{"id":133384,"date":"2026-06-08T16:22:13","date_gmt":"2026-06-08T19:22:13","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=133384"},"modified":"2026-06-08T16:22:14","modified_gmt":"2026-06-08T19:22:14","slug":"carbono-azul-ganha-espaco-na-agenda-climatica-dos-oceanos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=133384","title":{"rendered":"Carbono azul ganha espa\u00e7o na agenda clim\u00e1tica dos oceanos"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br>Na corrida para frear as emiss\u00f5es causadoras do aquecimento global, ambientalistas chamam a aten\u00e7\u00e3o para um aliado pouco lembrado: o &#8220;carbono azul&#8221;. No Dia Mundial dos Oceanos, celebrado nesta segunda-feira (8), especialistas destacam o papel dos ecossistemas costeiros no enfrentamento das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1692586&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1692586&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O conceito de carbono azul se refere ao di\u00f3xido de carbono (CO\u2082) capturado e armazenado por ambientes marinhos, como&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/meio-ambiente\/noticia\/2024-10\/manguezais-tem-potencial-de-gerar-r-49-bilhoes-em-credito-de-carbono\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">manguezais<\/a>, marismas (p\u00e2ntanos de \u00e1gua&nbsp;salgada)&nbsp;e pradarias<\/strong>. Esses ambientes funcionam como sumidouros do g\u00e1s carb\u00f4nico, ao retir\u00e1-lo&nbsp;da atmosfera, reduzindo os impactos do aquecimento global.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO oceano absorve cerca de 30% das emiss\u00f5es globais de CO\u2082 e produz mais da metade do oxig\u00eanio que respiramos, de acordo com dados da SOS Oceano\u201d, diz Natali Piccolo, diretora do Programa Costeiro Marinho da Conserva\u00e7\u00e3o Internacional (CI-Brasil).<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA Amaz\u00f4nia \u00e9 comumente chamada de&nbsp;\u2018pulm\u00e3o do mundo\u2019, mas o oceano cumpre o equivalente a esse papel. O que n\u00e3o descarta, claro, a import\u00e2ncia da floresta tropical na regula\u00e7\u00e3o do clima\u201d, completa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, essas vegeta\u00e7\u00f5es costeiras&nbsp;fornecem abrigo para a biodiversidade, sustentam a pesca artesanal e ajudam a proteger comunidades costeiras contra eros\u00e3o, ressacas e eventos clim\u00e1ticos extremos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/u_5-kZVLj8Tt-Ku5TS_IhielDmo=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2026\/05\/26\/_d6a3429.jpg?itok=92vUtJwJ\" alt=\"Paranagu\u00e1 (PR), 18\/05\/2026 \u2013 Manguezal na Ba\u00eda de Paranagu\u00e1, \u00e1rea da Grande Reserva da Mata Atl\u00eantica, onde ocorre monitoramento por pesquisadores do Programa de Recupera\u00e7\u00e3o da Biodiversidade Marinha (Rebimar). Foto: Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">&nbsp;Manguezal na Ba\u00eda de Paranagu\u00e1, \u00e1rea da Grande Reserva da Mata Atl\u00e2ntica, onde ocorre monitoramento por pesquisadores do Programa de Recupera\u00e7\u00e3o da Biodiversidade Marinha (Rebimar). Foto:&nbsp;<strong>Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Costa brasileira<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O Brasil abriga o maior sistema cont\u00ednuo de manguezais do mundo<\/strong>,&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/meio-ambiente\/noticia\/2025-06\/parceria-entre-pesquisadores-e-comunidades-protege-mangues-na-amazonia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">na costa da Amaz\u00f4nia<\/a>, condi\u00e7\u00e3o que coloca o pa\u00eds em posi\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica para liderar solu\u00e7\u00f5es baseadas na natureza voltadas ao enfrentamento da crise clim\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por\u00e9m, para a analista de conserva\u00e7\u00e3o do WWF-Brasil, Marina Corr\u00eaa, o oceano recebe menos aten\u00e7\u00e3o do que outros biomas brasileiros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO mar ainda \u00e9, em muitos aspectos, o sistema invis\u00edvel da conserva\u00e7\u00e3o brasileira. Historicamente, o oceano foi tratado como uma imensid\u00e3o azul vazia, quando na verdade \u00e9 um territ\u00f3rio vivo, cheio de biodiversidade, cultura, trabalho e modos de vida\u201d, diz a analista.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ela lembra que o Sistema Marinho-Costeiro brasileiro ocupa cerca de 5,7 milh\u00f5es de quil\u00f4metros quadrados, equivalente a aproximadamente 40% do territ\u00f3rio nacional, e que mais da metade da popula\u00e7\u00e3o vive nesse ecossistema. Ainda assim, Amaz\u00f4nia, Cerrado e Mata Atl\u00e2ntica concentram a maior parte da aten\u00e7\u00e3o p\u00fablica, pol\u00edtica e financeira voltada \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Povos tradicionais&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O crescimento do interesse por projetos de carbono azul tamb\u00e9m tem levantado discuss\u00f5es sobre direitos territoriais e participa\u00e7\u00e3o das comunidades tradicionais.&nbsp;<strong>Para a analista da WWF-Brasil, resultados duradouros dependem do respeito aos direitos territoriais e reparti\u00e7\u00e3o justa dos benef\u00edcios gerados.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO sucesso dessas iniciativas n\u00e3o deve ser medido apenas pela quantidade de carbono armazenado, mas tamb\u00e9m pela capacidade de fortalecer territ\u00f3rios, conservar a biodiversidade e melhorar a qualidade de vida das pessoas que historicamente cuidam desses ecossistemas\u201d, diz Marina Corr\u00eaa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando degradados, esses ambientes deixam de oferecer servi\u00e7os essenciais, como a manuten\u00e7\u00e3o dos estoques pesqueiros, a prote\u00e7\u00e3o natural da costa e a conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>A destrui\u00e7\u00e3o desses ecossistemas tamb\u00e9m pode liberar para a atmosfera o carbono acumulado ao longo de d\u00e9cadas ou s\u00e9culos, agravando o aquecimento global<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/y-vDkFuNSUaM6AskXV84xGIt-Eo=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2025\/06\/18\/_d6a7533.jpg?itok=kCqFFxBz\" alt=\"Bragan\u00e7a (PA), 13\/06\/2025 \u2013 Gar\u00e7as no manguezal de Ajuruteua, pr\u00f3ximo \u00e0 Vila dos Pescadores, na \u00e1rea da Reserva Extrativista Marinha de Caet\u00e9-Tapera\u00e7u. Foto: Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Gar\u00e7as no manguezal de Ajuruteua, pr\u00f3ximo \u00e0 Vila dos Pescadores, na \u00e1rea da Reserva Extrativista Marinha de Caet\u00e9-Tapera\u00e7u. Foto:&nbsp;<strong>Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Al\u00e9m do carbono<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para organiza\u00e7\u00f5es ambientais, proteger os oceanos significa tamb\u00e9m proteger empregos, seguran\u00e7a alimentar, culturas tradicionais e formas de subsist\u00eancia constru\u00eddas ao longo de gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cGlobalmente, a maior renda do oceano \u00e9 gerada pela pesca, que sustenta 100 milh\u00f5es de empregos e produz 80 milh\u00f5es de toneladas de pescado marinho, al\u00e9m de 30 milh\u00f5es de toneladas da aquicultura marinha, o que sustenta a seguran\u00e7a alimentar de milhares de pessoas, por fornecer prote\u00edna de alta qualidade\u201d, diz Natali Piccolo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>No Brasil, cerca de 1,7 milh\u00e3o de pescadores artesanais dependem diretamente da sa\u00fade dos ecossistemas marinhos, segundo o Registro Geral da Atividade Pesqueira, do Minist\u00e9rio da Pesca e Aquicultura<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse sentido, o trabalho conjunto de institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas com organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil \u00e9 essencial para garantir um futuro mais promissor para os oceanos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cNossa atua\u00e7\u00e3o \u00e9 sist\u00eamica, para preencher as lacunas da prote\u00e7\u00e3o, manejo e restaura\u00e7\u00e3o dos ecossistemas marinhos (manguezais, recifes de corais, restingas), enquanto ajudamos os povos do mar a prosperarem, bem como a sociedade brasileira a desenvolver o conhecimento e a experi\u00eancia do oceano\u201d, diz Natali Piccolo, da CI-Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Marina Corr\u00eaa, da WWF Brasil, explica que a estrat\u00e9gia da organiza\u00e7\u00e3o para os pr\u00f3ximos anos est\u00e1 organizada em quatro grandes frentes: fortalecimento das \u00e1reas marinhas protegidas, conserva\u00e7\u00e3o e restaura\u00e7\u00e3o de recifes de coral (ecossistema mais vulner\u00e1vel \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas), promo\u00e7\u00e3o de uma transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica justa e incid\u00eancia pol\u00edtica para fortalecer a governan\u00e7a dos oceanos no Brasil e internacionalmente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na corrida para frear as emiss\u00f5es causadoras do aquecimento global, ambientalistas chamam a aten\u00e7\u00e3o para um aliado pouco lembrado: o &#8220;carbono azul&#8221;. 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