{"id":129728,"date":"2024-11-08T15:10:00","date_gmt":"2024-11-08T18:10:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=128677"},"modified":"2024-11-08T15:10:00","modified_gmt":"2024-11-08T18:10:00","slug":"populacao-de-favela-e-mais-negra-e-jovem-que-restante-do-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=129728","title":{"rendered":"Popula\u00e7\u00e3o de favela \u00e9 mais negra e jovem que restante do pa\u00eds"},"content":{"rendered":"\n<p><br>Nas favelas brasileiras, a propor\u00e7\u00e3o de pessoas pretas e pardas \u00e9 maior do que no Brasil. Por outro lado, a presen\u00e7a de brancos \u00e9 menor que a propor\u00e7\u00e3o na popula\u00e7\u00e3o geral. Essas constata\u00e7\u00f5es fazem parte de um suplemento do Censo 2022, divulgado nesta sexta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). &nbsp;<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1618719&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1618719&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>O levantamento, que tamb\u00e9m aponta um perfil mais jovem nas comunidades,<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2024-11\/quase-164-milhoes-de-pessoas-moram-em-favelas-no-brasil-revela-censo\">&nbsp;identificou quase 16,4 milh\u00f5es de moradores em 12,3 mil favelas<\/a>, distribu\u00eddas por 656 munic\u00edpios.<\/p>\n\n\n\n<p>Os pesquisadores do IBGE consideram favelas e comunidades urbanas localidades com caracter\u00edsticas como inseguran\u00e7a jur\u00eddica da posse, aus\u00eancia ou oferta prec\u00e1ria ou incompleta de servi\u00e7os p\u00fablicos, padr\u00f5es urban\u00edsticos fora da ordem vigente e ocupa\u00e7\u00e3o de \u00e1reas com restri\u00e7\u00e3o ou de risco ambiental.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2024-11\/censo-revela-quais-sao-20-maiores-favelas-do-pais-veja-lista\">&gt;&gt; Saiba quais s\u00e3o as 20 maiores favelas do Brasil<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2023-12\/censo-2022-populacao-parda-supera-branca-pela-1a-vez\">As pessoas pardas representam 45,3% do total<strong>&nbsp;<\/strong>da popula\u00e7\u00e3o brasileira<\/a>. Os pretos s\u00e3o 10,2%. Juntos, somam 55,5%. Quando se olha apenas para as favelas, os pretos s\u00e3o 16,1%; e os pardos, 56,8%. Somados alcan\u00e7am 72,9%.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, os brancos, que s\u00e3o 43,5% da popula\u00e7\u00e3o brasileira, respondem por 26,6% dos moradores de favelas.<br>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2024\/11\/07\/arte_2.jpg\" alt=\"Bras\u00edlia (DF), 07\/11\/2024 - Arte para a mat\u00e9ria Censo das favelas. Arte\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"Arte\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><br><br>Segundo o IBGE, os amarelos (asi\u00e1ticos) s\u00e3o 0,4% da popula\u00e7\u00e3o geral e 0,1% das favelas. Os ind\u00edgenas representam 0,8%, tanto na popula\u00e7\u00e3o geral, quanto nas favelas.<\/p>\n\n\n\n<p>O IBGE explica que o somat\u00f3rio dos grupos pardos, pretos, brancos, amarelos e ind\u00edgenas supera 100% no censo, pois foi facultado a moradores de \u00e1reas ind\u00edgenas se identificarem como ind\u00edgenas, mesmo que sejam de outras cores. Por exemplo, uma pessoa parda que mora em um territ\u00f3rio demarcado p\u00f4de se considerar ind\u00edgena.<\/p>\n\n\n\n<p>Vistos de outro prisma, os dados mostram mais aspectos da desigualdade racial no pa\u00eds. De todas as pessoas que se declararam brancas, 4,9% moravam em favelas. Entre os pretos, essa marca chegou a 12,8%, ou seja, de cada 100 pessoas pretas, praticamente 13 moravam em comunidades. No universo dos pardos, a rela\u00e7\u00e3o era de 10 a cada 100 (10,1%).<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os ind\u00edgenas, a propor\u00e7\u00e3o foi de 8%, tendo alcan\u00e7ado a maior marca no Amazonas (17,9%). O segundo maior percentual \u00e9 entre os ind\u00edgenas no Rio de Janeiro (12,7%).<br>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/hhdX9e86i6LWvNwFhVmHPdpsXFQ=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/atoms\/image\/mutiraorocinha2.jpg?itok=qFoWkss9\" alt=\"Jovens da Rocinha participam do 1\u00ba Mutir\u00e3o de Plantio De Olho no Lixo\" title=\"Divulga\u00e7\u00e3o\/Secretaria de Estado do Ambiente\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Jovens da Rocinha durante atividade cultural &#8211;&nbsp;<strong>Divulga\u00e7\u00e3o\/Secretaria de Estado do Ambiente<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Mais novos<\/h2>\n\n\n\n<p>O censo revelou que a popula\u00e7\u00e3o das favelas \u00e9 mais jovem que a brasileira. O IBGE apresenta o \u00edndice de envelhecimento, que faz uma rela\u00e7\u00e3o entre idosos de 60 anos ou mais e um grupo de 100 crian\u00e7as de at\u00e9 14 anos. Quanto maior o \u00edndice, mais envelhecida \u00e9 a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, o \u00edndice para a popula\u00e7\u00e3o total foi 80 em 2022. Ou seja, havia 80 idosos para cada 100 crian\u00e7as. Especificamente dentro das favelas, o marcador foi de 45 idosos para cada 100 crian\u00e7as, indicando uma popula\u00e7\u00e3o proporcionalmente muito menos envelhecida.<\/p>\n\n\n\n<p>A idade mediana da popula\u00e7\u00e3o residente no Brasil, em 2022, era 35 anos, ou seja, metade da popula\u00e7\u00e3o possu\u00eda mais de 35; e a outra metade, menos de 35. Analisando apenas o universo de moradores de favelas, a idade mediana cai para 30 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cUm indicador de que esses territ\u00f3rios s\u00e3o formados, proporcionalmente, por popula\u00e7\u00e3o mais jovem que a totalidade da popula\u00e7\u00e3o residente no pa\u00eds\u201d, escreve o IBGE.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Sexo<\/h2>\n\n\n\n<p>O censo indicou tamb\u00e9m que 48,3% dos moradores das favelas s\u00e3o homens; e 51,7%, mulheres. \u201cEsses valores n\u00e3o apresentaram diferen\u00e7a expressiva em rela\u00e7\u00e3o ao percentual de pessoas do sexo masculino e feminino na popula\u00e7\u00e3o geral, 48,5% e 51,5%, respectivamente\u201d, assinala o instituto.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro indicador importante para tra\u00e7ar as caracter\u00edsticas demogr\u00e1ficas de determinada popula\u00e7\u00e3o \u00e9 a raz\u00e3o de sexo. Quando esse n\u00famero \u00e9 igual a 100, indica o mesmo n\u00famero de pessoas dos dois sexos. Caso a raz\u00e3o de sexo seja menor que 100, a popula\u00e7\u00e3o analisada possui mais mulheres que homens.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, a raz\u00e3o de sexo da popula\u00e7\u00e3o total era de 94,3 homens para casa 100 mulheres, em 2022. Nas favelas, baixava para 93,4 homens para cada 100 mulheres.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nas favelas brasileiras, a propor\u00e7\u00e3o de pessoas pretas e pardas \u00e9 maior do que no Brasil. Por outro lado, a presen\u00e7a de brancos \u00e9 menor que a propor\u00e7\u00e3o na popula\u00e7\u00e3o geral. Essas constata\u00e7\u00f5es fazem parte de um suplemento do Censo 2022, divulgado nesta sexta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). &nbsp; O [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":129965,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[11],"class_list":{"0":"post-129728","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-geral","8":"tag-destaque"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/129728","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=129728"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/129728\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/129965"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=129728"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=129728"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=129728"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}