{"id":130166,"date":"2024-12-06T17:13:49","date_gmt":"2024-12-06T20:13:49","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=129251"},"modified":"2024-12-06T17:13:49","modified_gmt":"2024-12-06T20:13:49","slug":"acordo-ue-mercosul-deve-aumentar-comercio-em-r-94-bilhoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=130166","title":{"rendered":"Acordo UE\/Mercosul deve aumentar com\u00e9rcio em R$ 94 bilh\u00f5es"},"content":{"rendered":"\n<p><br>O governo federal estima que o&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2024-12\/mercosul-e-uniao-europeia-firmam-acordo-comercial-negociado-ha-25-anos\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">acordo de livre com\u00e9rcio anunciado nesta sexta-feira (6) entre o Mercosul e a Uni\u00e3o Europeia (UE)<\/a>&nbsp;deve aumentar o fluxo de com\u00e9rcio entre o Brasil e o bloco europeu em R$ 94,2 bilh\u00f5es, o que representa um impacto de 5,1% no com\u00e9rcio atual. O governo ainda estima um impacto de R$ 37 bilh\u00f5es sobre o Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e servi\u00e7os produzidos no pa\u00eds), ou seja, cerca de 0,34% da economia brasileira.&nbsp;&nbsp;<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1622743&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1622743&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>Como a redu\u00e7\u00e3o das tarifas de importa\u00e7\u00e3o \u00e9 gradual, o impacto estimado pela equipe econ\u00f4mica \u00e9 para o ano de 2044. Com a redu\u00e7\u00e3o das tarifas, o governo estima que haver\u00e1 um aumento de R$ 42,1 bilh\u00f5es das nossas importa\u00e7\u00f5es da UE e um crescimento de R$ 52,1 bilh\u00f5es das nossas exporta\u00e7\u00f5es para o bloco.<\/p>\n\n\n\n<p>A Uni\u00e3o Europeia \u00e9 o segundo maior parceiro comercial do Brasil, atr\u00e1s apenas da China. Em 2023, a corrente comercial entre Brasil e o bloco europeu representou 16% do nosso com\u00e9rcio exterior.<\/p>\n\n\n\n<p>O professor Giorgio Romano Schutte, membro do Observat\u00f3rio da Pol\u00edtica Externa e da Inser\u00e7\u00e3o Internacional do Brasil (Opeb), avaliou que o acordo est\u00e1 melhor que o negociado em 2019, entre outros motivos, pelo fato do Brasil ter colocado salvaguardas para o setor automotivo, para o caso das importa\u00e7\u00f5es de carros europeus prejudiquem a ind\u00fastria no Brasil.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMas isso vai depender do governo de plant\u00e3o, se ele vai usar ou n\u00e3o o poder de salvaguarda\u201d, disse.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O tamb\u00e9m professor de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais da Universidade Federal do ABC paulista (UFABC) ponderou que os impactos econ\u00f4micos do acordo demoram a ser sentidos e s\u00e3o limitados. Ele lembrou que apenas a China tem uma corrente comercial com o Brasil superior aos 27 pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia somado com o dos Estados Unidos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO impacto n\u00e3o \u00e9 assim t\u00e3o r\u00e1pido. A gera\u00e7\u00e3o de empregos deve demorar a dar resultados. Mas com esse acordo voc\u00ea aumenta o com\u00e9rcio. Al\u00e9m disso, com o acordo, aumenta o poder de negocia\u00e7\u00e3o com a China e os Estados Unidos. Tem um elemento pol\u00edtico tamb\u00e9m nesse acordo, para al\u00e9m do econ\u00f4mico. Agora, algumas poucas empresas brasileiras e do Mercosul v\u00e3o conseguir aproveitar para fazer neg\u00f3cios na Uni\u00e3o Europeia, com certeza\u201d, analisou Giorgio Romano.<\/p>\n\n\n\n<p>O governo brasileiro estima ainda um aumento de R$ 13 bilh\u00f5es em investimentos no Brasil, o que representa um crescimento de 0,76%. Espera-se ainda uma redu\u00e7\u00e3o de 0,56% nos pre\u00e7os ao consumidor e aumento de 0,42% nos sal\u00e1rios reais. Tudo apenas para 2044, disse Giorgio Romano.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Quotas&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>A redu\u00e7\u00e3o das tarifas que o Mercosul cobra da UE pode ser imediata ou ao longo de prazos, que variam entre 4 anos a 15 anos. Para o setor automotivo, os per\u00edodos de redu\u00e7\u00e3o tarif\u00e1ria s\u00e3o mais longos, variando de 18 anos a 30 anos para ve\u00edculos eletrificados, movidos a hidrog\u00eanio e com novas tecnologias.<\/p>\n\n\n\n<p>Do lado da UE, a redu\u00e7\u00e3o tarif\u00e1ria tamb\u00e9m pode ser imediata ou por per\u00edodos que v\u00e3o de 4 anos a 12 anos, a depender do produto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Est\u00e3o previstas ainda quotas para produtos agr\u00edcolas e agroindustriais do Brasil. Ou seja, acima de determinada quantidade, alguns produtos come\u00e7am a pagar a tarifa cheia para entrar no bloco. Entram nessa categoria produtos como carne su\u00edna, etanol, a\u00e7\u00facar, arroz, mel, milho e sorgo, queijos, entre outros.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o professor Giorgio Romano Schutte, essa \u00e9 a principal assimetria do acordo. \u201cNo caso dos produtos industriais da Uni\u00e3o Europeia, eles entram sem cotas, sem restri\u00e7\u00f5es ao volume. E no caso dos produtos agr\u00edcolas do Mercosul, tem cotas\u201d, lembrou.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O governo federal estima que o&nbsp;acordo de livre com\u00e9rcio anunciado nesta sexta-feira (6) entre o Mercosul e a Uni\u00e3o Europeia (UE)&nbsp;deve aumentar o fluxo de com\u00e9rcio entre o Brasil e o bloco europeu em R$ 94,2 bilh\u00f5es, o que representa um impacto de 5,1% no com\u00e9rcio atual. 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