{"id":122517,"date":"2024-05-31T14:19:11","date_gmt":"2024-05-31T17:19:11","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=122230"},"modified":"2024-05-31T14:19:11","modified_gmt":"2024-05-31T17:19:11","slug":"stf-suspende-julgamento-de-norma-do-cfm-que-proibiu-assistolia-fetal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=122517","title":{"rendered":"STF suspende julgamento de norma do CFM que proibiu assistolia fetal"},"content":{"rendered":"\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu nesta sexta-feira (31) o julgamento sobre a legalidade da resolu\u00e7\u00e3o do Conselho Federal de Medicina (CFM) que proibiu assistolia fetal para interrup\u00e7\u00e3o de gravidez em casos de estupro, medida permitida pela legisla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>No in\u00edcio deste m\u00eas, uma decis\u00e3o individual do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, derrubou a norma. Na sess\u00e3o do plen\u00e1rio virtual iniciada na madrugada de hoje, a Corte come\u00e7ou a decidir se a liminar do ministro ser\u00e1 referendada. No entanto, um pedido de destaque feito pelo ministro Nunes Marques interrompeu o julgamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da suspens\u00e3o, a derrubada da resolu\u00e7\u00e3o do CFM continua em vigor. N\u00e3o h\u00e1 data para retomada da an\u00e1lise do caso.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 o momento, o placar de vota\u00e7\u00e3o est\u00e1 1 a 1. Al\u00e9m de Moraes, que votou para manter a pr\u00f3pria liminar, o ministro Andr\u00e9 Mendon\u00e7a divergiu e votou para validar a resolu\u00e7\u00e3o do conselho.<\/p>\n\n\n\n<p>Mendon\u00e7a entendeu que o CFM tem atribui\u00e7\u00e3o legal para estabelecer protocolos de atua\u00e7\u00e3o m\u00e9dica.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Se j\u00e1 \u00e9 no m\u00ednimo question\u00e1vel admitir a legitimidade do Poder Judici\u00e1rio para definir, em lugar do legislador, quando o aborto deva ser permitido, afigura-se ainda mais problem\u00e1tica a inten\u00e7\u00e3o de pretender estabelecer como ele deve ser realizado, nas hip\u00f3teses em que autorizado&#8221;, justificou o ministro.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o de Moraes foi motivada por uma a\u00e7\u00e3o protocolada pelo PSOL. Em abril, a Justi\u00e7a Federal em Porto Alegre suspendeu a norma, mas a resolu\u00e7\u00e3o voltou a valer ap\u00f3s o Tribunal Regional Federal (TRF) da 4\u00aa Regi\u00e3o derrubar a decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Alexandre de Moraes entendeu que houve &#8220;abuso do poder regulamentar&#8221; do CFM ao fixar regra n\u00e3o prevista em lei para impedir a realiza\u00e7\u00e3o de assistolia fetal em casos de gravidez oriunda de estupro. O ministro lembrou que o procedimento s\u00f3 pode ser realizado pelo m\u00e9dico com consentimento da v\u00edtima.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao editar a resolu\u00e7\u00e3o, o CFM entendeu que o ato m\u00e9dico da assistolia provoca a morte do feto antes do procedimento de interrup\u00e7\u00e3o da gravidez e decidiu vetar o procedimento.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 vedada ao m\u00e9dico a realiza\u00e7\u00e3o do procedimento de assistolia fetal, ato m\u00e9dico que ocasiona o fetic\u00eddio, previamente aos procedimentos de interrup\u00e7\u00e3o da gravidez nos casos de aborto previsto em lei, ou seja, feto oriundo de estupro, quando houver probabilidade de sobrevida do feto em idade gestacional acima de 22 semanas\u201d, definiu o CFM.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu nesta sexta-feira (31) o julgamento sobre a legalidade da resolu\u00e7\u00e3o do Conselho Federal de Medicina (CFM) que proibiu assistolia fetal para interrup\u00e7\u00e3o de gravidez em casos de estupro, medida permitida pela legisla\u00e7\u00e3o. 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