{"id":128906,"date":"2024-10-07T09:54:22","date_gmt":"2024-10-07T12:54:22","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=127471"},"modified":"2024-10-07T09:54:22","modified_gmt":"2024-10-07T12:54:22","slug":"brasil-investe-em-algodao-com-identidade-latino-americana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=128906","title":{"rendered":"Brasil investe em algod\u00e3o com identidade latino-americana"},"content":{"rendered":"\n<p>H\u00e1 mais de uma d\u00e9cada, programa liderado pelo Brasil trabalha para unir pa\u00edses latino-americanos em torno de um produto: o algod\u00e3o. O Brasil \u00e9 o maior exportador deste vegetal do mundo, terceiro lugar no ranking de maiores produtores da fibra e l\u00edder mundial em produ\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o sustent\u00e1vel. Com a parceria em torno&nbsp;+ALgod\u00e3o, a&nbsp;ideia \u00e9 que os pa\u00edses&nbsp;vizinhos tamb\u00e9m trabalhem de forma sustent\u00e1vel e invistam em seus artesanatos mais aut\u00eanticos feitos a partir do algod\u00e3o, para assim&nbsp;atrelar&nbsp;o produto&nbsp;brasileiro \u00e0 identidade latino-americana com valores como&nbsp;rastreabilidade, ancestralidade, respeito ao meio ambiente e combate \u00e0 fome e \u00e0 pobreza.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1614332&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1614332&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>Para destacar o&nbsp;setor que responde por cerca de 250 milh\u00f5es de empregos diretos e indiretos no mundo,&nbsp;a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas elegeu 7 de outubro como&nbsp;Dia Mundial do Algod\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O programa de coopera\u00e7\u00e3o internacional&nbsp;+ALgod\u00e3o \u00e9&nbsp;liderado pelo Brasil por meio da Ag\u00eancia Brasileira de Coopera\u00e7\u00e3o (ABC), do Itamaraty, em parceria com a Embrapa e a Assist\u00eancia T\u00e9cnica da Empresa Paraibana de Pesquisa, Assist\u00eancia e Extens\u00e3o Rural Para\u00edba (Empaer-PB). A coopera\u00e7\u00e3o envolve Col\u00f4mbia, Peru, Equador, Bol\u00edvia, Paraguai, Argentina, Haiti e a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Alimenta\u00e7\u00e3o e Agricultura (FAO).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A origem do investimento para esse programa remonta ao ano de 2002, quando o Brasil contestou, na Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Com\u00e9rcio, subs\u00eddios que o governo dos Estados Unidos concedia a seus produtores de algod\u00e3o. Em 2014, depois de doze anos de disputa, os Estados Unidos tiveram que pagar 300 milh\u00f5es de d\u00f3lares ao Brasil. Dez por cento deste valor foi destinado \u00e0 coopera\u00e7\u00e3o internacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Cec\u00edlia Malaguti, coordenadora de coopera\u00e7\u00e3o sul-sul trilateral da ABC, ressalta que al\u00e9m do programa +ALgod\u00e3o, direcionado a&nbsp;Am\u00e9rica Latina e Caribe, tamb\u00e9m existe coopera\u00e7\u00e3o com pa\u00edses africanos produtores da fibra. \u201cPara cada uma dessas duas iniciativas, definimos uma estrat\u00e9gia diferente. Na&nbsp;coopera\u00e7\u00e3o do Brasil com a \u00c1frica, iniciamos com coopera\u00e7\u00e3o bilateral, que \u00e9 Brasil diretamente com cada um desses pa\u00edses, que foram 15 inicialmente. E na Am\u00e9rica Latina, resolvemos desenvolver esse programa a partir de projetos em parcerias com organismos internacionais\u201d, esclarece Cec\u00edlia, sobre o envolvimento da FAO.<\/p>\n\n\n\n<p>A coordenadora&nbsp;destaca que o nome +ALgod\u00e3o tem o \u2018AL\u2019 de Am\u00e9rica Latina e foi desenvolvido em conjunto entre os participantes. \u201cUm nome que \u00e9 simples e diz tudo\u201d, constata Cec\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Parceria<\/h2>\n\n\n\n<p>Em Bogot\u00e1, o embaixador brasileiro&nbsp;Paulo Estivallet de Mesquita&nbsp;defendeu que uma das vantagens de ajudar a desenvolver o algod\u00e3o em pa\u00edses parceiros \u00e9 a diversifica\u00e7\u00e3o: \u201ca extens\u00e3o dessa produ\u00e7\u00e3o para outros pa\u00edses que t\u00eam outros climas, outras situa\u00e7\u00f5es geogr\u00e1ficas, pode em algum momento, se n\u00f3s enfrentarmos uma dificuldade, tamb\u00e9m ser um bom fornecedor para equilibrar o mercado brasileiro\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O embaixador do Brasil na Col\u00f4mbia lembrou que o algod\u00e3o brasileiro superou uma forte crise nos anos de 1980 e 1990. Os colombianos tamb\u00e9m enfrentaram dificuldades na mesma \u00e9poca, mas ao contr\u00e1rio do Brasil, n\u00e3o se recuperaram plenamente at\u00e9 hoje. No auge, na d\u00e9cada de 1970, o algod\u00e3o era o segundo produto mais importante do pa\u00eds vizinho, s\u00f3 perdia para o caf\u00e9. Os colombianos plantavam 350 mil hectares de algod\u00e3o e produziam mais de 300 mil toneladas. Hoje, s\u00e3o no m\u00e1ximo 20 mil hectares cultivados e uma produ\u00e7\u00e3o de 20 mil toneladas, segundo o presidente da Congrega\u00e7\u00e3o Colombiana do Algod\u00e3o, Cesar Villalba.<\/p>\n\n\n\n<p>Para retomar o ritmo de produ\u00e7\u00e3o do algod\u00e3o na Col\u00f4mbia, o Brasil tem transferido t\u00e9cnicas sustent\u00e1veis de cultivo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Sustentabilidade<\/h2>\n\n\n\n<p>De 2017 at\u00e9 agora, o programa +ALgod\u00e3o tem trabalhado na Col\u00f4mbia com o uso de t\u00e9cnicas brasileiras como substitui\u00e7\u00e3o de agrot\u00f3xico por biofertilizante, sistema de irriga\u00e7\u00e3o que n\u00e3o desperdi\u00e7a \u00e1gua e rota\u00e7\u00e3o de culturas. Isso tem reduzido os custos da produ\u00e7\u00e3o e os pequenos produtores colombianos t\u00eam aprovado. \u201cEst\u00e1 indo muito bem e se v\u00ea uma boa mata e um bom algod\u00e3o\u201d, comenta Rosa Rubiano Rojas, que cultiva em terras que ficam a seis horas da capital Bogot\u00e1. Rosa vive com a fam\u00edlia na zona rural de Villavieja, munic\u00edpio que guarda o Deserto de Tatacoa, a segunda \u00e1rea mais \u00e1rida da Col\u00f4mbia.<\/p>\n\n\n\n<p>O clima seco desta regi\u00e3o produtora colombiana traz \u00e0 tona semelhan\u00e7as com a produ\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o org\u00e2nico no semi\u00e1rido paraibano. Jefferson Morais, diretor de Empaer, acrescenta que \u201ca maioria dos agricultores que est\u00e3o trabalhando dentro do projeto s\u00e3o agricultores familiares com pequenas \u00e1reas, o estado da Para\u00edba n\u00e3o \u00e9 diferente, eles praticamente n\u00e3o t\u00eam o t\u00edtulo da terra, eles arrendam a terra para poderem produzir\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 o caso do agricultor Alfredo Antonio Ramos Rivas, de Ceret\u00e9, munic\u00edpio na regi\u00e3o caribenha. Al\u00e9m do algod\u00e3o, ele planta v\u00e1rios outros produtos para garantir as refei\u00e7\u00f5es da fam\u00edlia e para vender o excedente. Um deles \u00e9 o milho, base alimentar dos colombianos, usado para fazer \u201carepa\u201d, t\u00e3o comum para eles quanto um p\u00e3o franc\u00eas no Brasil. Alfredo conta que uma das maiores vantagens para ele do programa de coopera\u00e7\u00e3o +ALgod\u00e3o \u00e9 a assist\u00eancia t\u00e9cnica gratuita. \u201cAntes do projeto, eu pagava 80 mil pesos colombianos por hectare para o assistente t\u00e9cnico, e hoje em dia \u00e9 gr\u00e1tis, por meio do projeto, ent\u00e3o, tudo isso ajuda\u201d, relata.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/UgxHPMFw-m7XrEbKClWV2lnDIJY=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2024\/10\/02\/alfredo_milho.jpg?itok=AYwgOyk7\" alt=\"Rio de Janeiro (RJ), 02\/10\/2024 - Escritor Eduardo Bueno no programa Caminhos da Reportagem, sobre produ\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o. Frame: TV Brasil\/Divulga\u00e7\u00e3o\" title=\"Frame\/TV Brasil\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Alfredo Rivas planta v\u00e1rios produtos para garantir o sustento da fam\u00edlia, incluindo milho&nbsp;&#8211;&nbsp;<strong>Frame\/TV Brasil<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<p>O pesquisador da Embrapa Jos\u00e9 Renato Cortes Bezerra esteve nas terras do Alfredo e verificou os resultados positivos da rota\u00e7\u00e3o de culturas. \u201cO monocultivo, exatamente por se tratar de uma \u00fanica cultura, faz com que a ocorr\u00eancia de pragas e doen\u00e7as ocorra com muito mais frequ\u00eancia na \u00e1rea. Quando a gente tem a sucess\u00e3o ou a rota\u00e7\u00e3o de culturas, ou mesmo o cons\u00f3rcio, a gente tem mais de uma cultura, fazendo com que de imediato uma praga que vai atacar uma determinada cultura n\u00e3o consiga atingir a outra. Fazendo com que, ao final, voc\u00ea tenha realmente o resultado mais rent\u00e1vel para ele\u201d, constata.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa rentabilidade tamb\u00e9m depende dos esfor\u00e7os do governo colombiano para resolver algumas quest\u00f5es nacionais. S\u00f3 existe uma empresa no pa\u00eds atualmente que compra o algod\u00e3o produzido internamente, portanto, n\u00e3o h\u00e1 concorr\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/glFmHaIWh3fMTFYAgB4JW2Wu45c=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2024\/10\/02\/guarapo.jpg?itok=HQFtxv8i\" alt=\"Rio de Janeiro (RJ), 02\/10\/2024 - Escritor Eduardo Bueno no programa Caminhos da Reportagem, sobre produ\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o. Frame: TV Brasil\/Divulga\u00e7\u00e3o\" title=\"Frame\/TV Brasil\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Rep\u00f3rter Fl\u00e1via Peixoto participa de ritual para estabelecer confian\u00e7a com Eduvin&nbsp;&#8211;&nbsp;<strong>Frame\/TV Brasil<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<p>Segundo Eduvin Timot\u00e9 Vargas [foto em destaque na mat\u00e9ria], agricultor da zona rural de Coyaima e l\u00edder ind\u00edgena Pijao, o algod\u00e3o ainda n\u00e3o tem dado o lucro que eles esperam. \u201cTodos os governos que passaram n\u00e3o valorizaram o nosso trabalho\u201d, se queixou Edvin, ap\u00f3s um ritual para estabelecer confian\u00e7a com a&nbsp;equipe de reportagem. Ele recebeu a&nbsp;<strong>TV Brasil<\/strong>&nbsp;com uma cumbuca de \u2018guarapo\u2019, uma bebida fermentada \u00e0 base de rapadura, e com outra de \u2018chicha\u2019, feita de milho e mandioca. Em povos ind\u00edgenas, compartilhar \u00e9 essencial para abrir o di\u00e1logo.<\/p>\n\n\n\n<p>Em resposta \u00e0 reclama\u00e7\u00e3o, em Bogot\u00e1, Ruth Ibarra, coordenadora do minist\u00e9rio de Agricultura e desenvolvimento Rural da Col\u00f4mbia, disse que o governo est\u00e1 buscando ajustes. \u201cUma grande aposta que tem o governo colombiano \u00e9 ajudar&nbsp;os produtores&nbsp;na parte de assist\u00eancia t\u00e9cnica. Fazer todo o acompanhamento, at\u00e9 lev\u00e1-los ao mercado, onde negociam com os aliados&nbsp;comerciais, os quais v\u00e3o comprar a mat\u00e9ria-prima a um pre\u00e7o justo, e tamb\u00e9m dar-lhes valor agregado\u201d, ressalta Ruth Ibarra.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Pesquisa cient\u00edfica<\/h2>\n\n\n\n<p>Outra linha de frente do programa de coopera\u00e7\u00e3o internacional em busca de um algod\u00e3o mais sustent\u00e1vel na Am\u00e9rica Latina \u00e9 a pesquisa cient\u00edfica. Na Col\u00f4mbia, por exemplo, a Universidade de Tolima envolveu profissionais como o professor Giovani Andrade Pe\u00f1a, engenheiro agr\u00f4nomo.<\/p>\n\n\n\n<p>Pe\u00f1a explica que os trabalhos na universidade incluem o desenvolvimento de novos biofertilizantes e o reaproveitamento de subprodutos do cultivo do algod\u00e3o. Giovani diz que a universidade se une ao esfor\u00e7o de revalorizar o algod\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cLamentavelmente, neste momento, o algod\u00e3o, como tal, a n\u00edvel mundial, n\u00e3o somente na Col\u00f4mbia, est\u00e1 atravessando uma crise. J\u00e1 que temos outros tipos de fibras que o substituem, por exemplo, o poli\u00e9ster, que \u00e9 um derivado do petr\u00f3leo. Ent\u00e3o, para as ind\u00fastrias, \u00e9 mais atrativo trabalhar com o poli\u00e9ster, porque o pre\u00e7o \u00e9 mais baixo\u201d, conclui.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>O algod\u00e3o \u00e9 uma fibra natural cujo processo de decomposi\u00e7\u00e3o acontece entre tr\u00eas meses e vinte anos. Por outro lado, as fibras sint\u00e9ticas podem levar duzentos anos para se decompor.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m um trabalho para recuperar as sementes tradicionais do algod\u00e3o, as chamadas sementes crioulas, e deixar de usar t\u00e3o amplamente as sementes transg\u00eanicas. A ideia \u00e9 criar um banco de material gen\u00e9tico do algod\u00e3o latino-americano. Quem cuida disso na Col\u00f4mbia \u00e9 a Corpora\u00e7\u00e3o Colombiana de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (Agrosavia), o equivalente \u00e0 Embrapa no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Henry Ballesteros \u00e9 coordenador de inova\u00e7\u00e3o regional da Agrosavia em Ceret\u00e9 e a miss\u00e3o profissional dele se mistura a um desejo pessoal. \u201cSonho em voltar a produzir algod\u00e3o de novo. Tenho muita esperan\u00e7a. E, se eu fizer, sem d\u00favida, faria com essas t\u00e9cnicas que estamos aprendendo e desenvolvendo com o Projeto +ALgod\u00e3o\u201d, destaca. Henry \u00e9 neto de produtores de algod\u00e3o e a produ\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia dele foi \u00e0 ru\u00edna na \u00e9poca em que se usava muito agrot\u00f3xico, o que encareceu a produ\u00e7\u00e3o e desvalorizou o produto.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Ouro branco<\/h2>\n\n\n\n<p>O algod\u00e3o \u00e9 sagrado para alguns povos da Am\u00e9rica Latina. J\u00e1 foi considerado \u2018ouro branco\u2019, por exemplo, em algumas regi\u00f5es do Brasil e da Col\u00f4mbia por gerar riqueza.<\/p>\n\n\n\n<p>Incentivar o fortalecimento do cultivo do algod\u00e3o, de forma sustent\u00e1vel, nos pa\u00edses que t\u00eam ou tinham a tradi\u00e7\u00e3o desse plantio, \u00e9 tamb\u00e9m lutar contra a fome e a pobreza, segundo especialistas de institui\u00e7\u00f5es envolvidas no programa de coopera\u00e7\u00e3o internacional liderado pelo Brasil. N\u00e3o apenas por causa dos cultivos associados de alimentos e das vantagens financeiras e ambientais das t\u00e9cnicas sustent\u00e1veis de plantio, mas pela pr\u00f3pria perman\u00eancia da popula\u00e7\u00e3o no campo.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Col\u00f4mbia, muita gente foi expulsa da zona rural por causa do conflito entre governo, grupos paramilitares, traficantes de drogas e guerrilhas como as For\u00e7as Armadas Revolucion\u00e1rias da Col\u00f4mbia (Farc), que j\u00e1 dura seis d\u00e9cadas e \u00e9 respons\u00e1vel pelo deslocamento de cerca de sete milh\u00f5es e meio de pessoas de seus lares originais.<\/p>\n\n\n\n<p>Agustin Zimmermann, representante da FAO na Col\u00f4mbia, afirma que o programa +ALgod\u00e3o est\u00e1 atuando em zonas que foram muito afetadas durante o auge do conflito armado no pa\u00eds. \u201cEnt\u00e3o, o projeto d\u00e1 agora possibilidade de&nbsp;retorno dos camponeses, porque p\u00f5e em funcionamento uma din\u00e2mica produtiva, digamos, benef\u00edcios, para que os camponeses possam ficar e retornar aos lugares onde antes tinham suas casas\u201d, avalia Zimmermann.<\/p>\n\n\n\n<p>Para atrair as pessoas de volta para o campo e, principalmente os mais jovens, a estrat\u00e9gia da coopera\u00e7\u00e3o internacional \u00e9 levar tecnologia para o campo. O Brasil doou para a Col\u00f4mbia um drone agr\u00edcola para pulveriza\u00e7\u00e3o de biofertilizantes nas planta\u00e7\u00f5es de algod\u00e3o e cultivos associados. O dispositivo voador \u00e9 usado por alunos do Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem da Col\u00f4mbia (Sena), no munic\u00edpio de El Espinal.<\/p>\n\n\n\n<p>Alvaro Puentes Molina, professor de Agricultura do Sena, pontua que o jovem, \u201cse ele sabe que a partir da tecnologia, ele vai ter mais conforto, vai ter mais sustentabilidade, vai ter melhores garantias na vida, ele fica\u201d. Kelly Moreno, estudante de 17 anos do curso de agricultura de precis\u00e3o, explica que o drone tem entre os benef\u00edcios \u201cmonitorar&nbsp;cultivo, analisar&nbsp;dados, e a possibilidade de fazer doses vari\u00e1veis, de expandir fertilizantes e de economizar \u00e1gua\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/gCA99NNAtFlLInzMX_HO_03WyWE=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2024\/10\/02\/drone.jpg?itok=P-xSe3Q8\" alt=\"Rio de Janeiro (RJ), 02\/10\/2024 - Escritor Eduardo Bueno no programa Caminhos da Reportagem, sobre produ\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o. Frame: TV Brasil\/Divulga\u00e7\u00e3o\" title=\"Frame\/TV Brasil\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Tecnologia deve atrair os jovens para o campo-&nbsp;<strong>Frame\/TV Brasil<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<p>Para o coordenador do programa +ALgod\u00e3o na Col\u00f4mbia, Jos\u00e9 Nelson Camelo, da FAO, uma das situa\u00e7\u00f5es mais cr\u00edticas da cadeia algodoeira na Am\u00e9rica Latina \u00e9 que h\u00e1 uma popula\u00e7\u00e3o envelhecida e, portanto, atrair jovens seria um dos maiores acertos da coopera\u00e7\u00e3o internacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro acerto, segundo ele, \u00e9 promover o modelo produtivo, que se validou no Brasil, que atrai pequenos produtores da agricultura familiar e que em seu sistema de produ\u00e7\u00e3o envolve algod\u00e3o com outros cultivos, como milho, arroz e sorgo. \u201cIsso para a Col\u00f4mbia \u00e9 muito v\u00e1lido, porque a maioria dos produtores de algod\u00e3o no pa\u00eds, cerca de 70%, s\u00e3o pequenos. Para a FAO e para o projeto, esse \u00e9 um dos nossos interesses: a seguran\u00e7a alimentar\u201d, enfatiza Jos\u00e9 Nelson.<\/p>\n\n\n\n<p>A ideia do projeto \u00e9 aproveitar tudo que \u00e9 nutritivo em torno do cultivo da fibra, at\u00e9 os cactos da regi\u00e3o algodoeira pr\u00f3xima ao Deserto de Tatacoa. O cacto conhecido como nopal&nbsp;tinha enorme import\u00e2ncia para as civiliza\u00e7\u00f5es pr\u00e9-colombianas e at\u00e9 hoje \u00e9 usado por alguns como base para alimentos e cosm\u00e9ticos. No sert\u00e3o nordestino, o nopal&nbsp;\u00e9 conhecido como \u2018palma forrageira\u2019.<\/p>\n\n\n\n<p>Vivian Garc\u00eda, engenheira ambiental do Pacto Global, da ONU, avalia que o programa +ALgod\u00e3o atende a todos os objetivos de desenvolvimento sustent\u00e1vel das Na\u00e7\u00f5es Unidas. \u201cUm programa como este, definitivamente, est\u00e1 abarcando temas de fome zero, de erradica\u00e7\u00e3o da pobreza, de a\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica, de gest\u00e3o de \u00e1gua e redu\u00e7\u00e3o de desigualdades\u201d, defende.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Mulheres na cadeia do algod\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Para combater desigualdades, o programa +ALgod\u00e3o tamb\u00e9m tem um recorte de g\u00eanero. Muitas mulheres t\u00eam hist\u00f3rias de vida entrela\u00e7adas pela fibra t\u00eaxtil natural mais usada no mundo. Em C\u00f3rdoba, no Caribe colombiano,&nbsp;as artes\u00e3s Adriana Isabel Reyes e L\u00edris Barga Martine aprenderam ainda crian\u00e7as a tecer bolsas t\u00edpicas do povo Wayuu, ind\u00edgenas que habitam a fronteira com a Venezuela. As mais tradicionais s\u00e3o coloridas e no formato saco. \u00c9 um souvenir colombiano famoso entre os turistas e as fashionistas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/yXjSMWRwr6evsEgNX73DA62ezq4=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2024\/10\/02\/liris.jpg?itok=ek0UFnF7\" alt=\"Rio de Janeiro (RJ), 02\/10\/2024 - Escritor Eduardo Bueno no programa Caminhos da Reportagem, sobre produ\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o. Frame: TV Brasil\/Divulga\u00e7\u00e3o\" title=\"Frame\/TV Brasil\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">L\u00edris produz as bolsas t\u00edpicas colombianas &#8211;&nbsp;<strong>Frame\/TV Brasil<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<p>Por meio do programa de coopera\u00e7\u00e3o internacional, Adriana e Liris t\u00eam recebido os fios de gra\u00e7a, o que reduz os custos de produ\u00e7\u00e3o das pe\u00e7as artesanais. Mas a inten\u00e7\u00e3o da iniciativa \u00e9 maior: preparar mulheres para plantar e colher o algod\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201c\u00c9 muito dif\u00edcil se manter comprando o quilo caro, sendo que n\u00f3s podemos produzir o algod\u00e3o\u201d, refor\u00e7a a artes\u00e3 Liris.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Na regi\u00e3o de Tolima,&nbsp;em um vale da Cordilheira dos Andes. as ind\u00edgenas do povo pijao Oneida Collazos Payanene e Eliza Fernanda Liz Pietro j\u00e1 cultivam o pr\u00f3prio algod\u00e3o. Elas foram selecionadas para participar de capacita\u00e7\u00f5es de cultivo oferecidas gratuitamente pelo +ALgod\u00e3o. \u201cIsso \u00e9 uma mudan\u00e7a de vida muito bonita, tanto para a comunidade como para n\u00f3s, porque nos beneficia em sermos lideran\u00e7as, em perder o medo de dirigir, empoderar como mulheres ind\u00edgenas, e obter ganhos monet\u00e1rios e econ\u00f4micos para nossas fam\u00edlias\u201d, afirma Elisa.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/j_jzuC1Zhkci0V-SGoKVyfgJujc=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2024\/10\/02\/indigenas_pijao.jpg?itok=otbjtayc\" alt=\"Rio de Janeiro (RJ), 02\/10\/2024 - Escritor Eduardo Bueno no programa Caminhos da Reportagem, sobre produ\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o. Frame: TV Brasil\/Divulga\u00e7\u00e3o\" title=\"Frame\/TV Brasil\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Ind\u00edgenas do povo pijao produzem o pr\u00f3prio algod\u00e3o &#8211;&nbsp;<strong>Frame\/TV Brasil<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<p>Ainda em Tolima, na&nbsp;capital da reig\u00e3o, Ibagu\u00e9,&nbsp;Sandra Patricia Gil P\u00e9rez, profissional de seguran\u00e7a e sa\u00fade no trabalho das Confec\u00e7\u00f5es Caribbean, \u00e9 uma dos cerca de 100 trabalhadores da empresa&nbsp;alinhados com a miss\u00e3o do programa +ALgod\u00e3o. \u201cN\u00e3o \u00e9 s\u00f3 vir e fazer roupas, n\u00e3o. H\u00e1 muita coisa por tr\u00e1s de tudo isso. Trabalho social, gerar renda para pessoas que est\u00e3o na pris\u00e3o, igualdade de g\u00eanero, a maioria s\u00e3o m\u00e3es de fam\u00edlia, mantendo o algod\u00e3o na Col\u00f4mbia\u201d, defende Sandra.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Tomatico, outra empresa t\u00eaxtil da cidade de Ibagu\u00e9,&nbsp;a oper\u00e1ria de confec\u00e7\u00e3o Zoraida C\u00e1rdenas conta que o sustento de muitas fam\u00edlias \u00e9 devido ao algod\u00e3o. \u201cTemos muitas m\u00e3es, chefes&nbsp;de fam\u00edlia, que pertencem&nbsp;\u00e0 empresa. E, gra\u00e7as a isso, n\u00f3s podemos sobreviver ou podemos levar nossos filhos, nossa fam\u00edlia para frente\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto,&nbsp;Zoraida alerta sobre a redu\u00e7\u00e3o de neg\u00f3cios no polo t\u00eaxtil de Ibagu\u00e9 durante a decad\u00eancia do algod\u00e3o na Col\u00f4mbia, nas \u00faltimas tr\u00eas d\u00e9cadas. Muitas f\u00e1bricas de fia\u00e7\u00e3o foram fechadas, o que encareceu o fio produzido na Col\u00f4mbia, tendo em vista que praticamente n\u00e3o h\u00e1 concorr\u00eancia interna. Tanto que para diminuir os custos, o fio usado na Tomatico \u00e9 importado da \u00c1sia, mais barato. Reverter esse tipo de importa\u00e7\u00e3o \u00e9 um dos objetivos do programa de coopera\u00e7\u00e3o internacional.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/SKPkJ52-ftjwKCE-QhRlax-F40s=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2024\/10\/02\/zoraida.jpg?itok=JnmU-PT_\" alt=\"Rio de Janeiro (RJ), 02\/10\/2024 - Escritor Eduardo Bueno no programa Caminhos da Reportagem, sobre produ\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o. Frame: TV Brasil\/Divulga\u00e7\u00e3o\" title=\"Frame\/TV Brasil\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Zoraida conta que o algod\u00e3o \u00e9 o sustento de muitas fam\u00edlias na regi\u00e3o, mas alerta para a queda no n\u00famero de empresas do ramo&nbsp;&#8211;&nbsp;<strong>Frame\/TV Brasil<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<p>Um dos respons\u00e1veis pela Tomatico, o engenheiro industrial Germ\u00e1n Mej\u00eda Sanchez diz que a empresa planeja produzir o fio. \u201cTemos o projeto de montar uma f\u00e1brica de fios aqui na regi\u00e3o, est\u00e1 dentro do projeto +ALgod\u00e3o. A longitude de fibra do algod\u00e3o de Tolima \u00e9 muito boa, \u00e9 uma regi\u00e3o que tem muitos terrenos, s\u00e3o muitos que se prestam ao cultivo do algod\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A coordenadora de coopera\u00e7\u00e3o sul-sul trilateral da Ag\u00eancia Brasileira de Coopera\u00e7\u00e3o, Cec\u00edlia Malaguti, diz que na rec\u00e9m lan\u00e7ada segunda fase do projeto +ALgod\u00e3o, o foco \u00e9 a certifica\u00e7\u00e3o e o rastreamento da forma de produ\u00e7\u00e3o. \u201cOs consumidores querem saber de onde vem esse algod\u00e3o, que t\u00e9cnicas empregou, t\u00e9cnicas sociais, ambientais\u201d, explica&nbsp;sobre a prioridade atual.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/bGTsMpF4I9uLoGVa2Mvkuq8-Fe0=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2024\/10\/02\/juan_pablo.jpg?itok=1B2pTJv0\" alt=\"Rio de Janeiro (RJ), 02\/10\/2024 - Escritor Eduardo Bueno no programa Caminhos da Reportagem, sobre produ\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o. Frame: TV Brasil\/Divulga\u00e7\u00e3o\" title=\"Frame\/TV Brasil\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Juan Pablo mostra a mistura de tecidos que produziu-&nbsp;<strong>Frame\/TV Brasil<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<p>Quem resume bem esses valores \u00e9 o designer de moda sustent\u00e1vel colombiano Juan Pablo Mart\u00ednez. Ele une pe\u00e7as de algod\u00e3o feitas por artes\u00e3s dos diferentes pa\u00edses participantes do programa +ALgod\u00e3o. \u201c\u00c9 um tecido, uma maneira de trabalhar o algod\u00e3o t\u00edpico de Yatite, no Paraguai. E isto eu combinei com este tecido, que \u00e9 dos ind\u00edgenas arhuacos, da Serra Nevada da Col\u00f4mbia\u201d, exp\u00f5e.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cH\u00e1 uma hist\u00f3ria de que todas essas artes\u00e3s que est\u00e3o afastadas fisicamente, geograficamente, por milhares de quil\u00f4metros, mas que t\u00eam hist\u00f3rias muito similares umas \u00e0s outras, s\u00e3o apaixonadas e conhecedoras do trabalho do tecido e do fazer com o algod\u00e3o\u201d, acrescenta Juan Pablo.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o a esses valores que o algod\u00e3o brasileiro quer se vincular.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 mais de uma d\u00e9cada, programa liderado pelo Brasil trabalha para unir pa\u00edses latino-americanos em torno de um produto: o algod\u00e3o. O Brasil \u00e9 o maior exportador deste vegetal do mundo, terceiro lugar no ranking de maiores produtores da fibra e l\u00edder mundial em produ\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o sustent\u00e1vel. Com a parceria em torno&nbsp;+ALgod\u00e3o, a&nbsp;ideia \u00e9 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":129309,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[20],"tags":[24],"class_list":{"0":"post-128906","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-economia","8":"tag-manchete"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/128906","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=128906"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/128906\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/129309"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=128906"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=128906"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=128906"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}