{"id":128824,"date":"2024-10-01T14:04:59","date_gmt":"2024-10-01T17:04:59","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=127231"},"modified":"2024-10-01T14:04:59","modified_gmt":"2024-10-01T17:04:59","slug":"cnc-pede-reforma-administrativa-para-barrar-avanco-da-divida-publica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=128824","title":{"rendered":"CNC pede reforma administrativa para barrar avan\u00e7o da d\u00edvida p\u00fablica"},"content":{"rendered":"\n<p>O crescimento descontrolado da d\u00edvida p\u00fablica provocar\u00e1, nos pr\u00f3ximos 50 anos, impactos profundos no Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e servi\u00e7os produzidos no pa\u00eds). E esse movimento pode atingir a sa\u00fade financeira das empresas brasileiras. O alerta est\u00e1 em um estudo da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Com\u00e9rcio de Bens, Servi\u00e7os e Turismo (CNC), divulgado nesta ter\u00e7a-feira (1\u00ba).&nbsp;<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1614121&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1614121&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>A CNC avalia que sem medidas estruturais, como a reforma administrativa, em 50 anos o preju\u00edzo acumulado poder\u00e1 ser superior a R$ 1,375 trilh\u00e3o, o que resultar\u00e1 em risco \u00e0 sustentabilidade dos neg\u00f3cios.<\/p>\n\n\n\n<p>Os c\u00e1lculos do estudo indicam que para cada ponto percentual (1 p.p.) de aumento na d\u00edvida p\u00fablica em rela\u00e7\u00e3o ao PIB, o Brasil perde cerca de R$ 1,3 bilh\u00e3o ao ano. \u201cO que reduz a capacidade de investimentos do setor privado, eleva o custo do cr\u00e9dito e compromete a competitividade do pa\u00eds\u201d, alerta a entidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Como forma de evitar um cen\u00e1rio de estagna\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e crescente press\u00e3o fiscal sobre as empresas, a CNC identifica a reforma administrativa como uma solu\u00e7\u00e3o indispens\u00e1vel. \u201cN\u00e3o \u00e9 apenas uma quest\u00e3o de efici\u00eancia, mas de sobreviv\u00eancia do setor empresarial brasileiro\u201d, disse o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, Jos\u00e9 Roberto Tadros, na publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme a entidade, na \u00faltima d\u00e9cada, o Brasil apresentou um crescimento de 84%, com taxa m\u00e9dia de 7% ao ano. Apesar disso, o aumento significativo dos gastos p\u00fablicos, que avan\u00e7aram a uma taxa m\u00e9dia de 53% ao ano nos \u00faltimos 20 anos, se contrap\u00f5e \u00e0 amplia\u00e7\u00e3o de apenas 35% nas receitas. \u201cEssa discrep\u00e2ncia tem alimentado d\u00e9ficits consecutivos, for\u00e7ando o governo a buscar mais endividamento e pressionando o setor produtivo com juros elevados e uma carga tribut\u00e1ria crescente\u201d, apontou a CNC.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Press\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>O estudo indica um cen\u00e1rio preocupante para os empres\u00e1rios brasileiros e destaca que sem a reforma administrativa, o desequil\u00edbrio das contas p\u00fablicas exigiria um aumento de at\u00e9 9% do PIB na carga tribut\u00e1ria. Para o presidente da CNC, se isso ocorrer, o setor produtivo sofrer\u00e1 efeitos devastadores.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA situa\u00e7\u00e3o fiscal n\u00e3o s\u00f3 amea\u00e7a o crescimento econ\u00f4mico, mas imp\u00f5e um fardo adicional \u00e0s empresas, que j\u00e1 lidam com uma das mais altas cargas tribut\u00e1rias do mundo. Sem uma revis\u00e3o urgente nos gastos p\u00fablicos, o setor privado ser\u00e1 diretamente afetado pela alta dos impostos, comprometendo sua capacidade de competir e crescer\u201d, avalia.<\/p>\n\n\n\n<p>No entendimento da CNC, atualmente o Brasil tem uma carga tribut\u00e1ria equivalente a quase 33% do PIB, uma das maiores do mundo. \u201cIsso \u00e9 considerado alto para padr\u00f5es internacionais e afeta diretamente a competitividade do setor empresarial. Al\u00e9m disso, mais de 96% das despesas do governo federal s\u00e3o obrigat\u00f3rias, o que significa que h\u00e1 pouco espa\u00e7o para ajustes discricion\u00e1rios, dificultando ainda mais a gest\u00e3o fiscal\u201d, observou a entidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem as reformas estruturais, segundo a CNC, na expectativa de atingir 100% do PIB at\u00e9 2033, o aumento da d\u00edvida p\u00fablica vai elevar o custo de financiamento e limitar os investimentos em \u00e1reas estrat\u00e9gicas como infraestrutura, sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o, que a entidade classifica como \u201cpilares essenciais para a competitividade das empresas no mercado global\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>As contas da CNC indicam que as despesas do governo cresceram a uma taxa m\u00e9dia de 5,3% ao ano desde 2002, ao mesmo tempo em que a receita subiu somente 3,7%. \u201cEsse descompasso alimenta d\u00e9ficits prim\u00e1rios consecutivos, obrigando o governo a financiar sua d\u00edvida com mais endividamento, o que pressiona o setor produtivo com juros altos e instabilidade econ\u00f4mica. Para as empresas, isso se traduz em maior custo do cr\u00e9dito, retra\u00e7\u00e3o de investimentos e perda de competitividade\u201d, aponta o estudo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda conforme os n\u00fameros da pesquisa, a d\u00edvida p\u00fablica passou de 45,3% do PIB em 2008 para 77,8% em 2023, com tend\u00eancia de crescimento cont\u00ednuo. \u201cEsse aumento gera um c\u00edrculo vicioso de endividamento, elevando o custo financeiro e limitando a capacidade do pa\u00eds de fazer investimentos p\u00fablicos que impulsionariam o setor privado\u201d, explica o economista-chefe da CNC, Felipe Tavares.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Reforma<\/h2>\n\n\n\n<p>A CNC estima que, em 10 anos, a reforma administrativa poderia gerar uma economia de R$ 330 bilh\u00f5es, aliada \u00e0 atra\u00e7\u00e3o de novos investimentos por meio de privatiza\u00e7\u00f5es e concess\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA falta de uma solu\u00e7\u00e3o, no entanto, implicaria mais perdas para o setor empresarial. Cada 10 p.p. de aumento na d\u00edvida p\u00fablica resulta numa queda de 0,12 p.p. no crescimento econ\u00f4mico anual, comprometendo tanto o desempenho das empresas quanto sua capacidade de inovar e competir globalmente\u201d, ressalta o economista.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo sugere tamb\u00e9m a import\u00e2ncia de corrigir a distor\u00e7\u00e3o na aloca\u00e7\u00e3o de gastos p\u00fablicos, principalmente na educa\u00e7\u00e3o, setor que na avalia\u00e7\u00e3o da CNC, o Brasil investe mais por aluno no ensino superior do que no ensino fundamental, \u201co que contribui para um desempenho insatisfat\u00f3rio em testes internacionais como o Pisa [Programa Internacional de Avalia\u00e7\u00e3o de Alunos]\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO empresariado ser\u00e1 o mais prejudicado se n\u00e3o houver uma solu\u00e7\u00e3o imediata para a quest\u00e3o fiscal, pois a deteriora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica eleva o risco-pa\u00eds, inibe novos neg\u00f3cios e afasta investidores\u201d, alerta o presidente da CNC, Jos\u00e9 Roberto Tadros.<\/p>\n\n\n\n<p>No refor\u00e7o em defesa da necessidade das medidas estruturais, a CNC lan\u00e7ou, no domingo (29), a campanha, veiculada na TV aberta e fechada, al\u00e9m das suas redes sociais, chamando aten\u00e7\u00e3o para a urg\u00eancia de reduzir a d\u00edvida p\u00fablica para garantir que o pa\u00eds se desenvolva.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O crescimento descontrolado da d\u00edvida p\u00fablica provocar\u00e1, nos pr\u00f3ximos 50 anos, impactos profundos no Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e servi\u00e7os produzidos no pa\u00eds). E esse movimento pode atingir a sa\u00fade financeira das empresas brasileiras. O alerta est\u00e1 em um estudo da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Com\u00e9rcio de Bens, Servi\u00e7os e Turismo [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":129224,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[20],"tags":[11],"class_list":{"0":"post-128824","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-economia","8":"tag-destaque"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/128824","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=128824"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/128824\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/129224"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=128824"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=128824"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=128824"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}