{"id":122091,"date":"2024-05-27T21:19:48","date_gmt":"2024-05-28T00:19:48","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=122091"},"modified":"2024-05-27T21:19:48","modified_gmt":"2024-05-28T00:19:48","slug":"cfm-recorre-ao-stf-para-derrubar-decisao-que-autoriza-assistolia-fetal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=122091","title":{"rendered":"CFM recorre ao STF para derrubar decis\u00e3o que autoriza assistolia fetal"},"content":{"rendered":"\n<p>O Conselho Federal de Medicina (CFM) apresentou nesta segunda-feira (27) um recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) para derrubar a decis\u00e3o do ministro Alexandre de Moraes, que autorizou a assistolia fetal para interrup\u00e7\u00e3o de gravidez em casos de estupro.<\/p>\n\n\n\n<p>No recurso, o conselho alega que Moraes n\u00e3o poderia ter atuado como relator do caso. Para os advogados, cabe ao ministro Edson Fachin julgar quest\u00f5es envolvendo casos de aborto autorizado pela legisla\u00e7\u00e3o. Fachin \u00e9 relator de uma a\u00e7\u00e3o protocolada em 2020 para garantir medidas para interrup\u00e7\u00e3o de gravidez nos casos autorizados pela lei.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Destarte, sendo imperativo que o plen\u00e1rio d\u00ea provimento a este apelo para reconhecer a preven\u00e7\u00e3o havida, cassando a liminar ora deferida, por ter sido exarada em ofensa ao princ\u00edpio do juiz natural e encaminhando o feito ao ministro prevento, o que se requer desde j\u00e1, sendo medida de promo\u00e7\u00e3o da esperada justi\u00e7a&#8221;, sustentou o CFM.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 prazo para a Corte julgar o recurso.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Entenda<\/h2>\n\n\n\n<p>H\u00e1 dez dias, Alexandre de Moraes&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/justica\/noticia\/2024-05\/moraes-suspende-resolucao-do-cfm-que-proibe-assistolia-fetal\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">suspendeu a norma do conselho<\/a>&nbsp;que proibiu a realiza\u00e7\u00e3o da chamada assistolia fetal \u2013 uma pr\u00e1tica realizada previamente ao aborto \u2013, para interrup\u00e7\u00e3o de gravidez. A decis\u00e3o de Moraes foi motivada por uma a\u00e7\u00e3o protocolada pelo Psol.<\/p>\n\n\n\n<p>Em abril, a&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/justica\/noticia\/2024-04\/justica-derruba-resolucao-do-cfm-que-proibe-procedimento-pre-aborto\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Justi\u00e7a Federal em Porto Alegre suspendeu a norma<\/a>, mas a resolu\u00e7\u00e3o voltou a valer ap\u00f3s o Tribunal Regional Federal (TRF)&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/justica\/noticia\/2024-04\/justica-restabelece-resolucao-do-cfm-que-proibe-assistolia-fetal\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">da 4\u00aa Regi\u00e3o derrubar a decis\u00e3o<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao editar a resolu\u00e7\u00e3o, o CFM entendeu que o ato m\u00e9dico da assistolia provoca a morte do feto antes do procedimento de interrup\u00e7\u00e3o da gravidez e&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2024-04\/cfm-proibe-procedimento-pre-aborto-entidades-criticam\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">decidiu vetar o procedimento<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 vedada ao m\u00e9dico a realiza\u00e7\u00e3o do procedimento de assistolia fetal, ato m\u00e9dico que ocasiona o fetic\u00eddio, previamente aos procedimentos de interrup\u00e7\u00e3o da gravidez nos casos de aborto previsto em lei, ou seja, feto oriundo de estupro, quando houver probabilidade de sobrevida do feto em idade gestacional acima de 22 semanas\u201d, definiu o CFM.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, o ministro considerou que houve &#8220;abuso do poder regulamentar&#8221; do CFM ao fixar regra n\u00e3o prevista em lei para impedir a realiza\u00e7\u00e3o de assistolia fetal em casos de gravidez oriunda de estupro. Moraes tamb\u00e9m ressaltou que o procedimento s\u00f3 pode ser realizado pelo m\u00e9dico com consentimento da v\u00edtima.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Assistolia fetal<\/h2>\n\n\n\n<p>Atualmente, pela literatura m\u00e9dica, um feto com 25 semanas de gesta\u00e7\u00e3o e peso de 500 gramas \u00e9 considerado vi\u00e1vel para sobreviver a uma vida extrauterina. No per\u00edodo de 23 a 24 semanas, pode haver sobreviv\u00eancia, mas a probabilidade de qualidade de vida \u00e9 discutida. Considera-se o feto como n\u00e3o vi\u00e1vel at\u00e9 a 22\u00aa semana de gesta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o CFM, diante da possibilidade de vida extrauterina ap\u00f3s as 22 semanas, a realiza\u00e7\u00e3o da assistolia fetal por profissionais de sa\u00fade, nesses casos, n\u00e3o teria previs\u00e3o legal. Segundo o conselho, o C\u00f3digo de \u00c9tica M\u00e9dica estabelece que \u00e9 vedado ao profissional praticar ou indicar atos m\u00e9dicos desnecess\u00e1rios ou proibidos pela legisla\u00e7\u00e3o vigente no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>O conselho defende que, ultrapassado o marco temporal das 22 semanas de gesta\u00e7\u00e3o, deve-se preservar o direito da gestante v\u00edtima de estupro \u00e0 interrup\u00e7\u00e3o da gravidez e tamb\u00e9m o direito do nascituro \u00e0 vida por meio do parto prematuro, \u201cdevendo ser assegurada toda tecnologia m\u00e9dica dispon\u00edvel para sua sobreviv\u00eancia ap\u00f3s o nascimento\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Conselho Federal de Medicina (CFM) apresentou nesta segunda-feira (27) um recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) para derrubar a decis\u00e3o do ministro Alexandre de Moraes, que autorizou a assistolia fetal para interrup\u00e7\u00e3o de gravidez em casos de estupro. 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