{"id":133071,"date":"2026-03-26T15:11:31","date_gmt":"2026-03-26T18:11:31","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=133071"},"modified":"2026-03-26T15:11:32","modified_gmt":"2026-03-26T18:11:32","slug":"banco-central-preve-crescimento-de-16-para-o-pib-em-2026","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=133071","title":{"rendered":"Banco Central prev\u00ea crescimento de 1,6% para o PIB em 2026"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>O Banco Central (BC) manteve em 1,6% a proje\u00e7\u00e3o de crescimento da economia em 2026.<\/strong>&nbsp;Em seu&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.bcb.gov.br\/publicacoes\/rpm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Relat\u00f3rio de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria<\/a>, divulgado nesta quinta-feira (26), a autarquia destaca, entretanto, que a atual previs\u00e3o para o Produto Interno Bruto (PIB &#8211; soma de todos os bens e servi\u00e7os finais produzidos pelo pa\u00eds) est\u00e1 sujeita a \u201cmaior incerteza\u201d diante dos potenciais efeitos dos conflitos no Oriente M\u00e9dio.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1683656&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1683656&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cSe prolongado [o conflito], seus impactos predominantes, no pa\u00eds e no exterior, devem ser consistentes com um choque negativo de oferta, aumentando a infla\u00e7\u00e3o e reduzindo o crescimento, ainda que alguns setores da economia brasileira, especialmente o petrol\u00edfero, possam se beneficiar\u201d, diz o relat\u00f3rio do BC.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p><strong>\u201cSe a distribui\u00e7\u00e3o de mercadorias continuar interrompida e a capacidade de produ\u00e7\u00e3o reduzida na regi\u00e3o por muito tempo, o impacto sobre os pre\u00e7os e a atividade pode ser duradouro e significativo\u201d, acrescentou a autarquia.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O dado para o PIB \u00e9 referente ao primeiro trimestre deste ano, sendo o mesmo valor daquele divulgado no relat\u00f3rio de dezembro.&nbsp;<strong>\u201cA estabilidade da proje\u00e7\u00e3o de crescimento anual decorre do resultado do quarto trimestre de 2025, pr\u00f3ximo ao esperado, e da manuten\u00e7\u00e3o da perspectiva de expans\u00e3o trimestral moderada ao longo de 2026\u201d, diz o relat\u00f3rio.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cEsse cen\u00e1rio \u00e9 condicionado pela expectativa de pol\u00edtica monet\u00e1ria em campo restritivo [juros altos], pelo baixo n\u00edvel de ociosidade dos fatores de produ\u00e7\u00e3o, pela perspectiva de desacelera\u00e7\u00e3o da economia global e pela aus\u00eancia do impulso agropecu\u00e1rio observado em 2025\u201d, explicou o BC.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p><strong><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/educacao\/noticia\/2026-03\/economia-brasileira-cresce-23-em-2025-revela-ibge\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Em 2025, o PIB do Brasil fechou em 2,3%<\/a>, com expans\u00e3o em todas as atividades, mas puxado principalmente pela agropecu\u00e1ria.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a autarquia, o cen\u00e1rio para 2026 incorpora tamb\u00e9m estimativas dos efeitos de medidas recentes com potencial de sustentar a demanda dom\u00e9stica, como o aumento real do sal\u00e1rio m\u00ednimo e a isen\u00e7\u00e3o ou o desconto no Imposto de Renda Pessoa F\u00edsica (IRPF) para quem ganha at\u00e9 R$ 5 mil ou R$ 7 mil.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>No mesmo sentido, o mercado de trabalho continua aquecido, com queda do desemprego e aumento dos sal\u00e1rios.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O relat\u00f3rio do BC apresenta as diretrizes das pol\u00edticas adotadas pelo Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) para a defini\u00e7\u00e3o da taxa b\u00e1sica de juros, a Selic, e avalia a evolu\u00e7\u00e3o recente e as perspectivas da economia, especialmente as proje\u00e7\u00f5es de infla\u00e7\u00e3o. A Selic \u00e9 o principal instrumento do BC para manter a infla\u00e7\u00e3o sob controle.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>De setembro de 2024 a junho de 2025, a Selic foi elevada sete vezes seguidas, mas n\u00e3o foi alterada nas cinco reuni\u00f5es seguintes do Copom. Ap\u00f3s esse per\u00edodo prolongado de manuten\u00e7\u00e3o da taxa em 15% ao ano, na semana passada, ele foi reduzida para 14,75% ao ano.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Diante das incertezas provocado pelo conflito no Oriente M\u00e9dio, o&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2026-03\/ata-do-copom-bc-nao-indica-mais-cortes-na-taxa-de-juros\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">BC<\/a>&nbsp;n\u00e3o descarta rever o ciclo de baixa, caso seja necess\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Infla\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>O BC ressalta que a infla\u00e7\u00e3o deve subir at\u00e9 o fim de 2026, recome\u00e7ando trajet\u00f3ria de queda at\u00e9 o horizonte relevante, mas ainda permanecendo acima da meta. A meta estipulada pelo Conselho Monet\u00e1rio Nacional (CNM) \u00e9 3%, com intervalo de toler\u00e2ncia de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, isto \u00e9, de 1,5% a 4,5%.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a autarquia, o \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA) &#8211; refer\u00eancia oficial da infla\u00e7\u00e3o no pa\u00eds \u2013 deve terminar o ano em 3,6%, \u201cem boa medida advinda do aumento dos pre\u00e7os do petr\u00f3leo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A probabilidade de a infla\u00e7\u00e3o estourar o teto da meta (4,5%) em 2026 subiu de 23% para 30% neste Relat\u00f3rio de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>De acordo com o documento, a partir do ano que vem, a infla\u00e7\u00e3o volta a cair, chegando a 3,1% no \u00faltimo per\u00edodo considerado, referente ao terceiro trimestre de 2028. \u201cNo horizonte relevante de pol\u00edtica monet\u00e1ria, ou seja, o terceiro trimestre de 2027, a infla\u00e7\u00e3o projetada \u00e9 3,3%\u201d, diz o BC.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Cr\u00e9dito<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A proje\u00e7\u00e3o para o crescimento do saldo do cr\u00e9dito ofertado tanto para pessoas f\u00edsicas quanto para empresas em 2026 aumentou de 8,6% para 9%.<\/strong>&nbsp;O crescimento \u00e9 puxado principalmente pelo desempenho acima do esperado do cr\u00e9dito livre a pessoas f\u00edsicas e do direcionado a pessoas jur\u00eddicas. As proje\u00e7\u00f5es desses segmentos aumentaram 0,5 ponto percentual, para 9,5% e 11,5%, respectivamente.<\/p>\n\n\n\n<p>No cr\u00e9dito livre, os bancos t\u00eam autonomia para emprestar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros cobradas dos clientes. J\u00e1 o cr\u00e9dito direcionado \u2500 com regras definidas pelo governo \u2500 \u00e9 destinado basicamente aos setores habitacional, rural, de infraestrutura e ao microcr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Apesar do aumento, a proje\u00e7\u00e3o atualizada segue indicando desacelera\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito pelo segundo ano consecutivo. O saldo do cr\u00e9dito no Sistema Financeiro Nacional (SFN) cresceu 10,3% em 2025, abaixo da varia\u00e7\u00e3o de 11,5% observada em 2024.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cA desacelera\u00e7\u00e3o esperada \u00e9 consistente com o cen\u00e1rio prospectivo para a atividade econ\u00f4mica dom\u00e9stica e com os efeitos correntes e defasados da pol\u00edtica monet\u00e1ria [de aumento da Selic], em contexto de endividamento e comprometimento de renda elevados\u201d, explicou o BC.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Contas externas<\/h2>\n\n\n\n<p>A proje\u00e7\u00e3o de d\u00e9ficit em transa\u00e7\u00f5es correntes, que s\u00e3o as compras e vendas de mercadorias e servi\u00e7os e transfer\u00eancias de renda com outros pa\u00edses, foi reduzida em rela\u00e7\u00e3o ao relat\u00f3rio anterior, passando de R$ 60 bilh\u00f5es para US$ 58 bilh\u00f5es (2,2% do PIB) em 2026, em fun\u00e7\u00e3o da melhora na proje\u00e7\u00e3o do saldo comercial, apoiado em&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2026-02\/contas-externas-tem-saldo-negativo-menor-em-janeiro-de-2026\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">crescimento das exporta\u00e7\u00f5es&nbsp;<\/a>superior ao das importa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A eleva\u00e7\u00e3o do valor projetado para as exporta\u00e7\u00f5es vem da combina\u00e7\u00e3o de ligeiro aumento do volume esperado e, principalmente, da perspectiva de pre\u00e7os mais altos.&nbsp;<strong>Segundo o BC, a principal mudan\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o ao relat\u00f3rio de dezembro vem da alta dos pre\u00e7os de combust\u00edveis como resultado do conflito no Oriente M\u00e9dio, com impacto na proje\u00e7\u00e3o de exporta\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Esse d\u00e9ficit externo estar\u00e1 financiado por capitais de longo prazo, principalmente pelos&nbsp;<strong>investimentos diretos no pa\u00eds (IDP), que t\u00eam proje\u00e7\u00e3o do fluxo l\u00edquido de entrada de US$ 70 bilh\u00f5es (2,7% do PIB).<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, o conflito no Oriente M\u00e9dio eleva os riscos e a incerteza com a redu\u00e7\u00e3o do fluxo comercial no Estreito de Ormuz, com poss\u00edveis repercuss\u00f5es no com\u00e9rcio internacional, nas cadeias de produ\u00e7\u00e3o e nas condi\u00e7\u00f5es financeiras globais.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil <\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Banco Central (BC) manteve em 1,6% a proje\u00e7\u00e3o de crescimento da economia em 2026.&nbsp;Em seu&nbsp;Relat\u00f3rio de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria, divulgado nesta quinta-feira (26), a autarquia destaca, entretanto, que a atual previs\u00e3o para o Produto Interno Bruto (PIB &#8211; soma de todos os bens e servi\u00e7os finais produzidos pelo pa\u00eds) est\u00e1 sujeita a \u201cmaior incerteza\u201d diante [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":133072,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[20],"tags":[11],"class_list":{"0":"post-133071","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-economia","8":"tag-destaque"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/133071","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=133071"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/133071\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":133073,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/133071\/revisions\/133073"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/133072"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=133071"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=133071"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=133071"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}