{"id":126282,"date":"2024-08-15T14:08:24","date_gmt":"2024-08-15T17:08:24","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=125277"},"modified":"2024-08-15T14:08:24","modified_gmt":"2024-08-15T17:08:24","slug":"fogo-em-onibus-virou-modus-operandi-do-crime-no-rio-diz-pesquisadora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=126282","title":{"rendered":"Fogo em \u00f4nibus virou modus operandi do crime no Rio, diz pesquisadora"},"content":{"rendered":"\n<p>Eram por volta de 16h30 quando um grupo de homens armados carregando gal\u00f5es de gasolina abordaram um \u00f4nibus da Auto Via\u00e7\u00e3o Jabour em dire\u00e7\u00e3o ao bairro de Paci\u00eancia, na Zona Norte do Rio de Janeiro. \u201cAli \u00e9 uma \u00e1rea muito perigosa, de mil\u00edcia, constantemente com assaltos\u201d, conta o motorista Jo\u00e3o* \u00e0&nbsp;<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>. H\u00e1 20 anos na profiss\u00e3o, Jo\u00e3o relata que j\u00e1 passou por assaltos e agress\u00f5es durante ataques de grupos criminosos, mas aquela era a primeira vez que enfrentava um caso de inc\u00eandio.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1607906&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1607906&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>Naquela segunda-feira, 23 de outubro de 2023, Matheus da Silva Rezende, conhecido como Faust\u00e3o, sobrinho do miliciano Lu\u00eds Ant\u00f4nio da Silva Braga, o Zinho, foi morto durante um confronto com a Pol\u00edcia Civil na comunidade de Tr\u00eas Pontes, em Santa Cruz. Em repres\u00e1lia, 35 \u00f4nibus e um trem foram queimados na Zona Oeste, sendo a maioria deles (20) da frota municipal, de acordo com informa\u00e7\u00f5es do Sindicato das Empresas de \u00d4nibus da Cidade do Rio de Janeiro (Rio \u00d4nibus). O ve\u00edculo que Jo\u00e3o dirigia naquela tarde estava entre um dos incendiados.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMe pegaram e me bateram, mandaram eu e os passageiros descermos do \u00f4nibus e botaram fogo no coletivo no qual eu estava trabalhando nesse dia. Tamb\u00e9m botaram fogo nos carros de passeio mais a frente\u201d, relembra. \u201cTomei dois tap\u00f5es no meio da cara. E n\u00e3o s\u00f3 eu, os passageiros tamb\u00e9m apanharam na hora de descer. A\u00ed meteram gasolina e mandaram a gente sentar no ch\u00e3o, ali na altura de Paci\u00eancia, pr\u00f3ximo \u00e0 esta\u00e7\u00e3o de trem\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/E1snubBpmUiY_tHyF0rgPuN9amg=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/atoms\/image\/onibus_incendiado_0.jpg?itok=4p83KQxQ\" alt=\"\u00d4nibus s\u00e3o incendiados no Rio durante protesto em dia nacional de paralisa\u00e7\u00f5es \" title=\"Vladimir Platonow\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>\u00d4nibus s\u00e3o incendiados no Rio durante protesto em dia nacional de paralisa\u00e7\u00f5es &#8211;&nbsp;<strong>Vladimir Platonow<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Hist\u00f3rico de inc\u00eandios<\/h2>\n\n\n\n<p>Coordenadora do Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos da Universidade Federal Fluminense (GENI-UFF), Carolina Grillo explica que o ato de incendiar \u00f4nibus passou de uma forma de manifestar insatisfa\u00e7\u00e3o com o poder p\u00fablico para um meio de demonstrar e reafirmar poder por parte de grupos armados. \u201cAlgo que antes era uma pr\u00e1tica comum de demonstrar insatisfa\u00e7\u00e3o, bastante espont\u00e2nea por parte da popula\u00e7\u00e3o indignada com algo que tivesse ocorrido, foi incorporado ao&nbsp;<em>modus operandi<\/em>&nbsp;de chefes locais de grupos armados como forma de demonstra\u00e7\u00e3o de poder e de amea\u00e7ar o poder p\u00fablico por meio da interrup\u00e7\u00e3o da ordem\u201d, analisa.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme dados disponibilizados pelo Sindicato das Empresas de \u00d4nibus da Cidade do Rio de Janeiro, 32 ve\u00edculos foram queimados de agosto do ano anterior a julho de 2024, gerando um preju\u00edzo de aproximadamente R$ 22,9 milh\u00f5es. Outros 2.516 foram vandalizados e 135 sequestrados para serem utilizados como barricadas. Quanto aos ve\u00edculos sequestrados, os bairros mais afetados foram Vila Alian\u00e7a, Cordovil e Ramos, j\u00e1 as linhas mais impactadas foram 926 (Senador Camar\u00e1 x Penha), 731 (Campo Grande x Marechal Hermes), 765 (Mendanha x Terminal Deodoro), 685 (Iraj\u00e1 x M\u00e9ier) e 335 (Cordovil x Tiradentes).<\/p>\n\n\n\n<p>Nos \u00faltimos dez anos, 423 ve\u00edculos foram incendiados criminosamente no estado, sendo 236 apenas na capital, de acordo com dados da Federa\u00e7\u00e3o das Empresas de Mobilidade do Estado do Rio de Janeiro (Semove). O segundo local com maior n\u00famero de ocorr\u00eancias foi Duque de Caxias, com 53 casos, mas tamb\u00e9m h\u00e1 registros de inc\u00eandios fora da Regi\u00e3o Metropolitana, como em Angra dos Reis, Maca\u00e9, Cabo Frio, Resende e Paraty. \u201cO munic\u00edpio do Rio de Janeiro representa mais da metade dos casos de 2014 a 2024. Este ano j\u00e1 foram 12 \u2014 considerando o total de ve\u00edculos, al\u00e9m dos municipais \u2014, enquanto no ano passado, por conta dos 35 incendiados em outubro, foram 58\u201d, avalia \u00e0&nbsp;<strong>Ag\u00eancia Brasil&nbsp;<\/strong>o gerente de Planejamento e Controle da Semove, Guilherme Wilson.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOnde temos mais registros de \u00f4nibus incendiados em protestos \u00e9 na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Tem outros lugares que sofrem muito com vandalismo, como banco rasgado ou roubado e janelas quebradas, como as regi\u00f5es do Jacar\u00e9, de Manguinhos e da Mar\u00e9, mas n\u00e3o s\u00e3o de incendiar\u201d, traz o diretor de Comunica\u00e7\u00e3o e Rela\u00e7\u00f5es Institucionais da Rio \u00d4nibus, Paulo Valente. \u201cNesses locais, h\u00e1 um conflito maior entre as autoridades de seguran\u00e7a com os traficantes ou os milicianos\u201d, acrescenta.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 para Jo\u00e3o, os bairros de Cosmos, Guaratiba, Paci\u00eancia e Santa Cruz s\u00e3o regi\u00f5es de constante perigo, com pouco ou nenhum policiamento. \u201c\u00c9 complicado l\u00e1, policiamento mesmo \u00e9 zero, ningu\u00e9m v\u00ea viatura\u201d. Em outubro, al\u00e9m do \u00f4nibus que dirigia, outros nove ve\u00edculos da Auto Via\u00e7\u00e3o Jabour foram incendiados. \u201cUm colega de trabalho teve queimaduras no corpo, parte do bra\u00e7o foi queimada. At\u00e9 pedi para o meu superior me trocar de linha, j\u00e1 vinha pedindo isso a ele, e agora, gra\u00e7as a Deus, estou trabalhando em Bangu. N\u00e3o estou mais naquela \u00e1rea, n\u00e3o tinha mais condi\u00e7\u00e3o de trabalhar l\u00e1 depois dessa confus\u00e3o\u201d, conta.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Subnotifica\u00e7\u00e3o de ocorr\u00eancias<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/MBtKUdV2b8KlDx2auFW-ig6sd-I=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/atoms\/image\/901209-onibus_incendiado_sp_0006.jpg?itok=HZPu0n-k\" alt=\"\u0001\" title=\"Marcelo Camargo\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>\u00d4nibus foram queimados em protesto.<\/strong>&nbsp;<strong>Marcelo Camargo\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Apesar dos n\u00fameros levantados pela Rio \u00d4nibus e pela Semove, a professora da UFF aponta para uma subnotifica\u00e7\u00e3o das ocorr\u00eancias registradas oficialmente pela Secretaria de Estado de Pol\u00edcia Civil do Rio de Janeiro (SEPOL). Por meio de pedido de acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, a SEPOL disse que 33 inc\u00eandios criminosos contra \u00f4nibus foram registrados em delegacias da secretaria nos \u00faltimos cinco anos, sendo 15 em 2023, 20 a menos que os noticiados em outubro de 2023. Ainda conforme os dados da secretaria, 11 foram queimados em 2019, um em 2020, um em 2021 e cinco em 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cH\u00e1 um desinteresse em registrar devidamente os casos pelo fato de n\u00e3o haver uma categoria administrativa que gera uma estat\u00edstica pr\u00f3pria nos estudos de seguran\u00e7a p\u00fablica. Pelo que parece pela subnotifica\u00e7\u00e3o evidente, porque vemos na imprensa que esse n\u00famero (da SEPOL) j\u00e1 foi superado, isso provavelmente tem a ver com as autoridades p\u00fablicas n\u00e3o considerarem esse um tema relevante o suficiente para merecer uma categoria administrativa pr\u00f3pria que vai gerar um dado espec\u00edfico\u201d, descreve Grillo.<\/p>\n\n\n\n<p>Dos 33 casos informados, apenas 25 apresentavam informa\u00e7\u00f5es sobre os hor\u00e1rios em que aconteceram: um entre meia-noite e 6h, quatro entre 6h e 12h, 14 entre 12h e 18h e seis entre 18h e meia-noite. O per\u00edodo pr\u00f3ximo \u00e0s 18h, segundo a professora, \u00e9 prefer\u00edvel para os ataques aos transportes p\u00fablicos por ser o hor\u00e1rio em que as pessoas est\u00e3o retornando do trabalho, possibilitando maior visibilidade. \u201cAo se incendiar um \u00f4nibus, pretende-se que essa a\u00e7\u00e3o tenha uma visibilidade que, de alguma forma, compense os riscos inerentes a essa pr\u00e1tica. O inc\u00eandio de um \u00f4nibus no hor\u00e1rio de volta do trabalho tem uma visibilidade maior porque produz um engarrafamento na cidade e impede as pessoas de retornarem para casa. Isso gera uma cobertura da imprensa, criando visibilidade para a insatisfa\u00e7\u00e3o que quer ser demonstrada\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/9x6rPqTqhqLnxSxevH8otPC8gek=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/atoms\/image\/901212-onibus_incendiado_sp_0007.jpg?itok=XBPKEfyE\" alt=\"\u0001\" title=\"Marcelo Camargo\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>\u00d4nibus foram queimados em protesto.<\/strong>&nbsp;<strong>Marcelo Camargo\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Impactos causados<\/h2>\n\n\n\n<p>Para diretor de Comunica\u00e7\u00e3o e Rela\u00e7\u00f5es Institucionais da Rio \u00d4nibus, o primeiro efeito dos atos de inc\u00eandio e vandaliza\u00e7\u00e3o dos \u00f4nibus \u00e9 cercear o direito de ir e vir dos moradores das regi\u00f5es afetadas. \u201cEssas linhas n\u00e3o operam somente naquele local, elas circulam por outras regi\u00f5es. Quando uma delas para de rodar, toda popula\u00e7\u00e3o usu\u00e1ria desse \u00f4nibus, independente de morar na comunidade ou n\u00e3o, \u00e9 prejudicada\u201d, argumenta. Hoje, de acordo com a Rio \u00d4nibus, as empresas levam em m\u00e9dia 180 dias para repor um ve\u00edculo destru\u00eddo, considerando que possuam recursos suficientes para realizar a substitui\u00e7\u00e3o. \u201c\u00c9 necess\u00e1rio comprar um novo \u00f4nibus para substituir aquele que foi incendiado, e o \u00f4nibus n\u00e3o \u00e9 como o carro de passeio, que est\u00e1 dispon\u00edvel na concession\u00e1ria, \u00e9 preciso mandar fabricar, para vir com todas as especifica\u00e7\u00f5es. Cada \u00f4nibus queimado \u00e9 um ve\u00edculo a menos servindo a popula\u00e7\u00e3o do Rio de Janeiro por seis meses em m\u00e9dia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 ainda a experi\u00eancia traum\u00e1tica vivenciada por passageiros e motoristas, como argumenta a pesquisadora do GENI. Como comenta Grillo, os motoristas j\u00e1 s\u00e3o submetidos a diversas situa\u00e7\u00f5es de estresse no trabalho, como assaltos, engarrafamentos, cobran\u00e7as em rela\u00e7\u00e3o aos hor\u00e1rios que devem cumprir, sobrecarga de fun\u00e7\u00f5es \u2014 ao terem que atuar como condutores e cobradores ao mesmo tempo \u2014 e o desgaste emocional por terem que negar o acesso ao \u00f4nibus a pessoas que tentam entrar no ve\u00edculo sem pagar a passagem. \u201cSer amea\u00e7ado, seja por uma turma de pessoas ou por homens armados, \u00e9 algo bastante assustador para o cidad\u00e3o que s\u00f3 quer sair do seu trabalho e chegar em casa para poder descansar\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s o dia de ataques que afetou a circula\u00e7\u00e3o pela capital carioca, al\u00e9m de impactar o funcionamento de com\u00e9rcios e escolas, Jo\u00e3o relata que passou por noites sem conseguir dormir e chegou a pedir demiss\u00e3o por conta do trauma. \u201cEu estava com medo de trabalhar. Foram v\u00e1rias noites sem dormir, eu fechava o olho e ficava pensando naqueles caras com gal\u00f5es de gasolina na m\u00e3o. Foi um caos, um p\u00e2nico total\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Dados do Sindicato dos Rodovi\u00e1rios do Rio de Janeiro apontam que de 2022 a 2024, entre 200 e 250 motoristas abandonaram a profiss\u00e3o ap\u00f3s situa\u00e7\u00f5es de crimes e agress\u00f5es nos transportes coletivos, incluindo casos de inc\u00eandios. No \u00faltimo ano, foram em torno de 130 a 140. Segundo o vice-presidente Jos\u00e9 Sacramento de Santana, o sindicato n\u00e3o conta com um n\u00famero exato porque nem todos os casos documentados pelas empresas chegam ao \u00f3rg\u00e3o. \u201cO cara abandona a profiss\u00e3o, se muda de estado e n\u00e3o se comunica com o sindicato. Pedem demiss\u00e3o e v\u00e3o embora sem comunicar nada, sem dizer um motivo\u201d, afirma. \u201cHoje, estamos entregues no Rio de Janeiro \u00e0 mil\u00edcia, a esse poder paralelo que domina a cidade. Faltam medidas de seguran\u00e7a n\u00e3o apenas aos motoristas de \u00f4nibus, mas \u00e0 popula\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m\u201d, declara Santana.<\/p>\n\n\n\n<p><em>*Nome fict\u00edcio escolhido para preservar a seguran\u00e7a do entrevistado<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eram por volta de 16h30 quando um grupo de homens armados carregando gal\u00f5es de gasolina abordaram um \u00f4nibus da Auto Via\u00e7\u00e3o Jabour em dire\u00e7\u00e3o ao bairro de Paci\u00eancia, na Zona Norte do Rio de Janeiro. \u201cAli \u00e9 uma \u00e1rea muito perigosa, de mil\u00edcia, constantemente com assaltos\u201d, conta o motorista Jo\u00e3o* \u00e0&nbsp;Ag\u00eancia Brasil. H\u00e1 20 anos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":126864,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[25,29],"tags":[],"class_list":{"0":"post-126282","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-regional","8":"category-sudeste-regional"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/126282","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=126282"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/126282\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/126864"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=126282"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=126282"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=126282"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}