{"id":124952,"date":"2024-07-25T21:03:25","date_gmt":"2024-07-26T00:03:25","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=124389"},"modified":"2024-07-25T21:03:25","modified_gmt":"2024-07-26T00:03:25","slug":"brasil-registra-tres-mortes-ao-dia-de-criancas-e-jovens-por-afogamento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=124952","title":{"rendered":"Brasil registra tr\u00eas mortes ao dia de crian\u00e7as e jovens por afogamento"},"content":{"rendered":"\n<p>\u201cCrian\u00e7a n\u00e3o aprende pelo erro. Crian\u00e7a precisa de supervis\u00e3o do adulto bem de perto\u2019. \u00c9 o que defende o\u00a0presidente do Departamento Cient\u00edfico de Preven\u00e7\u00e3o e Enfrentamento \u00e0s Causas Externas na Inf\u00e2ncia e Adolesc\u00eancia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Luci Pfeiffer. O alerta coincide com o Dia Mundial de Preven\u00e7\u00e3o do Afogamento, celebrado nesta quinta-feira (25), e se baseia em levantamento divulgado pela entidade, segundo o qual, em m\u00e9dia, tr\u00eas crian\u00e7as e adolescentes perdem a vida por afogamento, diariamente, no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>A SBP analisou os registros de \u00f3bitos ocorridos entre os anos de 2021 e 2022, quando houve mais de 2,5 mil v\u00edtimas desse tipo de acidente que, de acordo com a entidade, \u00e9 completamente evit\u00e1vel. As crian\u00e7as de um a quatro anos de idade foram as principais v\u00edtimas, com 943 mortes, seguidas de adolescentes de 15 a 19 anos (860 \u00f3bitos). O estudo incluiu as faixas et\u00e1rias de 10 a 14 anos (com 357 \u00f3bitos); de cinco a nove anos (291); e os menores de um ano (58).<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cFalta cuidado, falta prote\u00e7\u00e3o. Falta os pais saberem que crian\u00e7a precisa de supervis\u00e3o do mundo adulto e de um ambiente protegido, porque tem coisas que voc\u00ea evita adaptando esse ambiente \u00e0 atividade de uma crian\u00e7a\u201d, avalia Luci Pfeiffer. As mortes s\u00e3o resultado tamb\u00e9m da imprud\u00eancia de pais e de filhos, acrescentou a pediatra.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>A pediatra atribui&nbsp;a grande incid\u00eancia de \u00f3bitos por afogamento em crian\u00e7as de 1 a 4 anos de idade \u00e0 falta de prote\u00e7\u00e3o nos ambientes que os menores frequentam. \u201cE a partir da\u00ed, tanto a falta de equipamentos de seguran\u00e7a, como na adolesc\u00eancia pela falta de exemplo e supervis\u00e3o, porque adolesc\u00eancia tamb\u00e9m tem que ser supervisionada\u201d. Os afogamentos entre adolescentes se d\u00e3o mais em \u00e1guas naturais, como rios, lagos e praias, quando eles se arriscam em lugares desprotegidos que s\u00e3o deixados sem supervis\u00e3o. Entre as crian\u00e7as pequenas, a maioria dos acidentes acontece dentro de casa, na lavanderia, no banheiro, na piscina e em lugares de lazer.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Seguran\u00e7a<\/h2>\n\n\n\n<p>Luci Pfeiffer afirmou que boias de bra\u00e7o e circulares e brinquedos flutuantes&nbsp;devem ser totalmente evitados. A \u00fanica prote\u00e7\u00e3o comprovada internacionalmente na preven\u00e7\u00e3o dos afogamentos \u00e9 o uso de colete guarda-vidas, com certificado do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e reconhecimento pela Marinha Brasileira. \u201cO colete garante que a cabe\u00e7a ficar\u00e1 para fora da \u00e1gua\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A pediatra recomenda que a crian\u00e7a de 3 a 4 anos deve estar \u00e0 dist\u00e2ncia de um bra\u00e7o dentro d\u2019\u00e1gua do adulto cuidador. De dois anos para baixo, ela deve estar junto do adulto. \u201cO adulto cuidador deve estar segurando essa crian\u00e7a em um colete salva vida que seja certificado pelo Inmetro e pela Marinha, porque esse \u00e9 o \u00fanico equipamento de seguran\u00e7a que mant\u00e9m a cabecinha fora d\u2019\u00e1gua. Tantos as boias de bra\u00e7o como as circulares podem manter, ao contr\u00e1rio, as crian\u00e7as com a cabe\u00e7a para baixo. A\u00ed, ela n\u00e3o tem for\u00e7a para fazer a virada\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra coisa perigosa, na avalia\u00e7\u00e3o da especialista, s\u00e3o brinquedos em que a crian\u00e7a fica sentada fora da \u00e1gua, como cavalinhos, porque podem virar de um jeito que fiquem em cima da crian\u00e7a. \u201cVirando, ela n\u00e3o tem prote\u00e7\u00e3o. \u00c9 uma aspira\u00e7\u00e3o de \u00e1gua e ela n\u00e3o consegue mais respirar\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Luci alertou que mesmo que a crian\u00e7a saiba nadar aos 12 anos, ela tem que ter supervis\u00e3o direta e perto do adulto. Entre 3 e 4 anos, mais ainda. \u201cOs pais ensinarem o filho a nadar a partir dos 4 anos \u00e9 muito bom, mas isso n\u00e3o significa que ela vai conseguir se defender em uma manobra mais intempestiva que as crian\u00e7as gostam de fazer, ou em uma \u00e1gua natural como o mar ou rios, O adulto tem que estar perto\u201d, alerta.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Registros<\/h2>\n\n\n\n<p>O estado que mostra o maior n\u00famero de registros de mortes no per\u00edodo analisado \u00e9 S\u00e3o Paulo (296), devido, em grande parte, \u00e0 popula\u00e7\u00e3o maior, seguido da Bahia (225), Par\u00e1 (204), Minas Gerais (182), Amazonas e Paran\u00e1 (131, cada). Os acidentes fatais envolvendo crian\u00e7as e jovens do sexo masculino corresponderam a 76% dos registros nos anos pesquisados, enquanto as meninas somaram 24%. Muitas crian\u00e7as que n\u00e3o chegam a se afogar apresentam graves sequelas. \u201c\u00c9 um dano irrepar\u00e1vel\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Por regi\u00f5es, o maior n\u00famero de \u00f3bitos foi encontrado no Nordeste (375, em 2021, e 398, em 2022), seguido da Regi\u00e3o Sudeste (324 e 348), Norte (275 e 222), Sul (157 e 143) e Centro-Oeste ( 143 e 124).<\/p>\n\n\n\n<p>Luci Pfeiffer indicou que entre as a\u00e7\u00f5es preventivas eficazes est\u00e1 a proibi\u00e7\u00e3o da livre entrada de crian\u00e7as pequenas em ambientes como cozinhas, banheiros e \u00e1reas de servi\u00e7o e a import\u00e2ncia de bloqueios que impe\u00e7am o acesso de menores. \u201cPrecisa ter port\u00f5es na cozinha, porque isso evita tamb\u00e9m a ocorr\u00eancia de queimaduras, sobretudo em crian\u00e7as pequenas que est\u00e3o na fase de engatinhamento. S\u00e3o lugares de risco a cozinha, lavanderia, porque uma crian\u00e7a pequena que ainda n\u00e3o tem dom\u00ednio do seu caminhar, se ela cair em uma bacia com dez cent\u00edmetros de \u00e1gua, ela pode se afogar. Baldes e bacias n\u00e3o podem estar no ch\u00e3o com restos de \u00e1gua, bem como as piscininhas de pl\u00e1stico\u201d, recomenda.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA gente precisa evitar que a crian\u00e7a chegue a lugares com \u00e1gua sem supervis\u00e3o Como as pessoas n\u00e3o conseguem dar conta das crian\u00e7as o tempo inteiro, \u00e9 preciso ter barreiras f\u00edsicas mesmo\u201d. O mesmo cuidado deve ser tomado com rela\u00e7\u00e3o a piscinas em casas, condom\u00ednios e clubes, sinalizou a pediatra. Isso pode ser feito por meio do estabelecimento de port\u00f5es e barreiras no entorno para controlar o acesso que possam impedir que os menores consigam abrir ou escalar. \u201cPiscina n\u00e3o \u00e9 brinquedo\u201d, advertiu. \u00c9 um lugar de lazer, mas precisa de cuidado, ou seja, um&nbsp;adulto&nbsp;tem que estar alerta e tomando conta diretamente das crian\u00e7as e adolescentes no local, sem desviar aten\u00e7\u00e3o para celulares, entre outras coisas.<\/p>\n\n\n\n<p>Outras informa\u00e7\u00f5es sobre preven\u00e7\u00e3o de acidentes em geral podem ser acessadas no&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.sbp.com.br\/especiais\/pediatria-para-familias\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">site&nbsp;da SBP<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cCrian\u00e7a n\u00e3o aprende pelo erro. 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