{"id":119215,"date":"2024-03-21T09:48:12","date_gmt":"2024-03-21T12:48:12","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=119128"},"modified":"2024-03-21T09:48:12","modified_gmt":"2024-03-21T12:48:12","slug":"rio-atividades-culturais-e-esportivas-marcam-dia-da-sindrome-de-down","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=119215","title":{"rendered":"Rio: atividades culturais e esportivas marcam Dia da S\u00edndrome de Down"},"content":{"rendered":"\n<p>O Instituto Gingas e seu projeto Din Down Down: Construindo La\u00e7os com a Fam\u00edlia realizam, nesta quinta-feira (21), evento para lembrar a passagem do Dia Mundial da S\u00edndrome de Down. Aberto ao p\u00fablico, o evento ser\u00e1 realizado das 13h \u00e0s 16h30, na reitoria da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niter\u00f3i, regi\u00e3o metropolitana do Rio.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1586456&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1586456&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>O patroc\u00ednio \u00e9 da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (Secec RJ) e da concession\u00e1ria Enel. A programa\u00e7\u00e3o destaca a inclus\u00e3o e a acessibilidade por meio da educa\u00e7\u00e3o, da cultura e do esporte.<\/p>\n\n\n\n<p>As atividades come\u00e7am \u00e0s 14h, com a exibi\u00e7\u00e3o, no Centro de Artes da UFF, da anima\u00e7\u00e3o brasileira&nbsp;<em>Bizarros peixes das fossas abissais<\/em>, dirigida por Marcelo Fabri Mar\u00e3o. O filme conta a hist\u00f3ria de uma mulher com superpoderes, uma tartaruga com transtorno obsessivo-compulsivo e uma nuvem com incontin\u00eancia pluviom\u00e9trica em uma jornada ao fundo do mar.<br><br>Para as 15h30, est\u00e1 marcada uma reuni\u00e3o de forma\u00e7\u00e3o, que \u00e9 uma roda de conversa para debate de temas como cidadania e direitos, com relatos de experi\u00eancias.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/OlEd3U6IOpK1RyAz9eHYdmqSRzE=\/463x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2024\/03\/20\/instituto_gingas_1.jpg?itok=46YBRJdL\" alt=\"Instituto Gingas e o Dia Mundial da S\u00edndrome de Down. -Mestre Buj\u00e3o e a aluna Bebel, artista com s\u00edndrome de down. Foto: Instituto Gingas\" title=\"Instituto Gingas\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><sub><sup>Mestre Buj\u00e3o e Bebel estar\u00e3o na roda de conversa &#8211;\u00a0<strong>Divulga\u00e7\u00e3o\/Instituto Gingas<\/strong><\/sup><\/sub><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>O fundador do Instituto Gingas, David Bassous, mais conhecido como Mestre Buj\u00e3o, e o presidente da organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental (ONG), Breno Platais, v\u00e3o participar da mesa-redonda, junto com a atriz Isabel Santana, a Bebel, que falar\u00e1 sobre a import\u00e2ncia da mulher na sociedade; e os pais da pequena Pietra, influenciadora<em>&nbsp;<\/em>e moradora de Niter\u00f3i. Tanto Isabel quanto Pietra s\u00e3o portadoras da S\u00edndrome de Down.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0s 16h30, haver\u00e1 uma roda de capoeira de integra\u00e7\u00e3o com os alunos do projeto Din Down Down: Construindo La\u00e7os com a Fam\u00edlia. Eles pertencem \u00e0s quatro turmas das escolas municipais de Niter\u00f3i assistidas pelo projeto: Portugal Neves (Piratininga), Santos Dumont (Bairro de F\u00e1tima), Alberto Torres (Centro) e Andr\u00e9 Trouche (Barreto). Os estudantes se juntar\u00e3o \u00e0 turma da Associa\u00e7\u00e3o de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) Niter\u00f3i em uma grande roda de capoeira, encerrando as atividades do dia.<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente do Instituto Gingas, Breno Platais, ressaltou que a ONG uniu-se ao movimento mundial que marca a data e tem grande repercuss\u00e3o na Assembleia Geral das Na\u00e7\u00f5es Unidas. \u201cQueremos refor\u00e7ar a luta internacional para derrubar os estere\u00f3tipos. E a neurodiversidade \u00e9 uma marca da nossa atua\u00e7\u00e3o&#8221;, destacou.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Patrim\u00f4nio cultural<\/h2>\n\n\n\n<p>O Instituto Gingas atende a todo tipo de p\u00fablico, principalmente pessoas com defici\u00eancias, informou \u00e0&nbsp;<strong>Ag\u00eancia Brasil&nbsp;<\/strong>Mestre Buj\u00e3o, que tamb\u00e9m \u00e9 autista. Ele disse que n\u00e3o gosta de usar o termo \u2018defici\u00eancias\u2019, preferindo falar em caracter\u00edsticas e pot\u00eancias.<br><br>O projeto Din Down Down: Construindo La\u00e7os com a Fam\u00edlia \u00e9 tamb\u00e9m um ponto de cultura que trabalha com as linguagens da capoeira e da m\u00fasica. \u201cS\u00f3 que entendendo a capoeira como patrim\u00f4nio cultural imaterial do Brasil, e n\u00e3o como algumas pessoas, que confundem com esporte. Capoeira \u00e9 cultura. A\u00ed, a gente tem v\u00e1rias coisas: a musicalidade, a gestualidade, a ritualidade no sentido antropol\u00f3gico da palavra, e n\u00e3o religioso.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A semente do Instituto Gingas foi plantada em 1992, quando Mestre Buj\u00e3o come\u00e7ou a dar aulas para pessoas com defici\u00eancia em um col\u00e9gio particular. A partir da\u00ed, ele foi sistematizando um m\u00e9todo. Em 2003, fundou a ONG e, a partir da\u00ed, a institui\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a ser vista no Minist\u00e9rio da Cultura, na Secretaria de Estado de Cultura. \u201cGanhamos v\u00e1rios pr\u00eamios. S\u00f3 que, para o pessoal da Apae, desde sempre eu dou aulas. Desde os pequenos, de 2 a 4 anos, at\u00e9 pessoas adultas com defici\u00eancias.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto Din Down Down: Construindo La\u00e7os com a Fam\u00edlia est\u00e1 presente em quatro escolas da rede p\u00fablica de ensino de tr\u00eas munic\u00edpios (Niter\u00f3i, Saquarema e Cachoeiras de Macacu). Por meio desse projeto, Mestre Buj\u00e3o implanta nas escolas oficinas de capoeira e m\u00fasica. \u201cE tamb\u00e9m traz uma reflex\u00e3o sobre acessibilidade e inclus\u00e3o, em di\u00e1logo com o corpo dos col\u00e9gios, como professores, diretores, orientadores educacionais.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Ele acrescentou que est\u00e3o previstos mais dois eventos, que s\u00e3o as rodas de integra\u00e7\u00e3o, nas quais uma comunidade, seja col\u00e9gio ou bairro, tem possibilidade de dialogar com outras, atrav\u00e9s da capoeira e da m\u00fasica, e as reuni\u00f5es de forma\u00e7\u00e3o, em que as pessoas s\u00e3o provocadas para refletir sobre cidadania e direitos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O Instituto Gingas atende atualmente mais de 500 pessoas, sendo 360 crian\u00e7as e seus familiares e 80 adultos com defici\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Pilares<\/h2>\n\n\n\n<p>Mestre Buj\u00e3o \u00e9 formado em comunica\u00e7\u00e3o social, tem mestrado em ci\u00eancia da arte, \u00e9 especialista em acessibilidade cultural e est\u00e1 fazendo doutorado na UFF em ci\u00eancia, tecnologia e inclus\u00e3o. Ele explica que seu m\u00e9todo Din Down Down tem dois pilares: afeto e pot\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre o afeto, Mestre Buj\u00e3o diz que n\u00e3o se trata de afeto no sentido de sentir alguma coisa, e sim da capacidade que a pessoa tem de afetar e ser afetada. \u201c\u00c9 como eu afeto essa pessoa, como ela vai me afetar e como isso afeta a sociedade.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0 pot\u00eancia, ele explica que o projeto n\u00e3o est\u00e1 preocupado com a defici\u00eancia da pessoa. \u201cEu n\u00e3o quero saber se a pessoa n\u00e3o tem perna, se n\u00e3o enxerga. Isso n\u00e3o me interessa. O que interessa \u00e9 a pot\u00eancia dela. Como ela pode, o que ela pode. Se ela n\u00e3o tem perna, vai gingar do jeito que pode e que ela deseja; se n\u00e3o enxerga, vai ler com as m\u00e3os. N\u00e3o nos interessa a defici\u00eancia. Isso \u00e9 s\u00f3 um termo necess\u00e1rio para garantir as pol\u00edticas p\u00fablicas dessas pessoas. N\u00e3o usamos essa ideia de defici\u00eancia e tentamos dissolv\u00ea-la atrav\u00e9s das pot\u00eancias de cada um.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Outra dimens\u00e3o do projeto n\u00e3o \u00e9 o benefici\u00e1rio direto que est\u00e1 tendo oficina naquele momento. Mestre Buj\u00e3o tem oficinas de capoeira no M\u00e9xico e alunos de Mo\u00e7ambique, na \u00c1frica. Quando eles v\u00eam ao Brasil para ter aulas, surpreendem-se ao saber que o professor \u00e9 uma pessoa com s\u00edndrome de Down.<br><br>Isso causa um estranhamento inicial que logo \u00e9 substitu\u00eddo pela surpresa, isso \u00e9 dissolver realmente a ideia de defici\u00eancia, diz Mestre Buj\u00e3o. \u201cPorque a\u00ed eles acabam dizendo que nunca tiveram uma aula t\u00e3o boa como essa, e o professor consegue passar um conhecimento t\u00e3o bom quanto qualquer outro que n\u00e3o tem defici\u00eancia. \u00c9 s\u00f3 mais uma pessoa\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Instituto Gingas e seu projeto Din Down Down: Construindo La\u00e7os com a Fam\u00edlia realizam, nesta quinta-feira (21), evento para lembrar a passagem do Dia Mundial da S\u00edndrome de Down. 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