{"id":119047,"date":"2024-03-11T10:53:17","date_gmt":"2024-03-11T13:53:17","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=118554"},"modified":"2024-03-11T10:53:17","modified_gmt":"2024-03-11T13:53:17","slug":"no-rio-clube-do-ccbb-debate-literatura-feminina-negra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=119047","title":{"rendered":"No Rio, Clube do CCBB debate literatura feminina negra"},"content":{"rendered":"\n<p>O Clube de Leitura do Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro (CCBB RJ) inicia suas atividades anuais, no pr\u00f3ximo dia 13, no Sal\u00e3o de Leitura da Biblioteca, a partir das 17h30, tendo como tema de estreia, em alus\u00e3o ao m\u00eas da mulher, a literatura negra feminina no Brasil.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1584588&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1584588&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNa verdade, nos reunimos em torno de uma&nbsp;pergunta:&nbsp;<em>Literatura tem g\u00eanero e cor?<\/em>\u201d, disse \u00e0&nbsp;<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>&nbsp;a curadora do clube, Suzana Vargas, poeta, ensa\u00edsta, escritora, professora e mestre em teoria liter\u00e1ria pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).<\/p>\n\n\n\n<p>As rodas de conversa ficar\u00e3o gravadas e ser\u00e3o disponibilizadas no canal do Banco do Brasil no YouTube, na semana seguinte ao evento.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o encontro de abertura, foram convidadas duas escritoras negras: Marilene Felinto, autora da obra&nbsp;<em>As Mulheres de Tijucopapo<\/em>, escrita na d\u00e9cada de 1980 e que foi definida como uma bandeira do feminismo, e a escritora contempor\u00e2nea Eliana Alves Cruz, com o livro O&nbsp;<em>Crime do Cais do Valongo<\/em>, que aborda a quest\u00e3o da negritude, tendo como pano de fundo a hist\u00f3ria do Brasil escravocrata.<\/p>\n\n\n\n<p>O debate conta com participa\u00e7\u00e3o especial da poeta e fil\u00f3sofa Viviane Mos\u00e9. Nele ser\u00e3o levantadas, entre outras quest\u00f5es, se uma mulher pode escrever como homem ou um homem pode escrever como mulher; e quais s\u00e3o as marcas de que uma literatura \u00e9 feminina ou negra, informou Suzana Vargas.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dois livros que ser\u00e3o discutidos foram escolhidos por vota\u00e7\u00e3o popular entre os participantes do Clube no X (antigo Twitter), logo depois do carnaval. Foram sugeridos ao p\u00fablico dois livros de cada autora convidada.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Autoras<\/h2>\n\n\n\n<p>Marilene Felinto \u00e9 pernambucana, jornalista e escritora, graduada em letras. \u00c9 tamb\u00e9m tradutora, romancista e cronista. Seu primeiro livro,&nbsp;<em>As mulheres de Tijucopapo<\/em>, ganhou o Pr\u00eamio da Uni\u00e3o Brasileira dos Escritores (1981) e o Pr\u00eamio Jabuti da C\u00e2mara Brasileira do Livro, em 1982.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 sempre surpreendente que o romance&nbsp;<em>As Mulheres de Tijucopapo<\/em>, publicado 42 anos atr\u00e1s, escrito quando eu tinha 22 anos, desperte a aten\u00e7\u00e3o de gera\u00e7\u00f5es mais jovens, como acontece hoje\u201d, destacou Marilene. Eliana Alves Cruz \u00e9 escritora, roteirista, jornalista e apresentadora. Ganhou o Pr\u00eamio Jabuti de contos, em 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>A obra&nbsp;<em>As Mulheres de Tijucopapo<\/em>&nbsp;narra a viagem de retorno da narradora R\u00edsia a Tijucopapo, local fict\u00edcio de nascimento de sua m\u00e3e, evocando a hist\u00f3ria real do local, em Pernambuco.<\/p>\n\n\n\n<p>No s\u00e9culo 17, a cidade foi palco de uma batalha entre mulheres da regi\u00e3o e holandeses interessados em saquear o estado. Nas entrelinhas, As Mulheres de Tijucopapo revelam as contradi\u00e7\u00f5es inerentes \u00e0 sociedade e \u00e0 cultura multirracial brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1&nbsp;<em>O crime do Cais do Valongo<\/em>&nbsp;\u00e9 um romance hist\u00f3rico policial que come\u00e7a em Mo\u00e7ambique e se estende at\u00e9 o Cais do Valongo, que foi porta de entrada de cerca de um milh\u00e3o de escravizados entre 1811 e 1831 no Rio de Janeiro e reconhecido como patrim\u00f4nio da humanidade pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, a Ci\u00eancia e a Cultura (Unesco), em 2017.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Tema contempor\u00e2neo<\/h2>\n\n\n\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de Suzana Vargas, a literatura feminina negra \u00e9 um tema muito contempor\u00e2neo, que precisa de reflex\u00e3o. \u201cTanto para quem faz literatura, como para quem \u00e9 leitor. Porque o Brasil est\u00e1 vivendo um momento em que as quest\u00f5es da negritude, as quest\u00f5es da mulher, a diversidade, est\u00e3o muito presentes hoje na produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria contempor\u00e2nea. Assim como a literatura ind\u00edgena\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, a curadora acredita que o Clube de Leitura vem trazendo um modo de formar e informar os seus leitores sobre as quest\u00f5es principais da literatura produzida no Brasil atual. \u201cAcho que, de fato, \u00e9 uma discuss\u00e3o urgente e importante nesse dia, com as duas autoras e personagens que a gente vai poder brindar o p\u00fablico, e com a literatura que elas produzem\u201d. Este ser\u00e1 o quarto ano do Clube de Leitura do CCBB RJ.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Calend\u00e1rio<\/h2>\n\n\n\n<p>O Clube de Leitura do CCBB RJ ter\u00e1 dez encontros este ano, cada um com dura\u00e7\u00e3o de uma hora e meia. At\u00e9 o pr\u00f3ximo m\u00eas de julho, j\u00e1 est\u00e3o definidos os temas e convidados que participar\u00e3o das atividades. A retirada dos ingressos \u00e9 feita a partir das 9h do dia do evento na bilheteria f\u00edsica ou no&nbsp;<a href=\"https:\/\/ingressos.ccbb.com.br\/cidades\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">site<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Em abril, o clube ter\u00e1 como tema caminhos e descaminhos ind\u00edgenas. Participar\u00e3o a autora Eliane Potiguara e a jornalista, escritora e documentarista Eliane Brum. O convidado especial ser\u00e1 Anapuaka Tupinamb\u00e1, comunicador e entusiasta da cultura digital ind\u00edgena. \u00c9 fundador e presidente-executivo (CEO) da R\u00e1dio Yand\u00ea, primeira r\u00e1dio ind\u00edgena do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Em maio, o clube vai tratar do escritor cl\u00e1ssico brasileiro Lima Barreto. Quem falar\u00e1 sobre ele \u00e9 Lilia Schwarcz, historiadora e antrop\u00f3loga brasileira, e Beatriz Resende, pesquisadora e professora titular de letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Suzana Vargas ser\u00e1 a mediadora.<\/p>\n\n\n\n<p>Em junho, o tema de debate ser\u00e1 a escritora Clarice Lispector e seu livro A Paix\u00e3o Segundo G.H. O cineasta Luiz Fernando Carvalho, que est\u00e1 lan\u00e7ando um filme sobre essa obra, conversar\u00e1 com o p\u00fablico, al\u00e9m da bi\u00f3grafa da escritora, N\u00e1dia Gotlib, e a roteirista Melina Dalboni. Haver\u00e1 participa\u00e7\u00e3o especial da atriz Maria Fernanda C\u00e2ndido, por v\u00eddeo confer\u00eancia, que fez o papel de Clarice Lispector no filme.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o encontro de julho, o tema escolhido \u00e9&nbsp;<em>As 7 Cores da Palavra, Literatura e Diversidade<\/em>. J\u00e1 est\u00e3o confirmadas as presen\u00e7as de Guilherme Terreri Lima Pereira, mais conhecido pelo nome art\u00edstico Rita von Hunty, que \u00e9 professor, ator,&nbsp;<em>youtber<\/em>, comediante, palestrante e&nbsp;<em>drag queen<\/em>&nbsp;brasileiro, e Tom Grito, artista trans que defende a tradi\u00e7\u00e3o da poesia falada. A programa\u00e7\u00e3o do segundo semestre ainda est\u00e1 sendo elaborada.<\/p>\n\n\n\n<p>No ano passado, 1.243 pessoas participaram presencialmente do Clube, que recebeu os escritores Paula Tavares; Milton Hatoum; Gon\u00e7alo Tavares; Greg\u00f3rio Duvivier; Cida Pedrosa; Eliakin Rufino; Jos\u00e9 Eduardo Agualusa; Luiz Fernando Carvalho e \u00cdtalo Moriconi; Concei\u00e7\u00e3o Evaristo; Mia Couto; e Antonio Torres.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Clube de Leitura do Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro (CCBB RJ) inicia suas atividades anuais, no pr\u00f3ximo dia 13, no Sal\u00e3o de Leitura da Biblioteca, a partir das 17h30, tendo como tema de estreia, em alus\u00e3o ao m\u00eas da mulher, a literatura negra feminina no Brasil. \u201cNa verdade, nos reunimos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":119592,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[25,29],"tags":[],"class_list":{"0":"post-119047","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-regional","8":"category-sudeste-regional"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/119047","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=119047"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/119047\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/119592"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=119047"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=119047"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=119047"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}