{"id":124909,"date":"2024-07-23T23:06:33","date_gmt":"2024-07-24T02:06:33","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=124237"},"modified":"2024-07-23T23:06:33","modified_gmt":"2024-07-24T02:06:33","slug":"bahia-confirma-duas-mortes-por-febre-oropouche","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=124909","title":{"rendered":"Bahia confirma duas mortes por febre oropouche"},"content":{"rendered":"\n<p>A Secretaria da Sa\u00fade do Estado da Bahia (Sesab) confirmou duas mortes por febre oropouche, ap\u00f3s an\u00e1lises realizadas pela C\u00e2mara T\u00e9cnica de An\u00e1lise de \u00d3bitos da Diretoria de Vigil\u00e2ncia Epidemiol\u00f3gica estadual. A infec\u00e7\u00e3o \u00e9 provocada pelo v\u00edrus\u00a0<em>Orthobunyavirus oropoucheense<\/em>\u00a0(Orov) transmitido por mosquito.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a Sesab, o primeiro \u00f3bito confirmado foi de uma mulher&nbsp;sem comorbidades, com 21 anos de idade, em 27 de mar\u00e7o. A v\u00edtima era moradora do munic\u00edpio de Valen\u00e7a (BA).<\/p>\n\n\n\n<p>A segunda morte confirmada&nbsp;tamb\u00e9m foi de&nbsp;uma mulher&nbsp;sem registro de comorbidades. A moradora de Camamu (BA) tinha 24 anos e faleceu em Itabuna (BA), em 10 de maio. A morte foi divulgada somente nesta segunda-feira (22), ap\u00f3s a realiza\u00e7\u00e3o de exames para confirmar a causa do \u00f3bito.<\/p>\n\n\n\n<p>A secretaria baiana relata que as pacientes que morreram&nbsp;por febre oropuche apresentaram sintomas como&nbsp;febre, dor de cabe\u00e7a, dor retro-orbital (na parte mais profunda do olho), mialgia (dor muscular), n\u00e1useas, v\u00f4mitos, diarreia, dores em membros inferiores e fraqueza. Ambas evolu\u00edram com sinais mais graves como: manchas vermelhas e roxas pelo corpo, sangramento nasal, gengival e vaginal, sonol\u00eancia e v\u00f4mito com hipotens\u00e3o, sangramento grave, e apresentaram queda abrupta de hemoglobina e plaquetas no sangue.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Investiga\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade ainda investiga mais uma morte suspeita de febre oropouche em Santa Catarina.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2023 foram confirmados 832 casos da doen\u00e7a e, em 2024, foram feitos 7.236 registros de febre oropouche em 16 estados, o que representa&nbsp;aumento de 770,19% no n\u00famero de casos notificados. Os infectados primeiramente estavam&nbsp;concentrados na Regi\u00e3o Norte, passaram a ser identificados tamb\u00e9m em outras regi\u00f5es do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>A detec\u00e7\u00e3o de casos da doen\u00e7a foi ampliada para todo o pa\u00eds em 2023, ap\u00f3s o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade disponibilizar diagn\u00f3sticos para a rede nacional de Laborat\u00f3rios Centrais de Sa\u00fade P\u00fablica (Lacen).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Alertas<\/h2>\n\n\n\n<p>A Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana da Sa\u00fade (Opas) destacou o aumento nos casos da doen\u00e7a&nbsp;sobretudo em munic\u00edpios do Amazonas, Acre e Roraima. Esses tr\u00eas estados fazem fronteira com outros pa\u00edses da bacia Amaz\u00f4nica: Bol\u00edvia, Col\u00f4mbia, Peru e Venezuela.<\/p>\n\n\n\n<p>Na sexta-feira (18), a Opas emitiu um alerta epidemiol\u00f3gico informando os pa\u00edses membros sobre a identifica\u00e7\u00e3o de poss\u00edveis casos, atualmente em investiga\u00e7\u00e3o no Brasil, de transmiss\u00e3o do v\u00edrus Orov&nbsp;da m\u00e3e para o beb\u00ea durante a gesta\u00e7\u00e3o. O alerta recomenda refor\u00e7ar a vigil\u00e2ncia diante da poss\u00edvel ocorr\u00eancia de casos similares em outros pa\u00edses, com a circula\u00e7\u00e3o do v\u00edrus Orov&nbsp;e outros arbov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n<p>O organismo internacional informou no alerta que uma gestante residente em Pernambuco apresentou sintomas de oropouche na 30\u00aa semana de gesta\u00e7\u00e3o. Ap\u00f3s confirma\u00e7\u00e3o laboratorial da infec\u00e7\u00e3o, foi constatada a morte do feto. O segundo caso suspeito foi notificado no mesmo estado. A gestante apresentou sintomas semelhantes ao da primeira gestante e ocorreu um aborto espont\u00e2neo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Nota t\u00e9cnica<\/h2>\n\n\n\n<p>No \u00faltimo dia 11, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade emitiu uma nota t\u00e9cnica a todos os estados e munic\u00edpios recomendando o refor\u00e7o da vigil\u00e2ncia em sa\u00fade sobre a possibilidade de transmiss\u00e3o vertical do v\u00edrus.&nbsp;Com a&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2024-07\/saude-recomenda-atencao-para-casos-de-febre-oropouche-no-pais\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">nota t\u00e9cnica<\/a>, o minist\u00e9rio pretende tamb\u00e9m orientar a sociedade sobre a arbovirose. &nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A medida foi adotada ap\u00f3s o Instituto Evandro Chagas (IEC\/MS) detectar a presen\u00e7a do genoma do v\u00edrus em um caso de morte fetal, e de anticorpos em amostras de quatro rec\u00e9m-nascidos com microcefalia.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, o minist\u00e9rio destacou que n\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancias cient\u00edficas consistentes sobre a transmiss\u00e3o do v\u00edrus Orov&nbsp;da m\u00e3e infectada para o beb\u00ea durante a gesta\u00e7\u00e3o e nem sobre o&nbsp;efeito da infec\u00e7\u00e3o&nbsp;sobre malforma\u00e7\u00e3o de beb\u00eas ou aborto.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Febre Oropouche<\/h2>\n\n\n\n<p>A febre Oropouche \u00e9 uma doen\u00e7a viral. O v\u00edrus Orov&nbsp;\u00e9 transmitido, principalmente, por meio da picada de um mosquito conhecido como maruim (<em>Culicoides paraensis<\/em>), bem como por esp\u00e9cies do mosquito&nbsp;Culex.&nbsp;No Brasil, o v\u00edrus&nbsp;foi isolado pela primeira vez em 1960.<\/p>\n\n\n\n<p>O minist\u00e9rio explicou que a febre oropouche pode ser confundida com a dengue.&nbsp;&nbsp;A doen\u00e7a evolui com febre de in\u00edcio s\u00fabito, cefaleia (dor de cabe\u00e7a), mialgia (dor muscular) e artralgia (dor articular). Outros sintomas como tontura, dor retro-ocular, calafrios, fotofobia, n\u00e1useas e v\u00f4mitos tamb\u00e9m s\u00e3o relatados.<\/p>\n\n\n\n<p>Os sintomas duram cerca de 2 a 7 dias. Mas, at\u00e9 60% dos pacientes podem apresentar recorr\u00eancia dos sintomas, ap\u00f3s 1 a 2 semanas a partir das manifesta\u00e7\u00f5es iniciais. A maioria das pessoas t\u00eam evolu\u00e7\u00e3o benigna e sem sequelas, mesmo nos casos mais graves.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 o momento, &nbsp;n\u00e3o h\u00e1 terapias&nbsp;espec\u00edfica&nbsp;para a febre oropouche. O tratamento apenas alivia os sintomas.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Secretaria da Sa\u00fade do Estado da Bahia (Sesab) confirmou duas mortes por febre oropouche, ap\u00f3s an\u00e1lises realizadas pela C\u00e2mara T\u00e9cnica de An\u00e1lise de \u00d3bitos da Diretoria de Vigil\u00e2ncia Epidemiol\u00f3gica estadual. A infec\u00e7\u00e3o \u00e9 provocada pelo v\u00edrus\u00a0Orthobunyavirus oropoucheense\u00a0(Orov) transmitido por mosquito. 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