{"id":129706,"date":"2024-11-06T22:57:21","date_gmt":"2024-11-07T01:57:21","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=128609"},"modified":"2024-11-06T22:57:21","modified_gmt":"2024-11-07T01:57:21","slug":"desvalorizacao-de-commodities-faz-superavit-comercial-cair-em-outubro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=129706","title":{"rendered":"Desvaloriza\u00e7\u00e3o de commodities faz super\u00e1vit comercial cair em outubro"},"content":{"rendered":"\n<p>A desvaloriza\u00e7\u00e3o de diversas commodities (bens prim\u00e1rios com cota\u00e7\u00e3o internacional) e o aumento das importa\u00e7\u00f5es decorrentes da recupera\u00e7\u00e3o da economia fizeram o super\u00e1vit da balan\u00e7a comercial (exporta\u00e7\u00f5es menos importa\u00e7\u00f5es) despencar em outubro. No m\u00eas passado, o pa\u00eds exportou US$ 4,343 bilh\u00f5es a mais do que importou, queda de 52,7% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas de 2023 e o pior resultado para outubro desde 2017 (super\u00e1vit de US$ 4,095 bilh\u00f5es).<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1618552&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1618552&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>Com o resultado de outubro, o super\u00e1vit comercial nos dez primeiros meses do ano atinge US$ 63,022 bilh\u00f5es. O montante \u00e9 22% inferior ao do mesmo per\u00edodo de 2023, mas \u00e9 o segundo melhor para o per\u00edodo na s\u00e9rie hist\u00f3rica, que mede as estat\u00edsticas do com\u00e9rcio externo desde 1989.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao resultado mensal, as exporta\u00e7\u00f5es ca\u00edram, enquanto as importa\u00e7\u00f5es dispararam, impulsionadas por g\u00e1s natural e bens de capital (bens usados na produ\u00e7\u00e3o). Em outubro, o Brasil vendeu US$ 29,461 bilh\u00f5es para o exterior, recuo de 0,7% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas de 2023. As compras do exterior somaram US$ 20,501 bilh\u00f5es, alta de 22,5%.<\/p>\n\n\n\n<p>Do lado das exporta\u00e7\u00f5es, a queda no pre\u00e7o internacional da soja, do milho, do ferro, do a\u00e7o e do a\u00e7\u00facar foram os principais fatores que provocaram a queda no valor vendido. As vendas de alguns produtos, como caf\u00e9, celulose e carne bovina, subiram no m\u00eas passado, compensando a diminui\u00e7\u00e3o de pre\u00e7o dos demais produtos.<\/p>\n\n\n\n<p>Do lado das importa\u00e7\u00f5es, as aquisi\u00e7\u00f5es de medicamentos, motores, m\u00e1quinas, adubos e fertilizantes qu\u00edmicos subiram. A maior alta, no entanto, foi relacionada ao g\u00e1s natural, cujo valor comprado aumentou 306,6% em outubro na compara\u00e7\u00e3o com outubro do ano passado. O Brasil importou 187,3% a mais em volume do combust\u00edvel, com pre\u00e7o 41,5% mais alto na mesma compara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>No m\u00eas passado, o volume de mercadorias exportadas subiu 6,6%, puxado pelo caf\u00e9, pela carne bovina e pela celulose, enquanto os pre\u00e7os ca\u00edram 6,7% em m\u00e9dia na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo m\u00eas do ano passado. Nas importa\u00e7\u00f5es, a quantidade comprada subiu 34,2%, mas os pre\u00e7os m\u00e9dios recuaram 8,5%, indicando o aumento das compras externas decorrentes da recupera\u00e7\u00e3o da economia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Setores<\/h2>\n\n\n\n<p>No setor agropecu\u00e1rio, a queda no pre\u00e7o pesou mais na redu\u00e7\u00e3o das exporta\u00e7\u00f5es. O volume de mercadorias embarcadas caiu 5,3% em outubro na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo m\u00eas de 2023, enquanto o pre\u00e7o m\u00e9dio caiu 7%.<\/p>\n\n\n\n<p>A ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o foi a exce\u00e7\u00e3o, com a quantidade exportada subindo 9,2%, com o pre\u00e7o m\u00e9dio avan\u00e7ando 0,8%. Na ind\u00fastria extrativa, que engloba a exporta\u00e7\u00e3o de min\u00e9rios e de petr\u00f3leo, a quantidade exportada subiu 10,3%, enquanto os pre\u00e7os m\u00e9dios recuaram 22,2%.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Estimativa<\/h2>\n\n\n\n<p>Em outubro, o governo tinha revisado para baixo a proje\u00e7\u00e3o de super\u00e1vit comercial para 2024. A estimativa caiu US$ 79,2 bilh\u00f5es para US$ 70 bilh\u00f5es, queda de 28,9% em rela\u00e7\u00e3o a 2023. Na previs\u00e3o anterior, de julho, a queda estava estimada em 19,9%. Essa foi a \u00faltima proje\u00e7\u00e3o do ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os, as exporta\u00e7\u00f5es devem cair&nbsp;1,2% em 2024 na compara\u00e7\u00e3o com 2023, encerrando o ano em US$ 335,7 bilh\u00f5es. As importa\u00e7\u00f5es subir\u00e3o 10,2% e fechar\u00e3o o ano em US$ 264,3 bilh\u00f5es. As compras do exterior dever\u00e3o subir por causa da recupera\u00e7\u00e3o da economia, que aumenta o consumo.<\/p>\n\n\n\n<p>As previs\u00f5es est\u00e3o mais pessimistas que as do mercado financeiro. O Boletim Focus, pesquisa com analistas de mercado divulgada toda semana pelo Banco Central, projeta super\u00e1vit de US$ 77,78 bilh\u00f5es neste ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A desvaloriza\u00e7\u00e3o de diversas commodities (bens prim\u00e1rios com cota\u00e7\u00e3o internacional) e o aumento das importa\u00e7\u00f5es decorrentes da recupera\u00e7\u00e3o da economia fizeram o super\u00e1vit da balan\u00e7a comercial (exporta\u00e7\u00f5es menos importa\u00e7\u00f5es) despencar em outubro. 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