00eancia e, depois, ele pode escolher estar dentro de uma empresa ou n\u00e3o\u201d, disse \u00e0&nbsp;<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>. \u201cEu n\u00e3o acho que eles n\u00e3o queiram ter um trabalho est\u00e1vel mas, talvez, desejem ter outras formas de trabalhar\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Carla entende que o fato de o jovem preferir o trabalho de carteira assinada no presente e o por conta pr\u00f3pria no futuro comp\u00f5e uma linha de pensamento de que a experi\u00eancia atual vai faz\u00ea-lo ter sucesso adiante. Nesse sentido, o trabalho aut\u00f4nomo n\u00e3o significa um trabalho prec\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEle \u00e9 um trabalho de sucesso, \u00e9 ter uma empresa, ser dono de um neg\u00f3cio. Eu acho que faz parte do sonhar. O que me deixa feliz \u00e9 ver que, hoje, a maioria quer esse trabalho est\u00e1vel, bem remunerado, com garantias e, ao mesmo tempo, tem uma vis\u00e3o da sa\u00fade mental\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O interesse pelo trabalho por conta pr\u00f3pria nos pr\u00f3ximos cinco anos \u00e9 mais elevado entre jovens com filhos (50%), residentes nas regi\u00f5es Sul (49%) e Centro-Oeste (48%) e no interior (45%), al\u00e9m dos jovens brancos (45%).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 o desejo por um emprego com carteira assinada \u00e9 relativamente mais frequente entre pessoas das classes D\/E (23%), jovens com ensino fundamental (22%) e juventudes negras (18%).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para 91% dos jovens brasileiros, sua situa\u00e7\u00e3o financeira estar\u00e1 melhor daqui a cinco anos<\/strong>. Outros 88% confiam que ter\u00e3o uma condi\u00e7\u00e3o financeira melhor que a dos pais e concordam que hoje \u00e9 preciso estudar mais para conseguir um bom trabalho. J\u00e1 46% acreditam que conseguir\u00e3o uma boa oportunidade de trabalho no futuro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre as \u00e1reas em que os jovens gostariam de trabalhar futuramente, a sa\u00fade aparece em primeiro lugar, com 25%. Em seguida, v\u00eam tecnologia, com 22%; com\u00e9rcio e trabalho administrativo (19% cada); educa\u00e7\u00e3o (16%); beleza e est\u00e9tica (14%) e comunica\u00e7\u00e3o e redes sociais (13%).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Prioridades<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O sal\u00e1rio \u00e9 apontado por 64% dos jovens como o fator priorit\u00e1rio na escolha de um trabalho<\/strong>, seguido por benef\u00edcios, plano de carreira e ambiente de trabalho agrad\u00e1vel (31% cada).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao mesmo tempo,&nbsp;<strong>62% dos jovens afirmaram que aceitariam ganhar um pouco menos para trabalhar em um ambiente mais saud\u00e1vel<\/strong>, com menos press\u00e3o e estresse.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre os jovens que trabalham ou j\u00e1 trabalharam, 69% j\u00e1 sa\u00edram de um emprego por vontade pr\u00f3pria. Entre os principais motivos para essa decis\u00e3o, 43% citaram falta de respeito ou tratamento inadequado de l\u00edderes ou chefes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outras raz\u00f5es foram jornadas longas ou ac\u00famulo de fun\u00e7\u00f5es (36%); excesso de cobran\u00e7a ou press\u00e3o por resultados (32%); falta de oportunidade de crescimento ou de plano de carreira (28%); e dificuldade de conciliar trabalho e estudo (16%).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Estudo e trabalho<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com o levantamento, 48% dos jovens ouvidos pelos pesquisadores estudam, 32% conciliam trabalho e estudo, 39% apenas trabalham e 13% n\u00e3o estudam nem trabalham.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Metade (50%) dos entrevistados afirmaram ser respons\u00e1veis por cuidar da casa, al\u00e9m de trabalhar ou estudar<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essas atribui\u00e7\u00f5es dom\u00e9sticas s\u00e3o mais acumuladas pelas mulheres (60%) do que pelos homens (40%).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O mesmo acontece com rela\u00e7\u00e3o ao cuidado com idosos, crian\u00e7as e outras pessoas, desempenhado por 28% das mulheres e 14% dos homens.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/UPQyaknI83ov5sG5lTUS-1aX8ns=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/06\/25\/img_7264.jpg_0.jpg?itok=L80tfoZF\" alt=\"Bras\u00edlia (DF), 25\/06\/2026 \u2013 Alunos do ensino m\u00e9dio do CED 16, na Ceil\u00e2ndia, aproveitam o segundo semestre letivo para intensificar a prepara\u00e7\u00e3o em sala de aula visando o Exame Nacional do Ensino M\u00e9dio (Enem), vestibulares, Programa de Avalia\u00e7\u00e3o Seriada (PAS\/UnB) e outros processos seletivos de ingresso no ensino superior\nFoto: Rafa Neddermeyer\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"Rafa Neddermeyer\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Alunos do ensino m\u00e9dio do CED 16, na Ceil\u00e2ndia, aproveitam o segundo semestre letivo para intensificar a prepara\u00e7\u00e3o em sala de aula visando o Exame Nacional do Ensino M\u00e9dio (Enem) Foto:&nbsp;<strong>Rafa Neddermeyer\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre os jovens que estudam, foi constatado que 41% cursam educa\u00e7\u00e3o superior, 27% est\u00e3o no ensino m\u00e9dio, 18% fazem cursos livres e 11% cursam o ensino t\u00e9cnico.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O diploma de curso superior \u00e9 considerado importante para conquistar trabalho por 85% dos jovens, com destaque entre os da Regi\u00e3o Norte (91%).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas, para 91% dos entrevistados, cursos t\u00e9cnicos e profissionalizantes constituem um caminho mais r\u00e1pido e eficiente para obter emprego.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para 60%, programas de apoio \u00e0 inser\u00e7\u00e3o no mundo do trabalho devem contemplar cursos pr\u00e1ticos e n\u00e3o apenas te\u00f3ricos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Compet\u00eancias socioemocionais<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Carla Chiamareli acredita que, em toda a trajet\u00f3ria educacional,&nbsp;<strong>falta preparar o jovem para saber como se configura e se organiza o mundo do trabalho<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cHoje, a educa\u00e7\u00e3o est\u00e1 muito focada em desenvolver compet\u00eancias de mat\u00e9rias como portugu\u00eas e matem\u00e1tica, que s\u00e3o essenciais, s\u00e3o componentes tradicionais, mas acaba investindo pouco nas compet\u00eancias socioemocionais\u201d, comentou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ela considera que a escola deve ensinar resili\u00eancia, capacidade de se frustrar e adaptabilidade, que \u201cs\u00e3o compet\u00eancias que a gente aprende com a vida mas que t\u00eam tamb\u00e9m de estar dentro do curr\u00edculo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A gerente do Observat\u00f3rio Funda\u00e7\u00e3o Ita\u00fa acredita que a escola e a universidade t\u00eam que modificar seus curr\u00edculos, para que tragam situa\u00e7\u00f5es mais reais de aprendizagem.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Medo da intelig\u00eancia artificial<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nove em cada dez jovens acreditam que a intelig\u00eancia artificial (IA) vai eliminar muitas vagas de trabalho e 50% t\u00eam medo de perder espa\u00e7o por conta dos avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O temor \u00e9 mais frequente entre jovens com ensino fundamental (62%), integrantes das classes D\/E (63%), pessoas com filhos (57%) e mulheres (55%).&nbsp;<\/strong>Entre jovens da classe A\/B, o receio cai para 39%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Carla Chiamareli concordou que a IA vai substituir fun\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas, o que atemoriza os jovens brasileiros em geral, mas destacou que muitos dos entrevistados declararam ter esperan\u00e7a de que, mesmo que as substitui\u00e7\u00f5es venham a ser feitas, eles ainda t\u00eam espa\u00e7o para oportunidades de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Praticamente todos (97%) declararam que usam a intelig\u00eancia artificial (IA) e a internet para aprender e crescer profissionalmente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Mais oportunidades<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na avalia\u00e7\u00e3o de Carla Chiamareli,&nbsp;<strong>a pesquisa traz um convite para as empresas come\u00e7arem a repensar suas estruturas e abra\u00e7arem os jovens brasileiros<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ela lembrou que o Brasil tem a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l10097.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Lei de Aprendizagem Profissional n\u00ba 10.097\/2000<\/a>, que exige que empresas de m\u00e9dio e grande porte contratem jovens de 14 a 24 anos como aprendizes, o que lhes garante inclus\u00e3o social e o primeiro emprego.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar disso, ela destacou que existe uma margem de 40% de empresas que poderiam ter jovens em seus quadros, especialmente de renda mais baixa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEu vejo que esses dados trazem uma janela de oportunidade muito boa para as empresas pensarem pol\u00edticas intersetoriais entre educa\u00e7\u00e3o e trabalho\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A formaliza\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho entre os jovens brasileiros de 16 a 29 anos \u00e9 marcada por desigualdades, descreve a 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