{"id":131517,"date":"2025-05-05T22:10:56","date_gmt":"2025-05-06T01:10:56","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=131517"},"modified":"2025-05-05T22:14:09","modified_gmt":"2025-05-06T01:14:09","slug":"atlas-da-amazonia-brasileira-busca-descontruir-estereotipos-da-regiao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=131517","title":{"rendered":"Atlas da Amaz\u00f4nia Brasileira busca descontruir estere\u00f3tipos da regi\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p>O&nbsp;<em>Atlas da Amaz\u00f4nia Brasileira<\/em>&nbsp;foi lan\u00e7ado nesta segunda-feira (5) pela Funda\u00e7\u00e3o Heinrich B\u00f6ll no Brasil, e busca desconstruir estere\u00f3tipos da regi\u00e3o com um conte\u00fado que contribui para uma mudan\u00e7a urgente de perspectiva, para que pessoas do pa\u00eds e do mundo possam conhecer a Amaz\u00f4nia novamente, desta vez sob a perspectiva dos diversos habitantes da regi\u00e3o.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1641509&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1641509&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Trata-se de uma publica\u00e7\u00e3o in\u00e9dita com 32 artigos que abordam os desafios, os saberes e as pot\u00eancias da maior floresta tropical do planeta.<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A iniciativa busca ampliar o debate sobre justi\u00e7a clim\u00e1tica e territorial em um ano marcado pela realiza\u00e7\u00e3o da COP30 na Amaz\u00f4nia brasileira.&nbsp;<strong>Entre os 58 autores e autoras, est\u00e3o 19 ind\u00edgenas, cinco quilombolas e dois ribeirinhos<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>&gt;&gt;&nbsp;<a href=\"https:\/\/br.boell.org\/pt-br\/atlas-da-amazonia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Clique aqui<\/a>&nbsp;e acesse a \u00edntegra do atlas<\/p>\n\n\n\n<p>Para o coordenador da \u00e1rea de Justi\u00e7a Socioambiental da Funda\u00e7\u00e3o Heinrich B\u00f6ll no Brasil e co-organizador do atlas, existe uma vis\u00e3o de que a Amaz\u00f4nia \u00e9 s\u00f3 floresta, mas existe uma riqueza singular na regi\u00e3o que muitas vezes fica invisibilizada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>A gente mal sabe que 75% da popula\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia \u00e9 urbana.<\/strong>&nbsp;Tem povos e comunidades que h\u00e1 muito tempo trabalham na rela\u00e7\u00e3o com a natureza, com formas de prote\u00e7\u00e3o e preserva\u00e7\u00e3o ambiental com a constru\u00e7\u00e3o de um bem viver cada vez mais sustent\u00e1vel.&nbsp;<strong>\u00c9 preciso colocar quem est\u00e1 nos territ\u00f3rios para ter um papel de protagonista nesses debates<\/strong>.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo da Funda\u00e7\u00e3o, entre 2019 e 2022, a Amaz\u00f4nia registrou recordes de desmatamento (principalmente para abertura de pastagem para cria\u00e7\u00e3o de gado); o garimpo ilegal em \u00e1reas protegidas (principalmente em terras ind\u00edgenas da regi\u00e3o amaz\u00f4nica) cresceu em 90%; e cidad\u00e3os estimulados pelo avan\u00e7o da extrema direita se armaram \u2013 entre 2018 e 2022 o n\u00famero de pessoas com registro de armas na Amaz\u00f4nia Ocidental aumentou 1.020%.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ao mesmo tempo, em 2022 a Amaz\u00f4nia reuniu mais de um quinto dos assassinatos de defensores do meio ambiente em todo o mundo: foram 39 ativistas assassinados na regi\u00e3o naquele ano<\/strong>.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Crises<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/nxTWwfRZTqnJEDCxSohgQa5ieIY=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2025\/04\/30\/250421_atlas_da_amazonia_brasileira-1.jpg?itok=Gfbhj7YC\" alt=\"Bras\u00edlia (DF), 30\/04\/2025 - Capa do livro \" title=\"Funda\u00e7\u00e3o Heinrich B\u00f6ll\/Divulga\u00e7\u00e3o\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Em 2023, o mundo teve acesso \u00e0s cenas da&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2023-06\/mais-da-metade-dos-yanomami-vive-em-risco-de-saude\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">crise humanit\u00e1ria vivida<\/a>&nbsp;pelo povo ind\u00edgena Yanomami, cujo territ\u00f3rio, nos anos anteriores, foi tomado pela atividade garimpeira ilegal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No mesmo ano, a&nbsp;<strong>Amaz\u00f4nia foi assolada por uma intensa crise clim\u00e1tica,&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2023-10\/seca-no-amazonas-afeta-mais-de-630-mil-pessoas\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">com secas extremas<\/a>&nbsp;e rios alcan\u00e7ando os mais baixos n\u00edveis j\u00e1 registrados<\/strong>, o que, al\u00e9m da morte de animais, impactou sua extensa infraestrutura fluvial, levando \u00e0 escassez de \u00e1gua pot\u00e1vel e alimentos, al\u00e9m da dificuldade de acesso a aparelhos p\u00fablicos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os danos n\u00e3o foram totalmente superados e outra seca atingiu a regi\u00e3o em 2024. No mesmo ano, o&nbsp;<strong>bioma amaz\u00f4nico concentrou o maior n\u00famero de focos de inc\u00eandio dos 17 anos anteriores<\/strong>, e o impacto da fuma\u00e7a na qualidade do ar prejudicou a sa\u00fade de milhares de pessoas \u2013 sendo transportada pela atmosfera para outros estados das regi\u00f5es Centro Oeste, Sudeste e Sul do Brasil.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Outros biomas que comp\u00f5em a Amaz\u00f4nia Legal, como o Pantanal e o Cerrado, tamb\u00e9m atingiram recordes de queimadas.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Assim, na avalia\u00e7\u00e3o da funda\u00e7\u00e3o, os \u00faltimos anos parecem ter desenhado um futuro sombrio para a Amaz\u00f4nia e sua popula\u00e7\u00e3o, seja pelos impactos do colapso clim\u00e1tico na regi\u00e3o, seja pelas disputas pol\u00edticas que ditam n\u00e3o apenas o ritmo da intensifica\u00e7\u00e3o de crimes ambientais (cada vez mais organizados pelas fac\u00e7\u00f5es do tr\u00e1fico de drogas nos territ\u00f3rios), mas os interesses econ\u00f4micos que orientam grandes projetos para a regi\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEm contrapartida, a Amaz\u00f4nia \u00e9 territ\u00f3rio de uma efervescente mobiliza\u00e7\u00e3o de movimentos sociais, coletivos e organiza\u00e7\u00f5es socioambientais que t\u00eam se tornado linha de frente das discuss\u00f5es envolvendo tanto a gest\u00e3o territorial regional, quanto a agenda clim\u00e1tica global&#8221;, diz a funda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>&#8220;Essa mobiliza\u00e7\u00e3o envolve a valoriza\u00e7\u00e3o dos modelos de pensamento dos povos e comunidades, que constroem rela\u00e7\u00f5es com o territ\u00f3rio e seus seres bastante distintas daquelas que guiam os setores respons\u00e1veis pelo iminente colapso clim\u00e1tico\u201d,<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Crime organizado<\/h2>\n\n\n\n<p>No artigo Crime Organizado, os autores Aiala Colares Couto (professor e pesquisador na \u00e1rea de geografia da Universidade do Estado do Par\u00e1 \u2013 UEPA) e Regine Sch\u00f6nenberg (Funda\u00e7\u00e3o Heinrich B\u00f6ll) tra\u00e7am as din\u00e2micas das fac\u00e7\u00f5es criminosas na regi\u00e3o amaz\u00f4nica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Segundo eles, importantes rotas do tr\u00e1fico de drogas passam pela Amaz\u00f4nia brasileira e controlar essas rotas e os mercados locais se tornou o objetivo das fac\u00e7\u00f5es<\/strong>. Com a profissionaliza\u00e7\u00e3o do narcotr\u00e1fico e sua rela\u00e7\u00e3o com os crimes ambientais, a&nbsp;<strong>regi\u00e3o vive um processo de interioriza\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEstudos apontam que, desde os anos de 1980, a bacia amaz\u00f4nica \u00e9 utilizada pelo crime organizado. Na \u00e9poca, como um importante corredor para o escoamento de coca\u00edna que entrava pelas fronteiras do Brasil com os pa\u00edses andinos, principalmente Bol\u00edvia, Col\u00f4mbia e Peru, que at\u00e9 hoje se destacam como os maiores produtores de coca\u00edna do mundo\u201d, dizem os autores.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Aiala e Regine, fac\u00e7\u00f5es criminosas que antes atuavam na Regi\u00e3o Sudeste passaram a ter mais presen\u00e7a na Amaz\u00f4nia, tais como, o Primeiro Comando da Capital (PCC), de S\u00e3o Paulo, e o Comando Vermelho (CV), do Rio de Janeiro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Al\u00e9m disso, fac\u00e7\u00f5es regionais passaram a se organizar na regi\u00e3o instituindo rela\u00e7\u00f5es de poder e controle dos territ\u00f3rios, a exemplo da Fam\u00edlia do Norte (FDN) do Amazonas e Comando Classe A (CCA) do Par\u00e1<\/strong>, fazendo alian\u00e7as e enfrentamento aos grupos faccionais n\u00e3o-regionais, algo que contribuiu de forma significativa para os conflitos violentos na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Segundo os autores, a rela\u00e7\u00e3o entre o narcotr\u00e1fico e os crimes ambientais se d\u00e1 por meio de atividades ilegais como explora\u00e7\u00e3o ilegal de madeira, contrabando de min\u00e9rios (mangan\u00eas e cassiterita) e grilagem de terras.<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Essas atividades v\u00eam sendo financiadas pelo crime organizado nos \u00faltimos anos, principalmente como estrat\u00e9gia de lavagem de dinheiro.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEm rela\u00e7\u00e3o \u00e0 amea\u00e7a aos territ\u00f3rios ind\u00edgenas, destacam-se a expans\u00e3o do garimpo ilegal do ouro e a invas\u00e3o desses territ\u00f3rios por integrantes de fac\u00e7\u00f5es criminosas, aliciando jovens ind\u00edgenas e alterando o cotidiano das comunidades&#8221;, dizem os pesquisadores, que alertam para o alcance desse impacto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>&#8220;Tamb\u00e9m se enfatiza a aproxima\u00e7\u00e3o a esses povos gerada pelos v\u00e1rios meios de transporte das drogas, seja via estradas pr\u00f3ximas ou interligadas \u00e0s Terras Ind\u00edgenas, pelos rios que se conectam a elas ou pela utiliza\u00e7\u00e3o de aeronaves que pousam em pistas clandestinas constru\u00eddas ilegalmente nas \u00e1reas protegidas.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Nascido no quilombo de Menino Jesus de Pitimandeua, no munic\u00edpio de Inhangapi, no Par\u00e1, o pesquisador Aiala diz que h\u00e1 uma dificuldade na a\u00e7\u00e3o do Estado no que diz respeito \u00e0 agilidade do processo de interven\u00e7\u00e3o no combate ao crime organizado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<strong>O crime organizado n\u00e3o passa por processos burocr\u00e1ticos para agir.<\/strong>&nbsp;A agilidade do crime organizado em suas m\u00faltiplas conex\u00f5es acaba se sobrepondo \u00e0s a\u00e7\u00f5es governamentais que dependem de recursos financeiros e da desburocratiza\u00e7\u00e3o por parte do governo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A funda\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>A Funda\u00e7\u00e3o Heinrich B\u00f6ll \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica alem\u00e3 presente em mais de 42 pa\u00edses. Promover di\u00e1logos pela democracia e garantir os direitos humanos; atuar em defesa da justi\u00e7a socioambiental; defender os direitos das mulheres e se posicionar como antirracista s\u00e3o valores que impulsionam as ideias e a\u00e7\u00f5es da funda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;No Brasil, a Funda\u00e7\u00e3o apoia projetos de diversas organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil, organiza debates e produz publica\u00e7\u00f5es gratuitas. No campo da justi\u00e7a socioambiental, busca fortalecer o debate p\u00fablico que alie a defesa do meio ambiente \u00e0 garantia dos direitos dos povos do campo e da floresta. A funda\u00e7\u00e3o completa 25 anos de atua\u00e7\u00e3o no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O&nbsp;Atlas da Amaz\u00f4nia Brasileira&nbsp;foi lan\u00e7ado nesta segunda-feira (5) pela Funda\u00e7\u00e3o Heinrich B\u00f6ll no Brasil, e busca desconstruir estere\u00f3tipos da regi\u00e3o com um conte\u00fado que contribui para uma mudan\u00e7a urgente de perspectiva, para que pessoas do pa\u00eds e do mundo possam conhecer a Amaz\u00f4nia novamente, desta vez sob a perspectiva dos diversos habitantes da regi\u00e3o. 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