{"id":131138,"date":"2025-03-24T18:53:43","date_gmt":"2025-03-24T21:53:43","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=131138"},"modified":"2025-03-24T18:53:44","modified_gmt":"2025-03-24T21:53:44","slug":"alckmin-defende-retirar-inflacao-de-alimentos-do-calculo-da-selic","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=131138","title":{"rendered":"Alckmin defende retirar infla\u00e7\u00e3o de alimentos do c\u00e1lculo da Selic"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>O presidente em exerc\u00edcio e ministro do Desenvolvimento, Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os, Geraldo Alckmin, defendeu, nesta segunda-feira (24), que o Banco Central (BC) desconsidere a infla\u00e7\u00e3o de alimentos e energia ao definir a taxa b\u00e1sica de juros, a Selic.<\/strong>&nbsp;A declara\u00e7\u00e3o vem ap\u00f3s o Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) do BC elevar a Selic para 14,25% ao ano para conter a infla\u00e7\u00e3o.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1635741&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1635741&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>Alckmin mencionou o exemplo do banco central dos Estados Unidos, que retira esses dois \u00edndices do c\u00e1lculo dos juros b\u00e1sicos da economia estadunidense. \u201cUma taxa de juros elevada, como a Selic, em 14,25% ao ano, ela atrapalha a economia, porque torna muito caro o custo de capital\u201d, disse,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/live\/LNHk9DYSfxw\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">em evento promovido pelo jornal&nbsp;<em>Valor Econ\u00f4mico<\/em><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Para o presidente em exerc\u00edcio, os aumentos nos pre\u00e7os de alimentos e energia s\u00e3o impulsionados por fatores externos e de natureza pontual, como eventos clim\u00e1ticos adversos&nbsp;e tens\u00f5es geopol\u00edticas, como guerras.<\/strong>&nbsp;Segundo o tamb\u00e9m ministro, esses eventos impactam os pre\u00e7os de forma significativa, mas n\u00e3o possuem uma rela\u00e7\u00e3o direta com a pol\u00edtica monet\u00e1ria e, portanto, com a taxa de juros.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAlimento \u00e9 muito clima. Se eu tenho uma seca muito forte, uma altera\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica muito grande, vai subir o pre\u00e7o de alimento. E n\u00e3o adianta eu aumentar os juros que n\u00e3o vai fazer chover. Ent\u00e3o eu s\u00f3 vou prejudicar a economia\u201d, disse, lembrando que no caso da energia, os pre\u00e7os do barril do petr\u00f3leo s\u00e3o definidos internacionalmente.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora o Banco Central tenha entre seus objetivos principais o controle da infla\u00e7\u00e3o,&nbsp;<strong>a vis\u00e3o do ministro sugere uma an\u00e1lise mais flex\u00edvel e atenta aos choques de oferta que podem influenciar os \u00edndices de pre\u00e7os.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEnt\u00e3o, eles [banco central dos EUA] excluem do c\u00e1lculo [alimentos e energia]. Eu acho que \u00e9 uma medida inteligente, e a gente realmente [pode] aumentar os juros naquilo que pode ter mais efetividade na redu\u00e7\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o\u201d, explicou Alckmin.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cA redu\u00e7\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial. A infla\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 neutra socialmente, ela n\u00e3o \u00e9 neutra, ela atinge muito mais o assalariado, que tem reajuste, normalmente, uma vez por ano e v\u00ea todo m\u00eas, todo dia, o seu sal\u00e1rio perder o poder aquisitivo. Ent\u00e3o, entendo, sim, que \u00e9 uma medida que deve ser estudada pelo Banco Central brasileiro\u201d, argumentou o presidente em exerc\u00edcio.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p><strong>Alckmin tamb\u00e9m alertou para o impacto do aumento da Selic nas contas p\u00fablicas.<\/strong>&nbsp;Segundo c\u00e1lculos apresentados por ele, cada eleva\u00e7\u00e3o de 1 ponto percentual na taxa b\u00e1sica de juros onera a d\u00edvida p\u00fablica em aproximadamente R$ 48 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Juros b\u00e1sicos<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Puxada pela alta da energia el\u00e9trica, em fevereiro, a infla\u00e7\u00e3o oficial medida pelo \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA)&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/Pressionada-pela-energia-el%C3%A9trica-infla%C3%A7%C3%A3o-de-fevereiro-fica-em-1%2C31%25\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ficou em 1,31%<\/a>, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). \u00c9 o maior resultado desde mar\u00e7o de 2022, quando tinha marcado 1,62%, e o mais alto para um m\u00eas de fevereiro desde 2003 (1,57%). Em 12 meses, o IPCA soma 5,06%.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O \u00edndice est\u00e1 acima do teto da meta de infla\u00e7\u00e3o que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monet\u00e1rio Nacional (CMN), a meta \u00e9 de 3%, com intervalo de toler\u00e2ncia de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior \u00e9 1,5% e o superior, 4,5%.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A taxa b\u00e1sica de juros \u00e9 o principal instrumento do BC para alcan\u00e7ar a meta de infla\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/strong>A alta do pre\u00e7o dos alimentos e da energia e as incertezas em torno da economia global fizeram o&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2025-03\/copom-eleva-juros-basicos-da-economia-para-1425-ao-ano\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Copom aumentar mais uma vez os juros<\/a>, em 1 ponto percentual, na reuni\u00e3o da semana passada, o quinto aumento seguido da Selic, em um ciclo de contra\u00e7\u00e3o na pol\u00edtica monet\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Em comunicado, o Copom informou que a economia brasileira est\u00e1 aquecida, apesar de sinais de modera\u00e7\u00e3o no crescimento. Segundo o colegiado, a infla\u00e7\u00e3o cheia e os n\u00facleos (medida que exclui pre\u00e7os mais vol\u00e1teis, como alimentos e energia) continuam em alta. O \u00f3rg\u00e3o alertou que existe o risco de que a infla\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os continue alta e informou que continuar\u00e1 a monitorar a pol\u00edtica econ\u00f4mica do governo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pr\u00f3ximas reuni\u00f5es, o Copom informou que elevar\u00e1 a Selic \u201cem menor magnitude\u201d na reuni\u00e3o de maio e n\u00e3o deixou pistas para o que acontecer\u00e1 depois disso.&nbsp;<\/strong>Al\u00e9m de esperada pelo mercado financeiro, a eleva\u00e7\u00e3o em 1 ponto&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2025-03\/alta-da-selic-estava-prevista-desde-o-fim-do-ano-passado-diz-haddad\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">havia sido anunciada<\/a>&nbsp;pelo Banco Central na reuni\u00e3o de janeiro.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quando o Copom aumenta a taxa b\u00e1sica de juros, a finalidade \u00e9 conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos pre\u00e7os porque os juros mais altos encarecem o cr\u00e9dito e estimulam a poupan\u00e7a.<\/strong>&nbsp;Mas, al\u00e9m da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimpl\u00eancia, lucro e despesas administrativas. Assim, taxas mais altas tamb\u00e9m podem dificultar a expans\u00e3o da economia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quando a taxa Selic \u00e9 reduzida, a tend\u00eancia \u00e9 que o cr\u00e9dito fique mais barato, com incentivo \u00e0 produ\u00e7\u00e3o e ao consumo, reduzindo o controle sobre a infla\u00e7\u00e3o e estimulando a atividade econ\u00f4mica.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O presidente em exerc\u00edcio e ministro do Desenvolvimento, Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os, Geraldo Alckmin, defendeu, nesta segunda-feira (24), que o Banco Central (BC) desconsidere a infla\u00e7\u00e3o de alimentos e energia ao definir a taxa b\u00e1sica de juros, a Selic.&nbsp;A declara\u00e7\u00e3o vem ap\u00f3s o Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) do BC elevar a Selic para 14,25% [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":131139,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[20],"tags":[24],"class_list":{"0":"post-131138","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-economia","8":"tag-manchete"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/131138","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=131138"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/131138\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":131140,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/131138\/revisions\/131140"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/131139"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=131138"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=131138"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=131138"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}