{"id":130686,"date":"2025-02-13T11:13:40","date_gmt":"2025-02-13T14:13:40","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=130686"},"modified":"2025-02-13T11:13:41","modified_gmt":"2025-02-13T14:13:41","slug":"super-enzima-de-bacteria-pode-transformar-residuos-em-biocombustivel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=130686","title":{"rendered":"\u201cSuper enzima\u201d de bact\u00e9ria pode transformar res\u00edduos em biocombust\u00edvel"},"content":{"rendered":"\n<p>Pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) divulgam&nbsp;nesta quinta-feira (13), na revista Nature, o processo e potencial&nbsp;de um biocatalisador isolado a partir de bact\u00e9rias do solo brasileiro, chamado de CelOCE (do ingl\u00eas, Cellulose Oxidative Cleaving Enzyme).<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1630182&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1630182&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>As amostras s\u00e3o de \u00e1reas normalmente cobertas por baga\u00e7o de cana-de-a\u00e7\u00facar, e as bact\u00e9rias analisadas n\u00e3o tiveram uma \u201cfase de laborat\u00f3rio\u201d de sele\u00e7\u00e3o e cria\u00e7\u00e3o. A pesquisa foi desde a bioprospe\u00e7\u00e3o, quando se encontraram os microorganismos com potencial, at\u00e9 a produ\u00e7\u00e3o da enzima em escala industrial, na planta-piloto do CNPEM. A enzima j\u00e1 teve seu pedido de registro de patente depositado e est\u00e1 em licenciamento para uso industrial. O uso no setor produtivo pode come\u00e7ar entre um e quatro anos ap\u00f3s o licenciamento, dependendo da tecnologia aplicada em seu desenvolvimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Encontrar as bact\u00e9rias n\u00e3o foi um acidente, mas parte dos resultados do programa de mapeamento gen\u00e9tico da vida microbiana da biodiversidade brasileira, realizado pelo CNPEM com parceiros nacionais e internacionais, como o que isolou compostos com potencial para uso m\u00e9dico em bact\u00e9rias de uma unidade de conserva\u00e7\u00e3o na Amaz\u00f4nia.&nbsp;Essa descoberta teve parcerias com o Instituto Nacional de Pesquisa para Agricultura, Alimentos e Meio Ambiente da Fran\u00e7a (INRAE, da Universidade Aix Marseille), e com a Universidade T\u00e9cnica da Dinamarca (DTU).<\/p>\n\n\n\n<p>O \u201ccaminho\u201d para chegar a ela tamb\u00e9m pode ser testado em outras condi\u00e7\u00f5es&nbsp;e indicar compostos com potencial para a reciclagem em petroqu\u00edmicos e pl\u00e1sticos. \u00c9 quase como espionar as bact\u00e9rias e copiar suas solu\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Pequenas enzimas<\/h2>\n\n\n\n<p>A CelOCE \u00e9 uma enzima muito pequena, composta por 115 amino\u00e1cidos, o que a torna mais simples de alterar em laborat\u00f3rio do que o tipo de enzima&nbsp;usada&nbsp;atualmente. Essa \u201cflexibilidade\u201d \u00e9 um dos motivos que a faz ser tratada pela equipe do CNPEM como um avan\u00e7o, com potencial de mudar a cadeia de produ\u00e7\u00e3o baseada em biomassa, e pode ser usada em combust\u00edveis, em produtos obtidos por petroqu\u00edmicos, como pl\u00e1sticos, \u00e1cidos org\u00e2nicos e outras mol\u00e9culas. Dados sob condi\u00e7\u00f5es industriais mostraram que, ao ser usada junto com enzimas j\u00e1 utilizadas na ind\u00fastria, a CelOCE aumentou em at\u00e9 21% a quantidade de glicose liberada a partir de res\u00edduos vegetais.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela funciona acelerando a quebra da celulose por desconstru\u00e7\u00e3o, etapa necess\u00e1ria para produzir energia no processo de constru\u00e7\u00e3o de bioqu\u00edmicos. &#8220;Essa descoberta muda o paradigma da degrada\u00e7\u00e3o da celulose na natureza e tem o potencial de revolucionar as biorrefinarias&#8221;, explicou o pesquisador do CNPEM Mario Murakami, respons\u00e1vel por liderar os estudos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA pesquisa foi motivada para&nbsp;elucidar a mat\u00e9ria escura metagen\u00f4mica, que s\u00e3o os genes de fun\u00e7\u00e3o desconhecida de microrganismos in\u00e9ditos e n\u00e3o cultiv\u00e1veis em laborat\u00f3rio. Mais de 90% da vida microbiana ainda s\u00e3o&nbsp;desconhecidos&nbsp;e podem conter informa\u00e7\u00f5es capazes de&nbsp;mudar nosso entendimento sobre muitos processos na natureza, assim como a degrada\u00e7\u00e3o da celulose, que foi a descoberta nesse trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento da a\u00e7\u00e3o da enzima sobre a celulose foi poss\u00edvel gra\u00e7as a todo o parque de equipamentos e ao elenco de pesquisadores do CNPEM, permitindo a elucida\u00e7\u00e3o da estrutura tridimensional e o\u00a0mecanismo de reconhecimento das fibras de celulose. Seu mecanismo \u00fanico, baseado na bioqu\u00edmica redox, leva a ganhos superiores ao que se conhece no estado-da-arte\u201d, finaliza Murakami.\u00a0<br><\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) divulgam&nbsp;nesta quinta-feira (13), na revista Nature, o processo e potencial&nbsp;de um biocatalisador isolado a partir de bact\u00e9rias do solo brasileiro, chamado de CelOCE (do ingl\u00eas, Cellulose Oxidative Cleaving Enzyme). 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