{"id":128895,"date":"2024-10-04T11:55:04","date_gmt":"2024-10-04T14:55:04","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=127437"},"modified":"2024-10-04T11:55:04","modified_gmt":"2024-10-04T14:55:04","slug":"eleicoes-em-porto-alegre-gestao-de-risco-deve-ser-prioridade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=128895","title":{"rendered":"Elei\u00e7\u00f5es: em Porto Alegre, gest\u00e3o de risco deve ser prioridade"},"content":{"rendered":"\n<p>Ap\u00f3s passar por uma das maiores enchentes de sua hist\u00f3ria, a capital do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, tem o desafio de se preparar para enfrentar eventos clim\u00e1ticos severos nos pr\u00f3ximos anos.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1614406&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1614406&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>Esse \u00e9 um dos temas avaliados pelo Instituto Cidades Sustent\u00e1veis (ICS) no levantamento&nbsp;<em>Grandes Desafios das Capitais Brasileiras<\/em>, que re\u00fane dados e indicadores com foco nas elei\u00e7\u00f5es municipais de 2024. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em um&nbsp;<em>ranking<\/em>&nbsp;que mede as estrat\u00e9gias de gest\u00e3o de riscos das 26 capitais, Porto Alegre aparece em 22\u00ba lugar. Segundo o levantamento, a capital ga\u00facha tem verificadas 44% das 25 estrat\u00e9gias contra enchentes, inunda\u00e7\u00f5es e deslizamentos de encostas.<\/p>\n\n\n\n<p>O desafio para a gest\u00e3o que assumir\u00e1 a prefeitura de 2025 a 2028 \u00e9 chegar a 81% das estrat\u00e9gias cumpridas. Para 2030, a meta \u00e9 chegar a 100%.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as estrat\u00e9gias avaliadas est\u00e3o a elabora\u00e7\u00e3o de leis que contemplem a preven\u00e7\u00e3o de enchentes ou inunda\u00e7\u00f5es graduais, enxurradas ou inunda\u00e7\u00f5es bruscas; legisla\u00e7\u00e3o sobre o uso e ocupa\u00e7\u00e3o do solo e mecanismos de controle e fiscaliza\u00e7\u00e3o para evitar ocupa\u00e7\u00e3o em \u00e1reas suscet\u00edveis aos desastres; al\u00e9m de plano de conting\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo an\u00e1lise do ICS, mais de 90% das cidades brasileiras n\u00e3o t\u00eam estrat\u00e9gias suficientes para prevenir e gerir os riscos clim\u00e1ticos. No Rio Grande do Sul, das 497 cidades, 304 t\u00eam menos de 20% das estrat\u00e9gias verificadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Igor Pantoja, coordenador de Rela\u00e7\u00f5es Institucionais do ICS, os indicadores mostram que a preven\u00e7\u00e3o e a gest\u00e3o desses eventos clim\u00e1ticos n\u00e3o v\u00eam sendo tratadas com a urg\u00eancia que a realidade exige:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201c\u00c9 absolutamente fundamental esse tipo de estrat\u00e9gia de pol\u00edticas voltadas para a preven\u00e7\u00e3o e a para gest\u00e3o desses desastres ou dos efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, de como lidar com isso. Tem muito pouca dedica\u00e7\u00e3o do poder p\u00fablico em lidar com esse tema, porque muitas vezes isso implica lidar com a quest\u00e3o das enchentes e com a quest\u00e3o da ocupa\u00e7\u00e3o do solo. E a\u00ed tem a press\u00e3o do mercado imobili\u00e1rio, ent\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o que a gente sabe que n\u00e3o \u00e9 simples\u201d.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>As informa\u00e7\u00f5es sobre essas estrat\u00e9gias foram obtidas a partir da Pesquisa de Informa\u00e7\u00f5es B\u00e1sicas Municipais (Munic 2020), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) e respondida pelos pr\u00f3prios munic\u00edpios.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/ICIHpibKml0iKuw0e38se6S7hkQ=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2024\/05\/06\/53701580770_9fe95362ea_o.jpg?itok=nZyWx5xU\" alt=\"PORTO ALEGRE, RS, BRASIL, 05.05.2024 - Chuvas no Rio Grande do Sul  - Fotos gerais enchente em Porto Alegre. Foto: Gustavo Mansur\/Pal\u00e1cio Piratini\" title=\"Gustavo Mansur\/Pal\u00e1cio Piratini\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Em maio deste ano, a capital ga\u00facha enfrentou alagamentos por causa das chuvas Porto Alegre. &#8211;&nbsp;<strong>Gustavo Mansur\/Pal\u00e1cio Piratini<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Plano de A\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>No final de setembro, a Prefeitura de Porto Alegre divulgou o relat\u00f3rio final do Plano de A\u00e7\u00e3o Clim\u00e1tica, que re\u00fane 30 a\u00e7\u00f5es de mitiga\u00e7\u00e3o e adapta\u00e7\u00e3o para reduzir as emiss\u00f5es de gases de efeito estufa e fortalecer a resili\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>O relat\u00f3rio final ser\u00e1 transformado em um projeto de lei que ser\u00e1 analisado pela C\u00e2mara de Vereadores.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Elei\u00e7\u00f5es<\/h2>\n\n\n\n<p>Apesar de a situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade de Porto Alegre ser conhecida pelo menos desde a enchente de 1941, a maior da hist\u00f3ria, o desastre que aconteceu neste ano n\u00e3o est\u00e1 recebendo a centralidade merecida nas campanhas eleitorais, na avalia\u00e7\u00e3o do professor Rualdo Menegat, do Instituto de Geoci\u00eancias da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEsse tema deveria estar de modo central, porque n\u00e3o se trata apenas de recuperar e fazer obras de prote\u00e7\u00e3o, mas se trata fundamentalmente de ter uma agenda pol\u00edtica e administrativa que possa mostrar para a cidade que \u00e9 poss\u00edvel enfrentar tempos severos no s\u00e9culo 21 morando aqui em Porto Alegre. E isso \u00e9 um tema que n\u00e3o pode ficar para um outro momento que n\u00e3o esse, que \u00e9 o momento de defini\u00e7\u00e3o do destino da cidade\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ele, a pauta est\u00e1 presente de modo fraco nas candidaturas majorit\u00e1rias e \u00e9 quase ausente nas candidaturas a vereadores.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSe por um lado, ele [o desastre clim\u00e1tico] pauta de alguma maneira as candidaturas majorit\u00e1rias \u2013 do meu ponto de vista de modo fraco \u2013 ele \u00e9 muito mais ausente ainda nas candidaturas legislativas. E isso \u00e9 realmente preocupante, porque a governan\u00e7a \u00e9 feita com o Executivo e com o legislativo, que representa uma vontade da sociedade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O professor cita a import\u00e2ncia de a comunidade participar da elabora\u00e7\u00e3o das estrat\u00e9gias de gest\u00e3o de riscos da cidade. \u201cPrecisa ser articulado de um ponto de vista cient\u00edfico e comunit\u00e1rio. Precisa estar na palma da m\u00e3o dos moradores de cada comunidade, que deve saber dos riscos, das vulnerabilidades do lugar em que vivem e principalmente tamb\u00e9m em termos de elaborar planos de emerg\u00eancia, planos de preven\u00e7\u00e3o, de desenvolver uma intelig\u00eancia social do lugar que habilite essas comunidades a terem uma perspectiva de seguran\u00e7a e ao mesmo tempo de saber agir quando \u00e9 necess\u00e1rio\u201d, avalia Menegat.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Outros indicadores<\/h2>\n\n\n\n<p>Na Educa\u00e7\u00e3o, Porto Alegre apresenta o segundo \u00edndice mais baixo do \u00cdndice de Desenvolvimento da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica (Ideb) na rede municipal nos anos iniciais do ensino fundamental. Com nota 4,7 em uma escala de 0 a 10, nos anos iniciais do ensino fundamental, a cidade s\u00f3 fica atr\u00e1s da capital do Rio Grande do Norte, Natal (4,5). A meta para 2028 \u00e9 chegar a 6,1 e para 2030, a 6,7.<\/p>\n\n\n\n<p>O Ideb \u00e9 o principal instrumento de monitoramento da qualidade da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica do pa\u00eds. Ao reunir dados sobre o \u00edndice de aprova\u00e7\u00e3o e de desempenho dos estudantes em l\u00edngua portuguesa e matem\u00e1tica, ele averigua desempenho e indicadores de fluxo e trajet\u00f3ria escolar.<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00e1rea da sa\u00fade, os indicadores mostram que em Porto Alegre as pessoas pretas, pardas e ind\u00edgenas vivem em m\u00e9dia quase dez anos a menos que as pessoas brancas e amarelas. Para o primeiro grupo, a idade m\u00e9dia de \u00f3bitos \u00e9 de 73,8 anos e para o segundo, 64,3 anos. A meta para 2030 \u00e9 chegar na m\u00e9dia de 75,9 anos, com igualdade nas taxas.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados s\u00e3o do Sistema de Informa\u00e7\u00e3o de Mortalidade do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, com refer\u00eancia em 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s passar por uma das maiores enchentes de sua hist\u00f3ria, a capital do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, tem o desafio de se preparar para enfrentar eventos clim\u00e1ticos severos nos pr\u00f3ximos anos. 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