{"id":124866,"date":"2024-07-19T17:51:18","date_gmt":"2024-07-19T20:51:18","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=124095"},"modified":"2024-07-19T17:51:18","modified_gmt":"2024-07-19T20:51:18","slug":"so-69-das-areas-urbanas-do-pais-sao-cobertas-por-vegetacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=124866","title":{"rendered":"S\u00f3 6,9% das \u00e1reas urbanas do pa\u00eds s\u00e3o cobertas por vegeta\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p><br>Apenas 6,9% das \u00e1reas urbanas das cidades brasileiras s\u00e3o cobertas por vegeta\u00e7\u00e3o. Isso equivale a 283,7 mil hectares &#8211; metade da extens\u00e3o territorial do Distrito Federal. Os dados fazem parte de um estudo divulgado pelo MapBiomas, rede ambiental que envolve universidades, organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais (ONGs) e empresas de tecnologia.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o coordenador da Equipe Urbano do MapBiomas, Julio Pedrassoli, essa propor\u00e7\u00e3o de verde nas \u00e1reas urbanas do pa\u00eds \u00e9 insuficiente. Ele cita a recomenda\u00e7\u00e3o da Sociedade Brasileira de Arboriza\u00e7\u00e3o Urbana de 15 metros quadrados (m\u00b2) por habitante como propor\u00e7\u00e3o ideal. No c\u00e1lculo do pesquisador da Universidade Federal da Bahia, os dados apurados pelo MapBiomas apontam m\u00e9dia de 13m\u00b2 por habitante.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSe lembrarmos que a distribui\u00e7\u00e3o dessa vegeta\u00e7\u00e3o \u00e9 desigual, o cen\u00e1rio pode ser ainda pior\u201d, diz Pedrassoli, o que indica uma consequ\u00eancia direta da baixa cobertura de vegeta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/LaJ6Xhb92DmksIKqdyTJGCGefcI=\/463x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/img_1983_1_0.jpg?itok=oPV9SERP\" alt=\"Instala\u00e7\u00e3o Entre o mundo e eu - a caminho de casa, da artista Diran Castro, na 10\u00aa Mostra 3M de Arte, no Parque Ibirapuera\" title=\"Rovena Rosa\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>S\u00e3o Paulo. Parque Ibirapuera &#8211;&nbsp;<strong>Rovena Rosa\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEstudos mostram que \u00e1reas urbanas com menos de 30% de vegeta\u00e7\u00e3o com cobertura do solo experimentam um aumento crescente de temperaturas locais\u201d, acrescenta.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o coordenador do MapBiomas, a vegeta\u00e7\u00e3o urbana \u201cregula o microclima, contribui para os sistemas de drenagem e fornece habitat para a fauna urbana\u201d. Al\u00e9m disso, \u201c\u00e9 um importante fator no bem-estar humano, proporcionando espa\u00e7os verdes para lazer e pr\u00e1tica de atividades f\u00edsicas\u201d, ressaltou.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Imagens de sat\u00e9lites<\/h2>\n\n\n\n<p>Os pesquisadores chegaram aos dados por meio da an\u00e1lise de imagens de sat\u00e9lites. Eles identificaram dentro de \u00e1reas urbanas manchas de ao menos 1 mil m\u00b2 de vegeta\u00e7\u00e3o rasteira, trepadeiras e \u00e1rvores de pequeno, m\u00e9dio e grande porte. Os dados s\u00e3o referentes a 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas vegeta\u00e7\u00f5es foram localizadas em parques e pra\u00e7as, unidades de conserva\u00e7\u00e3o, \u00c1reas de Preserva\u00e7\u00e3o Permanente (APP), jardins, cemit\u00e9rios, campos esportivos, hortas, cal\u00e7adas e canteiros, telhados e paredes verdes, al\u00e9m de \u00e1reas abandonadas.<\/p>\n\n\n\n<p>A delimita\u00e7\u00e3o de \u00e1reas urbanas foi feita a partir de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Biomas<\/h2>\n\n\n\n<p>O levantamento do MapBiomas revela que o bioma Mata Atl\u00e2ntica, presente na costa brasileira, abriga 61,5% da vegeta\u00e7\u00e3o em \u00e1reas urbanas do pa\u00eds. Em seguida figuram o Cerrado (22%), Amaz\u00f4nia (6,6%), Caatinga (5,7%), Pampa (4%) e Pantanal (0,2%).<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados tamb\u00e9m mostram que as pra\u00e7as e parques est\u00e3o presentes em 88% dos munic\u00edpios brasileiros, sendo 55% em \u00e1rea de Mata Atl\u00e2ntica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Estados<\/h2>\n\n\n\n<p>O Rio de Janeiro \u00e9 o estado com maior propor\u00e7\u00e3o de \u00e1rea urbana coberta por vegeta\u00e7\u00e3o. S\u00e3o 39,7 mil hectares, o que equivale a 13,1% da \u00e1rea urbana fluminense. O Distrito Federal tem cobertura de 10,1% e S\u00e3o Paulo, 7,8%.<\/p>\n\n\n\n<p>Os piores \u00edndices ficam no Norte, com Amap\u00e1 (2,6%), Roraima (3%) e Rond\u00f4nia (3,1%).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/6gouF2p-2aqFn3QehKlxUysAK30=\/463x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/foto_05_.jpg?itok=fHtEegIt\" alt=\"Eixo Rodovi\u00e1rio de Bras\u00edlia (DF-002), mais conhecido pela alcunha informal de Eix\u00e3o Norte\" title=\"Ag\u00eancia Brasil\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Eixo Rodovi\u00e1rio de Bras\u00edlia,&nbsp; mais conhecido&nbsp;Eix\u00e3o &#8211;&nbsp;<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Tr\u00eas cidades brasileiras com maior parcela de vegeta\u00e7\u00e3o em \u00e1rea urbana est\u00e3o no Rio de Janeiro: Mesquita (65,99% da extens\u00e3o), Nil\u00f3polis (48,38%) e Nova Igua\u00e7u (35,68%). S\u00e3o munic\u00edpios abrangidos pelo Parque do Mendanha, um maci\u00e7o coberto por Mata Atl\u00e2ntica.<\/p>\n\n\n\n<p>Em termos absolutos, a cidade do Rio, que tem parques naturais como o da Pedra Branca e o Parque Nacional da Tijuca, \u00e9 a cidade com mais \u00e1rea de Mata Atl\u00e2ntica, 12,3 mil hectares.<\/p>\n\n\n\n<p>Dos dez munic\u00edpios com maior parcela de cobertura verde em \u00e1rea urbana, sete est\u00e3o no Sudeste. As menores s\u00e3o em Lizarda, no Tocantins, e Jer\u00f4nimo Monteiro, no Esp\u00edrito Santo, com apenas 1,002%.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3 nove munic\u00edpios t\u00eam mais de 1 mil hectares (equivalente \u00e0 \u00e1rea de 1,4 mil campos de futebol) de pra\u00e7as e parques no pa\u00eds. Bras\u00edlia encabe\u00e7a o ranking, seguida por S\u00e3o Paulo. Sorocaba, na 3\u00aa posi\u00e7\u00e3o, \u00e9 a \u00fanica cidade desse grupo que n\u00e3o \u00e9 capital.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas<\/h2>\n\n\n\n<p>O pesquisador Julio Pedrassoli considera que a baixa cobertura de vegeta\u00e7\u00e3o nas cidades brasileiras dificulta a adapta\u00e7\u00e3o exigida pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Ele defende o esfor\u00e7o para, al\u00e9m de preservar as \u00e1reas verdes existentes, promover a distribui\u00e7\u00e3o de forma equ\u00e2nime.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o basta apenas ter uma grande \u00e1rea verde em um ponto e imaginar que aquilo vai ter o mesmo efeito na cidade toda. \u00c9 preciso tamb\u00e9m pensar na distribui\u00e7\u00e3o espacial e aumentar a quantidade de vegeta\u00e7\u00e3o por habitante para par\u00e2metros m\u00ednimos\u201d, disse \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele adiantou que o MapBiomas trabalha na cria\u00e7\u00e3o de uma s\u00e9rie temporal para acompanhar o comportamento da cobertura por vegeta\u00e7\u00e3o nos munic\u00edpios. \u201cPoderemos verificar n\u00e3o apenas a quantidade da \u00e1rea de vegeta\u00e7\u00e3o que se perdeu ou ganhou, mas o ritmo desse processo e qual foi o uso [do solo] dado para uma \u00e1rea de vegeta\u00e7\u00e3o urbana que sumiu\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAssociar essa mudan\u00e7a ao longo do tempo com \u00e1reas de risco, preju\u00edzos causados por eventos extremos etc., vai dar um retrato do que as cidades est\u00e3o perdendo por n\u00e3o tratarem as \u00e1reas verdes como infraestrutura essencial\u201d, conclui.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apenas 6,9% das \u00e1reas urbanas das cidades brasileiras s\u00e3o cobertas por vegeta\u00e7\u00e3o. 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