{"id":122398,"date":"2024-05-17T11:34:21","date_gmt":"2024-05-17T14:34:21","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=121561"},"modified":"2024-05-17T11:34:21","modified_gmt":"2024-05-17T14:34:21","slug":"escolas-sao-importantes-no-combate-a-lgbtfobia-defendem-especialistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=122398","title":{"rendered":"Escolas s\u00e3o importantes no combate \u00e0 LGBTfobia, defendem especialistas"},"content":{"rendered":"\n<p>\u201cSeu viado\u201d, \u201cFulano \u00e9 m\u00e3o quebrada\u201d. Essas s\u00e3o algumas express\u00f5es que o professor de artes e teatro Ronei Vieira conta que j\u00e1 ouviu entre os estudantes. Express\u00f5es que muitas vezes s\u00e3o naturalizadas, mas que s\u00e3o agressivas e que podem gerar impactos profundos na vida e na trajet\u00f3ria escolar de pessoas LGBTQIA+.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Eu acho que a escola ainda \u00e9 um ambiente muito hostil \u00e0 comunidade LGBT&#8221;, diz Vieira, que leciona no Centro de Ensino em Per\u00edodo Integral Edmundo Pinheiro de Abreu, em Goi\u00e2nia<\/p>\n\n\n\n<p>As impress\u00f5es do professor s\u00e3o confirmadas em estudos que mostram que a escola muitas vezes n\u00e3o \u00e9 um ambiente acolhedor. Por um lado, xingamentos que come\u00e7am como piadinhas e chegam at\u00e9 mesmo a agress\u00f5es, podem gerar marcas profundas. Por outro, deixar de repreender condutas preconceituosas pode fazer com que essas pr\u00e1ticas se perpetuem at\u00e9 a vida adulta, gerando uma sociedade cada vez mais intolerante.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, a discrimina\u00e7\u00e3o de pessoas LGBTQIA+ \u00e9 crime. Em 2019, o Supremo Tribunal Federal (STF) equiparou a LGBTfobia ao crime de racismo. Nas escolas, de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educa\u00e7\u00e3o Nacional (LDB), Lei 9394\/1996, a principal lei educacional do Brasil, o ensino nas escolas deve ser feito baseado no \u201crespeito \u00e0 liberdade e apre\u00e7o \u00e0 toler\u00e2ncia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse preceito, no entanto, nem sempre acontece. A&nbsp;<em>Pesquisa Nacional sobre o Ambiente Educacional no Brasil 2016 &#8211; As experi\u00eancias de adolescentes e jovens LGBT em nossos ambientes educacionais<\/em>, mostra que estudantes l\u00e9sbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/educacao\/noticia\/2016-11\/mais-de-um-terco-de-estudantes-lgbt-ja-foram-agredidos-fisicamente-diz\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">relatam que s\u00e3o agredidos<\/a>&nbsp;dentro das escolas e que isso atrapalha o rendimento nos estudos. Alguns inclusive declaram que j\u00e1 cogitaram tirar a pr\u00f3pria vida por causa das agress\u00f5es: 73% foram agredidos verbalmente e 36% foram agredidos fisicamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Como professor, Vieira diz que deve repreender qualquer tipo de preconceito. \u201cA gente tem que repreender, conversar com o estudante, dependendo do n\u00edvel. Se for uma agress\u00e3o f\u00edsica, \u00e9 [preciso] chamar os pais. Se for mais grave ainda, no sentido de uma agress\u00e3o mais grave, voc\u00ea tem que chamar o batalh\u00e3o escolar pra intervir\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, ao longo da carreira, ele conta j\u00e1 ter presenciado estudantes que buscaram a coordena\u00e7\u00e3o por estarem sofrendo&nbsp;<em>bullying<\/em>&nbsp;e LGBTfobia e acabarem sendo repreendidos. A gest\u00e3o dizia que isso ocorria por conta do comportamento da pr\u00f3pria v\u00edtima.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA gente t\u00e1 vivendo uma sociedade conservadora e a escola, na verdade, \u00e9 uma reprodu\u00e7\u00e3o desse mundo que a gente v\u00ea a\u00ed fora, infelizmente\u201d, diz o professor. Ele defende que a escola deve ser capaz de trabalhar a educa\u00e7\u00e3o sexual de forma inclusiva, como uma maneira de formar melhores cidad\u00e3os para o pa\u00eds e para o mundo:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>&#8220;Eu acho que voc\u00ea vai criando uma sociedade mais saud\u00e1vel. Saud\u00e1vel no sentido de lidar com o pr\u00f3prio corpo, saud\u00e1vel no sentido de saber lidar com o outro melhor, de respeitar a diversidade de corpos e exist\u00eancias, n\u00e9? De formas de existir no mundo. E eu n\u00e3o vejo outra forma da gente criar um mundo melhor se n\u00e3o for olhando para essa diversidade&#8221;.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Menos espa\u00e7o nas escolas<\/h2>\n\n\n\n<p>No Brasil, no entanto, temas como a LGBTfobia tem ganhado cada vez menos espa\u00e7o nas institui\u00e7\u00f5es de ensino. O total de escolas p\u00fablicas com projetos para combater racismo, machismo e homofobia&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/educacao\/noticia\/2023-07\/so-metade-das-escolas-publicas-tem-projetos-antirracistas-aponta-ong\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">caiu ao menor patamar<\/a>&nbsp;em dez anos, segundo levantamento do Todos Pela Educa\u00e7\u00e3o, divulgado em 2023.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nos dados do Sistema Nacional de Avalia\u00e7\u00e3o B\u00e1sica (Saeb), do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, a organiza\u00e7\u00e3o mostrou que, em 2011, 34,7% das escolas no pa\u00eds relataram ter a\u00e7\u00f5es voltadas para o combate ao machismo e a homofobia. Em 2017, essa porcentagem chegou a 43,7%. Em 2021, no entanto, caiu para o menor patamar, 25,5%, o que significa que tr\u00eas a cada quatro escolas no Brasil n\u00e3o t\u00eam a\u00e7\u00f5es voltadas para combater esse tipo de preconceito.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO cen\u00e1rio nunca foi o ideal, mas o que a gente percebeu \u00e9 que de 2017 at\u00e9 2021 houve uma queda nesse tipo de projeto nas escolas, o que \u00e9 muito preocupante. A gente deveria vir numa toada de aumentar o n\u00famero de projetos, aumentar o n\u00famero de escolas que est\u00e3o debatendo esses assuntos, trabalhando esses assuntos com os alunos e, na verdade, a gente vem regredindo\u201d, diz a coordenadora de Pol\u00edticas Educacionais do Todos pela Educa\u00e7\u00e3o, Daniela Mendes.<\/p>\n\n\n\n<p>O preconceito, de acordo com ela, pode impactar no processo de ensino e aprendizagem. \u201cSe o ambiente n\u00e3o respeita, dificilmente aquela crian\u00e7a, aquele jovem vai querer continuar na escola e isso vai fazer com que ele abandone a escola e n\u00e3o conclua a educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica. Isso \u00e9 um grande problema, n\u00e3o s\u00f3 para a pessoa individualmente, mas para a nossa sociedade como um todo. Afinal de contas, j\u00e1 existem estudos que mostram como a evas\u00e3o escolar prejudica economicamente o nosso pa\u00eds\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>No Rio de Janeiro, por exemplo, o 1\u00ba Dossi\u00ea anual do Observat\u00f3rio de Viol\u00eancias LGBTI+ em Favelas, mostrou que a popula\u00e7\u00e3o travestig\u00eanere \u2013 pessoas trans, travestis e n\u00e3o-bin\u00e1rias \u2013 \u00e9 a que mais&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/direitos-humanos\/noticia\/2024-01\/populacao-lgbt-nas-favelas-enfrenta-dificuldades-para-acessar-servicos\">sofre com a falta de acesso<\/a>&nbsp;a servi\u00e7os p\u00fablicos, como a educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao todo, 25,5% de travestig\u00eaneres abandonaram a escola antes de concluir os estudos e sequer acessou o ensino m\u00e9dio, enquanto entre o restante dos entrevistados, as pessoas n\u00e3o trans, esse \u00edndice \u00e9 de 8%. \u201cNingu\u00e9m pode ser discriminado e ter o seu direito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o ferido a partir de preconceito, discrimina\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 orienta\u00e7\u00e3o sexual ou qualquer outro grupo que essa pessoa fa\u00e7a parte\u201d, ressalta, Mandes.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Espa\u00e7os de discuss\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Maria Sofia Ferreira, 16 anos, \u00e9 um exemplo de como ter espa\u00e7os de discuss\u00e3o sobre diversidade nas escolas faz com que estudantes se sintam seguros para se dedicar aos estudos. Ela frequenta a Escola de Refer\u00eancia em Ensino M\u00e9dio Silva Jardim, no Recife.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 o ano passado, a escola contava com o n\u00facleo de estudos de g\u00eanero Wilma Lessa. \u201cEu me interessei logo de cara, no meu primeiro ano, porque eu senti que era um lugar de acolhimento, era um lugar que eu poderia me expressar as minhas dores, principalmente sendo um adolescente LGBT\u201d, diz. O nome do grupo de estudos homenageia a jornalista Wilma Lessa, reconhecida no estado pela defesa dos direitos das mulheres.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cQuanto mais voc\u00ea \u00e9 exclu\u00eddo de um espa\u00e7o, quanto mais voc\u00ea sofre nesse espa\u00e7o, menos vai ser sua vontade de estar nesse ambiente. Ent\u00e3o, quando a gente encontra um local acolhedor, a gente sente que ali voc\u00ea pode frequentar. Ent\u00e3o, realmente, ajuda muito nos estudos, ajuda muito a voc\u00ea querer estar na escola, a participar de projetos, a sentir que voc\u00ea pode se expressar finalmente.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Sofia est\u00e1 no 3\u00ba ano do ensino m\u00e9dio. Ela conta que na escola antiga, uma escola particular, ela n\u00e3o contava com nenhuma rede de apoio e eram frequentes os coment\u00e1rios LGBTf\u00f3bicos. \u201cFoi um processo muito dif\u00edcil pra mim, porque foi um ambiente muito homof\u00f3bico, tanto por parte da diretoria, quanto por parte dos alunos, dos estudantes mesmo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando mudou de escola, Sofia sentiu a diferen\u00e7a no ambiente. \u201cEu me vi podendo ser quem eu sou, sem me preocupar de ter que me esconder, ter que me armar contra quem quisesse me atingir. Eu encontrei ali um espa\u00e7o com pessoas iguais a mim e onde, juntos, a gente consegue fazer diferen\u00e7a\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das coisas que aprendeu no n\u00facleo de estudos \u00e9 que quando algu\u00e9m expressa algum tipo de preconceito em um ambiente escolar, n\u00e3o se deve se afastar dessa pessoa, mas traz\u00ea-la para perto e buscar conversar e aprender junto.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste ano, por conta das mudan\u00e7as curriculares, com a implementa\u00e7\u00e3o do novo ensino m\u00e9dio, o n\u00facleo foi desativado. Sofia diz j\u00e1 sentir diferen\u00e7a no comportamento dos estudantes. \u201cUm dos maiores impactos que eu vejo \u00e9 a volta do preconceito\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cS\u00e3o jovens carregados de preconceitos e dentro da escola n\u00e3o se tem mais esse espa\u00e7o, onde a gente vira em conjunto e fala \u2018p\u00f4, mano, o que tu t\u00e1 fazendo n\u00e3o \u00e9 legal. O que tu t\u00e1 fazendo tem que ser mudado\u2019\u201d.&nbsp;<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>O professor Vieira tamb\u00e9m fala sabe o impacto do acolhimento entre os alunos. Por ser, ele mesmo, um homem gay, ele conta que muitos alunos se sentem \u00e0 vontade e protegidos simplesmente com a presen\u00e7a dele. Ele diz que certa vez foi abordado por um estudante que perguntou se ele era homossexual. Ele respondeu que sim.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cE ele me disse: \u2018Eu gosto de estudar nessa escola porque tem voc\u00ea e tinha mais dois professores gays e voc\u00eas falam muito tranquilamente sobre sexualidade e a\u00ed eu n\u00e3o sofro homofobia aqui na escola. Eu n\u00e3o sofro porque eu sei que tem quem vai intervir, quem vai, de alguma forma, proteger\u2019. Nesse dia eu fiquei pensando muito sobre isso, sobre a import\u00e2ncia de voc\u00ea ter uma refer\u00eancia, porque eu fui um menino gay que eu n\u00e3o tinha refer\u00eancia na escola, nem de professor, nem de estudantes gays\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Abordagem<\/h2>\n\n\n\n<p>G\u00eanero e sexualidade nas escolas s\u00e3o temas que geram pol\u00eamica no Brasil. Para a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, a Ci\u00eancia e a Cultura (Unesco) essas quest\u00f5es devem ser tratadas a partir do acolhimento da diversidade. \u201cAlguns pa\u00edses do mundo, entre eles o Brasil, enfrentam alguns obst\u00e1culos para entender o que \u00e9 falar sobre g\u00eanero e sexualidade na escola. A perspectiva da Unesco \u00e9 de acolhimento das diversidades. Ent\u00e3o, que pessoas LGBT, seja por orienta\u00e7\u00e3o sexual, identidade de g\u00eanero, possam ser acolhidas e tenham direito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o. Ou seja, tenham direito a completar a sua trajet\u00f3ria educacional\u201d, diz a oficial de programa do setor de Educa\u00e7\u00e3o da Unesco no Brasil, Mariana Braga.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo levantamentos feitos pelo organismo internacional, muitas vezes estudantes sofrem preconceito por ser quem s\u00e3o e tamb\u00e9m por se assemelhar ao que seria um padr\u00e3o LGBTQIA+.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cO fato de voc\u00ea se assemelhar com uma identidade LGBT provoca discrimina\u00e7\u00e3o. E, sobretudo, popula\u00e7\u00e3o trans, elas s\u00e3o praticamente expulsas da escola. N\u00e3o h\u00e1 um acolhimento da comunidade escolar e a\u00ed dos professores, da diretoria e dos pr\u00f3prios estudantes para que essa popula\u00e7\u00e3o permane\u00e7a na escola. Ent\u00e3o, o que a Unesco preconiza \u00e9 o direito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o dessas popula\u00e7\u00f5es e o direito de permanecer na escola.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o elaborou o documento&nbsp;<a href=\"https:\/\/unesdoc.unesco.org\/ark:\/48223\/pf0000369308\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>Orienta\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas internacionais de educa\u00e7\u00e3o em sexualidade: uma abordagem baseada em evid\u00eancias<\/em><\/a>, que traz instru\u00e7\u00f5es sobre como essas quest\u00f5es podem ser abordadas na educa\u00e7\u00e3o a cada etapa de ensino.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA perspectiva da Unesco \u00e9 trazer conte\u00fados baseados no desenvolvimento de cada indiv\u00edduo. Ent\u00e3o, trazer os conte\u00fados apropriados \u00e0 faixa et\u00e1ria, apropriados \u00e0quele n\u00edvel de ensino, onde a crian\u00e7a possa entender, ter no\u00e7\u00e3o do seu corpo, conhecer o outro, se prevenir da viol\u00eancia\u201d, diz Mariana.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das preocupa\u00e7\u00f5es \u00e9 tamb\u00e9m com a viol\u00eancia no ambiente digital. \u201cA Unesco est\u00e1 muito preocupada com as quest\u00f5es de viol\u00eancias on-line. Ent\u00e3o, as meninas, e a\u00ed sobretudo tamb\u00e9m meninas l\u00e9sbicas e travestis, s\u00e3o muito violentadas em espa\u00e7os digitais. Ent\u00e3o, a escola tamb\u00e9m tem um poder, um papel muito importante de poder educar nesse sentido, educar para levar informa\u00e7\u00e3o baseada em evid\u00eancias, informa\u00e7\u00f5es verdadeiras, para que esses estudantes se protejam, tanto no espa\u00e7o f\u00edsico, quanto no espa\u00e7o virtual, que \u00e9 um espa\u00e7o de viol\u00eancia de g\u00eanero tamb\u00e9m cada vez maior\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O dia 17 de maio \u00e9 o Dia Internacional de Combate \u00e0 Homofobia. Nesta data, em 1990, a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS) retirou o termo homossexualismo da lista de dist\u00farbios mentais do C\u00f3digo Internacional de Doen\u00e7as. Sem o sufixo &#8220;ismo&#8221;, que remete \u00e0 doen\u00e7a, o termo passou a ser homossexualidade, que deixou de ser relacionada a qualquer patologia.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cSeu viado\u201d, \u201cFulano \u00e9 m\u00e3o quebrada\u201d. 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