{"id":126272,"date":"2024-08-14T15:28:19","date_gmt":"2024-08-14T18:28:19","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=125216"},"modified":"2024-08-14T15:28:19","modified_gmt":"2024-08-14T18:28:19","slug":"g20-mapeia-opcoes-de-financiamento-para-transicao-energetica-global","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=126272","title":{"rendered":"G20 mapeia op\u00e7\u00f5es de financiamento para transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica global"},"content":{"rendered":"\n<p><br \/>Os pa\u00edses do G20 preparam um mapeamento das possibilidades de financiamento para a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica global. A estimativa \u00e9 que ser\u00e3o necess\u00e1rios US$ 4,5 trilh\u00f5es de d\u00f3lares por ano &#8211; o equivalente a R$ 24,5 trilh\u00f5es &#8211; para que o mundo possa reduzir ao m\u00e1ximo o uso de combust\u00edveis de fontes f\u00f3sseis, como petr\u00f3leo e carv\u00e3o, e passe a produzir energia a partir de fontes que emitem menos gases de efeito estufa, como a solar e a e\u00f3lica.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1607884&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1607884&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o foi discutida nesta quarta-feira (14), no primeiro Di\u00e1logo G20 \u2013 Transi\u00e7\u00f5es Energ\u00e9ticas, no Rio de Janeiro. Segundo a coordenadora do Grupo de Trabalho de Transi\u00e7\u00f5es Energ\u00e9ticas do G20 e assessora especial do Minist\u00e9rio de Minas e Energia, Mariana Esp\u00e9cie, o mundo ainda est\u00e1 distante do investimento necess\u00e1rio. Em 2022, de acordo com a coordenadora, a marca foi de US$ 1,8 trilh\u00e3o, o equivalente a R$ 9,8 trilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Para buscar formas de ampliar esse investimento a n\u00edvel global, a ideia \u00e9 mapear quais s\u00e3o as trajet\u00f3rias, as oportunidades e as op\u00e7\u00f5es que o mundo precisa observar para viabilizar os investimentos na transi\u00e7\u00e3o de forma geral.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA gente est\u00e1 considerando, por exemplo, que para alguns pa\u00edses vai fazer mais sentido voc\u00ea contar com recursos de empr\u00e9stimos concessionais. Para outros, vai fazer mais sentido ter doa\u00e7\u00f5es. O investimento do setor privado, a atua\u00e7\u00e3o do setor privado vai ser mais marcante, mais relevante nesse processo. Enfim, tem uma mescla dessas oportunidades de investimento que est\u00e3o sendo consideradas neste documento\u201d, explicou Mariana Esp\u00e9cie.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Mariana Esp\u00e9cie, \u201c\u00e9 um dos primeiros esfor\u00e7os globais nesse sentido, e principalmente para tentar minimizar, vamos dizer assim, essas assimetrias na distribui\u00e7\u00e3o desses recursos globalmente\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os resultados do estudo ser\u00e3o apresentados na Reuni\u00e3o Ministerial de Transi\u00e7\u00f5es Energ\u00e9ticas do G20, na cidade de Foz do Igua\u00e7u, entre os dias 1 e 3 de outubro.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Diversidade energ\u00e9tica<\/h2>\n\n\n\n<p>Mariana Esp\u00e9cie observou que os pa\u00edses est\u00e3o em pontos de partida diferentes e em ritmos diferentes de transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica. \u201cO ritmo de investimentos varia muito de acordo com essas condi\u00e7\u00f5es locais de cada pa\u00eds e com as oportunidades e riscos que os investidores acabam enxergando nesse processo. N\u00e3o h\u00e1 uma const\u00e2ncia, voc\u00ea tem uma diversidade de perspectivas muito grande\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil \u00e9 um dos destaques, segundo a coordenadora. \u201cEu diria que o Brasil \u00e9 o pa\u00eds mais bem posicionado dentro desse grupo para a transi\u00e7\u00e3o, pelo que a gente tem hoje, com a nossa matriz energ\u00e9tica, matriz el\u00e9trica, j\u00e1 com alta participa\u00e7\u00e3o de renov\u00e1veis, nenhum outro pa\u00eds tem esse perfil dentro do G20. E o que a gente tem visto \u00e9 que, mesmo que a gente tenha essas condi\u00e7\u00f5es j\u00e1 favor\u00e1veis, a gente ainda continua perseguindo melhores condi\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante das diversidades e assimetrias, Mariana Esp\u00e9cie adiantou que a principal mensagem que o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, pretende entregar na reuni\u00e3o ministerial em Foz do Igua\u00e7u \u00e9 justamente a import\u00e2ncia de se ter diversidade de op\u00e7\u00f5es \u00e0 mesa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o existe uma \u00fanica solu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, n\u00e3o existe uma bala de prata que vai resolver todos os problemas, e todas as solu\u00e7\u00f5es de baixo carbono v\u00e3o ser importantes. Todas, sem exce\u00e7\u00e3o. N\u00e3o importa se no primeiro momento a gente vai ter que ainda utilizar petr\u00f3leo, mas reduzindo as emiss\u00f5es com captura e estocagem de carbono\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2023, a Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre as Altera\u00e7\u00f5es Clim\u00e1ticas (COP 28) definiu a meta de transi\u00e7\u00e3o dos combust\u00edveis f\u00f3sseis nos sistemas energ\u00e9ticos de forma justa, ordenada e equitativa para zerar a emiss\u00e3o de carbono at\u00e9 2050. J\u00e1 foi identificado que os gases de efeito estufa, como os de carbono, s\u00e3o respons\u00e1veis pelo aquecimento do planeta, causando inunda\u00e7\u00f5es de cidades, temperaturas elevadas, furac\u00f5es e outros fen\u00f4menos que conformam a crise clim\u00e1tica que o mundo vive.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica<\/h2>\n\n\n\n<p>O Di\u00e1logo G20 \u2013 Transi\u00e7\u00f5es Energ\u00e9ticas \u00e9 um conjunto de semin\u00e1rios paralelos regionais cujo objetivo principal \u00e9 engajar a sociedade brasileira nas discuss\u00f5es que est\u00e3o sendo conduzidas no n\u00edvel pol\u00edtico e social no \u00e2mbito do G20 para o tema da transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica. O evento, organizado em parceria com Operador Nacional do Sistema El\u00e9trico e Itaipu Binacional, \u00e9 preparat\u00f3rio para a Reuni\u00e3o Ministerial de Transi\u00e7\u00f5es Energ\u00e9ticas do G20.<\/p>\n\n\n\n<p>O G20 \u00e9 composto por Argentina, Austr\u00e1lia, Brasil, Canad\u00e1, China, Fran\u00e7a, Alemanha, \u00cdndia, Indon\u00e9sia, It\u00e1lia, Jap\u00e3o, Rep\u00fablica da Coreia, M\u00e9xico, R\u00fassia, Ar\u00e1bia Saudita, \u00c1frica do Sul, Turquia, Reino Unido e Estados Unidos, al\u00e9m da Uni\u00e3o Europeia. Desde 2008, os pa\u00edses revezam-se na presid\u00eancia. Essa \u00e9 a primeira vez que o Brasil preside o G20 no atual formato.<\/p>\n\n\n\n<p>Os membros do G20 representam cerca de 85% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e servi\u00e7os produzidos) global, mais de 75% do com\u00e9rcio global e cerca de dois ter\u00e7os da popula\u00e7\u00e3o mundial. Os pa\u00edses representam tamb\u00e9m quase 80% das emiss\u00f5es globais de gases de efeito estufa decorrentes do setor de energia.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os pa\u00edses do G20 preparam um mapeamento das possibilidades de financiamento para a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica global. 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