{"id":124912,"date":"2024-07-23T23:09:56","date_gmt":"2024-07-24T02:09:56","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=124240"},"modified":"2024-07-23T23:09:56","modified_gmt":"2024-07-24T02:09:56","slug":"estado-do-futuro-precisa-de-politicas-de-transformacao-diz-secretaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=124912","title":{"rendered":"Estado do futuro precisa de pol\u00edticas de transforma\u00e7\u00e3o, diz secret\u00e1ria"},"content":{"rendered":"\n<p>N\u00e3o d\u00e1 para falar em metas estrat\u00e9gicas e em futuro sem planejamento, e este \u00e9 um fator que necessita ser intensificado para o fortalecimento do Estado, disse a secret\u00e1ria executiva da Casa Civil da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, Miriam Belchior, que participou, nesta ter\u00e7a-feira (23), do segundo dia do encontro\u00a0<em>States of the Future<\/em>, na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES), no centro do Rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Miriam, o Estado do futuro precisa ser capaz de formular para o pa\u00eds metas de transforma\u00e7\u00e3o econ\u00f4micas, sociais, democr\u00e1ticas e ambientais, relacionadas a todos os desafios contempor\u00e2neos. \u201cEstabelecer objetivos de m\u00e9dio e longo prazo. Por isso, \u00e9 necess\u00e1rio que o Estado tenha condi\u00e7\u00f5es de desenvolver as capacidades dos cidad\u00e3os, das empresas e dele mesmo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A secret\u00e1ria disse que algumas metas, como o desafio do clima, extrapolam os limites dos pa\u00edses e que, para enfrent\u00e1-lo, as demais na\u00e7\u00f5es t\u00eam que cumprir sua parte. \u201cClaramente \u00e9 uma meta que n\u00e3o depende, no caso aqui, apenas do Brasil. Depende de uma conjun\u00e7\u00e3o de esfor\u00e7os internacionais para conseguir o objetivo de combater os efeitos do clima\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ela, o Estado em geral e o Estado do futuro, que est\u00e1 no foco das discuss\u00f5es do encontro, deve tamb\u00e9m ser capaz de desenvolver seu papel estrat\u00e9gico de instrumento de a\u00e7\u00e3o coletiva de uma na\u00e7\u00e3o para elevar o conjunto da sua popula\u00e7\u00e3o ao m\u00e1ximo de direitos proporcionados pela riqueza nacional, obtida por uma economia de mercado, mas plenamente desenvolvida e integrada \u00e0s cadeias globais.<\/p>\n\n\n\n<p>Todos os pa\u00edses em que, nas \u00faltimas d\u00e9cadas, o Estado conseguiu garantir esse patamar superior de desenvolvimento e de dignidade e direitos \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, trilharam diferentes caminhos, mas todos com um ponto em comum: o Estado desempenhou papel fundamental para alcan\u00e7ar tais objetivos, disse Miriam, acrescentando que qualquer dos asi\u00e1ticos que se pegue tem esse tra\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a secret\u00e1ria da Casa Civil, este \u00e9 um momento singular em que a necessidade de um Estado do futuro entrou de forma importante na agenda p\u00fablica global. Ela citou declara\u00e7\u00f5es da ministra da Gest\u00e3o e da Inova\u00e7\u00e3o em Servi\u00e7os P\u00fablicos, Esther Dweck, na abertura do encontro, de que a relev\u00e2ncia do Estado voltou a ser reconhecida. \u201cO Estado voltou \u00e0 moda. Sabemos que, na verdade, nunca saiu de cena, muito menos nos pa\u00edses que mais favoreceram externamente a agenda do seu enfraquecimento\u201d, disse ontem Esther Dweck.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Miriam Belchior, o mundo vive uma combina\u00e7\u00e3o de incertezas e tens\u00f5es disruptivas e simult\u00e2neas, que implicam desafios em escala planet\u00e1ria. \u201cPara cada um de n\u00f3s, para todos n\u00f3s, coletivamente, e sobretudo para os estados nacionais que t\u00eam que enfrentar essa combina\u00e7\u00e3o de incertezas e tens\u00f5es.\u201d Ela destacou desafios como o da crise clim\u00e1tica, que coloca em risco o planeta; a busca fren\u00e9tica por desenvolvimento econ\u00f4mico em meio \u00e0 disputa entre polos econ\u00f4micos globais; o crescimento das desigualdades sociais no mundo, inclusive em pa\u00edses desenvolvidos; al\u00e9m da crescente precariedade e informalidade do mercado de trabalho, que resultam na vulnerabilidade do trabalhador.<\/p>\n\n\n\n<p>A secret\u00e1ria destacou ainda o receio de ataques permanentes \u00e0 democracia no mundo e a exist\u00eancia de um \u201cquestionamento brutal\u201d da capacidade do Estado em prover servi\u00e7os a partir de dois elementos principais: a insufici\u00eancia da sua base de financiamento e a escalada de transforma\u00e7\u00e3o digital que estabeleceu um padr\u00e3o de atendimento n\u00e3o alcan\u00e7ado pelo Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTodos esses desafios entre muitos outros testam simultaneamente a capacidade dos Estados nacionais. \u00c9 nesse momento que nos encontramos e aqui estamos discutindo como lidar com tudo isso. Do meu ponto de vista, o modelo de estado m\u00ednimo preconizado pelo liberalismo econ\u00f4mico nos seus v\u00e1rios matizes n\u00e3o tem como responder a esses enormes desafios\u201d, afirmou Miriam Belchior. Para ela, momentos como a pandemia mostraram que cada vez mais o Estado \u00e9 importante. \u201cN\u00e3o me parece que menos Estado possa dar conta dessa realidade t\u00e3o desafiadora.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Arco da Restaura\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/SuhsLVCFnxx3r9wtR-paXv3wDhg=\/463x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/_ja_3429.jpg?itok=HMTLlANi\" alt=\"Bras\u00edlia (DF) 01\/02\/2022 \u2013 A diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello durante apresenta\u00e7\u00e3o do balan\u00e7o do Fundo Amaz\u00f4nia em 2023.\nFoto: Jo\u00e9dson Alves\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"Jo\u00e9dson Alves\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Tereza Campello, diretora Socioambiental do BNDES &#8211;&nbsp;<strong>Arquivo\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello, destacou a import\u00e2ncia da presen\u00e7a do Estado para tratar das necessidades das popula\u00e7\u00f5es, lembrada no primeiro dia do encontro. Segundo Tereza, essa import\u00e2ncia foi enfatizada na fala de todo mundo. &#8220;Isso esteve presente em todas as falas com mais ou menos detalhes, e uma das coisas que ficou muito afirmada \u00e9 que n\u00e3o aceitamos esse papel acanhado de atuar nas falhas do mercado, n\u00f3s nos colocamos aqui como promotores do desenvolvimento e do direito.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Na opini\u00e3o de Tereza Campello, nenhum dos pa\u00edses \u2013 ricos, pobres ou em desenvolvimento \u2013 est\u00e1 preparado para enfrentar as trag\u00e9dias e as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. \u201cA trag\u00e9dia j\u00e1 est\u00e1 contratada:&nbsp; o que a gente dizia na d\u00e9cada de 90 e no in\u00edcio dos anos 2000 que iria evitar. N\u00f3s j\u00e1 topamos 1,5\u00b0C que tent\u00e1vamos evitar. Portanto, n\u00e3o vamos poder preparar o Estado para enfrentar esse desafio.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00e1rea de combate aos efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, Tereza detalhou o projeto do BNDES chamado de Arco da Restaura\u00e7\u00e3o. \u201cAssumimos essa miss\u00e3o e essa tarefa de construirmos um projeto gigantesco. Seja pela escala ou impacto que pretende gerar, diria que o projeto se enquadra em uma das miss\u00f5es do pa\u00eds, que \u00e9 reconstruir a Amaz\u00f4nia.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA ideia [\u00e9] da Amaz\u00f4nia como uma das grandes solu\u00e7\u00f5es para o planeta. A maior parte dos pa\u00edses vem discutindo como reduzir suas emiss\u00f5es. Temos uma curva de emiss\u00f5es que na verdade s\u00f3 tem aumentado. O mundo se coloca a tarefa de como reduzir as emiss\u00f5es. Isso n\u00e3o \u00e9 mais suficiente. N\u00e3o podemos mais s\u00f3 reduzir as emiss\u00f5es: 1,5\u00b0C j\u00e1 est\u00e1 praticamente contratado. Precisamos mais do que reduzir as emiss\u00f5es, e \u00e9 isso que estamos tentando nos colocar como tarefa. A ideia de que o Brasil voltou. N\u00e3o estou dizendo que n\u00e3o vamos trabalhar para reduzir as emiss\u00f5es\u201d, acrescentou.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a reconstru\u00e7\u00e3o, o projeto prop\u00f5e capturar carbono e preservar a biodiversidade, gerar emprego e renda associados \u00e0s cadeias de restauro e construir uma barreira de conten\u00e7\u00e3o do avan\u00e7o do desmatamento. De acordo com a iniciativa, a exist\u00eancia da floresta j\u00e1 garante que a temperatura da Terra esteja 1\u00b0C mais fria. &#8220;Queremos reconstruir e transformar o Arco do Desmatamento, que \u00e9 a regi\u00e3o da entrada do desmatamento na Amaz\u00f4nia, fronteira agr\u00edcola que vem sendo desmatada ao longo das d\u00e9cadas e transform\u00e1-la no Arco da Restaura\u00e7\u00e3o&#8221;, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a diretora do BNDES, a regi\u00e3o vai do Acre at\u00e9 o Par\u00e1, e o projeto pretende restaurar 24 milh\u00f5es de hectares. Na primeira fase, ser\u00e3o recuperados 6 milh\u00f5es de hectares e, para isso, o banco calculou que s\u00e3o necess\u00e1rios R$ 51 bilh\u00f5es. \u201c\u00c9 uma tarefa que o Brasil se coloca, mas precisamos de apoio. N\u00e3o temos recursos para executar toda essa miss\u00e3o. Precisamos contar com o setor privado e, at\u00e9 2050, mais 18 milh\u00f5es de hectares. Com isso, na primeira fase, 1 bilh\u00e3o e 600 milh\u00f5es de toneladas de carbono ser\u00e3o retirados da atmosfera. Estamos ajudando a cumprir 1,5\u00b0C\u201d, concluiu.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><em>States of the Future<\/em><\/h2>\n\n\n\n<p>Evento paralelo do G20, f\u00f3rum internacional que re\u00fane as 19 maiores economias do mundo, mais Uni\u00e3o Europeia e a Uni\u00e3o Africana, o&nbsp;<em>States of the Future<\/em>&nbsp;foi organizado para articular e compartilhar diversas vis\u00f5es, estrat\u00e9gias e pr\u00e1ticas inovadoras de governos,&nbsp;<em>think-tanks&nbsp;<\/em>(institui\u00e7\u00f5es que produzem conhecimento), sociedade civil, academia, setor privado e organismos internacionais, que possam transformar os servi\u00e7os p\u00fablicos e a governan\u00e7a, inserindo tecnologias modernas e a resposta aos choques e crises que desafiam a capacidade estatal frente aos desafios emergentes do s\u00e9culo 21.<br><br>No centro das discuss\u00f5es est\u00e3o temas como as pol\u00edticas industrial e econ\u00f4mica, emerg\u00eancia clim\u00e1tica, transforma\u00e7\u00e3o digital, governan\u00e7a global, diversidade, sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O&nbsp;<em>States of the Future<\/em>&nbsp;\u00e9 realizado pelos minist\u00e9rios da Gest\u00e3o e da Inova\u00e7\u00e3o em Servi\u00e7os P\u00fablicos, das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores e do Desenvolvimento, Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os, pelo BNDES e pela Organiza\u00e7\u00e3o de Estados Ibero-Americanos para a Educa\u00e7\u00e3o, a Ci\u00eancia e a Cultura no Brasil, com apoio do Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), da Open Society Foundations, da Maranta e da Rep\u00fablica.org.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o d\u00e1 para falar em metas estrat\u00e9gicas e em futuro sem planejamento, e este \u00e9 um fator que necessita ser intensificado para o fortalecimento do Estado, disse a secret\u00e1ria executiva da Casa Civil da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, Miriam Belchior, que participou, nesta ter\u00e7a-feira (23), do segundo dia do encontro\u00a0States of the Future, na sede do [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":125761,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[11],"class_list":{"0":"post-124912","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-geral","8":"tag-destaque"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/124912","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=124912"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/124912\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/125761"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=124912"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=124912"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=124912"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}