{"id":134314,"date":"2026-07-29T23:03:46","date_gmt":"2026-07-30T02:03:46","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=134314"},"modified":"2026-07-29T23:03:48","modified_gmt":"2026-07-30T02:03:48","slug":"divida-publica-sobe-261-em-junho-e-supera-r-92-trilhoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=134314","title":{"rendered":"D\u00edvida P\u00fablica sobe 2,61% em junho e supera R$ 9,2 trilh\u00f5es"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>A emiss\u00e3o forte de t\u00edtulos vinculados \u00e0 Taxa Selic (juros b\u00e1sicos da economia)&nbsp;fez a D\u00edvida P\u00fablica Federal (DPF) subir em junho e superar R$ 9,2 trilh\u00f5es.<\/strong>&nbsp;Segundo n\u00fameros divulgados nesta quarta-feira (29) pelo Tesouro Nacional, a DPF passou de R$ 8,798 trilh\u00f5es em maio para R$ 9,033 trilh\u00f5es no m\u00eas passado, alta de 2,66%.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1698036&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1698036&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em maio deste ano, o indicador havia superado a barreira de R$ 9 trilh\u00f5es. Apesar da alta, a d\u00edvida p\u00fablica est\u00e1 abaixo do previsto.&nbsp;<strong>De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), apresentado em janeiro, o&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2026-01\/divida-publica-pode-alcancar-ate-r-103-trilhoes-em-2026\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">estoque da DPF<\/a>&nbsp;deve encerrar 2026 entre R$ 9,7 trilh\u00f5es e R$ 10,3 trilh\u00f5es.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>A D\u00edvida P\u00fablica Mobili\u00e1ria (em t\u00edtulos) interna (DPMFi) avan\u00e7ou 2,72%, passando de R$ 8,962 trilh\u00f5es em maio para R$ 8,921 trilh\u00f5es em junho.<\/strong>&nbsp;No m\u00eas passado, o Tesouro emitiu R$ 143,35 bilh\u00f5es em t\u00edtulos a mais do que resgatou, principalmente em pap\u00e9is ligados \u00e0 Selic. A alta foi refor\u00e7ada pela apropria\u00e7\u00e3o de R$ 85,16 bilh\u00f5es em juros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por meio da apropria\u00e7\u00e3o de juros, o governo reconhece, m\u00eas a m\u00eas, a corre\u00e7\u00e3o dos juros que incide sobre os t\u00edtulos e incorpora o valor ao estoque da d\u00edvida p\u00fablica.&nbsp;<strong>Com a Taxa Selic (juros b\u00e1sicos da economia) em 14,25% ao ano, a apropria\u00e7\u00e3o de juros pressiona o endividamento do governo.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No m\u00eas passado, o Tesouro emitiu R$ 149,49 bilh\u00f5es em t\u00edtulos da DPMFi. Desse total, R$ 102,57 corresponderam a t\u00edtulos vinculados \u00e0 Selic.&nbsp;<strong>Os resgates em junho somaram apenas R$ 6,14 bilh\u00f5es, baixo para os padr\u00f5es do Tesouro Nacional, num m\u00eas quase sem vencimentos.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A D\u00edvida P\u00fablica Federal externa (DPFe) subiu 2,12%, passando de R$ 340,49 bilh\u00f5es em maio para R$ 347,71 bilh\u00f5es em junho. O principal fator foi a alta de 2,37% do d\u00f3lar no m\u00eas passado.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Colch\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ap\u00f3s quedas nos \u00faltimos meses, o colch\u00e3o da d\u00edvida p\u00fablica (reserva financeira usada em momentos de turbul\u00eancia ou de forte concentra\u00e7\u00e3o de vencimentos) subiu. Essa reserva passou de R$ 1,211 trilh\u00e3o em maio para R$ 1,346 trilh\u00e3o em junho, o maior n\u00edvel desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica, em 2015.&nbsp;<strong>O principal motivo, segundo o Tesouro Nacional, foram as emiss\u00f5es superiores aos resgates no m\u00eas passado.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Atualmente, o colch\u00e3o cobre 8,33 meses de vencimentos da d\u00edvida p\u00fablica. Nos pr\u00f3ximos 12 meses, est\u00e1 previsto o vencimento de R$ 1,86 trilh\u00e3o em t\u00edtulos federais.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Composi\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Com a forte emiss\u00e3o de t\u00edtulos vinculados \u00e0 Selic, a composi\u00e7\u00e3o da DPF variou da seguinte forma de maio para junho:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>T\u00edtulos vinculados a Selic: 48,99% para 49,32%;<\/li>\n\n\n\n<li>T\u00edtulos corrigidos pela infla\u00e7\u00e3o: 26,26% para 25,9%;<\/li>\n\n\n\n<li>T\u00edtulos prefixados: 21% para 21,04%;<\/li>\n\n\n\n<li>T\u00edtulos vinculados ao c\u00e2mbio: 3,75% para 3,74%.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O PAF prev\u00ea que os t\u00edtulos encerrar\u00e3o o ano nos seguintes intervalos:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>T\u00edtulos vinculados a Selic: 46% a 50%;<\/li>\n\n\n\n<li>T\u00edtulos corrigidos pela infla\u00e7\u00e3o: 23% a 27%;<\/li>\n\n\n\n<li>T\u00edtulos prefixados: 21% a 25%;<\/li>\n\n\n\n<li>T\u00edtulos vinculados ao c\u00e2mbio: 3% a 7%.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Normalmente, os pap\u00e9is prefixados (com taxas definidas no momento da emiss\u00e3o) indicam mais previsibilidade para a d\u00edvida p\u00fablica, porque as taxas s\u00e3o definidas com anteced\u00eancia.&nbsp;<strong>No entanto, em momentos de instabilidade no mercado financeiro, as emiss\u00f5es caem porque os investidores pedem juros muito altos, que comprometeria a administra\u00e7\u00e3o da d\u00edvida do governo.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em rela\u00e7\u00e3o aos pap\u00e9is vinculados \u00e0 Selic (juros b\u00e1sicos da economia), esses t\u00edtulos est\u00e3o atraindo o interesse dos compradores por causa dos juros altos definidos pelo Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria do Banco Central (Copom).&nbsp;<strong>A d\u00edvida cambial \u00e9 composta por antigos t\u00edtulos da d\u00edvida interna corrigidos em d\u00f3lar e pela d\u00edvida externa.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Prazo<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O prazo m\u00e9dio da DPF caiu de 4,07 para 4,01 anos. O Tesouro s\u00f3 fornece a estimativa em anos, n\u00e3o em meses.<\/strong>&nbsp;Esse \u00e9 o intervalo m\u00e9dio em que o governo leva para renovar (refinanciar) a d\u00edvida p\u00fablica. Prazos maiores indicam mais confian\u00e7a dos investidores na capacidade do governo de honrar os compromissos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Detentores<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>A composi\u00e7\u00e3o dos detentores da D\u00edvida P\u00fablica Federal interna ficou a seguinte:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Institui\u00e7\u00f5es financeiras: 31,76% do estoque<\/li>\n\n\n\n<li>Fundos de pens\u00e3o: 22,52%<\/li>\n\n\n\n<li>Fundos de investimentos: 22%<\/li>\n\n\n\n<li>N\u00e3o-residentes (estrangeiros): 9,95%<\/li>\n\n\n\n<li>Demais grupos: 13,77%<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com a maior tens\u00e3o no mercado financeiro em junho, com a guerra no Oriente M\u00e9dio, a participa\u00e7\u00e3o dos n\u00e3o residentes (estrangeiros) caiu em rela\u00e7\u00e3o a maio, quando estava em 10,14%.&nbsp;<strong>Quanto maior a fatia de estrangeiros na d\u00edvida interna, maior a confian\u00e7a no Brasil.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por meio da d\u00edvida p\u00fablica, o governo pega dinheiro emprestado dos investidores para honrar compromissos financeiros. Em troca, compromete-se a devolver os recursos depois de alguns anos, com alguma corre\u00e7\u00e3o, que pode seguir a taxa Selic (juros b\u00e1sicos da economia), a infla\u00e7\u00e3o, o d\u00f3lar ou ser prefixada (definida com anteced\u00eancia).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fonte: Ag\u00eancia Brasil <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A emiss\u00e3o forte de t\u00edtulos vinculados \u00e0 Taxa Selic (juros b\u00e1sicos da economia)&nbsp;fez a D\u00edvida P\u00fablica Federal (DPF) subir em junho e superar R$ 9,2 trilh\u00f5es.&nbsp;Segundo n\u00fameros divulgados nesta quarta-feira (29) pelo Tesouro Nacional, a DPF passou de R$ 8,798 trilh\u00f5es em maio para R$ 9,033 trilh\u00f5es no m\u00eas passado, alta de 2,66%. 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