{"id":132296,"date":"2025-09-16T21:26:02","date_gmt":"2025-09-17T00:26:02","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=132296"},"modified":"2025-09-16T21:26:03","modified_gmt":"2025-09-17T00:26:03","slug":"estudos-apontam-caminho-para-descarbonizar-a-petrobras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=132296","title":{"rendered":"Estudos apontam caminho para descarbonizar a Petrobras"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Dois estudos lan\u00e7ados<\/strong>&nbsp;nesta ter\u00e7a-feira (16)&nbsp;<strong>defendem que a Petrobras tem condi\u00e7\u00f5es de mudar o rumo atual, focado em combust\u00edveis f\u00f3sseis, e liderar a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica no Brasil<\/strong>.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1659039&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1659039&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>Produzidos por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Observat\u00f3rio do Clima, os&nbsp;<strong>documentos prop\u00f5em um mapa para que a maior empresa do pa\u00eds deixe de depender do petr\u00f3leo<\/strong>&nbsp;e se consolide como refer\u00eancia em energia limpa.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo os pesquisadores, a an\u00e1lise ocorre em um momento em que o Brasil expande a produ\u00e7\u00e3o de \u00f3leo e g\u00e1s e v\u00ea o petr\u00f3leo ultrapassar a soja como principal produto de exporta\u00e7\u00e3o, representando 13% das vendas ao exterior.<\/p>\n\n\n\n<p>O<strong>&nbsp;cen\u00e1rio aumenta o risco de o pa\u00eds ser atingido pela chamada \u201cbolha de carbono\u201d<\/strong>, com ativos encalhados caso a demanda global por combust\u00edveis f\u00f3sseis caia abruptamente a partir da pr\u00f3xima d\u00e9cada.<\/p>\n\n\n\n<p>O documento&nbsp;<em>Quest\u00f5es-Chave e Alternativas para a Descarboniza\u00e7\u00e3o do Portf\u00f3lio de Investimentos da Petrobras<\/em>, \u00e9 assinado pelos economistas Carlos Eduardo Young e Helder Queiroz, da UFRJ. Ele \u00e9 a base para a produ\u00e7\u00e3o do segundo estudo,&nbsp;<em>A Petrobras de que Precisamos<\/em>, produzido por 30 organiza\u00e7\u00f5es do Grupo de Trabalho em Energia do Observat\u00f3rio do Clima.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ambos defendem que a Petrobras diversifique seu portf\u00f3lio e alinhe seus investimentos \u00e0s metas do Acordo de Paris e do Plano Clima<\/strong>, que preveem neutralidade de emiss\u00f5es de gases do efeito estufa at\u00e9 2050. Segundo os n\u00fameros apresentados nas pesquisas, dos US$ 111 bilh\u00f5es previstos no plano de neg\u00f3cios 2025-2029 da estatal, apenas US$ 9,1 bilh\u00f5es est\u00e3o destinados a energias de baixo carbono. A Petrobras disse, em nota, que o investimento em energia de baixo carbono \u00e9 maior do que o relatado: US$ 16,3 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Para os economistas da UFRJ, a&nbsp;<strong>depend\u00eancia da receita do petr\u00f3leo exp\u00f5e o Brasil a choques econ\u00f4micos<\/strong>&nbsp;devido \u00e0 volatilidade e ao car\u00e1ter finito do recurso.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA Petrobras, e o setor de petr\u00f3leo e g\u00e1s natural como um todo, n\u00e3o podem ser considerados como meros instrumentos de solu\u00e7\u00e3o para o problema macroecon\u00f4mico que abarca a quest\u00e3o fiscal no pa\u00eds\u201d, diz Young.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cApesar dos recursos financeiros arrecadados com royalties, impostos e demais participa\u00e7\u00f5es governamentais, \u00e9 importante recordar o risco associado \u00e0 depend\u00eancia das administra\u00e7\u00f5es p\u00fablicas (federal, estaduais e municipais), j\u00e1 que a atividade petrol\u00edfera \u00e9 caracterizada pela extra\u00e7\u00e3o de recursos esgot\u00e1veis e cujos pre\u00e7os s\u00e3o extremamente vol\u00e1teis\u201d, complementa Queiroz.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Caminhos propostos<\/h2>\n\n\n\n<p>O estudo conduzido pelo Observat\u00f3rio do clima sugere um conjunto de medidas para que a empresa passe pelo processo de transforma\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>ampliar investimentos em pesquisa de biocombust\u00edveis e hidrog\u00eanio de baixo carbono;<\/li>\n\n\n\n<li>retomar a atua\u00e7\u00e3o em distribui\u00e7\u00e3o e em terminais de recarga para o consumidor final;<\/li>\n\n\n\n<li>priorizar energias de baixo carbono, como hidrog\u00eanio verde, biocombust\u00edveis de segunda e terceira gera\u00e7\u00e3o, e combust\u00edvel sustent\u00e1vel de avia\u00e7\u00e3o (SAF);<\/li>\n\n\n\n<li>alinhar o plano de neg\u00f3cios aos objetivos mais ambiciosos do Acordo de Paris, da Contribui\u00e7\u00e3o Nacionalmente Determinada (NDC) do Brasil e da Estrat\u00e9gia Nacional de Mitiga\u00e7\u00e3o (Plano Clima);<\/li>\n\n\n\n<li>realocar recursos de refinarias para a amplia\u00e7\u00e3o de novos combust\u00edveis.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Os pesquisadores do Observat\u00f3rio do Clima prop\u00f5em o congelamento da expans\u00e3o da extra\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis f\u00f3sseis em novas fronteiras, como a Foz do Amazonas. E orientam pela concentra\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o em \u00e1reas j\u00e1 em produ\u00e7\u00e3o, como o pr\u00e9-sal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA Petrobras \u00e9 uma empresa muito importante para o pa\u00eds, mas necessita internalizar a crise clim\u00e1tica com muito mais vigor do que fez at\u00e9 agora\u201d, diz Suely Ara\u00fajo, coordenadora de Pol\u00edticas P\u00fablicas do Observat\u00f3rio do Clima.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSeu plano de neg\u00f3cios pode e deve ser ousado na perspectiva da diversifica\u00e7\u00e3o de atividades, com destaque para investimentos em energias de baixo carbono e na transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Futuro al\u00e9m do petr\u00f3leo<\/h2>\n\n\n\n<p>Para o economista Young, o<strong>&nbsp;Brasil continuar\u00e1 precisando de petr\u00f3leo por algum tempo, mas o caminho n\u00e3o deve ser a expans\u00e3o da commodity<\/strong>&nbsp;como l\u00edder das exporta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA Petrobras que eu quero \u00e9 uma Petrobras p\u00fablica, que atinja os objetivos do desenvolvimento nacional, que mantenha, sim, uma atividade importante, mas sem uma expans\u00e3o que tenha o objetivo de exportar e gerar caixa\u201d, defende o economista.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201c\u00c9 preciso aumentar o investimento em transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica e tamb\u00e9m em mitiga\u00e7\u00e3o. Uma Petrobras mais ativa no combate ao desmatamento e tamb\u00e9m na adapta\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica\u201d, complementa.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Posicionamento da&nbsp;Petrobras<\/h2>\n\n\n\n<p>A reportagem da&nbsp;<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>&nbsp;entrou em contato com a Petrobras, para que a empresa se posicionasse sobre os dois estudos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota, a petrol\u00edfera informa ter elevado os investimentos em transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, com destina\u00e7\u00e3o de&nbsp;US$ 16,3&nbsp;bilh\u00f5es para projetos de baixo carbono no plano 2025 a 2029, representando um crescimento de 42% em rela\u00e7\u00e3o ao plano anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A companhia investe fortemente em tecnologias inovadoras, com potencial de impacto no curto, m\u00e9dio e longo prazo. Est\u00e3o previstos investimentos totais de US$ 1,0 Bilh\u00e3o em P&amp;DI (Pesquisa, Desenvolvimento e Inova\u00e7\u00e3o) em baixo carbono no quinqu\u00eanio, partindo de 15% do total de P&amp;DI em 2025 e chegando a\u202f30% do total em 2029&#8221;, diz a nota.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Petrobras cita ainda recursos estimados em&nbsp;US$ 5,7 bilh\u00f5es para as energias de baixo carbono (e\u00f3lica e solar fotovoltaica, hidrog\u00eanio e captura, utiliza\u00e7\u00e3o e armazenamento de Carbono), e investimento em bioprodutos (US$ 4,3 bilh\u00f5es), etanol (US$ 2,2 bilh\u00f5es), biorrefino (US$1,5 bilh\u00e3o), biodiesel e biometano (US$0,6 bilh\u00e3o).<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Para fazer frente aos compromissos e desafios, a Petrobras tem CAPEX de US$ 5,3 bi no horizonte do PN 2025-2029 para descarboniza\u00e7\u00e3o das suas opera\u00e7\u00f5es, tendo como parte desse or\u00e7amento um valor de US$1,3 bilh\u00e3o nos pr\u00f3ximos 5 anos para um Fundo de Descarboniza\u00e7\u00e3o dedicado a alavancar a implementa\u00e7\u00e3o de oportunidades de descarboniza\u00e7\u00e3o nos neg\u00f3cios. O fundo comp\u00f5e a estrat\u00e9gia do programa carbono neutro, que \u00e9 iniciativa transversal envolvendo todas as \u00e1reas de neg\u00f3cio da companhia. O objetivo \u00e9 identificar oportunidades de mitiga\u00e7\u00e3o de GEE [Gases do Efeito Estufa], em suas diferentes frentes de atua\u00e7\u00e3o, utilizando a metodologia da Curva de Custo Marginal de Abatimento (MACC) para mapear as oportunidades de maior custo-efetividade&#8221;, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dois estudos lan\u00e7ados&nbsp;nesta ter\u00e7a-feira (16)&nbsp;defendem que a Petrobras tem condi\u00e7\u00f5es de mudar o rumo atual, focado em combust\u00edveis f\u00f3sseis, e liderar a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica no Brasil. 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