{"id":122412,"date":"2024-05-17T17:19:10","date_gmt":"2024-05-17T20:19:10","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=121585"},"modified":"2024-05-17T17:19:10","modified_gmt":"2024-05-17T20:19:10","slug":"mst-tem-prejuizo-de-r-90-mi-e-420-familias-atingidas-por-chuvas-no-rs","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=122412","title":{"rendered":"MST tem preju\u00edzo de R$ 90 mi e 420 fam\u00edlias atingidas por chuvas no RS"},"content":{"rendered":"\n<p>Seis assentamentos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) sofreram os impactos das fortes chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul, desde o final de abril.\u00a0Entre os assentados, s\u00e3o 290 fam\u00edlias desabrigadas, das quais\u00a038 fam\u00edlias conseguiram retornar para os pr\u00f3prios\u00a0lotes, a fim de reconstruir as \u00e1reas devastadas. As demais est\u00e3o em abrigos ou realocadas provisoriamente em outros assentamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao todo, 420 fam\u00edlias assentadas foram afetadas por algum transtorno relacionado a alagamentos, inunda\u00e7\u00f5es de casas, perda da produ\u00e7\u00e3o de alimentos, preju\u00edzos de estruturas, ferramentas, maquin\u00e1rios, al\u00e9m da vida de animais. Levantamento preliminar divulgado hoje (17) pelo MST apontou preju\u00edzo de R$ 90 milh\u00f5es, considerando produ\u00e7\u00e3o nas hortas, cultura leiteira e do arroz.<\/p>\n\n\n\n<p>Os assentamentos atingidos est\u00e3o localizados na regi\u00e3o metropolitana de Porto Alegre e regi\u00e3o central do estado: Integra\u00e7\u00e3o Ga\u00facha (IRGA) e Col\u00f4nia Nonoaiense (IPZ), em Eldorado do Sul; Santa Rita de C\u00e1ssia e Sino, em Nova Santa Rita; 19 de Setembro, em Gua\u00edba e Tempo Novo, em Taquari.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Recorr\u00eancia<\/h2>\n\n\n\n<p>O MST avalia que, para a reconstru\u00e7\u00e3o, \u00e9 preciso uma mudan\u00e7a dr\u00e1stica no modelo de sociedade, de manejo ao meio ambiente e de produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola. \u201cEssas cat\u00e1strofes acontecem como uma resposta da natureza, a natureza cansou. Isso \u00e9 resultado da a\u00e7\u00e3o humana. O sistema capitalista em que n\u00f3s vivemos em nosso pa\u00eds, em que o lucro est\u00e1 acima de tudo, ele vem gradativamente destruindo tudo\u201d, disse, em nota, Salete Carollo, da dire\u00e7\u00e3o estadual do movimento no estado ga\u00facho.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 fam\u00edlias, segundo o levantamento, que n\u00e3o querem retornar para suas terras por conta da recorr\u00eancia das enchentes na regi\u00e3o. \u201c\u00c9 a terceira enchente seguida e o efeito acumulado sobre a produ\u00e7\u00e3o \u00e9 de devasta\u00e7\u00e3o praticamente total\u201d, relatou a agricultora de arroz org\u00e2nico Dion\u00e9ia Soares Ribeiro, em comunicado divulgado pelo MST.<\/p>\n\n\n\n<p>Dion\u00e9ia, que \u00e9 coordenadora de insumos do MST no Rio Grande do Sul e diretora da Cooperativa dos Trabalhadores Assentados da Regi\u00e3o de Porto Alegre (Cootap), avalia que a produ\u00e7\u00e3o de arroz agroecol\u00f3gico est\u00e1 em risco, diante da possibilidade de chuvas cada vez mais severas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s o atendimento emergencial aos atingidos, como alimenta\u00e7\u00e3o e abrigo, o MST aponta a necessidade de iniciativas do governo para que as fam\u00edlias possam ser reassentadas em \u00e1reas em que n\u00e3o haja risco de inunda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Arroz<\/h2>\n\n\n\n<p>A rizicultura do MST ocupa uma \u00e1rea total de 2,8 mil&nbsp;hectares no estado, sendo que a maior parte est\u00e1 justamente nas \u00e1reas inundadas. Do arroz agroecol\u00f3gico que havia sido plantado&nbsp;neste ano, 755 hectares foram perdidos. J\u00e1 a produ\u00e7\u00e3o de arroz em transi\u00e7\u00e3o agroecol\u00f3gica teve perda de 838 hectares, e a produ\u00e7\u00e3o de arroz convencional registrou perda de 765 hectares.<\/p>\n\n\n\n<p>Na soma, as tr\u00eas categorias produtivas de arroz tiveram perda correspondente a uma \u00e1rea de 2.358 hectares, nas \u00e1reas de seis assentamentos da reforma agr\u00e1ria afetados pelas chuvas da regi\u00e3o. O investimento de produ\u00e7\u00e3o, contratos, insumos e preju\u00edzos na comercializa\u00e7\u00e3o somam mais de R$ 52 milh\u00f5es s\u00f3 do arroz, segundo o MST.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Hortali\u00e7as e pecu\u00e1ria<\/h2>\n\n\n\n<p>O levantamento preliminar do movimento revelou ainda que, apenas na regi\u00e3o metropolitana do Rio Grande do Sul, 200 fam\u00edlias envolvidas na produ\u00e7\u00e3o de hortali\u00e7as e frutas foram atingidas, o que representa cerca de 300 hectares plantados. \u201cDessas fam\u00edlias, 170 perderam toda sua produ\u00e7\u00e3o de hortali\u00e7as, ra\u00edzes e frutas de uma \u00e1rea de 250 hectares. Isso representa em valores o montante estimado em R$35 milh\u00f5es, considerando os 12 produtos principais dessa produ\u00e7\u00e3o local\u201d, divulgou o MST.<\/p>\n\n\n\n<p>A estimativa \u00e9 que, na produ\u00e7\u00e3o de hortas, as folhosas s\u00f3 voltar\u00e3o a produzir de 45 a 60 dias ap\u00f3s a retomada da produ\u00e7\u00e3o. Os demais cultivos &#8211; beterraba, cenoura, aipim, batata doce, morangas, ab\u00f3boras &#8211; apenas na primavera, com colheita prevista para 2025. Segundo o MST, fam\u00edlias afetadas integravam o Programa de Aquisi\u00e7\u00e3o de Alimentos (PAA) na modalidade de Doa\u00e7\u00e3o Simult\u00e2nea, com contratos em torno de R$2 milh\u00f5es, que precisar\u00e3o ser prorrogados para o pr\u00f3ximo ano por causa das perdas na produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pecu\u00e1ria leiteira, o levantamento feito pelas fam\u00edlias associadas da Cooperativa dos Trabalhadores Assentados da Regi\u00e3o de Porto Alegre (Cootap) estimou perdas de quase R$ 3 milh\u00f5es, considerando os preju\u00edzos entre galp\u00f5es, pastagens plantadas, animais, maquin\u00e1rios e leite n\u00e3o entregue. Somente em Eldorado do Sul, a perda chegou a R$ 1,29 milh\u00e3o. As mortes de animais chegaram a 95 cabe\u00e7as de gado, sendo 55 mortes em Eldorado do Sul.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Situa\u00e7\u00e3o no estado<\/h2>\n\n\n\n<p>O n\u00famero de mortes em consequ\u00eancia dos temporais que atingiram o estado desde o fim de abril&nbsp;<a href=\"http:\/\/confirmadas%20no%20rio%20grande%20do%20sul%20subiu%20para%20154%20em\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">subiu para 154<\/a>, conforme boletim divulgado pela Defesa Civil nesta sexta-feira. Em todo o estado,&nbsp;98 pessoas continuam desaparecidas e h\u00e1 806 feridos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O n\u00famero de pessoas fora das pr\u00f3prias resid\u00eancias devido \u00e0s cheias dos rios j\u00e1 ultrapassou 618,3 mil, sendo 540.192 desalojados, que s\u00e3o aqueles que tiveram de sair de seus lares e est\u00e3o acolhidos em casas de&nbsp; parentes e amigos. O restante, de acordo com o monitoramento atualizado diariamente pela Secretaria de Desenvolvimento Social (78.165 pessoas), vive temporariamente em um dos mais de 875 abrigos cadastrados no estado.<\/p>\n\n\n\n<p>O n\u00famero de atingidos tamb\u00e9m aumentou para 2.281.830 de pessoas, ou 20,95% dos 10,88 milh\u00f5es de habitantes do estado. As chuvas afetaram nove em cada dez munic\u00edpios ga\u00fachos. De acordo com o \u00faltimo boletim, 92,75% (461) dos 497 munic\u00edpios do Rio Grande do Sul tiveram suas rotinas impactadas pelos eventos clim\u00e1ticos.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Seis assentamentos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) sofreram os impactos das fortes chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul, desde o final de abril.\u00a0Entre os assentados, s\u00e3o 290 fam\u00edlias desabrigadas, das quais\u00a038 fam\u00edlias conseguiram retornar para os pr\u00f3prios\u00a0lotes, a fim de reconstruir as \u00e1reas devastadas. As demais est\u00e3o em abrigos ou [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":123070,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[25,31],"tags":[],"class_list":{"0":"post-122412","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-regional","8":"category-sul"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/122412","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=122412"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/122412\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/123070"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=122412"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=122412"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=122412"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}