{"id":134149,"date":"2026-07-22T17:35:44","date_gmt":"2026-07-22T20:35:44","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=134149"},"modified":"2026-07-22T17:35:51","modified_gmt":"2026-07-22T20:35:51","slug":"tarifa-dos-eua-tera-efeito-limitado-sobre-etanol-brasileiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=134149","title":{"rendered":"Tarifa dos EUA ter\u00e1 efeito limitado sobre etanol brasileiro"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>A tarifa adicional de 25% anunciada pelos Estados Unidos sobre o etanol brasileiro deve provocar impactos pontuais sobre empresas exportadoras, mas esse efeito tende a ser limitado sobre o conjunto da economia brasileira.<\/strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1697229&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1697229&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Especialistas ouvidos pela<strong>&nbsp;Ag\u00eancia Brasil<\/strong>avaliam que a medida tem forte componente pol\u00edtico e ocorre em um momento quando o mercado norte-americano responde por menos de 16% do volume de etanol exportado pelo pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>A maior parte das vendas externas \u00e9, portanto, destinada a outros compradores internacionais, embora os EUA sejam atualmente o segundo principal destino do etanol brasileiro.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA participa\u00e7\u00e3o dos EUA nas exporta\u00e7\u00f5es brasileiras j\u00e1 vinha diminuindo h\u00e1 anos. Antes mesmo do tarifa\u00e7o, esse peso j\u00e1 era relativamente pequeno\u201d, contextualiza o professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Luiz Carlos Delorme Prado.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na avalia\u00e7\u00e3o do especialista em economia e com\u00e9rcio internacional, s\u00e3o pequenas as chances de essa tend\u00eancia de tarifa\u00e7\u00e3o ser revertida.<strong>&nbsp;\u201cClaro que \u00e9 algo ruim, em especial para alguns setores espec\u00edficos. Mas, verdade seja dita, n\u00e3o representa nenhuma trag\u00e9dia para a economia do pa\u00eds\u201d, acrescentou.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o professor da UFRJ, o mais prov\u00e1vel \u00e9 o Brasil fazer o que j\u00e1 vinha fazendo: buscar mercados alternativos para o etanol produzido no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Falta de previsibilidade<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A busca por outros mercados \u2013 e a ajuda do poder p\u00fablico para essa busca \u2013 \u00e9 algo cada vez mais necess\u00e1rio neste cen\u00e1rio de imprevisibilidades do governo de Donald Trump com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pol\u00edticas comerciais que v\u00eam sendo implementadas pelos EUA.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cClaro que ningu\u00e9m gosta de perder um mercado como o dos Estados Unidos, mas, nas circunst\u00e2ncias atuais, pelo menos durante a atual administra\u00e7\u00e3o estadunidense, esse mercado se tornou muito problem\u00e1tico porque n\u00e3o oferece previsibilidade nem racionalidade\u201d, argumentou o professor da UFRJ.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Delorme, fazer investimentos voltados especificamente para atender esse mercado \u00e9, atualmente, algo extremamente arriscado, motivo pelo qual o Brasil precisa buscar parcerias mais confi\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>\u201cN\u00e3o h\u00e1 garantias de que seja poss\u00edvel estabelecer pol\u00edticas comerciais bilaterais minimamente previs\u00edveis com os EUA porque o que move o tarifa\u00e7o n\u00e3o s\u00e3o ganhos de natureza comercial, mas a agenda pol\u00edtica do governo deles para a Am\u00e9rica Latina\u201d, acrescentou.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Participa\u00e7\u00e3o minorit\u00e1ria<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2025, o Brasil exportou cerca de 1,6 milh\u00e3o de metros c\u00fabicos de etanol (cada metro c\u00fabico equivale a mil litros), o que correspondeu a uma receita de quase US$ 1 bilh\u00e3o. No mesmo per\u00edodo, os embarques para o mercado norte-americano somaram cerca de 253 mil metros c\u00fabicos, equivalentes a US$ 163 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com a Uni\u00e3o da Ind\u00fastria de Cana-de-A\u00e7\u00facar e Bioenergia (Unica), os Estados Unidos responderam por menos de 16% do volume exportado pelo Brasil e por cerca de 17,5% da receita obtida com as vendas externas do biocombust\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Resumindo: mais de 84% do volume de etanol exportado (cerca de 82,5% do faturamento das exporta\u00e7\u00f5es) tiveram como destino outros mercados internacionais.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Competitividade<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo pesquisadores, a competitividade do Brasil no setor sucroalcooleiro representa vantagem na busca por mercados alternativos. Essas vantagens competitivas s\u00e3o estruturais, uma vez que o custo de produ\u00e7\u00e3o no pa\u00eds \u00e9 menor e a produtividade por hectare \u00e9 maior.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Professor da Faculdade de Engenharia Agr\u00edcola da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenador do Centro de Ci\u00eancia para o Desenvolvimento do Etanol (CCD Etanol), Luis Augusto Barbosa Cortez explica que fatores como clima e solo ajudam significativamente o Brasil.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ele lembra que os EUA produzem etanol basicamente a partir do milho. J\u00e1 o Brasil, que sempre produziu a partir da cana-de-a\u00e7\u00facar, passou, mais recentemente, a produzir tamb\u00e9m a partir do milho.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cE a tend\u00eancia \u00e9 de que a participa\u00e7\u00e3o do milho na produ\u00e7\u00e3o fique ainda maior\u201d, afirma o coordenador do CCD Etanol.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Produtividade<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ele explica que o clima brasileiro possibilita a produ\u00e7\u00e3o de milho em uma segunda safra, algo que ocorre em escala muito menor nos EUA, uma vez que boa parte da \u00e1rea cultivada encontra-se em regi\u00f5es que vivem as limita\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas de um inverno mais rigoroso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>\u201cO produtor brasileiro pode colher soja at\u00e9 o m\u00eas de maio e, na sequ\u00eancia, plantar milho para colheita em outubro. Dessa forma, uma mesma \u00e1rea pode produzir duas safras por ano\u201d, detalhou Cortez.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Atualmente, cerca de 75% do etanol produzido no Brasil tem origem na cana-de-a\u00e7\u00facar, enquanto os 25% restantes s\u00e3o produzidos a partir do milho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o pesquisador, a participa\u00e7\u00e3o do milho na produ\u00e7\u00e3o de etanol vem crescendo rapidamente.&nbsp;<strong>A expectativa \u00e9 que alcance cerca de 30% da produ\u00e7\u00e3o nacional at\u00e9 2030 e que, por volta de 2050, possa se igualar \u00e0 participa\u00e7\u00e3o da cana no setor.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cortez explica que, um dos motivos para o aumento da produ\u00e7\u00e3o de etanol de milho est\u00e1 associado \u00e0 integra\u00e7\u00e3o entre agricultura e pecu\u00e1ria, o que torna o setor ainda mais competitivo na corrida pelo mercado internacional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cProduzir etanol de milho no Brasil est\u00e1 se tornando cada vez mais vantajoso. A atividade pode ser integrada \u00e0 pecu\u00e1ria porque seu farelo serve de insumo para alimenta\u00e7\u00e3o animal. Essa integra\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m traz ganhos ambientais, j\u00e1 que reduz a necessidade de \u00e1reas de pastagem\u201d, acrescentou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O especialista destaca tamb\u00e9m vantagens no processo industrial, uma vez que, no Brasil, parte da energia utilizada nas usinas \u00e9 gerada a partir da biomassa do baga\u00e7o, tanto da cana como do milho, o que reduz ainda mais os custos de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cNos Estados Unidos, eles precisam comprar energia para parte do processo de produ\u00e7\u00e3o do etanol. No Brasil, resolvemos isso dentro da pr\u00f3pria usina. Por isso o custo deles \u00e9 maior\u201d.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na produ\u00e7\u00e3o a partir da cana, h\u00e1 tamb\u00e9m a quest\u00e3o da produtividade, que \u00e9 maior do que a obtida a partir do milho. O Brasil produz aproximadamente 7 mil litros de etanol por hectare de cana plantada. Nos Estados Unidos, a produtividade chega, no m\u00e1ximo, a 5 mil litros.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quest\u00e3o \u00e9 pol\u00edtica<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Professor do Instituto de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais da Universidade de Bras\u00edlia (UnB), Niels Soendergaard avalia que as medidas adotadas pelos EUA contra o Brasil t\u00eam \u201ccar\u00e1ter eminentemente pol\u00edtico\u201d, apesar de apresentarem uma \u201cmaquiagem t\u00e9cnica\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>\u201cA administra\u00e7\u00e3o Trump, diante da guinada para governos de extrema direita na Am\u00e9rica Latina, deixou de tratar a quest\u00e3o tarif\u00e1ria de forma t\u00e9cnica, como havia sido a abordagem do governo brasileiro, e embarcou em uma postura de tentar manipular os desdobramentos pol\u00edticos no Brasil por meio de press\u00e3o econ\u00f4mica externa\u201d, argumentou.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Soendergaard, do ponto de vista t\u00e9cnico, a argumenta\u00e7\u00e3o dos EUA n\u00e3o procede. \u201cO Brasil cumpre as regras da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Com\u00e9rcio (OMC), e a queda das importa\u00e7\u00f5es de etanol dos EUA deve-se ao aumento da produ\u00e7\u00e3o de etanol baseado em milho no Brasil\u201d.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ele explica ser percept\u00edvel que o governo Trump fa\u00e7a afirma\u00e7\u00f5es \u201cparciais ou inteiramente divorciadas dos fatos concretos\u201d para pressionar outros pa\u00edses. \u201cVemos isso in\u00fameras vezes, motivo pelo qual o governo Trump n\u00e3o pode ser tratado como um interlocutor confi\u00e1vel\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Contexto<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os Estados Unidos justificam a imposi\u00e7\u00e3o de tarifas adicionais de 25% sobre produtos brasileiros com base em investiga\u00e7\u00e3o do Escrit\u00f3rio do Representante Comercial dos EUA (USTR), segundo a qual determinadas pr\u00e1ticas adotadas pelo Brasil seriam discriminat\u00f3rias ou prejudicariam a economia norte-americana.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre os pontos questionados est\u00e3o o acesso ao mercado brasileiro de etanol, regras relacionadas ao com\u00e9rcio digital e aos sistemas de pagamento eletr\u00f4nico, quest\u00f5es de propriedade intelectual, medidas anticorrup\u00e7\u00e3o e o desmatamento ilegal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O governo brasileiro rejeita essas alega\u00e7\u00f5es e afirma que a investiga\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem respaldo nas normas multilaterais do com\u00e9rcio internacional.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Repercuss\u00e3o setorial<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A tarifa\u00e7\u00e3o recebeu cr\u00edticas das entidades representativas tanto dos produtores de etanol a partir da cana como do milho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Segundo a Uni\u00e3o da Ind\u00fastria de Cana-de-A\u00e7\u00facar e Bioenergia (Unica), ao contr\u00e1rio do que os EUA alegam, \u201ca pol\u00edtica brasileira para o etanol est\u00e1 plenamente alinhada \u00e0s regras da OMC, sendo aplicada de forma n\u00e3o discriminat\u00f3ria e em conformidade com os compromissos multilaterais assumidos pelo Brasil\u201d.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A entidade argumenta que n\u00e3o existe qualquer acordo bilateral entre Brasil e EUA que obrigue o Brasil a conceder tratamento tarif\u00e1rio diferenciado ao etanol norte-americano.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cDa mesma forma, a redu\u00e7\u00e3o das exporta\u00e7\u00f5es de etanol dos EUA para o mercado brasileiro decorre, sobretudo, da expans\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o nacional, especialmente do etanol de milho, e n\u00e3o de altera\u00e7\u00f5es na pol\u00edtica tarif\u00e1ria brasileira\u201d, complementou.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Unica disse confiar na forma como o governo brasileiro tem conduzido as negocia\u00e7\u00f5es e reiterou a defesa de uma solu\u00e7\u00e3o baseada no di\u00e1logo e no respeito \u00e0s regras do com\u00e9rcio internacional.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Unem<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Posicionamento similar foi apresentado pela Uni\u00e3o Nacional do Etanol de Milho (Unem). De acordo com a entidade, o Brasil n\u00e3o adota pr\u00e1ticas discriminat\u00f3rias, destacando que a tarifa brasileira de importa\u00e7\u00e3o de etanol \u00e9 aplicada de forma igualit\u00e1ria e em conformidade com as regras da OMC.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>\u201cEmbora a aplica\u00e7\u00e3o da tarifa tenha impacto direto limitado sobre as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras de etanol, uma vez que os EUA n\u00e3o constituem atualmente um mercado priorit\u00e1rio para o produto brasileiro, a decis\u00e3o preocupa pelos precedentes que pode estabelecer\u201d, informou por meio de nota a Unem.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A entidade tamb\u00e9m credita a redu\u00e7\u00e3o das importa\u00e7\u00f5es de etanol norte-americano pelo Brasil \u00e0 expans\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o nacional de etanol de milho, bem como aos ganhos de competitividade do setor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por fim, a Unem reafirma sua confian\u00e7a no di\u00e1logo institucional entre os governos dos dois pa\u00edses e defende que eventuais diverg\u00eancias comerciais sejam solucionadas por meio da negocia\u00e7\u00e3o, preservando uma parceria estrat\u00e9gica fundamental para a transi\u00e7\u00e3o rumo a uma economia de baixo carbono.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fonte: Ag\u00eancia Brasil <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A tarifa adicional de 25% anunciada pelos Estados Unidos sobre o etanol brasileiro deve provocar impactos pontuais sobre empresas exportadoras, mas esse efeito tende a ser limitado sobre o conjunto da economia brasileira. 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