{"id":122339,"date":"2024-05-14T18:13:57","date_gmt":"2024-05-14T21:13:57","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=121363"},"modified":"2024-05-14T18:13:57","modified_gmt":"2024-05-14T21:13:57","slug":"incertezas-em-momentos-de-desastre-favorecem-desinformacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=122339","title":{"rendered":"Incertezas em momentos de desastre favorecem desinforma\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p>A quebra da normalidade, a desordem moment\u00e2nea e as incertezas geradas por desastres proporcionam ambiente favor\u00e1vel para a dissemina\u00e7\u00e3o das chamadas\u00a0<em>fake news<\/em>\u00a0(not\u00edcias falsas). E as redes sociais s\u00e3o terreno f\u00e9rtil para a desinforma\u00e7\u00e3o, segundo o pesquisador da Universidade Federal do Esp\u00edrito Santo (UFES) Fabio Malini.<\/p>\n\n\n\n<p>Malini coordena o Laborat\u00f3rio de Estudos sobre Imagem e Cibercultura (Labic) da UFES, cuja equipe tem analisado o conte\u00fado de mensagens veiculadas nessas redes sobre o desastre clim\u00e1tico do Rio Grande do Sul.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cExiste um processo de desordem informacional que acontece porque esse \u00e9 um evento que produz desordem no nosso equil\u00edbrio social. As pessoas viviam numa rua, deixaram de viver ali e agora est\u00e3o no abrigo. A pessoa n\u00e3o sabe para onde ir, por exemplo. Essas coisas acontecem at\u00e9 se organizarem com o tempo\u201d, afirma Malini. \u201cEsse \u00e9 um padr\u00e3o corriqueiro em desastres, terrorismo, eventos clim\u00e1ticos extremos, quando o grau de incerteza aumenta no campo da opini\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Em um levantamento realizado em postagens da rede social X (antigo Twitter), na \u00faltima semana, por exemplo, o Labic constatou que h\u00e1 muita mobiliza\u00e7\u00e3o em torno do aux\u00edlio as afetados pela trag\u00e9dia, com o objetivo de arrecadar donativos para as v\u00edtimas das chuvas no estado. E isso \u00e9 positivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, no entanto, h\u00e1 muitas postagens que disseminam&nbsp;<em>fake news<\/em>, criando confus\u00e3o e prejudicando os esfor\u00e7os de ajuda \u00e0 popula\u00e7\u00e3o ga\u00facha gerados na pr\u00f3pria rede social.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o h\u00e1 d\u00favida que o campo da mobiliza\u00e7\u00e3o \u00e9 muito maior [que o da desinforma\u00e7\u00e3o]. O tom da rede \u00e9 muito mais intenso no sentido de chamar para a realiza\u00e7\u00e3o de doa\u00e7\u00f5es, para a a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica etc. O problema \u00e9 que uma coisa&nbsp;[<em>fake news<\/em>] pode reduzir a outra [mobiliza\u00e7\u00e3o positiva]. Pode haver uma hesita\u00e7\u00e3o em fazer a doa\u00e7\u00e3o. As pessoas n\u00e3o sabem se devem doar porque n\u00e3o sabem se aquilo vai chegar l\u00e1 na ponta [a quem precisa]\u201d, destaca Malini.<\/p>\n\n\n\n<p>O pesquisador usa como exemplo o caso da not\u00edcia falsa sobre a suposta reten\u00e7\u00e3o, pelas autoridades governamentais, de caminh\u00f5es com doa\u00e7\u00f5es at\u00e9 que fossem pagos impostos sobre a carga. O boato de que os ve\u00edculos estavam impedidos de seguir pelo estado repercutiu nas redes por meio de influenciadores digitais.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Malini, a desinforma\u00e7\u00e3o pode assumir a forma de um boato, puro e simples, mas tamb\u00e9m aparecer de maneira mais sutil, como nos casos das generaliza\u00e7\u00f5es. \u201cIsso tem sido muito corriqueiro tamb\u00e9m nessas situa\u00e7\u00f5es. \u00c0s vezes acontece caso de viol\u00eancia sexual em um abrigo particular e isso \u00e9 generalizado, como se ocorresse em todos. E [h\u00e1 o risco de] as pessoas n\u00e3o procurarem abrigo nesses lugares. Ou ent\u00e3o a generaliza\u00e7\u00e3o de que est\u00e3o roubando todas as casas e as pessoas quererem voltar para suas casas, quando elas ainda n\u00e3o podem voltar. Isso pode resultar em dano e at\u00e9 morte\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O levantamento do Labic mostra tamb\u00e9m que as<em>&nbsp;fake news&nbsp;<\/em>podem ser moldadas pela lente da radicaliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Ou seja, influenciadores e pol\u00edticos de oposi\u00e7\u00e3o aos governos estadual e federal criam desinforma\u00e7\u00e3o de forma a desacreditar as autoridades governamentais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEm momentos de estresse emocional muito grande, \u00e9 padr\u00e3o nesses acontecimentos que a culpabiliza\u00e7\u00e3o de autoridades ocorra\u201d, afirma Malini. \u201c[E a desinforma\u00e7\u00e3o contra govermos] muitas vezes articula, e a\u00ed est\u00e1 o perigo, a desautoriza\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o estatal, ou seja, como se o Estado estivesse atrapalhando o movimento das pessoas a se organizar\u201d, acrescentou.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Saiba como denunciar fake news<\/h2>\n\n\n\n<p>Em mar\u00e7o, o&nbsp;governo federal lan\u00e7ou uma p\u00e1gina de combate \u00e0 desinforma\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O site Brasil Contra Fake \u00e9 uma plataforma dedicada \u00e0 divulga\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es e esclarecimentos sobre desinforma\u00e7\u00e3o relacionada \u00e0s a\u00e7\u00f5es institucionais do governo federal, assim como \u00e0s pol\u00edticas p\u00fablicas que est\u00e3o sendo alvo de desinforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A plataforma conta ainda com um servi\u00e7o de&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/secom\/pt-br\/fatos\/brasil-contra-fake\/como-denunciar-fake-news-1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">como&nbsp;denunciar fake news nas principais redes sociais<\/a>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A quebra da normalidade, a desordem moment\u00e2nea e as incertezas geradas por desastres proporcionam ambiente favor\u00e1vel para a dissemina\u00e7\u00e3o das chamadas\u00a0fake news\u00a0(not\u00edcias falsas). E as redes sociais s\u00e3o terreno f\u00e9rtil para a desinforma\u00e7\u00e3o, segundo o pesquisador da Universidade Federal do Esp\u00edrito Santo (UFES) Fabio Malini. Malini coordena o Laborat\u00f3rio de Estudos sobre Imagem e Cibercultura [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":122878,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[24],"class_list":{"0":"post-122339","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-geral","8":"tag-manchete"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/122339","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=122339"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/122339\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/122878"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=122339"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=122339"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=122339"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}