{"id":132140,"date":"2025-08-04T10:46:48","date_gmt":"2025-08-04T13:46:48","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=132140"},"modified":"2025-08-04T10:46:49","modified_gmt":"2025-08-04T13:46:49","slug":"mercado-financeiro-reduz-previsao-da-inflacao-para-507","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=132140","title":{"rendered":"Mercado financeiro reduz previs\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o para 5,07%"},"content":{"rendered":"\n<p>A&nbsp;<strong>previs\u00e3o do mercado financeiro para o \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA) \u2013 considerado a infla\u00e7\u00e3o oficial do pa\u00eds \u2013 passou de 5,09% para 5,07% este ano.<\/strong>&nbsp;\u00c9 a d\u00e9cima redu\u00e7\u00e3o seguida na estimativa, publicada no Boletim Focus desta segunda-feira (4). A pesquisa \u00e9 divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de institui\u00e7\u00f5es financeiras para os principais indicadores econ\u00f4micos.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1653087&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1653087&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Para 2026, a proje\u00e7\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o variou de 4,44% para 4,43%. Para 2027 e 2028, as previs\u00f5es s\u00e3o de 4% e 3,8%, respectivamente.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A&nbsp;<strong>estimativa para 2025 est\u00e1 acima do teto da meta de infla\u00e7\u00e3o que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monet\u00e1rio Nacional (CMN), a meta \u00e9 de 3%, com intervalo de toler\u00e2ncia de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior \u00e9 1,5% e o superior 4,5%.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em junho, mesmo pressionada pela energia el\u00e9trica, a infla\u00e7\u00e3o oficial &#8211; divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) &#8211;&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2025-07\/precos-de-alimentos-caem-inflacao-perde-forca-e-fecha-junho-em-024\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">perdeu for\u00e7a e fechou em 0,24%<\/a>, marcada pela primeira queda no pre\u00e7o dos alimentos depois de nove meses. Apesar da desacelera\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos meses, o&nbsp;<strong>\u00edndice acumulado em 12 meses alcan\u00e7ou 5,35%, ficando pelo sexto m\u00eas seguido acima do teto da meta de at\u00e9 4,5%.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/[https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2025-07\/ipca-de-junho-faz-brasil-estourar-novo-modelo-de-metas-de-inflacao\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Esse per\u00edodo de seis meses acima de 4,5% configura estouro da meta pelo novo regime adotado em 2024<\/a>&nbsp;. Cada vez que isso acontece, o presidente do BC tem que divulgar, por meio de carta aberta ao ministro da Fazenda, que preside o CMN, a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.bcb.gov.br\/controleinflacao\/historicometas\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">descri\u00e7\u00e3o detalhada das causas do descumprimento<\/a>, as provid\u00eancias para assegurar o retorno da infla\u00e7\u00e3o aos limites estabelecidos e o prazo no qual se espera que as provid\u00eancias produzam efeito.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Juros b\u00e1sicos<\/h2>\n\n\n\n<p>Para alcan\u00e7ar a meta de infla\u00e7\u00e3o, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa b\u00e1sica de juros, a Selic, definida em 15% ao ano pelo Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) do BC. O&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2025-07\/copom-mantem-juros-basicos-da-economia-em-15-ao-ano\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">recuo da infla\u00e7\u00e3o e o in\u00edcio da desacelera\u00e7\u00e3o da economia<\/a>&nbsp;fizeram o colegiado interromper o ciclo de aumento de juros na \u00faltima reuni\u00e3o, na semana passada, ap\u00f3s sete altas seguidas na Selic.<\/p>\n\n\n\n<p>Em comunicado, o Copom informou que a pol\u00edtica comercial dos Estados Unidos aumentou as incertezas em rela\u00e7\u00e3o aos pre\u00e7os. A autoridade monet\u00e1ria informou que, por enquanto, pretende manter os juros b\u00e1sicos, mas n\u00e3o descartou a possibilidade de voltar a elevar a Selic caso seja necess\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>A&nbsp;<strong>estimativa dos analistas \u00e9 que a taxa b\u00e1sica encerre 2025 nos 15% ao ano<\/strong>.&nbsp;<strong>Para o fim de 2026, a expectativa \u00e9 que a Selic caia para 12,5% ao ano.<\/strong>&nbsp;Para 2027 e 2028, a previs\u00e3o \u00e9 que ela seja reduzida novamente para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando o Copom aumenta a taxa b\u00e1sica de juros a finalidade \u00e9 conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos pre\u00e7os porque os juros mais altos encarecem o cr\u00e9dito e estimulam a poupan\u00e7a. Mas, al\u00e9m da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimpl\u00eancia, lucro e despesas administrativas. Assim, taxas mais altas tamb\u00e9m podem dificultar a expans\u00e3o da economia.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando a taxa Selic \u00e9 reduzida a tend\u00eancia \u00e9 que o cr\u00e9dito fique mais barato, com incentivo \u00e0 produ\u00e7\u00e3o e ao consumo, reduzindo o controle sobre a infla\u00e7\u00e3o e estimulando a atividade econ\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">PIB e c\u00e2mbio<\/h2>\n\n\n\n<p>A&nbsp;<strong>estimativa das institui\u00e7\u00f5es financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano permaneceu em 2,23% nesta edi\u00e7\u00e3o do Boletim Focus.<\/strong>&nbsp;Para 2026, a proje\u00e7\u00e3o para o Produto Interno Bruto (PIB &#8211; a soma dos bens e servi\u00e7os produzidos no pa\u00eds) passou de 1,89% para 1,88%. Para 2027 e 2028, o mercado financeiro estima expans\u00e3o do PIB em 1,95% e 2%, respectivamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Puxada pela agropecu\u00e1ria no primeiro trimestre de 2025, a&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2025-05\/PIB-%20cresce-1%2C4%25-%20no-primeiro-trimestre-de-2025\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">economia brasileira cresceu 1,4%<\/a>, de acordo com o IBGE. Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%. O&nbsp;<strong>resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expans\u00e3o desde 2021 quando o PIB alcan\u00e7ou 4,8%.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A&nbsp;<strong>previs\u00e3o da cota\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar est\u00e1 em R$ 5,60 para o fim deste ano. No fim de 2026, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,70.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A&nbsp;previs\u00e3o do mercado financeiro para o \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA) \u2013 considerado a infla\u00e7\u00e3o oficial do pa\u00eds \u2013 passou de 5,09% para 5,07% este ano.&nbsp;\u00c9 a d\u00e9cima redu\u00e7\u00e3o seguida na estimativa, publicada no Boletim Focus desta segunda-feira (4). 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