{"id":122216,"date":"2024-05-07T11:16:49","date_gmt":"2024-05-07T14:16:49","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=120974"},"modified":"2024-05-07T11:16:49","modified_gmt":"2024-05-07T14:16:49","slug":"tragedia-sem-precedentes-no-campo-dizem-pequenos-agricultores-do-rs","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=122216","title":{"rendered":"&#8220;Trag\u00e9dia sem precedentes no campo&#8221;, dizem pequenos agricultores do RS"},"content":{"rendered":"\n<p>Casas, galp\u00f5es e currais destru\u00eddos. Planta\u00e7\u00f5es inundadas e colheitas perdidas. Galinhas, porcos e vacas levados pela for\u00e7a das \u00e1guas. Uma realidade \u201ctriste e desoladora\u201d, afirmam pequenos agricultores, assentados e quilombolas que lidam com as diferentes perdas provocadas pelas chuvas no Rio Grande do Sul. O estado vem sofrendo com enchentes e inunda\u00e7\u00f5es h\u00e1 uma semana.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as regi\u00f5es mais atingidas est\u00e3o o Vale do Rio Pardo e o Vale do Taquari, no centro do estado. Miqueli Sturbelle Schiavon mora no munic\u00edpio de Santa Cruz do Sul e est\u00e1 na dire\u00e7\u00e3o estadual do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA). Ele relata que trabalhadores e fam\u00edlias vivem uma trag\u00e9dia sem precedentes no campo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs agricultores que estavam nas margens dos rios Pardo, Taquari, Jacu\u00ed&nbsp;perderam casas, animais e m\u00e1quinas. Outros ainda nem conseguem calcular as perdas, porque n\u00e3o conseguiram voltar para ver as propriedades. A chuva tamb\u00e9m prejudicou tanto as produ\u00e7\u00f5es de subsist\u00eancia, como aquelas voltadas para o mercado e a manuten\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias\u201d, diz Miqueli. \u201cOs agricultores das regi\u00f5es mais altas sofrem com deslizamentos de terra e soterramentos de casas. Ainda n\u00e3o existem informa\u00e7\u00f5es muito concretas sobre mortes na \u00e1rea rural. E boa parte das produ\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m foi levada pelas enxurradas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto lida com os estragos atuais, Miqueli tamb\u00e9m se preocupa com o futuro da regi\u00e3o depois que as chuvas passarem.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/4tMpNafOMgm3UOVLIc3gTr7Njw4=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2024\/05\/07\/miqueli_sturbelle.jpeg?itok=HCgHk42K\" alt=\"Chuvas no RS: impactos na vida de quilombolas e pequenos agricultores. - Miqueli Sturbelle.  Foto: Arquivo Pessoal\" style=\"width:592px;height:auto\" title=\"Arquivo pessoal\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><sub><sup>Miqueli Sturbelle, da dire\u00e7\u00e3o estadual do Movimento dos Pequenos Agricultores\u00a0&#8211;\u00a0Foto\u00a0<strong>Arquivo pessoal<\/strong><\/sup><\/sub><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cEssas fam\u00edlias necessariamente v\u00e3o precisar de um apoio muito grande dos governos federal, estadual e municipais para reestruturar as propriedades. Para compra animais e equipamentos. E tamb\u00e9m de apoio para manuten\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias com alimenta\u00e7\u00e3o, \u00e1gua e luz por um per\u00edodo, porque perderam praticamente tudo\u201d.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Enquanto essa&nbsp;ajuda&nbsp;n\u00e3o chega, a solidariedade entre vizinhos e outras formas de organiza\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria s\u00e3o fundamentais para minimizar os problemas. A Comiss\u00e3o Pastoral da Terra (CPT) \u00e9 uma das institui\u00e7\u00f5es que tem tido atua\u00e7\u00e3o decisiva em Santa Cruz do Sul. Maur\u00edcio Queiroz trabalha na diocese local e \u00e9 uma das lideran\u00e7as da CPT. As dificuldades de locomo\u00e7\u00e3o e de comunica\u00e7\u00e3o t\u00eam dificultado que o trabalho seja ampliado para \u00e1reas pr\u00f3ximas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAinda n\u00e3o conseguimos visitar os agricultores que foram atingidos. Eu quase fiquei sem gasolina, porque os postos n\u00e3o t\u00eam combust\u00edvel. Previs\u00e3o era que chegasse hoje, mas n\u00e3o aconteceu. Estamos com dificuldades de locomo\u00e7\u00e3o e os acessos est\u00e3o muito dif\u00edceis, com barro e outras obstru\u00e7\u00f5es nas estradas\u201d, conta Maur\u00edcio. \u201c\u00c9 algo que a gente nunca tinha visto antes. A \u00e1gua chegou a&nbsp;lugares que nem imaginava que pudesse chegar. Os preju\u00edzos s\u00e3o de todo tipo. H\u00e1 impactos econ\u00f4micos nos empreendimentos e no com\u00e9rcio em geral. Agricultores perderam casas, galp\u00f5es, maquin\u00e1rio. E h\u00e1 a dor das fam\u00edlias e das v\u00edtimas, que a gente vai entender melhor quando puder visita-las e ter uma dimens\u00e3o melhor do que aconteceu\u201d, conta Maur\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>Na regi\u00e3o metropolitana de Porto Alegre, a realidade tamb\u00e9m \u00e9 de isolamento e de destrui\u00e7\u00e3o. Luiz Ant\u00f4nio Pasinato \u00e9 membro da CPT local e tem tido muita dificuldade para se comunicar com agricultores e assentados.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTentei fazer contato com v\u00e1rios agricultores e eles n\u00e3o d\u00e3o resposta. Certamente, est\u00e3o enfrentando essa enchente e tentando salvar suas vidas. Porque ro\u00e7as e lavouras de hortifrutigranjeiros foram totalmente destru\u00eddas. Toda essa regi\u00e3o aqui foi afetada. Muitas fam\u00edlias e pequenos agricultores plantam verduras para comercializar nas feiras de Porto Alegre. A maioria que tinha planta\u00e7\u00f5es de inverno acabou perdendo tudo e est\u00e1 isolada por causa das estradas bloqueadas\u201d, relata Luiz Ant\u00f4nio.<\/p>\n\n\n\n<p>O que j\u00e1 se estima \u00e9 que ser\u00e3o necess\u00e1rios&nbsp;milh\u00f5es de reais para reconstruir a infraestrutura dos munic\u00edpios atingidos. Mas Luiz Ant\u00f4nio entende que \u00e9 preciso ir al\u00e9m e investir no planejamento para que desastres como esse n\u00e3o se repitam.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPrimeiro, precisamos trabalhar a conscientiza\u00e7\u00e3o das pessoas. Porque h\u00e1 muito negacionismo clim\u00e1tico. A gente vai ter que enfrentar com sabedoria e intelig\u00eancia os problemas. Proteger nosso meio ambiente \u00e9 uma quest\u00e3o-chave. E precisamos discutir que modelo de agricultura queremos implantar, que n\u00e3o deprede os mananciais. Discutir uma pol\u00edtica habitacional, principalmente para as cidades que est\u00e3o nas beiras dos rios e para as fam\u00edlias que vivem em \u00e1reas de risco. E a sociedade civil tem que ser inclu\u00edda nos comit\u00eas de gerenciamento das bacias hidrogr\u00e1ficas e nos debates ambientais\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Tanto o Movimento dos Pequenos Agricultores quanto a Comiss\u00e3o Pastoral da Terra participam da campanha \u201cMiss\u00e3o Sementes de Solidariedade: Emerg\u00eancia\u201d, lan\u00e7ada em setembro de 2023, e refor\u00e7ada com os temporais de maio. Elas pedem doa\u00e7\u00f5es para ajudar aqueles que foram mais atingidos pelo desastre. Os valores podem ser destinados para a conta da C\u00e1ritas Brasileira, por meio do PIX: 33654419\/0010-07 (CNPJ) ou dep\u00f3sito banc\u00e1rio. Conta corrente 55.450-2, ag\u00eancia 1248-3 (Banco do Brasil).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Impactos nos assentamentos<\/h2>\n\n\n\n<p>A dire\u00e7\u00e3o estadual do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) tamb\u00e9m calcula um impacto grande para os que vivem nos assentamentos da regi\u00e3o metropolitana. Cinco deles ficaram submersos em decorr\u00eancia das chuvas. Em Eldorado do Sul, est\u00e3o nessa situa\u00e7\u00e3o os assentamentos Integra\u00e7\u00e3o Ga\u00facha (IRGA), Apol\u00f4nio de Carvalho e Conquista Nonoaiense (IPZ). Em Nova Santa Rita, os assentamentos Santa Rita de C\u00e1ssia e do Sino. Pelo menos 420 fam\u00edlias foram afetadas pelos alagamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Mauricio Roman, da dire\u00e7\u00e3o estadual do MST, acredita que ainda vai demorar mais de uma semana para que os trabalhadores possam voltar para os assentamentos e avaliar com precis\u00e3o o tamanho dos preju\u00edzos.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/0xZYYN8QVEMvehDk7d_6R6Ky1Y8=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2024\/05\/07\/mauricio_roman.jpg?itok=54nxgk9U\" alt=\"Chuvas no RS: impactos na vida de quilombolas e pequenos agricultores. - Maur\u00edcio Roman.  Foto: Arquivo Pessoal\" style=\"width:592px;height:auto\" title=\"Arquivo pessoal\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><sub><sup>Maur\u00edcio Roman, da dire\u00e7\u00e3o estadual do MST &#8211;\u00a0Foto\u00a0<strong>Arquivo pessoal<\/strong><\/sup><\/sub><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAssim que as \u00e1guas baixarem e permitirem a nossa entrada, que acreditamos ser daqui a dez&nbsp;dias, decidimos priorizar a regi\u00e3o de Eldorado. Para tentar salvar a Cootap [Cooperativa dos Trabalhadores Assentados da Regi\u00e3o de Porto Alegre], que foi alagada. N\u00e3o temos ainda conhecimento do que tinha l\u00e1 dentro e foi molhado, nem quanto do estoque foi perdido\u201d, explica Mauricio Roman.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre colheita e maquin\u00e1rio, \u00e9 poss\u00edvel estimar que o impacto tamb\u00e9m foi grande.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00f3s ainda t\u00ednhamos uma proje\u00e7\u00e3o de colher arroz. Porque como sofremos a primeira enchente em novembro, plantamos fora da janela agr\u00edcola, e est\u00e1vamos em fase de colher esses gr\u00e3os. J\u00e1 sabemos que mais de 50% dessa produ\u00e7\u00e3o foi prejudicada. Perdemos algumas m\u00e1quinas, alguns caminh\u00f5es, que eram muito importantes para o movimento na constru\u00e7\u00e3o dos vales, no levantamento de \u00e1gua, na produ\u00e7\u00e3o do arroz. Lamentavelmente, sabemos que houve um preju\u00edzo em grande parte da estrutura, mas ainda vamos dimensionar a gravidade\u201d, diz o dirigente do MST.<\/p>\n\n\n\n<p>O movimento est\u00e1 organizando uma campanha de apoio \u00e0 popula\u00e7\u00e3o do campo e de solidariedade \u00e0s fam\u00edlias atingidas nos assentamentos. Para contribuir financeiramente, as doa\u00e7\u00f5es podem ser feitas pelo pix:&nbsp;sos_mst@apoia.se.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Comunidades quilombolas<\/h2>\n\n\n\n<p>Quem vive nos quilombos, sofre frequentemente com os desequil\u00edbrios clim\u00e1ticos e convive historicamente com diferentes impactos negativos causados pelas chuvas. Essa \u00e9 a avalia\u00e7\u00e3o de Roberto Pot\u00e1cio Rosa, membro fundador da Federa\u00e7\u00e3o das Comunidades Tradicionais Quilombolas do Rio Grande do Sul.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele vive na comunidade de S\u00e3o Miguel, no munic\u00edpio de Restinga Seca, na regi\u00e3o central do estado. Apesar do isolamento e das dificuldades de comunica\u00e7\u00e3o, diz que os impactos n\u00e3o foram t\u00e3o grandes como nos quilombos de outras partes do estado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSabemos que as comunidades quilombolas urbanas, na regi\u00e3o metropolitana de Porto Alegre, em Canoas, Ch\u00e1cara das Rosas e outras ali perto&nbsp;est\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o grave. H\u00e1 moradias submersas e pessoas em abrigos. No interior, temos poucas informa\u00e7\u00f5es, porque estamos sem contato. N\u00e3o temos uma qualidade de sinal l\u00e1 para poder fazer a devida comunica\u00e7\u00e3o. Mas \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o muito preocupante\u201d, diz Pot\u00e1cio.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/1U9yhFxmjnWMcYciuONPYFmks4Q=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2024\/05\/07\/roberto_potacio_lider_quilombola.jpg?itok=j9r53bLT\" alt=\"Chuvas no RS: impactos na vida de quilombolas e pequenos agricultores. - Roberto Pot\u00e1cio, l\u00edder quilombola. Foto: Arquivo Pessoal\" style=\"width:624px;height:auto\" title=\"Arquivo pessoal\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><sup><sub>Roberto Pot\u00e1cio, l\u00edder quilombola do Rio Grande do Sul &#8211; Foto\u00a0<strong>Arquivo pessoal<\/strong><\/sub><\/sup><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Para o l\u00edder comunit\u00e1rio, realidades extremas como as de agora deixam ainda mais em evid\u00eancia a situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade dos povos quilombolas. Al\u00e9m da preocupa\u00e7\u00e3o com os desaparecidos, h\u00e1 um impacto econ\u00f4mico imediato nas fam\u00edlias.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA maioria da economia de subsist\u00eancia das comunidades vem das aposentadorias. S\u00e3o poucos os que t\u00eam carteira de trabalho assinada. Ent\u00e3o, h\u00e1 um impacto or\u00e7ament\u00e1rio em toda a comunidade com esse isolamento, porque essas pessoas n\u00e3o conseguem se locomover, trabalhar, ficam sem receber um tost\u00e3o, n\u00e3o t\u00eam pagamento para dar conta das necessidades\u201d, avalia Pot\u00e1cio. \u201cTamb\u00e9m temos impactos na parte aliment\u00edcia, de sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o. E o desespero daqueles que n\u00e3o est\u00e3o conseguindo falar com os familiares. Esperamos que estejam todos bem, que essa tempestade n\u00e3o tenha ceifado muitas vidas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O Minist\u00e9rio da Igualdade Racial informou que est\u00e1 monitorando a situa\u00e7\u00e3o, especialmente em comunidades quilombolas, ciganas e povos tradicionais de matriz africana e de terreiros atingidos pelas enchentes. Garantiu que tem articulado com outros minist\u00e9rios e movimentos sociais o envio de cestas b\u00e1sicas e itens de primeira necessidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a pasta, o Rio Grande do Sul tem mais de 7&nbsp;mil fam\u00edlias quilombolas e aproximadamente 1-300 fam\u00edlias de comunidades tradicionais de matriz africana e terreiros. E muitas delas est\u00e3o ilhadas, sem acesso \u00e0 \u00e1gua, energia e alimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Casas, galp\u00f5es e currais destru\u00eddos. Planta\u00e7\u00f5es inundadas e colheitas perdidas. Galinhas, porcos e vacas levados pela for\u00e7a das \u00e1guas. Uma realidade \u201ctriste e desoladora\u201d, afirmam pequenos agricultores, assentados e quilombolas que lidam com as diferentes perdas provocadas pelas chuvas no Rio Grande do Sul. O estado vem sofrendo com enchentes e inunda\u00e7\u00f5es h\u00e1 uma semana. 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