{"id":121039,"date":"2024-04-19T18:19:11","date_gmt":"2024-04-19T21:19:11","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=120330"},"modified":"2024-04-19T18:19:11","modified_gmt":"2024-04-19T21:19:11","slug":"na-amazonia-77-do-garimpo-ficam-a-menos-de-500-m-de-cursos-dagua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=121039","title":{"rendered":"Na Amaz\u00f4nia, 77% do garimpo ficam a menos de 500 m de cursos d\u2019\u00e1gua"},"content":{"rendered":"\n<p>Levantamento do MapBiomas revelou que 77% das \u00e1reas de garimpo na Amaz\u00f4nia brasileira est\u00e3o a menos de 500 metros de algum corpo d\u2019\u00e1gua, como rios, lagos e igarap\u00e9s. Os dados, referentes a 2022, mostram ainda que o bioma concentrava 92% de toda a \u00e1rea garimpada no pa\u00eds, um total de 241 mil hectares (ha), ou seja, 186 mil ha ficavam a menos de meio quil\u00f4metro de cursos d\u2019\u00e1gua.<\/p>\n\n\n\n<p>A MapBiomas \u00e9 uma rede colaborativa, formada por ONGs, universidades e startups de tecnologia.&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/NA_BsedORZVXmyyMkK_3iGgZ_oc=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2021-11-25t170035z_1_lynxmpehao0pc_rtroptp_4_brazil-environment-mining.jpg?itok=iA_Aq5MV\" alt=\"Balsas de garimpeiros no rio Madeira\" style=\"width:668px;height:auto\" title=\"Reuters\/Bruno Kelly\/Direitos Reservados\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><sup><sub>Balsas de garimpeiros no rio Madeira &#8211;\u00a0<strong>Reuters\/Bruno Kelly\/Direitos Reservados<\/strong><\/sub><\/sup><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\"><\/h6>\n\n\n\n<p>O coordenador t\u00e9cnico do mapeamento de minera\u00e7\u00e3o no MapBiomas, Cesar Diniz, alerta que toda a ilegalidade em torno da atividade garimpeira na regi\u00e3o refor\u00e7a a gravidade dos resultados encontrados. \u201cO garimpo amaz\u00f4nico quase sempre \u00e9 ilegal de alguma maneira, seja porque n\u00e3o tem licen\u00e7a, seja porque a licen\u00e7a que tem \u00e9 inapropriada para a exist\u00eancia do garimpo, seja porque fa\u00e7a uso de subst\u00e2ncias proibidas, como o merc\u00fario e o cianeto\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a proximidade aos rios, a dispers\u00e3o dos poluentes relacionados ao garimpo \u00e9 amplificada. \u201cEssa atividade \u00e9 de alto impacto e alto risco na sua ess\u00eancia. Na Amaz\u00f4nia, ainda pior, porque 77% dela est\u00e1 literalmente ao lado de um grande rio, que \u00e9 um dispersor dos problemas trazidos pelo garimpo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o t\u00e9cnico, o assoreamento gerado pela movimenta\u00e7\u00e3o de terra na proximidade das bordas de rios e igarap\u00e9s e a contamina\u00e7\u00e3o da \u00e1gua pelo merc\u00fario, e mais recentemente por cianeto, alcan\u00e7am \u00e1reas muito maiores do que os locais espec\u00edficos de atua\u00e7\u00e3o dos garimpeiros.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDo jeito que a gente tem o garimpo hoje na Amaz\u00f4nia, ele \u00e9 ilegal, est\u00e1 em franca expans\u00e3o, faz uso de subst\u00e2ncias proibidas, \u00e9 danoso ao meio ambiente, \u00e9 danoso ao garimpeiro, \u00e9 danoso aos ribeirinhos e aos \u00edndios e aumenta a mortalidade infantil. Est\u00e1 tudo errado\u201d, ressaltou.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Solu\u00e7\u00f5es<\/h2>\n\n\n\n<p>Para Diniz, a quest\u00e3o do garimpo ilegal n\u00e3o se resolve por falta de vontade pol\u00edtica e de prioridade para a situa\u00e7\u00e3o. \u201cA postura precisa mudar, o senso de urg\u00eancia e de crit\u00e9rio precisa mudar. Se quiser resolver verdadeiramente o problema, precisa colocar a invas\u00e3o garimpeira nas terras ind\u00edgenas, unidades de conserva\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o permanente como prioridade na agenda pol\u00edtica brasileira\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA gente j\u00e1 sabe onde est\u00e3o [os garimpeiros], qual \u00e9 o tamanho do problema, que tipo de subst\u00e2ncias eles usam, quem os financia, a gente j\u00e1 sabe de muita coisa. N\u00e3o \u00e9 por falta de informa\u00e7\u00e3o que n\u00e3o se faz algo mais adequado. \u00c9 verdadeiramente por falta de prioridade\u201d, acredita.<\/p>\n\n\n\n<p>O levantamento do MapBiomas identificou tamb\u00e9m a quantidade de pistas de pouso em terras ind\u00edgenas na Amaz\u00f4nia. A TI Yanomami lidera, com 75 pistas de pouso, seguida por Raposa Serra do Sol (58), Kayap\u00f3 (26), Munduruku e Parque do Xingu (com 21 pistas cada). As imagens de sat\u00e9lite mostram que no interior delas h\u00e1 proximidade entre as pistas e o garimpo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No caso Yanomami, um ter\u00e7o das pistas &#8211; 28 do total de 75, ou 33% &#8211; est\u00e1 a menos de 5 quil\u00f4metros de alguma \u00e1rea de garimpo. Percentual semelhante (34%) foi encontrado na terra Kayap\u00f3 (nove de 26 pistas). J\u00e1 no caso da TI Munduruku, 80% das pistas (17 de 21) est\u00e3o a menos de 5 quil\u00f4metros de \u00e1reas de garimpo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Lucro<\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/m8yZzRDosGBe47JYvSlHPVyonmc=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/yanomami-frazao-10.jpg?itok=ZK_Gno2t\" alt=\"Alto Alegre (RR), 10\/02\/2023 - \u00c1reas de garimpo ilegal na Terra Ind\u00edgena Yanomami vistas em sobrevoo ao longo do rio Mucaja\u00ed. Foto: Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil\" style=\"width:598px;height:auto\" title=\"Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><sup><sub>\u00c1reas de garimpo ilegal na Terra Ind\u00edgena Yanomami vistas em sobrevoo ao longo do Rio Mucaja\u00ed &#8211; Foto: Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil<\/sub><\/sup><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\"><\/h6>\n\n\n\n<p>O garimpo est\u00e1 intrinsecamente relacionado aos cursos d\u2019\u00e1gua e ao uso de subst\u00e2ncias qu\u00edmicas proibidas, porque esses elementos levam \u00e0 redu\u00e7\u00e3o dos custos da opera\u00e7\u00e3o. Para o ouro, isso significa minerar em superf\u00edcie, nos primeiros metros de sedimentos carregados e depositados pelos rios, os chamados dep\u00f3sitos aluvionares.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPor isso que os garimpeiros est\u00e3o onde est\u00e3o. Se eles tentassem recuperar ouro de outra forma, o custo da opera\u00e7\u00e3o seria muito maior, e n\u00e3o teria como uma rede de garimpeiros operacionalizar essa extra\u00e7\u00e3o. \u00c9 uma quest\u00e3o de lucro. S\u00f3 se faz o que se faz porque \u00e9 ali que se gasta menos na opera\u00e7\u00e3o de extra\u00e7\u00e3o\u201d, explicou.<\/p>\n\n\n\n<p>Diniz refor\u00e7a que o garimpo \u00e9 uma atividade de risco e sempre ter\u00e1. No entanto, a atividade n\u00e3o \u00e9 ilegal, mas, segundo ele, precisa haver uma extra\u00e7\u00e3o respons\u00e1vel. \u201cExistem normas para garimpar. N\u00e3o se pode garimpar com o uso de subst\u00e2ncias proibidas, por exemplo, merc\u00fario e cianeto; nem dentro de terras ind\u00edgenas, porque \u00e9 uma ilegalidade espacial. N\u00e3o se pode dizer que est\u00e1 na fase de pesquisa do garimpo e j\u00e1 estar extraindo ouro, \u00e9 um uso inapropriado de licen\u00e7a\u201d, apontou.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[Quem faz a minera\u00e7\u00e3o] \u00e9 respons\u00e1vel pelos seres humanos que ali est\u00e3o trabalhando e pelos seres humanos que provavelmente, em algum grau de risco, poder\u00e3o vir a se contaminar. E \u00e9 respons\u00e1vel pelo meio ambiente. Esse \u00e9 o problema do garimpo no Brasil. Ningu\u00e9m \u00e9 respons\u00e1vel por nada. Todo mundo faz o que quer de acordo com a sua cabe\u00e7a e o seu m\u00e9todo de extra\u00e7\u00e3o\u201d, lamentou.<\/p>\n\n\n\n<p>Diniz afirma que \u00e1guas e regi\u00f5es pr\u00f3ximas ao garimpo que estejam contaminadas por merc\u00fario ou cianeto s\u00e3o impr\u00f3prias para a vida humana. \u201cPara ind\u00edgenas e ribeirinhos, e para os pr\u00f3prios garimpeiros, a contamina\u00e7\u00e3o \u00e9 um desafio \u00e0 vida futura deles. Eles v\u00e3o ter a diminui\u00e7\u00e3o da capacidade de se manter vivos e plenos por muito mais tempo\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Terra Ind\u00edgena<\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-default\">\n<figure class=\"aligncenter is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/CV2hU08hLpV1T0WUUbykUedJExU=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/yanomami-frazao-9.jpg?itok=KLL2XtAw\" alt=\"Surucucu (RR), 09\/02\/2023 - Mulheres e crian\u00e7as yanomami em Surucucu, na Terra Ind\u00edgena Yanomami.  Foto: Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil\" style=\"width:642px;height:auto\" title=\"Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><sup><sub>Mulheres e crian\u00e7as yanomami, em Surucucu, na Terra Ind\u00edgena Yanomami &#8211; Foto: Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil<\/sub><\/sup><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\"><\/h6>\n\n\n\n<p>Da \u00e1rea garimpada na Amaz\u00f4nia, 10% fica dentro de terras ind\u00edgenas (TI), ou seja, 25,1 mil hectares. Os territ\u00f3rios ind\u00edgenas mais ocupados por garimpeiros s\u00e3o as TI Kayap\u00f3, Munduruku e Yanomami, que concentram 90% da \u00e1rea garimpada dentro de terras ind\u00edgenas.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas terras Kayap\u00f3, a \u00e1rea garimpada ocupa 13,79 mil hectares &#8211; dos quais 70% (9,6 mil) ficam a menos de 500 metros de algum curso d\u2019\u00e1gua. Na Munduruku, o garimpo ocupa 5,46 mil hectares &#8211; 39% dos quais (2,16 mil) a menos de 500 metros da \u00e1gua. Na Yanomami, s\u00e3o 3,27 mil hectares de garimpo e 2,10 mil hectares (64%) a menos de meio quil\u00f4metro dos cursos d&#8217;\u00e1gua.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, de 1985 a 2022, as TI perderam menos de 1% de sua vegeta\u00e7\u00e3o nativa, enquanto nas \u00e1reas privadas 26%. \u201cAs terras ind\u00edgenas s\u00e3o as \u00e1reas mais preservadas da Amaz\u00f4nia. Ainda assim, no seu interior, a concentra\u00e7\u00e3o de garimpos pr\u00f3ximo aos cursos d\u2019\u00e1gua \u00e9 extremamente preocupante, uma vez que popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas e ribeirinhas usam quase que exclusivamente dos rios e lagos para sua subsist\u00eancia alimentar\u201d, alertou.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso do merc\u00fario, ele aponta que \u201cat\u00e9 quem est\u00e1 comendo peixe em Santar\u00e9m pode se contaminar com merc\u00fario, porque ele \u00e9 bioacumulador, ele passa para a \u00e1gua, da \u00e1gua para o peixe, do peixe para o humano\u201d. Os garimpeiros devolvem ainda para dentro dos rios uma quantidade grande de sedimentos que havia sido dragado das margens do leito ou de regi\u00f5es pr\u00f3ximas ao rio, denuncia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAl\u00e9m de contaminar a \u00e1gua, isso troca as caracter\u00edsticas f\u00edsico-qu\u00edmicas da \u00e1gua. Ela deixa de ser, por exemplo, como as \u00e1guas do rio Xingu, que s\u00e3o cristalinas de fundo escuro, e passam a ser leitosas amarronzadas, como a gente viu acontecer, por exemplo, em Alter do Ch\u00e3o, alguns anos atr\u00e1s. Isso afeta at\u00e9 o turismo\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Yanomami<\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/yBimyuKsnjqu1G4tdikXjV6lC8Y=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2024\/04\/19\/2024-04-04t121759z_1_lynxnpek330ei_rtroptp_4_brazil-environment-yanomami.jpg?itok=pe-H7uPS\" alt=\"Minera\u00e7\u00e3o ilegal no Territ\u00f3rio Yanomami em Roraima \n 6\/12\/2023   REUTERS\/Ueslei Marcelino\" style=\"width:642px;height:auto\" title=\"UESLEI MARCELINO\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><sup><sub>Minera\u00e7\u00e3o ilegal no Territ\u00f3rio Yanomami, em Roraima &#8211; Reuters\/Ueslei Marcelino\/Direitos reservados<\/sub><\/sup><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Pesquisa da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgada no come\u00e7o deste m\u00eas, indicou que a contamina\u00e7\u00e3o por merc\u00fario afeta quase toda a popula\u00e7\u00e3o de nove aldeias yanomami situadas em Roraima. Os resultados foram obtidos a partir da an\u00e1lise de amostras de cabelos colhidas em outubro de 2022. De acordo com os pesquisadores, o&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2024-04\/exames-revelam-presenca-de-mercurio-em-amostras-de-cabelo-de-yanomamis\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">estudo mostra uma situa\u00e7\u00e3o preocupante<\/a>&nbsp;e contribui para aprofundar o conhecimento sobre os impactos do garimpo ilegal de ouro na regi\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o pesquisador da Fiocruz Paulo Basta, a presen\u00e7a de merc\u00fario no organismo pode afetar qualquer local do corpo humano e qualquer \u00f3rg\u00e3o. H\u00e1 relatos de danos, por exemplo, aos rins, ao f\u00edgado e ao sistema cardiovascular, gerando aumento da press\u00e3o arterial e risco de infarto. Mas o maior afetado geralmente \u00e9 o sistema nervoso central. Os sintomas geralmente come\u00e7am brandos e evoluem e, muitas vezes, h\u00e1 dificuldade para reconhecer que eles est\u00e3o associados \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o ao merc\u00fario.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNo c\u00e9rebro, ele provoca les\u00f5es definitivas, irrevers\u00edveis. Adultos submetidos \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica podem ter altera\u00e7\u00f5es sensitivas que envolvem altera\u00e7\u00f5es na sensibilidade das m\u00e3os e dos p\u00e9s, na audi\u00e7\u00e3o, no paladar. Pode envolver tamb\u00e9m ins\u00f4nia e ansiedade. Tamb\u00e9m pode haver altera\u00e7\u00f5es motoras, que incluem problemas de tontura, de equil\u00edbrio, de marcha. Pode ter sintomas semelhantes \u00e0 S\u00edndrome de Parkinson. E h\u00e1 tamb\u00e9m altera\u00e7\u00f5es cognitivas, incluindo perda de mem\u00f3ria e dificuldade de articula\u00e7\u00e3o de racioc\u00ednio. Pode chegar a um quadro similar ao da doen\u00e7a de Alzheimer\u201d, explica o pesquisador na ocasi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Levantamento do MapBiomas revelou que 77% das \u00e1reas de garimpo na Amaz\u00f4nia brasileira est\u00e3o a menos de 500 metros de algum corpo d\u2019\u00e1gua, como rios, lagos e igarap\u00e9s. Os dados, referentes a 2022, mostram ainda que o bioma concentrava 92% de toda a \u00e1rea garimpada no pa\u00eds, um total de 241 mil hectares (ha), ou [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":121563,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[22],"tags":[11],"class_list":{"0":"post-121039","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-meio-ambiente","8":"tag-destaque"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/121039","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=121039"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/121039\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/121563"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=121039"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=121039"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=121039"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}