{"id":119161,"date":"2024-03-18T16:51:14","date_gmt":"2024-03-18T19:51:14","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=118951"},"modified":"2024-03-18T16:51:14","modified_gmt":"2024-03-18T19:51:14","slug":"pesquisadores-testam-ia-para-evitar-mortes-de-animais-em-rodovias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=119161","title":{"rendered":"Pesquisadores testam IA para evitar mortes de animais em rodovias"},"content":{"rendered":"\n<p><br>Pesquisa&nbsp; do Instituto de Ci\u00eancias Matem\u00e1ticas e de Computa\u00e7\u00e3o da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) avaliou o desempenho de sistemas de detec\u00e7\u00e3o de objetos com a finalidade de identificar animais da fauna brasileira em rodovias. A ideia \u00e9 que, no futuro, a tecnologia possa ser utilizada para alertar os motoristas e evitar acidentes nas estradas.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1586071&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1586071&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEstes modelos de vis\u00e3o computacional testados podem ser acoplados a dispositivos de computa\u00e7\u00e3o de borda &#8211; descentralizada &#8211; em pistas para realizar a classifica\u00e7\u00e3o e detec\u00e7\u00e3o do animal e assim repassar via aplicativo m\u00f3vel algum sinal que indique que algum animal passou em determinado trecho\u201d, explicou o pesquisador do instituto Gabriel Souto Ferrante.<\/p>\n\n\n\n<p>O modelo empregado detectaria o animal por c\u00e2meras e realizaria a comunica\u00e7\u00e3o de uma informa\u00e7\u00e3o simples e objetiva. \u201cVale ressaltar que essa pesquisa se concentra na cria\u00e7\u00e3o dos modelos de I.A. [intelig\u00eancia artificial] para a detec\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o houve aplica\u00e7\u00e3o completa com aplicativos m\u00f3veis ainda, sendo um desejo futuro\u201d, acrescentou Ferrante.<\/p>\n\n\n\n<p>Os pesquisadores, que se concentraram em esp\u00e9cies brasileiras em extin\u00e7\u00e3o, ressaltam que o sucesso de sua utiliza\u00e7\u00e3o tem rela\u00e7\u00e3o com a disponibilidade de dados para treinamento do sistema. O estudo foi publicado na revista&nbsp;<a href=\"http:\/\/https\/\/www.nature.com\/articles\/s41598-024-52054-y\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>Scientific Reports<\/em><\/a>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNo caso, foi criado um&nbsp;<em>dataset<\/em>&nbsp;novo [bases de dados com amostras para treinamentos de algoritmos de intelig\u00eancia artificial] gratuito e aberto, que buscamos realizar a jun\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias esp\u00e9cies de m\u00e9dio e grande porte visando fornecer dados para os modelos Yolo [mecanismo de detec\u00e7\u00e3o de objetos] serem treinados\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cFoi conclu\u00eddo que a arquitetura em suas diversas vers\u00f5es permitem a detec\u00e7\u00e3o e classifica\u00e7\u00e3o adequada de tais esp\u00e9cies trabalhadas, especialmente em cen\u00e1rios de visibilidade favor\u00e1veis, ou seja, com nenhum artefato que obstrua a identifica\u00e7\u00e3o do animal na pista. Vale ressaltar, que trabalhamos somente com cen\u00e1rios matutinos\u201d, acrescenta o pesquisador.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o pesquisador, \u201cainda existem barreiras t\u00e9cnicas relacionadas aos algoritmos desses modelos quando o ambiente possui algum desafio, como oclus\u00e3o de ambiente &#8211; alta vegeta\u00e7\u00e3o, neblina, chuva -, imagens de baixa qualidade, cen\u00e1rios noturnos. Todos esses problemas impactam negativamente o entendimento das caracter\u00edsticas &#8211; cores, bordas, texturas dos bichos &#8211; para serem interpretados pela m\u00e1quina\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m dos problemas relacionados \u00e0 vis\u00e3o computacional, Ferrante aponta que h\u00e1 problemas relacionados \u00e0 complexidade computacional exigida, como a necessidade de equipamentos de processamento na borda, ao lado da c\u00e2mera, que forne\u00e7am a execu\u00e7\u00e3o adequada e em tempo real. No entanto, s\u00e3o equipamentos de alto custo. \u201cFalta de parcerias e investimentos em equipamentos de maior velocidade que possam suportar outras arquiteturas de detec\u00e7\u00e3o\u201d, acrescentou.<\/p>\n\n\n\n<p>Dados da Ag\u00eancia de Transporte do Estado de S\u00e3o Paulo (Artesp) mostram que as rodovias concedidas do estado registraram mais de 6,3 mil atropelamentos de animais silvestres no ano de 2023. Segundo a ag\u00eancia, a regi\u00e3o central do estado concentra o maior n\u00famero de casos, em cidades como Araraquara, Bauru e S\u00e3o Carlos, com animais selvagens, como tamandu\u00e1s, capivaras, quatis, entre outros.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa&nbsp; do Instituto de Ci\u00eancias Matem\u00e1ticas e de Computa\u00e7\u00e3o da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) avaliou o desempenho de sistemas de detec\u00e7\u00e3o de objetos com a finalidade de identificar animais da fauna brasileira em rodovias. A ideia \u00e9 que, no futuro, a tecnologia possa ser utilizada para alertar os motoristas e evitar acidentes nas estradas. 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