{"id":132001,"date":"2025-07-01T14:17:05","date_gmt":"2025-07-01T17:17:05","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=132001"},"modified":"2025-07-01T14:17:06","modified_gmt":"2025-07-01T17:17:06","slug":"ao-completar-15-anos-onu-mulheres-diz-que-desigualdade-e-desafio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=132001","title":{"rendered":"Ao completar 15 anos, ONU Mulheres diz que desigualdade \u00e9 desafio"},"content":{"rendered":"\n<p>&#8220;Direitos das mulheres s\u00e3o como ondas do mar: h\u00e1 retrocesso, mas avan\u00e7os s\u00e3o persistentes&#8221;, disse a&nbsp;representante da ONU Mulheres no Brasil, Ana&nbsp;Querino,&nbsp;alertando para a necessidade de renovar esfor\u00e7os em defesa de meninas e mulheres.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1649030&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1649030&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O mundo tem 4 bilh\u00f5es de meninas e mulheres, mas a sobreviv\u00eancia delas em igualdade com os homens permanece um desafio global.<\/strong>&nbsp;Elas n\u00e3o est\u00e3o representadas proporcionalmente na pol\u00edtica, nos cargos de decis\u00e3o nas empresas e nos governos e sofrem de maneira diferenciada com a pobreza e a viol\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o desafio de pensar a\u00e7\u00f5es e estrat\u00e9gias capazes de melhorar a vida desse contingente, a ag\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) para as Mulheres completa 15 anos em 2025. A entidade reconhece que a caminhada pela igualdade de g\u00eanero, nesse per\u00edodo, n\u00e3o andou em linha reta, mas que as idas e vindas fazem parte do processo. Para impedir retrocessos acentuados, no entanto, prop\u00f5e uma repactua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pesquisa da entidade, de mar\u00e7o deste ano, mostra que direitos humanos das mulheres est\u00e3o em risco em um a cada quatro pa\u00edses, al\u00e9m de salientar preocupa\u00e7\u00e3o com o aumento da viol\u00eancia e da exclus\u00e3o digital de mulheres.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/facebook.com\/agenciabrasil.ebc\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">&gt;&gt; Siga o perfil da&nbsp;<strong>Ag\u00eancia Brasil&nbsp;<\/strong>no Facebook&nbsp;<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o da entidade, o momento hist\u00f3rico \u00e9 prec\u00e1rio, o que, na pr\u00e1tica, significa piora das condi\u00e7\u00f5es de vida, como reconhece Ana&nbsp;Querino, representante interina da ONU Mulheres no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>&#8220;S\u00e3o 15 anos de atua\u00e7\u00e3o, de institucionaliza\u00e7\u00e3o de um trabalho que come\u00e7ou h\u00e1 50 anos, com a inten\u00e7\u00e3o de acelerar os avan\u00e7os&#8221;, explicou a gestora. &#8220;Quando a gente pensa em mudan\u00e7as estruturantes, que mudam a sociedade, \u00e9 normal que se&nbsp;tenha esses movimentos, que n\u00e3o s\u00e3o em linha reta. S\u00e3o avan\u00e7os como as ondas do mar, analogia de que me apropriei, pois, v\u00e3o e voltam, mas s\u00e3o persistentes e n\u00e3o t\u00eam como segurar. A for\u00e7a da natureza \u00e9 maior&#8221;, comparou.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p><strong>Entre os desafios do momento, a ag\u00eancia destaca a obriga\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses de inclu\u00edrem 50% de mulheres nos espa\u00e7os de decis\u00e3o, conforme recomenda\u00e7\u00e3o recente da Conven\u00e7\u00e3o para a Elimina\u00e7\u00e3o de todas as Formas de Discrimina\u00e7\u00e3o com as Mulheres (Cedaw).<\/strong>&nbsp;A conven\u00e7\u00e3o tem for\u00e7a de lei no Brasil, tendo sido adotada em 1984. Hoje, as brasileiras n\u00e3o chegam a duas a cada dez parlamentares no Congresso Nacional. Elas s\u00e3o 17% do total de 513 deputados e 81 senadores eleitos no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Outra preocupa\u00e7\u00e3o da ONU Mulheres \u00e9 com 600 milh\u00f5es de mulheres e meninas vivendo em zonas de conflito, 50% a mais que h\u00e1 dez anos, segundo balan\u00e7o da entidade<\/strong>. Al\u00e9m do risco de morte e das condi\u00e7\u00f5es de vida prec\u00e1ria, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 fator determinante para mortes maternas. Seis em cada dez mortes de mulheres relacionadas \u00e0 gravidez ocorrem nos 35 pa\u00edses afetados por conflitos.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>&#8220;Estamos em momento de fragilidade em rela\u00e7\u00e3o aos acordos alcan\u00e7ados na cria\u00e7\u00e3o da ONU, portanto, mais do que nunca, \u00e9 preciso refor\u00e7ar a mensagem da Carta da ONU, que completou 70 anos. Mas a certeza que a gente tem, independentemente do conflito, \u00e9 de que as mulheres e meninas s\u00e3o afetadas de forma espec\u00edfica pelas guerras e, muitas vezes, a viol\u00eancia contra essas mulheres e meninas, incluindo estupros, s\u00e3o usados como arma&#8221;, explicou a representante no Brasil.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o cobra que lideran\u00e7as, em especial&nbsp;os chefes de Estado e os parlamentos, assumam a defesa dos compromissos internacionais, como os pactuados h\u00e1 30 anos na Plataforma de A\u00e7\u00e3o de Pequim e os Objetivos do Desenvolvimento Sustent\u00e1vel, entre outros acordos, como a Resolu\u00e7\u00e3o 1.325 do Conselho de Seguran\u00e7a. O&nbsp;documento reconhece o impacto diferenciado das guerras sobre meninas e mulheres e a necessidade de participa\u00e7\u00e3o delas na media\u00e7\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o da paz.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nesse cen\u00e1rio, a ONU Mulheres quer renovar o compromisso dos Estados e institui\u00e7\u00f5es privadas e prop\u00f5e 15 a\u00e7\u00f5es em diversas \u00e1reas, divulgadas nesta ter\u00e7a-feira (1\u00ba)<\/strong>. A principal \u00e9 proteger as conquistas j\u00e1 obtidas.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>&#8220;Isso inclui garantir que os sistemas legais, pol\u00edticos e financeiros promovam \u2014 e n\u00e3o dificultem \u2014 a igualdade de g\u00eanero&#8221;, destaca o informe da entidade divulgado para marcar&nbsp;o anivers\u00e1rio.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>&#8220;A gente precisa muito que essas lideran\u00e7as, nos mais variados espa\u00e7os, nos governos, parlamentos, nas empresas privadas e na sociedade civil, assumam esse compromisso ou pelo menos visibilizem e falem sobre [os direitos das mulheres], porque temos ouvido, com frequ\u00eancia, vozes de outras pessoas em posi\u00e7\u00f5es de destaque, vamos falar assim, que est\u00e3o se contrapondo [a esses direitos]&#8221;, explicou Ana. &#8220;Precisamos de vozes que reforcem o progresso&#8221;, frisou.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Outra importante a\u00e7\u00e3o \u00e9 incluir as mulheres digitalmente. A representante da ONU explicou que muitas t\u00eam dificuldade de usar a tecnologia, o que acaba limitando o uso por elas. Paralelamente, a entidade cobra mais mulheres na ind\u00fastria digital. &#8220;Se n\u00e3o temos mulheres por tr\u00e1s desse avan\u00e7o tecnol\u00f3gico, temos a tecnologia reproduzindo a misoginia e a discrimina\u00e7\u00e3o&#8221;, alertou. Como resultado dessa exclus\u00e3o, a ONU tamb\u00e9m observa o aumento da viol\u00eancia facilitada pela internet.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entre as 15 a\u00e7\u00f5es propostas pela ONU para repactuar avan\u00e7os sobre&nbsp;a igualdade de g\u00eanero, al\u00e9m de impedir retrocessos e acabar com os conflitos, s\u00e3o prioridades erradicar a pobreza, uma vez que uma em cada dez meninas ou mulheres ainda vive com menos de US$ 2,15, ou seja, menos de R$ 12 por dia, e combater a fome. Segundo a ONU, mais mulheres do que homens enfrentam inseguran\u00e7a alimentar.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Enfrentar a viol\u00eancia \u00e9 outra a\u00e7\u00e3o que requer medidas imediatas, pois&nbsp;uma mulher ou menina \u00e9 assassinada a cada dez minutos no mundo&nbsp;por um parceiro ou parente pr\u00f3ximo. Em 2023, 85 mil foram assassinadas intencionalmente. A situa\u00e7\u00e3o exige fortalecimento das leis, toler\u00e2ncia zero e apoio \u00e0s sobreviventes.<\/p>\n\n\n\n<p>A participa\u00e7\u00e3o das mulheres nas discuss\u00f5es sobre as mudan\u00e7as do clima e a participa\u00e7\u00e3o delas na economia s\u00e3o tamb\u00e9m frentes da ONU Mulheres. A entidade prop\u00f5e pol\u00edticas ou sistemas de cuidado com empregos dignos no setor, al\u00e9m de sal\u00e1rios iguais em todas as profiss\u00f5es. Elas ainda ganham 20% menos.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Direitos das mulheres s\u00e3o como ondas do mar: h\u00e1 retrocesso, mas avan\u00e7os s\u00e3o persistentes&#8221;, disse a&nbsp;representante da ONU Mulheres no Brasil, Ana&nbsp;Querino,&nbsp;alertando para a necessidade de renovar esfor\u00e7os em defesa de meninas e mulheres. 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