{"id":126178,"date":"2024-08-08T10:28:18","date_gmt":"2024-08-08T13:28:18","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=124942"},"modified":"2024-08-08T10:28:18","modified_gmt":"2024-08-08T13:28:18","slug":"pesquisadores-brasileiros-desenvolvem-produto-plastico-antipoluente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=126178","title":{"rendered":"Pesquisadores brasileiros desenvolvem produto pl\u00e1stico antipoluente"},"content":{"rendered":"\n<p><br \/>Pesquisadores brasileiros desenvolveram biopl\u00e1sticos que se degradam rapidamente quando compostados ou mesmo no ambiente. O material \u00e9 inovador pois utiliza pequenas part\u00edculas encapsuladas de bioativas de alimentos funcionais, como por exemplo, da cenoura e da chia. Os biopl\u00e1sticos, ao contr\u00e1rio dos pl\u00e1sticos sint\u00e9ticos, n\u00e3o deixam res\u00edduos que poluem o meio ambiente, prejudicando a vida nos oceanos e at\u00e9 mesmo a sa\u00fade humana.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1607014&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1607014&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa \u00e9 coordenada pela professora do Instituto de Macromol\u00e9culas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Maria In\u00eas Bruno Tavares e teve dois artigos publicados recentes na revista cient\u00edfica internacional Journal of Applied Polymer Science (em portugu\u00eas, Jornal de Ci\u00eancia Aplicada de Pol\u00edmeros), incluindo um destaque na capa de maio.<\/p>\n\n\n\n<p>A polui\u00e7\u00e3o por pl\u00e1stico \u00e9 um dos grandes desafios da atualidade, de acordo com a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU). Em todo o mundo, um milh\u00e3o de garrafas pl\u00e1sticas s\u00e3o compradas a cada minuto e cerca de cinco trilh\u00f5es de sacolas pl\u00e1sticas s\u00e3o usadas todos os anos. Metade de todo o pl\u00e1stico produzido \u00e9 concebido para fins de utiliza\u00e7\u00e3o \u00fanica, \u00e9 utilizado apenas uma vez e depois descartado. [LINK: https:\/\/www.unep.org\/interactives\/beat-plastic-pollution\/]<\/p>\n\n\n\n<p>O pl\u00e1stico \u00e9 composto por pol\u00edmeros, que s\u00e3o grandes mol\u00e9culas. Tavares explica que para serem decompostas no meio ambiente, essas mol\u00e9culas s\u00e3o fragmentadas em part\u00edculas menores, at\u00e9 chegar ao chamado micropl\u00e1stico. Os micropl\u00e1sticos est\u00e3o no ar, na \u00e1gua, acabam sendo absorvidos por plantas, ingeridos por animais e pelo ser humano, podendo causar alergias e danos \u00e0 sa\u00fade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTodo material polim\u00e9rico, quer seja biodegrad\u00e1vel, quer seja sint\u00e9tico, ele, para se degradar, gera micropl\u00e1stico. A diferen\u00e7a das embalagens que n\u00f3s estamos fazendo para as embalagens tradicionais \u00e9 que a nossa vai gerar um pouco de micropl\u00e1stico e vai ser tudo consumido por microrganismos. Enquanto as sint\u00e9ticas, n\u00e3o. Elas v\u00e3o gerar micropl\u00e1stico e o micropl\u00e1stico vai ficar\u201d, explica a pesquisadora.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a professora, em condi\u00e7\u00f5es ideais de compostagem os biopl\u00e1sticos desenvolvidos perdem 90% da pr\u00f3pria massa em 180 dias e, mesmo descartados no meio ambiente, degradam-se rapidamente. Por utilizar na composi\u00e7\u00e3o alimentos funcionais, o biopl\u00e1stico desenvolvido degrada-se mais r\u00e1pido no ambiente at\u00e9 mesmo que os pl\u00e1sticos compost\u00e1veis atuais.<\/p>\n\n\n\n<p>As composteiras utilizam microrganismos para a reciclagem de materiais org\u00e2nicos. O ideal \u00e9 que esses biopl\u00e1sticos sejam descartados em composteiras, que oferecem condi\u00e7\u00f5es ideais de degrada\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Destino dos pl\u00e1sticos<\/h2>\n\n\n\n<p>De acordo com Tavares, o biopl\u00e1stico desenvolvido pretende colaborar com o aumento do uso de pl\u00e1stico biodegrad\u00e1vel, para que se minimize o uso de pol\u00edmeros sint\u00e9ticos.&nbsp; Ao contr\u00e1rio dos pol\u00edmeros sint\u00e9ticos, o biopl\u00e1stico n\u00e3o pode ser reciclado. Mas, atende a demanda de grande parte do uso de pl\u00e1stico, que acaba sendo utilizado apenas uma vez.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs pol\u00edmeros sint\u00e9ticos n\u00e3o v\u00e3o acabar\u201d, afirma a professora. Alguns materiais n\u00e3o podem ser substitu\u00eddos, como pe\u00e7as de avi\u00e3o ou de carro ou mesmo equipamentos de seguran\u00e7a, como capacetes. Eles ainda continuar\u00e3o utilizando pol\u00edmeros sint\u00e9ticos, mas \u00e9 poss\u00edvel mudar muito do que consumimos no dia a dia. \u201cAs embalagens podem ser, na maioria, de pol\u00edmero biodegrad\u00e1vel\u201d, enfatiza.<\/p>\n\n\n\n<p>Para que a humanidade possa lidar melhor com o tanto de lixo produzido e reduza o micropl\u00e1stico no ambiente, \u00e9 preciso que \u201ctudo que \u00e9 poss\u00edvel ser biodegrad\u00e1vel, ser biodegrad\u00e1vel. O que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, ent\u00e3o, ter o destarte correto, ou reuso, usar reciclagem. Isso \u00e9 muito importante. E no caso de medicamentos e a parte toda hospitalar, para a\u00ed ter a incinera\u00e7\u00e3o como tem que ser feito. Para evitar outros tipos de contamina\u00e7\u00e3o\u201d, orienta.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ela, essa \u00e9 uma demanda mundial e o Brasil pode sair na frente: \u201cO Brasil pode sair na frente. Eu tenho certeza que ele pode sair na frente pela dimens\u00e3o que ele tem, pelas capacidades que ele tem\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa \u00e9 apoiada pela Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) e, atualmente, est\u00e1 em processo de patenteamento. A equipe tamb\u00e9m busca empresas interessadas em produzir os biopl\u00e1sticos.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores brasileiros desenvolveram biopl\u00e1sticos que se degradam rapidamente quando compostados ou mesmo no ambiente. 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