{"id":120722,"date":"2024-04-30T09:45:00","date_gmt":"2024-04-30T12:45:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=120722"},"modified":"2024-04-30T09:45:00","modified_gmt":"2024-04-30T12:45:00","slug":"petrobras-anuncia-reducao-de-41-nas-emissoes-de-co2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=120722","title":{"rendered":"Petrobras anuncia redu\u00e7\u00e3o de 41% nas emiss\u00f5es de CO2"},"content":{"rendered":"\n<p>A Petrobras anunciou redu\u00e7\u00e3o de 41% nas emiss\u00f5es de g\u00e1s carb\u00f4nico (CO2), no per\u00edodo de 2015 a 2023. O dado consta da mais recente edi\u00e7\u00e3o do Caderno do Clima, divulgada nesta ter\u00e7a-feira (30). O CO2, tamb\u00e9m chamado di\u00f3xido de carbono, \u00e9 um dos principais gases causadores do efeito estufa.<\/p>\n\n\n\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do diretor de Transi\u00e7\u00e3o Energ\u00e9tica e Sustentabilidade da companhia, Maur\u00edcio Tolmasquim, esse foi um \u201cresultado excepcional\u201d. No Caderno do Clima publicado no ano passado, a redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es absolutas operacionais alcan\u00e7ou 39% de 2015 a 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>Em entrevista exclusiva \u00e0&nbsp;<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>, Tolmasquim afirmou que o resultado significa que a Petrobras produziu a mesma quantidade de g\u00e1s e petr\u00f3leo, emitindo menos CO2, mesmo com novas plataformas que entraram em opera\u00e7\u00e3o em 2023. Esse foi tamb\u00e9m o melhor resultado da hist\u00f3ria da empresa em termos de diminui\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A publica\u00e7\u00e3o revela tamb\u00e9m que a emiss\u00e3o de metano (segundo, dentre os tr\u00eas gases que agravam o efeito estufa) foi reduzida em 68%.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cIsso \u00e9 relevante porque, porque apesar de o CO2 ser mais abundante, o metano tem maior impacto sobre o aquecimento global. Para ter uma ideia, no per\u00edodo de 100 anos, uma mol\u00e9cula de metano tem um poder de aquecimento 25 vezes maior que o de CO2. Ent\u00e3o, voc\u00ea reduzir o metano tem um benef\u00edcio para o clima bastante importante\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A publica\u00e7\u00e3o mostra ainda que, na \u00e1rea de explora\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o (EP) de petr\u00f3leo, a companhia atingiu a menor intensidade de emiss\u00e3o \u2013 que \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o de quanto se emite por barril de petr\u00f3leo. A intensidade de emiss\u00e3o foi de 14,2 quilos de CO2 por barril. A m\u00e9dia mundial \u00e9 em torno de 18 quilogramas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Resili\u00eancia<\/h2>\n\n\n\n<p>Outro tema comentado pelo diretor de Transi\u00e7\u00e3o Energ\u00e9tica e Sustentabilidade foi a resili\u00eancia do planejamento da expans\u00e3o de petr\u00f3leo, ou seja: adaptar o planejamento diante do cen\u00e1rio mundial. Isso porque a Ag\u00eancia Internacional de Energia prev\u00ea chegar a 2050 com meta mundial de produ\u00e7\u00e3o de 57 milh\u00f5es de barris di\u00e1rios. Atualmente, o mundo consome 100 milh\u00f5es de barris\/dia, mas com a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, a tend\u00eancia \u00e9 de queda na demanda pelo recurso<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA Petrobras tem que se preparar para esse mundo com demanda menor&#8221;, disse. Segundo Tolmasquim, com esse cen\u00e1rio, o aquecimento global chegaria a 1,7 graus Celsius (\u00b0C), pr\u00f3ximo \u00e0 meta ideal de 1,5 \u00b0C.<\/p>\n\n\n\n<p>Para fazer parte desse mundo futuro, \u00e9 preciso produzir petr\u00f3leo a um custo competitivo e que emita menos gases de efeito estufa, porque esse ser\u00e1 o produto mais demandado no futuro, indicou. \u201cA gente n\u00e3o vai fazer investimentos de que vai se arrepender no futuro. O que a gente est\u00e1 fazendo s\u00e3o investimentos em que h\u00e1 confian\u00e7a de que ser\u00e3o rent\u00e1veis, mesmo em um mundo que demanda menos petr\u00f3leo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o diretor, esse \u00e9 um elemento importante para os investidores da Petrobras, porque significa que a empresa est\u00e1 sendo cautelosa e que o seu portf\u00f3lio se adapta ao cen\u00e1rio futuro.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/97VUn2L-qNYnnBXBfzqvmXbXXII=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/petrobras_presidente4_0.jpg?itok=cNQdMzdD\" alt=\"S\u00e3o Paulo (SP), 13\/09\/2023 - Presidente da Petrobras, Jean Paul Prates,  o diretor de Transi\u00e7\u00e3o Energ\u00e9tica e Sustentabilidade, Maur\u00edcio Tolmasquim, .apresentam as novas iniciativas que v\u00e3o tornar a Petrobras a maior desenvolvedora de projetos de e\u00f3lica offshore do Brasil. Foto: Paulo Pinto\/Ag\u00eancia Brasil\" style=\"width:548px;height:auto\" title=\"Paulo Pinto\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><sup><sub>Diretor de Transi\u00e7\u00e3o Energ\u00e9tica e Sustentabilidade da Petrobras, Maur\u00edcio Tolmasquim &#8211;\u00a0<strong>Paulo Pinto\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/sub><\/sup><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Diversifica\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Segundo Maur\u00edcio Tolmasquim, para reduzir a pegada de carbono, a empresa est\u00e1 diversificando o portf\u00f3lio de produtos que emitem menos gases de efeito estufa. Para isso, o Plano Estrat\u00e9gico 2024\/2028 prev\u00ea investimentos da ordem de US$ 11,5 bilh\u00f5es, dos quais US$ 5,5 bilh\u00f5es destinados a investimentos em fontes renov\u00e1veis, ou energias de baixo carbono. Nesse conjunto est\u00e3o usinas e\u00f3licas em terra e biocombust\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>Em paralelo, a Petrobras est\u00e1 estudando as \u00e1reas de captura e armazenamento de carbono, de hidrog\u00eanio verde e de \u00e9olicas \u2018<em>offshore<\/em>\u2019 (no mar). Com rela\u00e7\u00e3o ao hidrog\u00eanio, o diretor de Transi\u00e7\u00e3o Energ\u00e9tica e Sustentabilidade disse estar entusiasmado, porque a empresa consome e produz a maior quantidade de hidrog\u00eanio cinza do pa\u00eds, produzido a partir de g\u00e1s natural.<\/p>\n\n\n\n<p>Estudos indicam que, em 2030, o hidrog\u00eanio verde, feito a partir de renov\u00e1veis, pode ser mais competitivo que o cinza e que o Brasil poder\u00e1 ser um dos pa\u00edses do mundo com menor custo para o hidrog\u00eanio verde.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cIsso abre um potencial enorme para a Petrobras n\u00e3o s\u00f3 produzir para a sua pr\u00f3pria atividade, mas para outras atividades que s\u00e3o dif\u00edceis de eletrificar, como siderurgia, cimento, petroqu\u00edmica, fertilizantes. E \u00e9 o que a Petrobras sabe fazer. Est\u00e1 dentro do seu&nbsp;<em>business<\/em>.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o diretor, no entanto, os investimentos em gera\u00e7\u00e3o de energia por usinas e\u00f3licas em alto mar s\u00e3o planos de longo prazo, por algumas raz\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPode ser que no futuro ela seja interessante para edificar nossas plataformas. Al\u00e9m disso, ainda n\u00e3o tem marco regulat\u00f3rio, porque a lei n\u00e3o foi votada. Mas a gente tem que se preparar porque a empresa \u00e9&nbsp;<em>offshore<\/em>, trabalha no mar. Existe uma sinergia entre a explora\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e a atividade da gera\u00e7\u00e3o e\u00f3lica&nbsp;<em>offshore<\/em>. A gente tem que se preparar agora para quando for mais vi\u00e1vel\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Captura de CO2<\/h2>\n\n\n\n<p>O diretor tamb\u00e9m demonstrou entusiasmo tamb\u00e9m captura e armazenamento de CO2. A companhia descobriu que, ao longo da costa brasileira, existem reservat\u00f3rios salinos que podem armazenar quantidades gigantescas de CO2. Hoje, a Petrobras j\u00e1 \u00e9 a empresa que mais captura CO2 do mundo: 25% de CO2 reinjetados no mundo foram injetados pela Petrobras, no ano passado.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A gente pode reinjetar os reservat\u00f3rios salinos pr\u00f3ximos \u00e0 costa, o que permite capturar o CO2 das refinarias, descarbonizar as refinarias ainda mais, mas n\u00e3o apenas isso. A gente pode vender servi\u00e7os para outras empresas, capturando CO2 delas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A ideia, segundo Tolmasquim, \u00e9 construir bases operacionais para descarboniza\u00e7\u00e3o ao longo da costa. \u201cVejo isso como um grande neg\u00f3cio para a Petrobras. A gente vai continuar estudando como tirar petr\u00f3leo no mundo do mar e, aqui, vai botar CO2 no fundo do mar. E o ge\u00f3logo vai ter o seu trabalho. Tem a ver com a nossa atividade e \u00e9 uma \u00e1rea bastante promissora\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos biocombust\u00edveis, Maur\u00edcio Tolmasquim salientou que a companhia j\u00e1 tem plantas de coprocessamento em que entra \u00f3leo vegetal ou gordura animal e sai diesel com 5% de conte\u00fado renov\u00e1vel. A Petrobras j\u00e1 tem duas plantas operando e planeja construir mais duas.<\/p>\n\n\n\n<p>A companhia est\u00e1 construindo duas outras plantas para produ\u00e7\u00e3o de combust\u00edvel renov\u00e1vel para avia\u00e7\u00e3o, denominado SAF, que pode reduzir a emiss\u00e3o de CO2 entre 70% e 90%, em compara\u00e7\u00e3o com o querosene de avia\u00e7\u00e3o. No processo de produ\u00e7\u00e3o entram 100% de \u00f3leo vegetal ou gordura animal e sai o SAF, combust\u00edvel avan\u00e7ado para avia\u00e7\u00e3o. \u201cAs perspectivas s\u00e3o muito boas\u201d, concluiu o diretor.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Petrobras anunciou redu\u00e7\u00e3o de 41% nas emiss\u00f5es de g\u00e1s carb\u00f4nico (CO2), no per\u00edodo de 2015 a 2023. O dado consta da mais recente edi\u00e7\u00e3o do Caderno do Clima, divulgada nesta ter\u00e7a-feira (30). O CO2, tamb\u00e9m chamado di\u00f3xido de carbono, \u00e9 um dos principais gases causadores do efeito estufa. Na avalia\u00e7\u00e3o do diretor de Transi\u00e7\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":121841,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[24],"class_list":{"0":"post-120722","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-geral","8":"tag-manchete"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/120722","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=120722"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/120722\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/121841"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=120722"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=120722"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=120722"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}