{"id":132008,"date":"2025-07-01T14:26:48","date_gmt":"2025-07-01T17:26:48","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=132008"},"modified":"2025-07-01T14:26:48","modified_gmt":"2025-07-01T17:26:48","slug":"ao-menos-114-milhoes-de-brasileiros-ja-usaram-cocaina-ou-crack","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=132008","title":{"rendered":"Ao menos 11,4 milh\u00f5es de brasileiros j\u00e1 usaram coca\u00edna ou crack"},"content":{"rendered":"\n<p><br>Levantamento divulgado pela Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp) estimou que cerca de 11,4 milh\u00f5es de brasileiros, considerando os maiores de 14 anos, j\u00e1 usaram coca\u00edna ou crack alguma vez na vida, o que representa 6,60% da popula\u00e7\u00e3o. Ao menos&nbsp;2,20% dos entrevistados relataram&nbsp;ter feito uso recente das subst\u00e2ncias&nbsp; nos \u00faltimos 12 meses, o que equivale a cerca de 3,8 milh\u00f5es de pessoas.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1649062&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1649062&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O&nbsp;resultado \u00e9 do terceiro Levantamento Nacional de \u00c1lcool e Drogas (Lenad III), realizado com financiamento da Secretaria Nacional de Pol\u00edticas sobre Drogas e Gest\u00e3o de Ativos do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a e Seguran\u00e7a P\u00fablica.&nbsp;<\/strong>A coleta dos dados ocorreu em 2023, com 16.608 participantes de 300 munic\u00edpios do pa\u00eds e n\u00e3o inclui pessoas em situa\u00e7\u00e3o de rua.<\/p>\n\n\n\n<p>Na compara\u00e7\u00e3o com o levantamento anterior (Lenad II), realizado em 2012, os pesquisadores indicam que houve aumento estatisticamente significativo na preval\u00eancia de pessoas que j\u00e1 usaram coca\u00edna ou crack ao longo da vida. Isso porque, na ocasi\u00e3o, o percentual era de 4,43%.&nbsp;Com base em 2012, ao menos 2% das pessoas relataram o uso das subst\u00e2ncias ao longo do ano anterior, o que indicaria estabilidade.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cA estabilidade do consumo recente, combinada ao aumento observado nas estimativas de uso ao longo da vida, sugere a possibilidade de um crescimento hist\u00f3rico na experimenta\u00e7\u00e3o da subst\u00e2ncia, sem que isso tenha se traduzido, necessariamente, em um aumento proporcional nos padr\u00f5es de uso continuado\u201d, diz trecho do estudo.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p><strong>As preval\u00eancias de uso ao longo da vida e no \u00faltimo ano s\u00e3o mais elevadas entre pessoas do sexo masculino e no grupo de 25 a 49 anos.<\/strong>&nbsp;Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 cor, amarela e ind\u00edgena tiveram maiores propor\u00e7\u00f5es. Do ponto de vista conjugal, os maiores \u00edndices s\u00e3o observados entre pessoas divorciadas ou separadas.<br><br><a href=\"https:\/\/www.whatsapp.com\/channel\/0029VaoRTgrInlqYLSk59B2M\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">&gt;&gt; Siga o canal da&nbsp;<strong>Ag\u00eancia Brasil&nbsp;<\/strong>no WhatsApp<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Considerando escolaridade e renda, os \u00edndices mais altos de consumo est\u00e3o entre pessoas com menor escolaridade e entre aquelas com renda mensal domiciliar de at\u00e9 dois sal\u00e1rios m\u00ednimos. A parcela que declara ter usado alguma vez na vida alcan\u00e7ou 12,77% entre a popula\u00e7\u00e3o sem nenhum estudo, 8% entre aqueles que n\u00e3o chegaram at\u00e9 o ensino m\u00e9dio, e uso recente de 1,88% e 3%, respectivamente.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cO uso atual de coca\u00edna e crack no Brasil n\u00e3o parece ter piorado nos \u00faltimos 10 anos. A discrep\u00e2ncia entre o aumento do consumo na vida e estabiliza\u00e7\u00e3o do consumo recente indica que varia\u00e7\u00f5es no contingente de usu\u00e1rios podem ter ocorrido durante o longo per\u00edodo entre as duas edi\u00e7\u00f5es do estudo sem que tenham sido detectadas\u201d, divulgou, em nota, a Unifesp.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p><strong>Os pesquisadores alertam, no entanto, que \u00e9 preciso cuidado para an\u00e1lise de tend\u00eancias.&nbsp;<\/strong>Um dos motivos \u00e9 que o intervalo de 11 anos entre os levantamentos \u00e9 suficientemente longo para que flutua\u00e7\u00f5es importantes &#8211; eleva\u00e7\u00f5es ou quedas&nbsp; &#8211; tenham ocorrido sem serem captadas pelas medi\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo nota da institui\u00e7\u00e3o, \u201cqualquer compara\u00e7\u00e3o entre 2012 e 2023 deve ser interpretada como a descri\u00e7\u00e3o de diferen\u00e7as pontuais entre dois momentos distintos, sem que seja poss\u00edvel inferir com seguran\u00e7a se tais varia\u00e7\u00f5es correspondem a um crescimento, decl\u00ednio ou estabiliza\u00e7\u00e3o cont\u00ednuos\u201d. A Unifesp alertou, no entanto, que \u201co uso permanece elevado entre popula\u00e7\u00f5es vulner\u00e1veis, com perfis marcados por desigualdade social, exclus\u00e3o e baixa escolaridade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, pela primeira vez, o estudo incorporou um m\u00f3dulo sobre percep\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria do tr\u00e1fico de drogas. \u201cCerca de metade da popula\u00e7\u00e3o brasileira [43,8%] afirma perceber o tr\u00e1fico como frequente (soma das respostas \u201cacontece muito\u201d e \u201cacontece\u201d) em seu bairro, com destaque para as regi\u00f5es Sudeste [51,6%] e Norte [47,5%], e para os grandes centros urbanos\u201d, informou a Unifesp.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Coca\u00edna<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Considerando apenas o recorte de uso da coca\u00edna, o estudo estimou o consumo ao longo da vida por cerca de 9,3 milh\u00f5es de brasileiros, o que representa 5,38% da popula\u00e7\u00e3o.<\/strong>&nbsp;No Lenad II, em 2012, 3,88% dos brasileiros relataram ter usado coca\u00edna alguma vez na vida. Para os pesquisadores, o resultado representa varia\u00e7\u00e3o estatisticamente significativa na propor\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao uso de coca\u00edna no \u00faltimo ano, tendo como refer\u00eancia 2023, o percentual ficou em 1,78%, o que corresponde a pouco mais de 3 milh\u00f5es de pessoas. Em 2012, 1,77% das pessoas tinham usado a subst\u00e2ncia ao longo do ano anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a publica\u00e7\u00e3o, esse resultado pode refletir diferentes fen\u00f4menos como&nbsp;\u201cmaior dispers\u00e3o hist\u00f3rica do consumo ao longo da d\u00e9cada, sem aumento na taxa de continuidade,&nbsp;ou ainda o abandono da subst\u00e2ncia por parte de indiv\u00edduos que experimentaram no passado\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entre os usu\u00e1rios de coca\u00edna, aqueles que consumiram no \u00faltimo ano, quase metade (43,6%) relatou uso frequente, definido como consumo di\u00e1rio ou mais de duas vezes por semana.<\/strong>&nbsp;O estudo aponta que esse \u00e9 um padr\u00e3o associado a maior risco de complica\u00e7\u00f5es agudas e problemas relacionados ao uso.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O levantamento estimou que a preval\u00eancia de depend\u00eancia de coca\u00edna &#8211; transtorno aditivo &#8211; na popula\u00e7\u00e3o \u00e9 de 0,72%, o que representa aproximadamente 1,19 milh\u00e3o de brasileiros com 14 anos ou mais.<\/strong>&nbsp;Com base apenas entre os usu\u00e1rios com consumo no \u00faltimo ano, essa preval\u00eancia de depend\u00eancia \u00e9 de 74,8%.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Crack<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>O levantamento estimou que 1,39% da popula\u00e7\u00e3o brasileira maior de 14 anos relatou ter usado crack pelo menos uma vez na vida, o que representa cerca de 2,32 milh\u00f5es de pessoas.<\/strong>&nbsp;O uso no \u00faltimo ano foi relatado por 0,5%, ou seja, cerca de 829 mil pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com os pesquisadores, as estimativas de 2023 s\u00e3o pr\u00f3ximas \u00e0s observadas em 2012, o que sugere estabilidade. Em 2012, a propor\u00e7\u00e3o de pessoas que relataram uso de crack foi de 1,44% para uso em algum momento da vida e de 0,64% para uso no \u00faltimo ano.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 depend\u00eancia, o estudo aponta que a amostra de indiv\u00edduos que declararam uso de crack nos \u00faltimos 12 meses n\u00e3o foi numericamente suficiente para permitir \u201ca estimativa precisa e estatisticamente robusta da preval\u00eancia de Transtorno por Uso de Subst\u00e2ncias (TUS) associado exclusivamente a essa subst\u00e2ncia\u201d.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Levantamento divulgado pela Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp) estimou que cerca de 11,4 milh\u00f5es de brasileiros, considerando os maiores de 14 anos, j\u00e1 usaram coca\u00edna ou crack alguma vez na vida, o que representa 6,60% da popula\u00e7\u00e3o. Ao menos&nbsp;2,20% dos entrevistados relataram&nbsp;ter feito uso recente das subst\u00e2ncias&nbsp; nos \u00faltimos 12 meses, o que equivale [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":132029,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[11],"class_list":{"0":"post-132008","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-geral","8":"tag-destaque"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/132008","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=132008"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/132008\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":132030,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/132008\/revisions\/132030"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/132029"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=132008"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=132008"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=132008"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}