{"id":126309,"date":"2024-08-16T15:18:52","date_gmt":"2024-08-16T18:18:52","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=125363"},"modified":"2024-08-16T15:18:52","modified_gmt":"2024-08-16T18:18:52","slug":"presenca-de-tv-diminui-e-421-dos-lares-com-o-aparelho-tem-streaming","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=126309","title":{"rendered":"Presen\u00e7a de TV diminui e 42,1% dos lares com o aparelho t\u00eam streaming"},"content":{"rendered":"\n<p><br \/>Nos \u00faltimos anos, a propor\u00e7\u00e3o de domic\u00edlios brasileiros com sinal de televis\u00e3o e com assinatura de servi\u00e7os por TV fechada tem ca\u00eddo, enquanto os servi\u00e7os de&nbsp;<em>streaming<\/em>&nbsp;t\u00eam aumentado: est\u00e3o em quatro de cada dez lares com televis\u00e3o.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1608042&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1608042&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>A constata\u00e7\u00e3o faz parte de um suplemento da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad) Cont\u00ednua, divulgada nesta sexta-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n\n\n\n<p>O levantamento mostra que, em 2023, dos 78,3 milh\u00f5es de domic\u00edlios no pa\u00eds 4,5 milh\u00f5es n\u00e3o tinham televis\u00e3o, o que representam 5,7% do total. Os dados mostram um aumento gradativo da aus\u00eancia da televis\u00e3o nos lares brasileiros. Em 2016, o percentual era de 2,8% e em 2022, 5,1% (3,8 milh\u00f5es de fam\u00edlias).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPode ser uma mudan\u00e7a de h\u00e1bitos da sociedade. Lenta, de forma muito gradual, mas consistente\u201d, sugere o analista da pesquisa, Gustavo Geaquinto Fontes.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro item que est\u00e1 ficando menos comum nas resid\u00eancias \u00e9 a TV por assinatura. Em 2016, um em cada tr\u00eas (33,9%) lares tinham o servi\u00e7o. Em 2022, eram 27,7% e, no ano passado, o percentual caiu para 25,2% (18,6 milh\u00f5es de endere\u00e7os).<\/p>\n\n\n\n<p>O IBGE perguntou aos entrevistados o porqu\u00ea de n\u00e3o aderirem ao servi\u00e7o. Cada pessoa podia apontar uma raz\u00e3o principal. De 2016 a 2019, o principal motivo era o fato de o servi\u00e7o ser considerado caro. Em 2016, 56,1% atribu\u00edram o fato ao custo do servi\u00e7o e, em 2019, foram 51,8%.<\/p>\n\n\n\n<p>O segundo motivo mais apontado foi falta de interesse: 39,1% das respostas em 2016 e 40,9% em 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos anos seguintes, esses motivos se inverteram nas respostas dos entrevistados. Em 2023, a maioria (64%) passou a apontar a falta de interesse como principal motivo para n\u00e3o assinar TV fechada. O custo do servi\u00e7o foi citado por 34,9% dos respondentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2016, apenas 1,6% das fam\u00edlias entrevistadas justificou como principal motivo o fato de v\u00eddeos acessados pela internet substitu\u00edrem o servi\u00e7o. O percentual cresceu consistentemente at\u00e9 alcan\u00e7ar 9,5% em 2023, se tornando a terceira raz\u00e3o mais citada. &nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/image-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-125383\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><br \/>Desde 2022, a pesquisa do IBGE acompanha a presen\u00e7a nos domic\u00edlios brasileiros do&nbsp;<em>streaming<\/em>&nbsp;de v\u00eddeo pago. O n\u00famero de lares com o servi\u00e7o aumentou de 31,061 milh\u00f5es, em 2022, para 31,107 milh\u00f5es, em 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar do aumento num\u00e9rico, em termos percentuais houve redu\u00e7\u00e3o de 43,4% para 42,1% dos lares com TV. De acordo com o IBGE, a presen\u00e7a do&nbsp;<em>streaming<\/em>&nbsp;\u00e9 um dos fatores que explicam a televis\u00e3o aberta e fechada perder espa\u00e7o nas casas brasileiras.<\/p>\n\n\n\n<p>Por meio de&nbsp;<em>streaming<\/em>, o assinante tem acesso a uma oferta de filmes, s\u00e9ries, desenhos infantis e eventos esportivos, por exemplo. Com exce\u00e7\u00e3o de programa\u00e7\u00f5es ao vivo, as atra\u00e7\u00f5es s\u00e3o sob demanda, ou seja, ficam dispon\u00edveis para serem vistas a qualquer momento.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2022, 4,7% das resid\u00eancias que tinham&nbsp;<em>streaming<\/em>&nbsp;n\u00e3o tinham acesso a televis\u00e3o aberta ou a servi\u00e7o de TV por assinatura. No ano seguinte, esse indicador subiu para 6,1%.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o analista da pesquisa, Leonardo Quesada, a dissemina\u00e7\u00e3o do&nbsp;<em>streaming<\/em>&nbsp;ajuda a explicar a menor presen\u00e7a da televis\u00e3o nos lares dos brasileiros.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO&nbsp;<em>streaming<\/em>&nbsp;n\u00e3o responde tudo. Ele pode responder uma parte, mas existe uma possibilidade de as pessoas estarem usando menos TV\u201d, pondera.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa revela que o rendimento m\u00e9dio mensal real per capita das fam\u00edlias com&nbsp;<em>streaming<\/em>&nbsp;era de R$ 2.731, mais que o dobro daquelas que n\u00e3o tinham acesso ao servi\u00e7o (R$ 1.245). Os dados tamb\u00e9m revelam uma desigualdade regional. Enquanto no Sul (49%), Centro-Oeste (48,2%) e Sudeste (47,6%) praticamente metade dos domic\u00edlios t\u00eam canais de&nbsp;<em>streaming<\/em>&nbsp;pagos, no Norte e no Nordeste as propor\u00e7\u00f5es s\u00e3o 37,5% e 28,2%, respectivamente.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Fim da parab\u00f3lica anal\u00f3gica<\/h2>\n\n\n\n<p>A Pnad revela que 88% das fam\u00edlias brasileiras tinham em casa sinal digital ou anal\u00f3gico de TV aberta. Dos domic\u00edlios com televis\u00e3o, 21,4% (15,8 milh\u00f5es) recebem sinal por antena parab\u00f3lica, sendo 17,5% nas regi\u00f5es urbanas e 52,3% nas rurais.<\/p>\n\n\n\n<p>O IBGE lembra que h\u00e1 no pa\u00eds a&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2023-03\/familias-de-baixa-renda-podem-solicitar-parabolica-digital-gratuita\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">pol\u00edtica p\u00fablica de substitui\u00e7\u00e3o<\/a>&nbsp;das antenas parab\u00f3licas anal\u00f3gicas, tamb\u00e9m conhecidas como parab\u00f3licas grandes, pela mini parab\u00f3lica (digital).<\/p>\n\n\n\n<p>As parab\u00f3licas grandes podem sofrer interfer\u00eancia do sinal de internet de quinta gera\u00e7\u00e3o (5G). Por isso, o Brasil pretende encerrar completamente a transmiss\u00e3o de sinal de TV aberta por parab\u00f3licas grandes.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a pesquisa, em 2023 o pa\u00eds tinha cerca de 772 mil fam\u00edlias (1% dos domic\u00edlios com televis\u00e3o) com sinal de televis\u00e3o somente por meio de parab\u00f3lica grande. Em 2022, eram 911 mil (1,3%).<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos \u00faltimos anos, a propor\u00e7\u00e3o de domic\u00edlios brasileiros com sinal de televis\u00e3o e com assinatura de servi\u00e7os por TV fechada tem ca\u00eddo, enquanto os servi\u00e7os de&nbsp;streaming&nbsp;t\u00eam aumentado: est\u00e3o em quatro de cada dez lares com televis\u00e3o. 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