{"id":122421,"date":"2024-05-20T14:27:55","date_gmt":"2024-05-20T17:27:55","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=121621"},"modified":"2024-05-20T14:27:55","modified_gmt":"2024-05-20T17:27:55","slug":"rs-cidades-do-vale-do-taquari-contabilizam-estragos-e-repensam-futuro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=122421","title":{"rendered":"RS: cidades do Vale do Taquari contabilizam estragos e repensam futuro"},"content":{"rendered":"\n<p>Em apenas oito meses, tr\u00eas enchentes hist\u00f3ricas arruinaram cidades inteiras da regi\u00e3o do Vale do Taquari, que abrange dezenas de munic\u00edpios na regi\u00e3o central do Rio Grande do Sul, com forte presen\u00e7a da agricultura familiar e uma agroind\u00fastria at\u00e9 ent\u00e3o pujante.<\/p>\n\n\n\n<p>O cen\u00e1rio que se v\u00ea ap\u00f3s a cat\u00e1strofe mais recente \u00e9&nbsp;o de uma zona de guerra, com pontes destru\u00eddas, casas em ru\u00ednas, entulho e lama acumulados por todos os lados, e a popula\u00e7\u00e3o abalada. A trag\u00e9dia no estado come\u00e7ou no final de abril e as cheias dos rios afetaram praticamente todos os munic\u00edpios ga\u00fachos.<\/p>\n\n\n\n<p>A reportagem da&nbsp;<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>&nbsp;percorreu,&nbsp;no domingo (19), parte do Vale onde ainda h\u00e1 bloqueios e restri\u00e7\u00f5es de acesso a cidades como Roca Sales e Arroio do Meio, que est\u00e3o entre as mais devastadas. At\u00e9 pouco mais de uma semana atr\u00e1s, nem mesmo as rodovias importantes, que conectam a capital ao interior, como a BR-386, estavam totalmente liberadas, devido a inunda\u00e7\u00f5es na pista.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das cenas que viralizou na internet, durante os dias tr\u00e1gicos de cheia, mostrava justamente a ponte da rodovia federal sobre o Rio Taquari, na entrada de Lajeado, praticamente coberta pela \u00e1gua e o caudaloso rio transbordando pelas margens encobrindo f\u00e1bricas e lojas, incluindo uma unidade da rede Havan e sua ic\u00f4nica r\u00e9plica da est\u00e1tua da Liberdade.<\/p>\n\n\n\n<p>Duas semanas depois, as marcas da for\u00e7a da natureza seguem vis\u00edveis, com o parapeito de concreto da ponte repleto de galhos e os barrancos \u00e0s margens do rio com \u00e1rvores grandes mortas, arrancadas desde a raiz. Uma f\u00e1brica de vidros que ficava pr\u00f3xima \u00e0 ponte, tamb\u00e9m \u00e0s margens da rodovia, anunciou pelas redes sociais que mudar\u00e1 de endere\u00e7o, ap\u00f3s ser destru\u00edda pela correnteza do rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Confira algumas fotos: <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" data-id=\"121635\" src=\"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Captura-de-tela-2024-05-20-142318-1024x565.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-121635\"\/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" data-id=\"121640\" src=\"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Captura-de-tela-2024-05-20-142422-1024x549.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-121640\"\/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" data-id=\"121636\" src=\"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Captura-de-tela-2024-05-20-142433-1024x522.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-121636\"\/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" data-id=\"121637\" src=\"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Captura-de-tela-2024-05-20-142441-1024x475.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-121637\"\/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" data-id=\"121638\" src=\"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Captura-de-tela-2024-05-20-142458-1024x518.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-121638\"\/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" data-id=\"121639\" src=\"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Captura-de-tela-2024-05-20-142508-1024x536.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-121639\"\/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p>Um pouco mais ao norte de Lajeado, na rodovia que margeia o Taquari, grande parte das casas da \u00e1rea rural est\u00e1 destru\u00edda. &#8220;Essa enchente de maio foi muito acima do que j\u00e1 t\u00ednhamos visto no passado. Em setembro, ela esteve 2,20 metros acima da maior cheia da hist\u00f3ria, mas agora, no in\u00edcio do m\u00eas, ela superou em mais 2 metros a cheia de setembro. O rio subiu 24 metros acima do seu leito normal&#8221;, relata Sandro Herrmann, prefeito de Colinas, uma pequena cidade \u00e0s margens do rio que d\u00e1 nome ao vale. Somente nesse munic\u00edpio, foram mais de 300 casas e 1,4 mil pessoas atingidas diretamente, quase 60% dos pouco mais de 2,5 mil habitantes.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Essas cheias mostraram que o plano diretor existente n\u00e3o \u00e9 suficiente e agora, com as novas cotas [de inunda\u00e7\u00e3o], a cidade vai precisar se reformular e se reorganizar em lugares diferentes. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a popula\u00e7\u00e3o ribeirinha que mora nas cotas de enchentes, mas em \u00e1reas de encostas de morros tamb\u00e9m, onde tivemos 30 fam\u00edlias que sofreram com deslizamentos&#8221;, aponta.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Adapta\u00e7\u00e3o e mudan\u00e7a<\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/JlUE1xr6VeiIoCQZomlS5dXif9g=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2024\/05\/19\/img_9606.jpg?itok=dURr983K\" alt=\"Lajeado (RS), 19\/05\/2024 \u2013 CHUVAS RS- PONTE FLUTUANTE -  A ponte que atravessava o  Rio Forqueta, afluente do Rio Taquari, levando as pessoas de Lajeado at\u00e9 Arroio de Meio desabou com a cheia do rio, deviado \u00e0s \u00faltimas fortes chuvas. Centenas de pessoas est\u00e3o passando diariamente por uma passarela flutuante que liga as cidades. Foto: Rafa Neddermeyer\/Ag\u00eancia Brasil\" title=\"Rafa Neddermeyer\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><sup><sub>Ponte que atravessava o rio Forqueta que liga Lajeado at\u00e9 Arroio de Meio desabou com a cheia do rio. Passarela flutuante foi instalada provisoriamente &#8211;\u00a0<strong>Rafa Neddermeyer\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/sub><\/sup><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\"><\/h6>\n\n\n\n<p>N\u00e3o muito longe dali, um outro ponto de destrui\u00e7\u00e3o segue causando transtornos a moradores e trabalhadores da regi\u00e3o. Levada pela correnteza do Rio Forqueta, afluente do Taquari, a ponte da rodovia estadual RS-130, entre Lajeado e Arroio do Meio, se tornou um peda\u00e7o de concreto ca\u00eddo na ribanceira do rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde o \u00faltimo dia 15 de maio, o isolamento deu lugar a uma travessia exclusiva para pedestres, montada pelo Batalh\u00e3o de Engenharia do Ex\u00e9rcito.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Eu trabalho em Arroio do Meio, mas eu atravesso aqui porque como a gente n\u00e3o tem mais acesso, n\u00e3o vem mais mercadoria [para Arroio] e da\u00ed a gente atravessa para vir pegar suplemento e voltar para l\u00e1, n\u00e9?&#8221;, relata a vendedora Simone Feil.<\/p>\n\n\n\n<p>Centenas de trabalhadores que vivem em uma cidade, mas trabalham na outra, agora precisam chegar por transporte at\u00e9 um dos lados do rio e atravessar a &#8220;passadeira&#8221; de pedestres \u2013 como \u00e9 chamada a travessia improvisada com uma passarela de madeira sobre botes.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/VfGkm1DeFXDzVHYmTqadcWPCR1M=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2024\/05\/19\/img_9411.jpg?itok=h6Z_7mWe\" alt=\"Lajeado (RS), 19\/05\/2024 \u2013 CHUVAS RS- PONTE FLUTUANTE - Centenas de pessoas est\u00e3o passando diariamente por uma passarela flutuante que liga as cidades de Lajeado a Arroio do Meio. A ponte que atravessava o  Rio Forqueta, afluente do Rio Taquari, levando as pessoas de Lajeado at\u00e9 Arroio de Meio desabou com a cheia do rio, deviado \u00e0s \u00faltimas fortes chuvas. Foto: Rafa Neddermeyer\/Ag\u00eancia Brasil\" style=\"width:550px;height:auto\" title=\"Rafa Neddermeyer\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><sup><sub>Centenas de pessoas cruzam diariamente o rio Forqueta por uma passarela flutuante que liga Lajeado a Arroio do Meio \u2013\u00a0<strong>Rafa Neddermeyer\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/sub><\/sup><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\"><\/h6>\n\n\n\n<p>O fluxo de pessoas atravessando de um lado para outro \u00e9 intenso. N\u00e3o h\u00e1 n\u00fameros oficiais, mas em pouco menos de uma hora de presen\u00e7a da reportagem no local, foram centenas de pessoas. O procedimento \u00e9 organizado por militares do Ex\u00e9rcito. \u00c9 obrigat\u00f3rio atravessar com coletes salva-vidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Como a passarela \u00e9 estreita, de &#8220;m\u00e3o \u00fanica&#8221;, os grupos de cada margem s\u00e3o liberados de forma alternada. Pessoas idosas, com mobilidade reduzida e crian\u00e7as t\u00eam ainda mais dificuldade, j\u00e1 que a travessia exige que se des\u00e7a pelo barranco \u00edngreme escorregadio, encharcado pela chuva.<\/p>\n\n\n\n<p>A jovem estudante Let\u00edcia Elegeda era uma das pessoas que cruzava a passarela vinda de Arroio do Meio, carregando duas malas grandes, mochila e caixa. &#8220;Eu decidi sair da cidade, tenho 20 anos, sou muito nova. E a cidade foi bem perdida, os com\u00e9rcios pequenos [afetados]. Os bairros baixos, que ficavam perto do rio, n\u00e3o existem mais&#8221;, conta sobre a cidade onde cresceu e viveu.<\/p>\n\n\n\n<p>Let\u00edcia diz que, na enchente de setembro do ano passado, que at\u00e9 ent\u00e3o tinha sido a pior da hist\u00f3ria, ela e os pais foram atingidos e se mudaram para um bairro mais alto na expectativa de ficarem protegidos, mas o rio os alcan\u00e7ou novamente. Foi tudo muito r\u00e1pido. Let\u00edcia e os pais tiveram poucas horas para pegar roupas e alguns equipamentos de trabalho e acamparam na casa de vizinhos.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A gente achou que n\u00e3o ia pegar em toda a nossa casa, mas no fim tampou e a gente foi para o para o vizinho de cima. E a\u00ed, eram umas 5h da manh\u00e3, todo mundo acordou j\u00e1 com \u00e1gua no p\u00e1tio do vizinho. Da\u00ed a gente foi para outros vizinhos mais de cima, a gente estava se ilhando no pr\u00f3prio bairro. No dia seguinte, gra\u00e7as a Deus, o rio parou de subir, mas a gente estava com medo e nos abrigamos por alguns dias em uma creche em constru\u00e7\u00e3o. Foi um pesadelo&#8221;, conta Let\u00edcia que agora vai morar na cidade vizinha de Ven\u00e2ncio Aires, tamb\u00e9m na regi\u00e3o do Vale do Taquari, mas longe das inunda\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>No \u00faltimo s\u00e1bado (18), em visita ao Vale do Taquari, o governador Eduardo Leite anunciou a constru\u00e7\u00e3o de um nova ponte entre Lejeado e Arroio do Meio, que deve custar cerca de R$ 14 milh\u00f5es e levar mais de 180 dias para ser erguida. Enquanto isso, uma segunda passarela de pedestres dever\u00e1 ser instalada no local para assegurar travessias simult\u00e2neas entre um lado e outro. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Preocupa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica<\/h2>\n\n\n\n<p>O estudante Leonardo Friedrich conta que as enchentes deixaram um rastro de destrui\u00e7\u00e3o em sua cidade natal, Arroio do Meio, e que ele evita at\u00e9 ver os v\u00eddeos que circularam nas redes sociais.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O relato que a gente tem \u00e9 que n\u00e3o tem mais nada. Hoje, eu moro em Lajeado, mas os v\u00eddeos que eu menos vi foram os de Arroio do Meio, \u00e9 o lugar que tu conhece, e ver tudo destru\u00eddo \u00e9 complicado. Amigos que foram atingidos eu tenho em todas as cidades pr\u00f3ximas, e todos falam a mesma coisa: que lugares onde a \u00e1gua nunca tinha chegado, desta vez cobriu o teto&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A preocupa\u00e7\u00e3o agora \u00e9 com o futuro econ\u00f4mico de toda uma regi\u00e3o. &#8220;A gente pensa como as empresas v\u00e3o conseguir se manter. V\u00e3o ter que remanejar bairros, por exemplo, o centro de Arroio do Meio eu n\u00e3o sei se poder\u00e1 ficar ali mais&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;N\u00e3o tem quem n\u00e3o fique abalado. Se a pessoa n\u00e3o pegou \u00e1gua, ela vai se desestruturar de outras formas, a gente v\u00ea as pessoas sofrendo&#8221;, diz a fisioterapeuta Mariana C\u00e1sper, namorada de Leonardo. &#8220;Moradia, saneamento b\u00e1sico, acesso. \u00c9 dif\u00edcil pensar no que resolver primeiro, no que dar mais aten\u00e7\u00e3o, \u00e9 tudo muito complexo&#8221;, acrescenta.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/B6rOiAnoeOsqLtBahZ3wXAaZ-5U=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2024\/05\/19\/19052024-55d258cb-63a5-4b97-88b3-f45f656b8720.jpg?itok=b_FH86Q4\" alt=\"colinas (RS), 19\/05\/2024 \u2013 CHUVAS RS- Destrui\u00e7\u00e3o -  O rio Taquari subiu 24 metros nos \u00faltimos dias causando destrui\u00e7\u00e3o na pequena cidade de Colinas. Foto: Rafa Neddermeyer\/Ag\u00eancia Brasil\" style=\"width:568px;height:auto\" title=\"Rafa Neddermeyer\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><sup><sub>Rio Taquari subiu 24 metros nos \u00faltimos dias, causando destrui\u00e7\u00e3o na pequena cidade de Colinas \u2013\u00a0<strong>Rafa Neddermeyer\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/sub><\/sup><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\"><\/h6>\n\n\n\n<p>Para o prefeito de Colinas, Sandro Hermann, o futuro econ\u00f4mico do munic\u00edpio que ele governo \u00e9 incerto, j\u00e1 que com\u00e9rcios e ind\u00fastrias locais ainda estavam se recuperando das cheias de setembro.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A gente n\u00e3o sabe como as empresas v\u00e3o suportar, porque s\u00e3o neg\u00f3cios que foram atingidos duas, tr\u00eas vezes j\u00e1 por cheias e perderam todos os seus estoques, perderam todas os seus equipamentos e n\u00f3s ainda n\u00e3o conseguimos resolver a quest\u00e3o dos financiamentos para as empresas da cheia de setembro. Faz nove meses, ent\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil para o empreendedor buscar for\u00e7as para retomada da sua ind\u00fastria, com\u00e9rcio ou servi\u00e7o&#8221;, lamenta Herrmann.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele espera que o apoio chegue mais r\u00e1pido desta vez. Em todo o estado, cerca de 700 mil micro e pequenas empresas foram diretamente afetadas pelas enchentes. Na \u00e1rea agr\u00edcola do Vale do Taquari, muitas propriedades rurais foram completamente abandonadas. &#8220;As pessoas n\u00e3o querem mais voltar, essa enchente arrasou o emocional das pessoas&#8221;, revela o gestor.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Uni\u00e3o comunit\u00e1ria<\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/xLgg5WtIQo7TvxGNF5Hcw-T-Z-8=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2024\/05\/19\/19052024-29a803a2-c24e-4725-9f09-27d5e479f6a5.jpg?itok=oeaKV5cA\" alt=\"Colinas (RS), 19\/05\/2024 \u2013 CHUVAS RS- Colinas (RS), CHUVAS RS- DONATIVOS -  Igreja Evang\u00e9lica Luterana, recebe doa\u00e7\u00f5es para os atingidos na cidade de Colinas. Foto: Rafa Neddermeyer\/Ag\u00eancia Brasil.\" style=\"width:572px;height:auto\" title=\"Rafa Neddermeyer\/Ag\u00eancia Brasil.\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><sup><sub>Igreja Evang\u00e9lica Luterana de Colinas \u2013\u00a0<strong>Rafa Neddermeyer\/Ag\u00eancia Brasil.<\/strong><\/sub><\/sup><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\"><\/h6>\n\n\n\n<p>Na pequena cidade de Colinas, a Igreja Evang\u00e9lica Luterana se tornou um ponto de distribui\u00e7\u00e3o de donativos, como alimentos, roupas, material de limpeza, cobertores, colch\u00f5es e \u00e1gua, que vieram de Tai\u00f3, em Santa Catarina. As pessoas s\u00f3 precisam chegar e pegar o que quiserem. Parte das doa\u00e7\u00f5es \u00e9 para crian\u00e7as, vinda da escola Leopoldo Jacobsen, tamb\u00e9m do munic\u00edpio catarinense.<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente da comunidade luterana Corvos e Colina \u00e9 Marcos Roberto, que teve o pr\u00f3prio s\u00edtio atingido pela \u00e1gua. &#8220;Consegui salvar meus animais, passei a noite inteira em cima da \u00e1gua com meu barco. Tivemos que morar na igreja durante 5 dias&#8221;, descreve.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Mat\u00e9ria ampliada \u00e0s 11h53<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>*Colaborou Gabriel Brum, rep\u00f3rter da R\u00e1dio Nacional.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em apenas oito meses, tr\u00eas enchentes hist\u00f3ricas arruinaram cidades inteiras da regi\u00e3o do Vale do Taquari, que abrange dezenas de munic\u00edpios na regi\u00e3o central do Rio Grande do Sul, com forte presen\u00e7a da agricultura familiar e uma agroind\u00fastria at\u00e9 ent\u00e3o pujante. 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