{"id":120864,"date":"2024-04-08T07:55:41","date_gmt":"2024-04-08T10:55:41","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=119773"},"modified":"2024-04-08T07:55:41","modified_gmt":"2024-04-08T10:55:41","slug":"brasil-tem-575-930-medicos-ativos-281-por-mil-habitantes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=120864","title":{"rendered":"Brasil tem 575.930 m\u00e9dicos ativos: 2,81 por mil habitantes"},"content":{"rendered":"\n<p>O Brasil registra, atualmente, 575.930 m\u00e9dicos ativos \u2013 uma propor\u00e7\u00e3o de 2,81 profissionais por mil habitantes, a maior j\u00e1 registrada no pa\u00eds. Os dados fazem parte da Demografia M\u00e9dica 2024, divulgada nesta segunda-feira (8) pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Desde o in\u00edcio da d\u00e9cada de 1990, o n\u00famero&nbsp;de m\u00e9dicos no pa\u00eds mais que quadruplicou, passando de 131.278 para a quantidade&nbsp;atual, registrada em janeiro de 2024. No mesmo per\u00edodo, a popula\u00e7\u00e3o brasileira aumentou 42%, passando de 144 milh\u00f5es para 205 milh\u00f5es, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O n\u00famero de m\u00e9dicos, portanto, aumentou oito vezes mais do que o da popula\u00e7\u00e3o em geral. Entre 1990 e 2023, a popula\u00e7\u00e3o m\u00e9dica registrou crescimento m\u00e9dio de 5% ao ano, contra aumento m\u00e9dio de 1% ao ano identificado na popula\u00e7\u00e3o em geral.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A maior progress\u00e3o no volume de m\u00e9dicos ocorreu&nbsp;de 2022 a&nbsp;2023, quando o contingente saltou de 538.095 para 572.960 \u2013 um aumento de 6,5%. Com \u00edndice de 2,8 m\u00e9dicos por mil&nbsp;habitantes, o Brasil tem hoje taxa semelhante \u00e0 registrada no Canad\u00e1 e supera pa\u00edses como os Estados Unidos, o Jap\u00e3o, a Coreia do Sul e o M\u00e9xico.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o CFM, o crescimento foi impulsionado por fatores como a expans\u00e3o do ensino m\u00e9dico, sobretudo nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas, e pela crescente demanda por servi\u00e7os de sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Escolas m\u00e9dicas<\/h2>\n\n\n\n<p>Dados da Demografia M\u00e9dica mostram&nbsp;que, atualmente, h\u00e1 389 escolas m\u00e9dicas espalhadas pelo pa\u00eds \u2013 o segundo maior n\u00famero no mundo, atr\u00e1s apenas da \u00cdndia. A quantidade de faculdades de medicina no Brasil quase quintuplicou desde 1990, quando o total chegava a 78. Nos \u00faltimos dez anos, a quantidade&nbsp;de escolas m\u00e9dicas criadas (190) superou o total de todo o s\u00e9culo passado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO CFM v\u00ea com muita preocupa\u00e7\u00e3o a velocidade de abertura de novas escolas m\u00e9dicas e do aumento das vagas em&nbsp;escolas j\u00e1 existentes. A abertura de vagas em escolas m\u00e9dicas \u00e9 algo de interesse p\u00fablico e deve acontecer por necessidade social\u201d, destacou o supervisor do estudo e conselheiro Donizetti Giamberardino.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA preocupa\u00e7\u00e3o do conselho hoje \u00e9 que se forme m\u00e9dicos de boa qualidade e com princ\u00edpios \u00e9ticos, a fim de atender \u00e0&nbsp;popula\u00e7\u00e3o\u201d, completou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Desigualdade<\/h2>\n\n\n\n<p>Apesar do significativo aumento no contingente de m\u00e9dicos brasileiros, o CFM considera que ainda h\u00e1 um cen\u00e1rio de desigualdade na distribui\u00e7\u00e3o, na fixa\u00e7\u00e3o e no acesso aos profissionais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO Brasil hoje tem n\u00famero razo\u00e1vel de m\u00e9dicos registrados nos conselhos regionais de medicina, quando comparado \u00e0s principais na\u00e7\u00f5es do mundo. Mas um dos principais problemas ainda \u00e9 a distribui\u00e7\u00e3o desses m\u00e9dicos no&nbsp;pa\u00eds continental que \u00e9 o Brasil\u201d, avaliou Giamberardino.<\/p>\n\n\n\n<p>Os n\u00fameros mostram que a maioria dos profissionais opta por se instalar nos estados do Sul e do Sudeste e nas capitais, devido \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de trabalho. Os que vivem no Norte, no Nordeste e em munic\u00edpios mais pobres relatam falta de investimentos em sa\u00fade, v\u00ednculos prec\u00e1rios de emprego e aus\u00eancia de perspectivas.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cEsse fato, por si s\u00f3, tr\u00e1s muita dificuldade de acesso. Acesso \u00e9 um princ\u00edpio fundamental do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), adotado pelo Brasil em sua Constitui\u00e7\u00e3o como direito do paciente\u201d, destacou o conselheiro. \u201cSe n\u00f3s permitirmos que a medicina obede\u00e7a a uma l\u00f3gica de mercado, atendendo \u00e0s riquezas regionais, vamos promover desigualdade.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Perfil<\/h2>\n\n\n\n<p>A idade m\u00e9dia dos m\u00e9dicos em atividade no Brasil \u00e9 44,6 anos. Entre os homens, a idade m\u00e9dia \u00e9 47,4 ano. J\u00e1 para as mulheres, 42 anos. Observa-se tamb\u00e9m uma diferen\u00e7a no tempo de forma\u00e7\u00e3o entre os g\u00eaneros: em m\u00e9dia, os m\u00e9dicos t\u00eam 21 anos de formados, enquanto as m\u00e9dicas t\u00eam 16 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2023, os homens ainda representavam, ligeiramente, a maioria entre os m\u00e9dicos com at\u00e9 80 anos, respondendo por 50,08% do total, enquanto as mulheres representavam&nbsp;49,92%. Em 2024, a estimativa \u00e9 que o n\u00famero de m\u00e9dicas ultrapasse o de m\u00e9dicos. Atualmente, entre os m\u00e9dicos com 39 anos ou menos, as mulheres j\u00e1 constituem maioria, representando 58% em compara\u00e7\u00e3o a 42% dos homens.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSe observarmos os profissionais hoje abaixo de 40 anos, a maioria \u00e9 formada por mulheres\u201d, destacou Giamberardino. \u201c\u00c9 uma caracter\u00edstica das profiss\u00f5es. A mulher est\u00e1 impondo o seu justo papel de lideran\u00e7a e reconhecimento. Medicina se mede por conhecimento e s\u00f3 tem lideran\u00e7a na medicina quem tem conhecimento.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Distribui\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>O estudo mostra ainda que o aumento no n\u00famero de m\u00e9dicos ao longo das \u00faltimas d\u00e9cadas n\u00e3o resultou em distribui\u00e7\u00e3o igualit\u00e1ria pelo pa\u00eds. O Sudeste tem propor\u00e7\u00e3o de profissionais superior \u00e0 m\u00e9dia nacional, de 2,81 por mil habitantes. A regi\u00e3o tem a maior densidade e propor\u00e7\u00e3o de m\u00e9dicos; 3,76 por mil habitantes e 51% do total de m\u00e9dicos, enquanto abriga 41% da popula\u00e7\u00e3o brasileira.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em contraste, o Norte exibe a menor propor\u00e7\u00e3o de m\u00e9dicos (1,73 por mil habitantes), ficando significativamente abaixo da m\u00e9dia nacional. O Nordeste, com 19,3% dos m\u00e9dicos e 26,8% da popula\u00e7\u00e3o, apresenta uma raz\u00e3o de 2,22 m\u00e9dicos por mil habitantes, tamb\u00e9m abaixo da m\u00e9dia nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>O Sul, por sua vez, com 15,8% dos m\u00e9dicos e 14,8% da popula\u00e7\u00e3o, registra&nbsp;3,27 m\u00e9dicos por mil habitantes, enquanto o Centro-Oeste, com 9% dos m\u00e9dicos e 8,1% da popula\u00e7\u00e3o, tem 3,39 m\u00e9dicos por mil habitantes, ambos acima da m\u00e9dia nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas capitais, a m\u00e9dia de m\u00e9dicos por mil habitantes alcan\u00e7a o patamar de 7,03, contra 1,89 observada no conjunto das cidades do interior. Ao analisar os extremos dessa distribui\u00e7\u00e3o, Vit\u00f3ria registra a maior densidade: 18,68 m\u00e9dicos por mil habitantes. Em contrapartida, no interior do Amazonas, a densidade \u00e9 de 0,20 m\u00e9dico por mil habitantes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO n\u00famero de m\u00e9dicos \u00e9 razo\u00e1vel, mas ainda \u00e9 mal distribu\u00eddo. Se n\u00f3s crescermos sem uma pol\u00edtica de fixa\u00e7\u00e3o, isso vai aumentar a desigualdade\u201d, ressaltou Giamberardino.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cAumentar o n\u00famero de m\u00e9dicos \u00e9 algo muito simplista. Precisamos de uma rede de assist\u00eancia que deve come\u00e7ar pela aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria. Esse n\u00famero de m\u00e9dicos n\u00e3o merece comemora\u00e7\u00e3o. Precisamos estar preocupados com a forma\u00e7\u00e3o desses m\u00e9dicos, que eles continuem num processo de aprendizado. O curso de medicina n\u00e3o \u00e9 terminativo. O m\u00e9dico necessita de uma obriga\u00e7\u00e3o de atualiza\u00e7\u00e3o\u201d, concluiu.&nbsp;<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil registra, atualmente, 575.930 m\u00e9dicos ativos \u2013 uma propor\u00e7\u00e3o de 2,81 profissionais por mil habitantes, a maior j\u00e1 registrada no pa\u00eds. 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