{"id":129071,"date":"2024-10-17T11:56:53","date_gmt":"2024-10-17T14:56:53","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=127989"},"modified":"2024-10-17T11:56:53","modified_gmt":"2024-10-17T14:56:53","slug":"greenpeace-imagens-mostram-novas-areas-de-garimpo-em-tis-na-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=129071","title":{"rendered":"Greenpeace: imagens mostram novas \u00e1reas de garimpo em TIs na Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"\n<p>O Greenpeace Brasil identificou novos pontos de garimpo nas Terras Ind\u00edgenas (TIs) Kayap\u00f3 e Yanomami, que j\u00e1 est\u00e3o no topo das mais prejudicadas pela atividade. Os locais ficam distantes de outros focos de garimpo mais antigos e j\u00e1 consolidados.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1615804&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1615804&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>Em nota encaminhada com exclusividade \u00e0 Ag\u00eancia Brasil, a organiza\u00e7\u00e3o informa que de julho a setembro deste ano o garimpo provocou o desmatamento de 505 hectares nas TIs Kayap\u00f3, Yanomami, Munduruku e Sarar\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p>A medi\u00e7\u00e3o do per\u00edmetro destru\u00eddo, que equivale a 707 campos de futebol, foi feita com o uso de imagens dos sat\u00e9lites Planet Lab e Sentinel-2.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando se observam as mudan\u00e7as nas tr\u00eas primeiras TIs, constata-se um aumento de 44,48% da \u00e1rea desmatada no trimestre analisado em compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo de 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>O territ\u00f3rio dos kayap\u00f3 foi o que mais perdeu florestas, com aumento de 35% de \u00e1rea, no per\u00edodo de an\u00e1lise. No total, foram desmatados 315 novos hectares, o que equivale a aproximadamente duas vezes o tamanho do Parque Ibirapuera, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o Greenpeace, a TI Kayap\u00f3 atingiu outros tr\u00eas recordes no trimestre: maior concentra\u00e7\u00e3o de \u00e1rea de garimpo (15.982 hectares); maior quantidade de novas \u00e1reas desmatadas para a atividade garimpeira; e maior concentra\u00e7\u00e3o de inc\u00eandios florestais em 2024. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 TI Yanomami, a \u00e1rea total de garimpo \u00e9 de 4.123 hectares, dos quais 50 hectares s\u00e3o mais recentes, registrados no trimestre avaliado. Nesse caso, o aumento foi ligeiramente menor do que o da TI Kayap\u00f3, de 32%.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Essa informa\u00e7\u00e3o conflita com a nota publicada pelo governo federal, no in\u00edcio de outubro, alegando que no m\u00eas de setembro n\u00e3o foi identificado nenhum novo garimpo na regi\u00e3o&#8221;, observa o Greenpeace.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 4 de outubro, a&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2024-10\/operacoes-zeram-abertura-de-garimpos-na-ti-yanomami-diz-casa-civil\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Casa Civil divulgou nota<\/a>&nbsp;em que afirma que, apenas em setembro deste ano, foram realizadas 2.048 opera\u00e7\u00f5es na TI Yanomami, focadas no combate ao garimpo ilegal e que, &#8220;desde o in\u00edcio dessas a\u00e7\u00f5es, em mar\u00e7o de 2024, houve uma queda expressiva de 96% na abertura de novos garimpos, em compara\u00e7\u00e3o aos n\u00fameros de 2022&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;As imagens de sat\u00e9lite ainda revelam que houve expans\u00e3o da nova fronteira de garimpo no sul do territ\u00f3rio Yanomami, denunciada pelo Greenpeace no in\u00edcio de 2024. Novas fronteiras tamb\u00e9m foram identificadas no Parque Nacional Pico da Neblina, localizado no sul da regi\u00e3o&#8221;, complementa a entidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m se deparou com uma alta de 34,7% na \u00e1rea devastada pelo garimpo em solo munduruku. O total foi de 32,51 hectares abertos no \u00faltimo trimestre. O territ\u00f3rio tamb\u00e9m teve 3% da \u00e1rea afetada por queimadas e pela estiagem, que agravaram as crises alimentar e h\u00eddrica.<\/p>\n\n\n\n<p>Na TI Sarar\u00e9, o desmatamento promovido pelos garimpeiros compreendeu uma \u00e1rea de 106,98 hectares em agosto e setembro deste ano. A \u00e1rea total de garimpo \u00e9 de 1.863,78 hectares, de acordo com o Greenpeace, que salienta a escalada de viol\u00eancia no territ\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Informa\u00e7\u00f5es obtidas por meio da Lei de Acesso \u00e0 Informa\u00e7\u00e3o (LAI) utilizadas no estudo revelam que 13 opera\u00e7\u00f5es conjuntas da Pol\u00edcia Judici\u00e1ria, Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis] e Funai [Funda\u00e7\u00e3o Nacional dos Povos Ind\u00edgenas] j\u00e1 ocorreram nestas TIs, mas ainda n\u00e3o \u00e9 o bastante&#8221;, assinala o Greenpeace.<\/p>\n\n\n\n<p>A reportagem procurou os minist\u00e9rios da Justi\u00e7a e Seguran\u00e7a P\u00fablica, dos Povos Ind\u00edgenas,&nbsp;a Casa Civil, e a Funai e aguarda retorno.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Greenpeace Brasil identificou novos pontos de garimpo nas Terras Ind\u00edgenas (TIs) Kayap\u00f3 e Yanomami, que j\u00e1 est\u00e3o no topo das mais prejudicadas pela atividade. 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