{"id":122280,"date":"2024-05-10T11:42:46","date_gmt":"2024-05-10T14:42:46","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=121174"},"modified":"2024-05-10T11:42:46","modified_gmt":"2024-05-10T14:42:46","slug":"alana-gandra-53-anos-a-servico-da-comunicacao-estatal-e-publica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=122280","title":{"rendered":"Alana Gandra: 53 anos a servi\u00e7o da comunica\u00e7\u00e3o estatal e p\u00fablica"},"content":{"rendered":"\n<p>\u201cVoc\u00ea trabalha com a Alana Gandra?\u201d. Essa \u00e9 uma pergunta que rep\u00f3rteres da\u00a0<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>\u00a0no Rio de Janeiro ouvem com frequ\u00eancia de assessores e entrevistados. A frase geralmente vem acompanhada de elogios \u00e0 jornalista. A \u201cfama\u201d \u00e9 um reconhecimento pelos 53 anos de trabalho em diferentes fases da comunica\u00e7\u00e3o p\u00fablica e estatal do pa\u00eds, o que inclui\u00a0<strong>Ag\u00eancia Nacional<\/strong>,\u00a0<strong>Empresa Brasileira de Not\u00edcias<\/strong>\u00a0(<strong>EBN<\/strong>),\u00a0<strong>Radiobr\u00e1s<\/strong>\u00a0e a\u00a0<strong>Empresa Brasil de Comunica\u00e7\u00e3o<\/strong>\u00a0(<strong>EBC<\/strong>).<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 exagero dizer que o nome dela se tornou bem conhecido. A jornalista conta a hist\u00f3ria curiosa de ter descoberto que muitas meninas foram registradas como Alana Gandra, com direito a copiar o sobrenome. Isso, muito por conta da \u00e9poca em que era ouvida por milh\u00f5es de pessoas na&nbsp;<em>Voz do Brasil<\/em>. No dia em que a&nbsp;<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>&nbsp;completa 34 anos, nada mais justo do que reconhecer o trabalho de quem participou ativamente dessa hist\u00f3ria desde o in\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>Tradutora aut\u00f4noma, radialista, noticiarista, locutora entrevistadora. Essas s\u00e3o algumas outras atribui\u00e7\u00f5es da Alana, que lembra com saudade dos primeiros passos no jornalismo e dos principais nomes com que aprendeu a profiss\u00e3o.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/bFuyJypeTAezEHe7_g1Oc5_ULRg=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2024\/05\/09\/anos_mais_tarde_ja_na_ebn_2.jpg?itok=RH1D01Wv\" alt=\"Perfil em homenagem \u00e0 Alana Gandra. - Alana Gandra na EBN. Foto: Arquivo Pessoal\" style=\"width:618px;height:auto\" title=\"Arquivo pessoal\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><sup><sub>Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil lembra dos primeiros passos na profiss\u00e3o \u00a0&#8211;\u00a0<strong>Arquivo pessoal<\/strong><\/sub><\/sup><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\"><\/h6>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cQuando comecei na&nbsp;<strong>Ag\u00eancia Nacional<\/strong>, em 1971, meu primeiro chefe foi o Vivoni \u00cdtalo Hugo, que era um cara sensacional. Ele trabalhou na ag\u00eancia McCann Erickson, criadora do Rep\u00f3rter Esso. Tive uma aula de jornalismo fant\u00e1stica com ele. Trabalhamos em um programa de r\u00e1dio que ia ao ar \u00e0 meia-noite, em um pool de r\u00e1dios. Depois, j\u00e1 passando para a&nbsp;<strong>EBN<\/strong>, tive outro chefe maravilhoso que foi o Moacir Neide. Humano, muito bom, e foi nessa \u00e9poca que ganhei meu segundo pr\u00eamio na carreira\u201d, recorda Alana.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>O primeiro reconhecimento veio com um pr\u00eamio no Semin\u00e1rio Internacional Portugal Tradi\u00e7\u00e3o e Futuro \u2013 Via Real (Portugal) 1983. O segundo, que ela menciona acima, foi a vit\u00f3ria no I Concurso de Jornalismo Hispanid-Rio, com a reportagem Espanha\/Brasil: Ardor e Paix\u00e3o, publicada no&nbsp;<em>Jornal do Commercio<\/em>&nbsp;de 05\/08\/1984. Tamb\u00e9m conquistou o Pr\u00eamio de Jornalismo do Seprorj, categoria web, 2008, com a reportagem Projeto Patrocinado pela Petrobras Promove Inclus\u00e3o Digital de Catadores de Lixo no Rio; e recebeu o I Pr\u00eamio de Jornalismo do TRE-RJ, categoria internet, em 2013, com a reportagem Desmotiva\u00e7\u00e3o dos Jovens em Rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Pol\u00edtica \u00e9 Tend\u00eancia Mundial, Analisa Cientista Pol\u00edtico.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, a comunica\u00e7\u00e3o governamental e a p\u00fablica da&nbsp;<strong>EBC<\/strong>&nbsp;disponibilizam na internet todo o&nbsp;conte\u00fado de forma gratuita, tanto para o p\u00fablico comum, como para outros ve\u00edculos de jornalismo. A reprodu\u00e7\u00e3o \u00e9 livre, desde que com o devido cr\u00e9dito. Mas l\u00e1 atr\u00e1s, no fim dos anos 1970 e in\u00edcio dos 1980, n\u00e3o havia essa facilidade para quem trabalhava na&nbsp;<strong>EBN<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNaquela \u00e9poca, as estatais n\u00e3o tinham assessoria de imprensa. Todas as notas sobre elas eram feitas por n\u00f3s. E tinha um setor respons\u00e1vel por entregar, de tantas em tantas horas, esses boletins nas reda\u00e7\u00f5es de r\u00e1dios e jornais\u201d, recorda Alana. \u201cEu cobria BNDES, BNH e Petrobras, que o pessoal chamava de Tri\u00e2ngulo das Bermudas. Ser setorista desses \u00f3rg\u00e3os era barra pesada. A gente n\u00e3o tinha internet, era tudo escrito na m\u00e1quina. Chegava na reda\u00e7\u00e3o e tinha que bater mat\u00e9ria de todos eles correndo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Produtividade<\/h2>\n\n\n\n<p>E por falar em velocidade, e dedica\u00e7\u00e3o, o tempo de batente s\u00f3 beneficiou&nbsp;Alana. Tem reuni\u00e3o de pauta? Espere receber uma dezena de sugest\u00f5es. Mat\u00e9rias? Perde-se a conta de quantas est\u00e3o sendo escritas por ela ao mesmo tempo. Algu\u00e9m precisa de telefones de fontes ou assessores? Ela \u00e9 generosa para compartilhar a agenda de contatos acumulados h\u00e1 d\u00e9cadas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cJ\u00e1 tive chefes que me chamavam e falavam: \u2018V\u00ea se voc\u00ea entrevistar o fulano, porque o pessoal n\u00e3o est\u00e1 conseguindo\u2019. \u00c9 a maneira que voc\u00ea tem de falar com a pessoa, sabe? A gente tem que ter respeito e um pouco de humildade, o que eu n\u00e3o vejo em muita gente na profiss\u00e3o. Respeito com as pessoas \u00e9 primordial, do presidente at\u00e9 o cont\u00ednuo. E ter sempre imparcialidade, n\u00e3o modificar o que um entrevistado diz. Essas s\u00e3o garantias de que voc\u00ea vai ser atendida outra vez\u201d, ensina Alana.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas mesmo com reconhecimento e curr\u00edculo extenso, ela levanta uma reflex\u00e3o importante sobre o preconceito que alguns chefes e colegas do jornalismo em geral lidam com profissionais mais antigos. O famoso etarismo, que costuma se manifestar em outras carreiras tamb\u00e9m. Alana conta que, em mais de uma ocasi\u00e3o, foi alvo de desconfian\u00e7a e de menosprezo por causa da idade, principalmente dos mais jovens.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse caso, o azar \u00e9 de quem perdeu a chance de aprender um pouco com a experi\u00eancias e os conhecimentos acumulados pela jornalista.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuando eu entrei na&nbsp;<strong>Ag\u00eancia Nacional<\/strong>, eu trabalhava com uns caras que eram medalh\u00f5es. E eu n\u00e3o tinha essa avers\u00e3o que o pessoal tem agora. Eu sentia um prazer e um orgulho muito grande de estar ali convivendo e aprendendo com eles\u201d, diz Alana. \u201cEu acho que voc\u00ea precisa conviver com todas as idades, porque uma vai enriquecendo a outra\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Vida pessoal e coberturas de destaque<\/h2>\n\n\n\n<p>Alana Gandra nasceu em Copacabana, no Rio de Janeiro, em 13 de julho de 1949. Cogitou ser bailarina, professora, mas sempre gostou muito de escrever. E foi produzindo poemas e outros textos no col\u00e9gio que passou a se interessar pelo jornalismo. Cursou a gradua\u00e7\u00e3o na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em plena ditadura militar, em condi\u00e7\u00f5es nada favor\u00e1veis. Era comum, segundo ela conta, ter policiais \u00e0 ca\u00e7a de \u201csubversivos\u201d na universidade e uma esp\u00e9cie de espi\u00e3o do regime em cada sala de aula.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 formada, testemunhou e registrou fatos hist\u00f3ricos importantes. Trabalhou no jornalismo durante o governo de tr\u00eas ditadores militares e de todos os&nbsp;presidentes do novo per\u00edodo democr\u00e1tico. Viu a cria\u00e7\u00e3o do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), do Plano Real, dois processos de impeachment, para citar alguns exemplos.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as coberturas marcantes, Alana destaca a Eco-92, Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento realizada no Rio de Janeiro; o desabamento do edif\u00edcio Palace II, em 1998, que deixou oito mortos; a Reuni\u00e3o de C\u00fapula Am\u00e9rica Latina-Caribe-Uni\u00e3o Europeia, de 1999; a Rio+20, Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Desenvolvimento Sustent\u00e1vel, em 2012; e a visita do Papa Francisco ao Brasil durante a Jornada Mundial da Juventude, em 2013.<\/p>\n\n\n\n<p>Dos trabalhos mais recentes, se orgulha de ter contado a&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2024-03\/heroi-da-ii-guerra-mundial-foi-torturado-pelo-regime-militar\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">hist\u00f3ria do brigadeiro Rui Moreira Lima<\/a>, her\u00f3i da II Guerra Mundial, preso tr\u00eas vezes e torturado pela ditadura militar. A mat\u00e9ria foi publicada em abril desse ano, como parte da cobertura especial pelos 60 anos do golpe militar no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Legado na comunica\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>A hist\u00f3ria da Alana Gandra na&nbsp;<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>&nbsp;vai ter um \u00faltimo cap\u00edtulo em julho desse ano. \u00c9 bom ressaltar, contra a pr\u00f3pria vontade dela. A Emenda Constitucional 103, de 12 de novembro de 2019, alterou regras do sistema de Previd\u00eancia. Entre as mudan\u00e7as, a imposi\u00e7\u00e3o de aposentadoria compuls\u00f3ria de empregados p\u00fablicos ao completarem 75 anos de idade.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m das saudades dos colegas, Alana vai deixar um legado de contribui\u00e7\u00f5es importantes para a comunica\u00e7\u00e3o p\u00fablica. Mas de forma coerente com a trajet\u00f3ria que construiu at\u00e9 aqui, que ningu\u00e9m espere um encerramento da carreira. Incans\u00e1vel e apaixonada pelo jornalismo, ela planeja seguir outros caminhos, que incluem o desenvolvimento de projetos independentes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEu gosto do que eu fa\u00e7o, sabe? Eu vou sentir falta da reda\u00e7\u00e3o, porque eu gosto de entrevistar as pessoas, de descobrir as coisas\u201d, diz Alana. \u201cEu s\u00f3 tenho que agradecer \u00e0s pessoas que me acompanhavam na&nbsp;<em>Voz do Brasil<\/em>&nbsp;e \u00e0s que gostavam das minhas mat\u00e9rias aqui na&nbsp;<strong>Ag\u00eancia<\/strong>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cVoc\u00ea trabalha com a Alana Gandra?\u201d. Essa \u00e9 uma pergunta que rep\u00f3rteres da\u00a0Ag\u00eancia Brasil\u00a0no Rio de Janeiro ouvem com frequ\u00eancia de assessores e entrevistados. A frase geralmente vem acompanhada de elogios \u00e0 jornalista. 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