{"id":122155,"date":"2024-05-28T17:42:07","date_gmt":"2024-05-28T20:42:07","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=122155"},"modified":"2024-05-28T17:42:07","modified_gmt":"2024-05-28T20:42:07","slug":"idh-brasileiro-retrocedeu-seis-anos-a-partir-da-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=122155","title":{"rendered":"IDH brasileiro retrocedeu seis anos a partir da pandemia"},"content":{"rendered":"\n<p>A pandemia de covid-19 impactou o desenvolvimento humano de forma global, mas foi\u00a0mais significativo nos pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, representou um retrocesso m\u00e9dio de 22,5%, o que equivaleria a voltar para o estado de desenvolvimento humano de seis anos antes do in\u00edcio da crise estabelecida pela doen\u00e7a, concluiu um relat\u00f3rio lan\u00e7ado nesta ter\u00e7a-feira (28), em Bras\u00edlia, pelo Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).&nbsp;O estudo traz um recorte sobre os estados brasileiros em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 trajet\u00f3ria do \u00cdndice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) entre 2012 e 2022 e os impactos sofridos durante a crise sanit\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Com as tr\u00eas dimens\u00f5es usadas para medir o desenvolvimento humano \u2013 longevidade da popula\u00e7\u00e3o, renda e educa\u00e7\u00e3o \u2013, \u00e9 poss\u00edvel compreender melhor a import\u00e2ncia dessa an\u00e1lise mutidimensional, diz a coordenadora de Desenvolvimento do PNUD, Betina Barbosa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA rea\u00e7\u00e3o no IDH brasileiro nos faz perder 10 anos de melhoria no IDH longevidade, 10 anos de melhoria no IDH renda e dois anos de melhoria no IDH educa\u00e7\u00e3o\u201d, acrescenta.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Desigualdade<\/h2>\n\n\n\n<p>De acordo com Betina, o estudo mostra que, da mesma forma que a pandemia afetou de forma diferenciada os pa\u00edses em todo o mundo, as popula\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m foram impactadas de forma diferente.<br><br>As mulheres negras foram as que ficaram mais vulner\u00e1veis em termos de desenvolvimento de seu potencial e aproveitamento de oportunidades. \u201cA gente tem 27% dos lares brasileiros chefiados por mulheres negras. Esses lares constituem quase 30% da popula\u00e7\u00e3o brasileira, e neles est\u00e3o quase 34% de todas as crian\u00e7as e jovens de at\u00e9 14 anos. No entanto, o rendimento total desses lares chega a apenas 16% de todo o rendimento do Brasil\u201d, ressalta.<\/p>\n\n\n\n<p>Projetando os dados para o futuro, a pesquisadora entende que a maior parte da popula\u00e7\u00e3o que vai compor o pa\u00eds daqui a alguns anos ser\u00e1 de negros e pardos, como j\u00e1 ocorre no Norte, onde esse grupo representa 80%. Diante de tal vulnerabilidade, o estudo recomenda a repactua\u00e7\u00e3o do desenvolvimento humano por meio de conquistas que impactem educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e renda com foco em ra\u00e7a e g\u00eanero.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a ministra da Gest\u00e3o e da Inova\u00e7\u00e3o em Servi\u00e7os P\u00fablicos, Esther Dweck, que participou do lan\u00e7amento do relat\u00f3rio, o recorte trazido pelo estudo representa uma importante ferramenta para repensar pol\u00edticas p\u00fablicas. \u201cUma das grandes mensagens do governo Lula \u00e9 justamente a quest\u00e3o do combate \u00e0s desigualdades, mas favorecendo a nossa diversidade\u201d, diz a ministra.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Efeito Nordeste<\/h2>\n\n\n\n<p>Na constru\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas s\u00f3lidas, que diminuam o impacto no desenvolvimento humano em momentos de crise como o enfrentado na pandemia da covid-19 e, recentemente no Rio Grande do Sul, o relat\u00f3rio cita ainda um achado que surpreendeu pesquisadores nos dados sobre o Brasil. No sentido contr\u00e1rio \u00e0s expectativas, o maior desenvolvimento humano nos estados n\u00e3o foi refletido em baixas taxas de mortalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Os estados que lideraram os maiores n\u00fameros de mortes pela doen\u00e7a foram o Rio de Janeiro e o Paran\u00e1, al\u00e9m do Distrito Federal. Enquanto isso, o Maranh\u00e3o, que mant\u00e9m o menor IDH do pa\u00eds, teve taxa de mortalidade t\u00e3o baixa que, se replicada em todo o pa\u00eds, significaria uma redu\u00e7\u00e3o de metade das mortes verificadas no Brasil entre 2020 e 2021, em decorr\u00eancia da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de Betina, esse resultado foi alcan\u00e7ado por meio das 487 medidas de combate \u00e0 covid-19 adotadas pelo estado e fortalecidas com a pactua\u00e7\u00e3o com outros entes federados que possibilitou compra conjugada de medicamentos, mobiliza\u00e7\u00e3o de leitos entre estados e outras respostas mais efetivas durante a crise.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A pandemia de covid-19 impactou o desenvolvimento humano de forma global, mas foi\u00a0mais significativo nos pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina. No Brasil, representou um retrocesso m\u00e9dio de 22,5%, o que equivaleria a voltar para o estado de desenvolvimento humano de seis anos antes do in\u00edcio da crise estabelecida pela doen\u00e7a, concluiu um relat\u00f3rio lan\u00e7ado nesta ter\u00e7a-feira [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":123431,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[24],"class_list":{"0":"post-122155","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-geral","8":"tag-manchete"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/122155","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=122155"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/122155\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/123431"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=122155"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=122155"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=122155"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}