{"id":129720,"date":"2024-11-06T23:15:29","date_gmt":"2024-11-07T02:15:29","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=128623"},"modified":"2024-11-06T23:15:29","modified_gmt":"2024-11-07T02:15:29","slug":"desmatamento-na-amazonia-cai-306-em-um-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=129720","title":{"rendered":"Desmatamento na Amaz\u00f4nia cai 30,6% em um ano"},"content":{"rendered":"\n<p><br>O desmatamento na Amaz\u00f4nia Legal, no per\u00edodo de agosto de 2023 a julho de 2024, alcan\u00e7ou 6.288 quil\u00f4metros quadrados (km\u00b2), valor que representa uma redu\u00e7\u00e3o de 30,6% em<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2023-11\/desmatamento-anual-da-amazonia-tem-queda-de-223\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">&nbsp;rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior (2022\/2023)<\/a>, informou o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), nesta quarta-feira (6).<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1618601&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1618601&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>Os dados s\u00e3o do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amaz\u00f4nia Legal por Sat\u00e9lite (Prodes), sistema mantido pelo Inpe que faz uma apura\u00e7\u00e3o anual da supress\u00e3o florestal nos nove estados que comp\u00f5em a Amaz\u00f4nia Legal.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o resultado, o desmatamento foi o menor valor percentual em 15 anos, segundo o Minist\u00e9rio do Meio Ambiente e Mudan\u00e7a do Clima (MMA). Em termos de \u00e1rea desmatada, o valor medido agora na Amaz\u00f4nia \u00e9 o menor desde 2015 (6.207 Km\u00b2).<\/p>\n\n\n\n<p>O monitoramento do Prodes \u00e9 feito no intervalo de agosto de um ano at\u00e9 julho do ano seguinte, entre as esta\u00e7\u00f5es mais secas da floresta, e \u00e9 considerado resultado mais confi\u00e1vel pelos cientistas, em que a detec\u00e7\u00e3o&nbsp;por sat\u00e9lite alcan\u00e7a precis\u00e3o de 10 metros sobre corte raso e desmatamento por degrada\u00e7\u00e3o progressiva, como inc\u00eandios.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Conseguimos resultados importantes no ano passado e este ano, novamente, um resultado altamente significativo&#8221;, avaliou a ministra do Meio Ambiente e Mudan\u00e7a do Clima, Marina Silva, em an\u00fancio dos resultados \u00e0 imprensa, no Pal\u00e1cio do Planalto. A ministra destacou, por exemplo, que no acumulado dos \u00faltimos dois anos, a redu\u00e7\u00e3o do desmatamento na Amaz\u00f4nia foi de 45%.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Uma contribui\u00e7\u00e3o para n\u00f3s mesmos e ao mundo, no contexto em que o problema da mudan\u00e7a do clima \u00e9 uma realidade avassaladora&#8221;, lembrou a ministra, ao citar eventos clim\u00e1ticos extemos, como geadas na \u00c1frica, enchentes na Espanha e ondas de calor em outros pa\u00edses da Europa.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos estados, a melhor taxa de redu\u00e7\u00e3o foi medida em Rond\u00f4nia, com queda de 62,5% do desmatamento, seguido pelo Mato Grosso (-45,1%), informou o Inpe. Par\u00e1 (-28,4%) e Amazonas (-29%) tamb\u00e9m tiveram quedas. J\u00e1 Roraima registrou aumento de 53% no desmatamento ao longo do \u00faltimo per\u00edodo analisado.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os 70 munic\u00edpios mais priorit\u00e1rios para o combate ao desmatamento na Amaz\u00f4nia, 78% deles tiveram redu\u00e7\u00e3o na supress\u00e3o de floresta, segundo o MMA. Outros 23% tiveram aumento na derrubada florestal.<\/p>\n\n\n\n<p>A redu\u00e7\u00e3o do desmatamento na Amaz\u00f4nia possibilitou, segundo o governo federal, que um volume de 359 milh\u00f5es de toneladas de di\u00f3xido de carbono (CO2), g\u00e1s que mais contribui para o aquecimento global, deixasse de ser emitido na atmosfera.<\/p>\n\n\n\n<p>A queda no desmatamento foi comemorada por organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil, mas a cobran\u00e7a \u00e9 por melhorar ainda mais esses resultados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Uma queda significativa no desmatamento da Amaz\u00f4nia pelo terceiro ano consecutivo \u00e9 sem d\u00favida uma boa not\u00edcia, por\u00e9m n\u00e3o \u00e9 suficiente diante do tamanho dos desafios clim\u00e1ticos e de preserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade que enfrentamos. N\u00e3o podemos esquecer que 2024 foi um ano de diversas trag\u00e9dias clim\u00e1ticas no Brasil. E se quisermos evitar os piores cen\u00e1rios de eventos extremos no pa\u00eds, como o que aconteceu no Rio Grande do Sul e as queimadas no Pantanal, precisamos garantir que a queda no desmatamento seja mantida e acelerada nos pr\u00f3ximos anos&#8221;, ponderou Mariana Napolitano, diretora de estrat\u00e9gia do WWF-Brasil.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Cerrado<\/h2>\n\n\n\n<p>J\u00e1 no Cerrado, a taxa oficial de desmatamento, medida pelo Sistema Prodes, do Inpe, foi de 8.174 km\u00b2, entre agosto do ano passado e julho deste ano. Assim, houve queda de 25,7% em rela\u00e7\u00e3o ao per\u00edodo de agosto de 2023 a julho de 2024, a primeira redu\u00e7\u00e3o do desmatamento em quatro anos no bioma.<\/p>\n\n\n\n<p>Cerca de 76% desse desmatamento segue concentrado em quatro estados: Maranh\u00e3o, Tocantins, Piau\u00ed e Bahia, estados que formam o acr\u00f4nimo Matopiba, principal fronteira agropecu\u00e1ria do Cerrado na atualidade. Nesses estados, no entanto, o Prodes registrou uma queda significativa de desmatamento, na compara\u00e7\u00e3o 2023\/2024 com o per\u00edodo imediatamente anterior. Na Bahia, por exemplo, a redu\u00e7\u00e3o foi de 63,3%, seguida por 15,1% no Maranh\u00e3o, 10,1% no Piau\u00ed e 9,6% no Tocantins.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O desmatamento na Amaz\u00f4nia Legal, no per\u00edodo de agosto de 2023 a julho de 2024, alcan\u00e7ou 6.288 quil\u00f4metros quadrados (km\u00b2), valor que representa uma redu\u00e7\u00e3o de 30,6% em&nbsp;rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior (2022\/2023), informou o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), nesta quarta-feira (6). 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