{"id":129855,"date":"2024-11-26T18:53:20","date_gmt":"2024-11-26T21:53:20","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=129087"},"modified":"2024-11-26T18:53:20","modified_gmt":"2024-11-26T21:53:20","slug":"maior-parte-da-mata-atlantica-tem-menos-de-30-de-vegetacao-nativa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=129855","title":{"rendered":"Maior parte da Mata Atl\u00e2ntica tem menos de 30% de vegeta\u00e7\u00e3o nativa"},"content":{"rendered":"\n<p><br>A Mata Atl\u00e2ntica \u00e9 o bioma que mais sofreu altera\u00e7\u00e3o na cobertura e uso da terra no Brasil nos anos de 1985 a&nbsp;2023. Em 39 anos, seu&nbsp;territ\u00f3rio teve aumento de 91%&nbsp;da \u00e1rea agr\u00edcola, mas tamb\u00e9m registrou alguma recupera\u00e7\u00e3o de vegeta\u00e7\u00e3o nativa em 45% dos munic\u00edpios ap\u00f3s a aplica\u00e7\u00e3o do C\u00f3digo Florestal no pa\u00eds, aponta an\u00e1lise da Mapbiomas, divulgada nesta ter\u00e7a-feira (26).<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1621209&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1621209&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>Com apenas 31% de cobertura&nbsp;vegetal preservada e 67% de ocupa\u00e7\u00e3o e&nbsp;atividades humanas na regi\u00e3o, a Mata Atl\u00e2ntica continua perdendo vegeta\u00e7\u00e3o. Durante o per\u00edodo analisado, a redu\u00e7\u00e3o foi de 10%, ou seja, 3,7 milh\u00f5es de hectares.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo mostra&nbsp;que, atualmente, 60% dos munic\u00edpios onde a Mata Atl\u00e2ntica est\u00e1 presente, mant\u00eam menos de 30% da vegeta\u00e7\u00e3o nativa e&nbsp;ao longo de todos esses anos, apenas os estados do Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e S\u00e3o Paulo conseguiram recuperar mais do que perder parte do seu bioma.<\/p>\n\n\n\n<p>Onde houve perda de \u00e1rea natural, a floresta foi o tipo de cobertura mais afetada, o que inclui forma\u00e7\u00f5es sav\u00e2nica e florestal, o mangue e a restinga arb\u00f3rea. Dessa classe, foram perdidos 2,7 milh\u00f5es de hectares entre 1985 e 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>A forma\u00e7\u00e3o campestre, apesar de perder menos em extens\u00e3o, com convers\u00e3o de 2,45 milh\u00f5es de hectares, foi a que mais diminuiu proporcionalmente. Nos 39 anos, 27% dessa classe foi convertida, principalmente em \u00e1reas de agricultura e pastagem.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA Mata Atl\u00e2ntica convive simultaneamente com o desmatamento e a regenera\u00e7\u00e3o, mas em regi\u00f5es que n\u00e3o coincidem. Ainda perdemos matas nas regi\u00f5es onde ainda h\u00e1 uma propor\u00e7\u00e3o relevante de remanescentes e ganhamos onde a devasta\u00e7\u00e3o ocorreu d\u00e9cadas atr\u00e1s e sobrou muito pouco\u201d, diz o diretor executivo da Funda\u00e7\u00e3o SOS Mata Atl\u00e2ntica, Luis Fernando Guedes Pinto.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar das pastagens ocuparem 26,23% de todo o territ\u00f3rio onde a Mata Atl\u00e2ntica \u00e9 nativa, a agricultura foi a que mais avan\u00e7ou. De 1985 a 2023, a \u00e1rea agr\u00edcola em toda a Mata Atl\u00e2ntica passou de 10,6 milh\u00f5es de hectares a 20,2 milh\u00f5es de hectares. Os estados do Rio Grande do Norte, Mato Grosso do Sul e S\u00e3o Paulo foram os que proporcionalmente mais foram afetados por essa convers\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A soja e a cana-de-a\u00e7\u00facar representam 87% das lavouras tempor\u00e1rias no territ\u00f3rio do bioma, que tamb\u00e9m produz arroz, algod\u00e3o e outras culturas nessa modalidade. Em 39 anos, o cultivo da cana-de-a\u00e7\u00facar avan\u00e7ou sobre 4,2 milh\u00f5es de hectares e a soja alcan\u00e7ou mais 8,2 milh\u00f5es de hectares at\u00e9 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>A silvicultura tamb\u00e9m avan\u00e7ou nesses \u00faltimos 39 anos, foram mais de 3,6 milh\u00f5es de florestas plantadas nessa modalidade, representando 50% da pr\u00e1tica em todo o pa\u00eds. A maior parte da silvicultura na Mata Atl\u00e2ntica, 60% foi plantado nos estados de Santa Catarina, Paran\u00e1 e Bahia.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando considerado o total da \u00e1rea ocupada pela agropecu\u00e1ria, que inclui al\u00e9m da agricultura e pastagens, os mosaicos de uso e a silvicultura, s\u00e3o 71,99 milh\u00f5es de hectares convertidos at\u00e9 2023.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Desmatamento<\/h2>\n\n\n\n<p>Apesar de toda a press\u00e3o da a\u00e7\u00e3o humana sobre a Mata Atl\u00e2ntica, um dado sobro o desmatamento chamou a aten\u00e7\u00e3o em 2023, quando houve uma redu\u00e7\u00e3o de 49% desse tipo de a\u00e7\u00e3o no bioma, em rela\u00e7\u00e3o ao ano 2000. Para Guedes Pinto, esses avan\u00e7os apontam um caminho. \u201cO desmatamento zero e a restaura\u00e7\u00e3o em grande escala v\u00e3o garantir o futuro do bioma, contribuir para enfrentar as crises globais do clima e da biodiversidade, garantir servi\u00e7os ecossist\u00eamicos e evitar trag\u00e9dias localmente\u201d, conclui.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Mata Atl\u00e2ntica \u00e9 o bioma que mais sofreu altera\u00e7\u00e3o na cobertura e uso da terra no Brasil nos anos de 1985 a&nbsp;2023. 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