{"id":123774,"date":"2024-06-26T10:36:22","date_gmt":"2024-06-26T13:36:22","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=123114"},"modified":"2024-06-26T10:36:22","modified_gmt":"2024-06-26T13:36:22","slug":"superficie-de-agua-no-brasil-fica-abaixo-da-media-historica-em-2023","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=123774","title":{"rendered":"Superf\u00edcie de \u00e1gua no Brasil fica abaixo da m\u00e9dia hist\u00f3rica em 2023"},"content":{"rendered":"\n<p>A superf\u00edcie de \u00e1gua em todo o Brasil ficou abaixo da m\u00e9dia hist\u00f3rica em 2023, segundo levantamento do MapBiomas \u00c1gua\u00a0divulgado nesta quarta-feira (26). A \u00e1gua cobriu 18,3 milh\u00f5es de hectares, ou seja, 2% do territ\u00f3rio nacional no ano passado. O n\u00famero representa queda de 1,5% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00e9dia hist\u00f3rica, cujo c\u00e1lculo foi iniciado em 1985.<\/p>\n\n\n\n<p>Houve perda de \u00e1gua em todos os meses de 2023 em rela\u00e7\u00e3o a 2022, incluindo os meses da esta\u00e7\u00e3o chuvosa. Em 2022, a superf\u00edcie de \u00e1gua ficou em 18,8 milh\u00f5es de hectares. Os dados est\u00e3o em nova cole\u00e7\u00e3o de dados do MapBiomas, cobrindo o per\u00edodo de&nbsp;1985 a&nbsp;2023. Segundo a entidade, os biomas est\u00e3o sofrendo com a perda da superf\u00edcie de \u00e1gua desde 2000, com a d\u00e9cada de 2010 sendo a mais cr\u00edtica.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2023, corpos h\u00eddricos naturais respondiam por 77% da superf\u00edcie de \u00e1gua no pa\u00eds, nos quais houve&nbsp;queda de 30,8% ou 6,3 milh\u00f5es de hectares em rela\u00e7\u00e3o a 1985. Os outros 23% s\u00e3o corpos antr\u00f3picos, ou seja, \u00e1gua armazenada em reservat\u00f3rios, hidrel\u00e9tricas, aquicultura e&nbsp;minera\u00e7\u00e3o, que totalizam 4,1 milh\u00f5es de hectares. Desse total, os grandes reservat\u00f3rios, que s\u00e3o monitorados pela Ag\u00eancia Nacional de \u00c1guas (ANA), somam 3,3 milh\u00f5es de hectares, que registraram crescimento de 26% em 2023 em rela\u00e7\u00e3o a 1985.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEnquanto o Cerrado e a Caatinga est\u00e3o experimentando aumento na superf\u00edcie da \u00e1gua devido \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de hidrel\u00e9tricas e reservat\u00f3rios, outros, como a Amaz\u00f4nia e o Pantanal, enfrentam grave redu\u00e7\u00e3o h\u00eddrica, levando a significativos impactos ecol\u00f3gicos, sociais e econ\u00f4micos. Essas tend\u00eancias, agravadas pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, ressaltam a necessidade urgente de estrat\u00e9gias de adapta\u00e7\u00e3o de gest\u00e3o h\u00eddrica\u201d, avaliou, em nota, Juliano Schirmbeck, coordenador t\u00e9cnico do MapBiomas \u00c1gua.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Amaz\u00f4nia<\/h2>\n\n\n\n<p>Mais da metade da superf\u00edcie de \u00e1gua do pa\u00eds est\u00e3o&nbsp;na Amaz\u00f4nia, sendo 62% do total nacional. Em 2023, o bioma apresentou superf\u00edcie de \u00e1gua de quase 12 milh\u00f5es de hectares ou 2,8% da superf\u00edcie do bioma. Esse total representa redu\u00e7\u00e3o de 3,3 milh\u00f5es de hectares em rela\u00e7\u00e3o a 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>A entidade ressalta que, em 2023, a Amaz\u00f4nia sofreu seca severa: de julho a dezembro, abaixo da m\u00e9dia hist\u00f3rica do MapBiomas \u00c1gua, sendo que o per\u00edodo de outubro a dezembro registrou&nbsp;as menores superf\u00edcies de \u00e1gua da s\u00e9rie. O epis\u00f3dio levou ao isolamento de popula\u00e7\u00f5es e \u00e0 mortandade de peixes, botos e tucuxis, apontou o MapBiomas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Pantanal<\/h2>\n\n\n\n<p>A superf\u00edcie de \u00e1gua em 2023 no Pantanal chegou a 382 mil hectares, 61% abaixo da m\u00e9dia hist\u00f3rica. A entidade destaca que houve redu\u00e7\u00e3o da \u00e1rea alagada e do tempo de perman\u00eancia da \u00e1gua. No ano passado, apenas 2,6% do bioma estavam cobertos de&nbsp;\u00e1gua. O Pantanal responde por 2% da superf\u00edcie de \u00e1gua do total nacional.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O ano de 2023 foi 50% mais seco que o de 2018, quando ocorreu a \u00faltima grande cheia no bioma. Segundo o MapBiomas, em 2018, a \u00e1gua no Pantanal j\u00e1 estava abaixo da m\u00e9dia da s\u00e9rie hist\u00f3rica, que compara os dados desde 1985. A entidade ressalta que, em 2024, n\u00e3o houve o pico de cheia e que o ano registra um pico de seca, que deve se estender at\u00e9 setembro.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Cerrado<\/h2>\n\n\n\n<p>Em 2023, o Cerrado teve a maior superf\u00edcie de \u00e1gua desde 1985, chegando a 1,6 milh\u00e3o de hectares ou 9% do total nacional. O n\u00famero \u00e9 11% acima da m\u00e9dia hist\u00f3rica no bioma. A entidade explica que o ganho de superf\u00edcie de \u00e1gua se deu em \u00e1reas antr\u00f3picas, que aumentaram em 363 mil hectares, uma varia\u00e7\u00e3o positiva de 56,4%. Os corpos de \u00e1gua naturais, por sua vez, perderam 696 mil hectares, o que representa queda de 53,4%.<\/p>\n\n\n\n<p>No ano passado, os corpos de \u00e1gua naturais ocupavam 608 mil hectares do Cerrado ou 37,5% da cobertura de \u00e1gua do bioma. Os 62,5% restantes ficaram divididos principalmente entre hidrel\u00e9tricas (828 mil hectares; 51,1%) e reservat\u00f3rios (181 mil hectares; 11,2%).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA partir de 2003, a \u00e1rea de superf\u00edcie de \u00e1gua destinada \u00e0 gera\u00e7\u00e3o de energia e ao abastecimento dos centros urbanos superou a \u00e1rea de \u00e1gua natural no Cerrado. No entanto, esses reservat\u00f3rios s\u00e3o abastecidos pelos corpos de \u00e1gua naturais que t\u00eam sido reduzidos nas \u00faltimas d\u00e9cadas\u201d, disse, em nota, Joaquim Pereira, do MapBiomas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Caatinga e Pampa<\/h2>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s longo per\u00edodo de estiagem, que se estendeu por sete anos, resultando em uma das maiores secas do Nordeste&nbsp;desde 2018, o MapBiomas mostra&nbsp;que \u00e9 poss\u00edvel observar uma tend\u00eancia de acr\u00e9scimo na superf\u00edcie de \u00e1gua na Caatinga e a consolida\u00e7\u00e3o de um ciclo mais chuvoso no bioma. O ano passado registrou uma superf\u00edcie de \u00e1gua de quase 975 mil hectares, 6% acima da m\u00e9dia hist\u00f3rica e 5% do total nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>A parcela de 10% da superf\u00edcie de \u00e1gua do Brasil em 2023 estava&nbsp;no Pampa: mais de 1,7 milh\u00e3o de hectares ou 9,2% do territ\u00f3rio do bioma. A superf\u00edcie de \u00e1gua, no ano passado, ficou 1,3% abaixo em rela\u00e7\u00e3o a 2022. De acordo com o MapBiomas, em 2023 o Pampa teve o primeiro quadrimestre mais seco da s\u00e9rie hist\u00f3rica. As cheias no Rio Grande do Sul, entre setembro e novembro, recuperaram a superf\u00edcie de \u00e1gua no Pampa, mas ainda assim ela se manteve 2% abaixo da m\u00e9dia hist\u00f3rica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Mata Atl\u00e2ntica<\/h2>\n\n\n\n<p>A superf\u00edcie de \u00e1gua na Mata Atl\u00e2ntica em 2023 ficou 3% acima da m\u00e9dia hist\u00f3rica, superando os 2,2 milh\u00f5es de hectares ou 12% e segundo lugar do total nacional, conforme dados do levantamento. A \u00e1gua responde por 2% da superf\u00edcie do bioma.<\/p>\n\n\n\n<p>No ano passado, a entidade ressalta que a Mata Atl\u00e2ntica registrou elevados n\u00edveis de precipita\u00e7\u00e3o em alguns munic\u00edpios, levando a inunda\u00e7\u00f5es em \u00e1reas agr\u00edcolas e deslizamentos. Esse \u00e9 o bioma com maior superf\u00edcie de \u00e1gua antr\u00f3pica, onde a \u00e1rea de superf\u00edcie de \u00e1gua em hidrel\u00e9tricas e em reservat\u00f3rios \u00e9 maior do que a \u00e1rea de superf\u00edcie de \u00e1gua natural.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A superf\u00edcie de \u00e1gua em todo o Brasil ficou abaixo da m\u00e9dia hist\u00f3rica em 2023, segundo levantamento do MapBiomas \u00c1gua\u00a0divulgado nesta quarta-feira (26). A \u00e1gua cobriu 18,3 milh\u00f5es de hectares, ou seja, 2% do territ\u00f3rio nacional no ano passado. 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