{"id":120781,"date":"2024-04-02T09:57:04","date_gmt":"2024-04-02T12:57:04","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=119505"},"modified":"2024-04-02T09:57:04","modified_gmt":"2024-04-02T12:57:04","slug":"criancas-brasileiras-estao-mais-altas-e-mais-obesas-revela-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=120781","title":{"rendered":"Crian\u00e7as brasileiras est\u00e3o mais altas e mais obesas, revela estudo"},"content":{"rendered":"\n<p><br>As crian\u00e7as brasileiras est\u00e3o mais altas e mais obesas. \u00c9 o que mostra estudo conduzido por pesquisadores do Centro de Integra\u00e7\u00e3o de Dados e Conhecimento para Sa\u00fade da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Cidacs\/Fiocruz Bahia), em colabora\u00e7\u00e3o com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a University College London.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1588245&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1588245&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>Os resultados do estudo indicaram que, entre 2001 e 2014, a estatura infantil, em m\u00e9dia, aumentou 1 cent\u00edmetro. A preval\u00eancia de excesso de peso e obesidade tamb\u00e9m teve aumento consider\u00e1vel entre os dados analisados. A preval\u00eancia de obesidade entre os grupos analisados subiu at\u00e9 cerca de 3%.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa foi publicada na revista&nbsp;<em>The Lancet Regional Health \u2013 America<\/em>&nbsp;e baseou-se na observa\u00e7\u00e3o das medidas de mais de 5 milh\u00f5es de crian\u00e7as brasileiras. Segundo os pesquisadores, tais resultados indicam que o Brasil, assim como os demais pa\u00edses em todo o mundo, est\u00e1 longe de atingir a meta da&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2024-03\/uma-em-cada-oito-pessoas-no-mundo-e-obesa-alerta-oms\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade<\/a>&nbsp;(OMS) de deter o aumento da preval\u00eancia da obesidade at\u00e9 2030.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a pesquisadora associada ao Cidacs\/Fiocruz Bahia e l\u00edder da investiga\u00e7\u00e3o, Carolina Vieira, a obesidade infantil \u00e9 preocupante. O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade explica que tanto o sobrepeso quanto a obesidade referem-se ao ac\u00famulo excessivo de gordura corporal. A obesidade \u00e9 fator de risco para enfermidades como doen\u00e7as cardiovasculares, diabetes, hipertens\u00e3o e alguns tipos de c\u00e2ncer.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTem estudos que indicam que a crian\u00e7a que vive com obesidade aumenta a chance de persistir com essa doen\u00e7a durante todo o ciclo da vida dela\u201d, diz Carolina. \u201cEm termos de sa\u00fade p\u00fablica, &nbsp;pensamos que a carga dessas doen\u00e7as cr\u00f4nicas n\u00e3o transmiss\u00edveis e os custos associados \u00e0 obesidade aumentam ao longo do tempo. Ent\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1ria uma a\u00e7\u00e3o efetiva e coordenada, porque sen\u00e3o as repercuss\u00f5es dessa doen\u00e7a para a sa\u00fade p\u00fablica nos pr\u00f3ximos anos ser\u00e3o bem alarmantes.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A pesquisa<\/h2>\n\n\n\n<p>O estudo analisou dados de 5.750.214 crian\u00e7as, de 3 a 10 anos, que constam em tr\u00eas sistemas administrativos: o Cadastro \u00danico para Programas Sociais do Governo Federal (Cad\u00danico), o Sistema de Informa\u00e7\u00e3o de Nascidos Vivos (Sinasc) e o Sistema de Vigil\u00e2ncia Alimentar e Nutricional (Sisvan). Isso possibilitou uma an\u00e1lise longitudinal, ou seja, ao longo da vida de cada uma das crian\u00e7as, por meio de informa\u00e7\u00f5es coletados ao longo dos anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados analisados foram divididos em dois grupos: nascidos de 2001 a 2007 e nascidos de 2008 a 2014. Foram levadas em conta tamb\u00e9m as diferen\u00e7as entre os sexos declarados. Com isso, estimou-se uma trajet\u00f3ria m\u00e9dia de \u00edndice de massa corporal (IMC) \u2013 indicador usado para determinar o peso ideal e varia\u00e7\u00f5es que indicam magreza, sobrepeso ou obesidade \u2013 e altura para as meninas, e outra para os meninos.<\/p>\n\n\n\n<p>Na compara\u00e7\u00e3o entre os dois grupos, ou seja, dos nascidos at\u00e9 2007 e dos nascidos at\u00e9 2014, considerados aqueles com idades de 5 a 10 anos, a preval\u00eancia de excesso de peso aumentou 3,2% entre os meninos e 2,7% entre as meninas. No caso da obesidade, a preval\u00eancia entre os meninos passou de 11,1% no primeiro grupo (nascidos at\u00e9&nbsp;2007) para 13,8% no segundo grupo (nascidos at\u00e9 2014) o que significa aumento de 2,7%. Entre as meninas, a taxa passou de 9,1% para 11,2%, aumento de 2,1%.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na faixa et\u00e1ria de 3 e 4 anos, o aumento foi menor na compara\u00e7\u00e3o entre os dois grupos. Quanto ao excesso de peso, houve alta de 0,9% entre os meninos e de 0,8% entre as meninas. Em termos de obesidade, a preval\u00eancia passou de 4% para 4,5% entre os meninos e de 3,6% para 3,9% entre as meninas, ou seja, houve crescimento de 0,5% e 0,3%, respectivamente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo constatou ainda o aumento na trajet\u00f3ria m\u00e9dia de altura do grupo de nascidos entre 2008 e 2014 de aproximadamente 1 cent\u00edmetro em ambos os sexos. De acordo com Carolina Vieira, tal crescimento reflete a melhoria nas condi\u00e7\u00f5es de vida e de sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs estudos demonstram que ter mais altura tem sido associado a alguns desfechos positivos na sa\u00fade, como menor probabilidade de doen\u00e7as card\u00edacas e derrames e mais longevidade. Mas a altura do indiv\u00edduo, a altura da crian\u00e7a, reflete muito o desenvolvimento econ\u00f4mico, a melhoria das condi\u00e7\u00f5es de vida. Maior escolaridade materna, mais pessoas vivendo na \u00e1rea urbana, s\u00e3o alguns dos exemplos de melhoria dessas condi\u00e7\u00f5es no Brasil nos \u00faltimos anos\u201d, diz a pesquisadora.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">M\u00e1 nutri\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do aumento da obesidade, o Brasil enfrenta a fome. Estudo do Instituto Fome Zero revela que o n\u00famero de pessoas em situa\u00e7\u00e3o de<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2024-03\/em-2-anos-13-milhoes-de-brasileiros-deixam-de-passar-fome\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">&nbsp;inseguran\u00e7a alimentar grave<\/a>&nbsp;no Brasil chegou a 20 milh\u00f5es no quarto trimestre do ano passado.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de estar aumentando a preval\u00eancia da obesidade, o Brasil hoje vive a dupla carga de m\u00e1 nutri\u00e7\u00e3o: preval\u00eancia de crian\u00e7as desnutridas e de crian\u00e7as com obesidade. &#8220;\u00c9 preciso olhar realmente para esses dois extremos \u2013 da desnutri\u00e7\u00e3o e da obesidade \u2013 ocorrendo simultaneamente\u201d, destaca Carolina Vieira.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As crian\u00e7as brasileiras est\u00e3o mais altas e mais obesas. \u00c9 o que mostra estudo conduzido por pesquisadores do Centro de Integra\u00e7\u00e3o de Dados e Conhecimento para Sa\u00fade da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Cidacs\/Fiocruz Bahia), em colabora\u00e7\u00e3o com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a University College London. 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