{"id":117893,"date":"2024-02-08T12:18:08","date_gmt":"2024-02-08T15:18:08","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=117312"},"modified":"2024-02-08T12:18:08","modified_gmt":"2024-02-08T15:18:08","slug":"inflacao-de-janeiro-fica-em-042-pressionada-pela-alta-dos-alimentos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=117893","title":{"rendered":"Infla\u00e7\u00e3o de janeiro fica em 0,42%, pressionada pela alta dos alimentos"},"content":{"rendered":"\n<p>A infla\u00e7\u00e3o oficial no m\u00eas de janeiro ficou em 0,42%, puxada principalmente pela alta no pre\u00e7o dos alimentos. Esse patamar fica abaixo do 0,56% apurado pelo \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA) no m\u00eas anterior, dezembro.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1580140&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1580140&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>Em 12 meses, o \u00edndice soma 4,51%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em janeiro, o grupo alimenta\u00e7\u00e3o e bebidas, que tem maior peso na cesta de consumo das fam\u00edlias (21,12%), subiu 1,38%. Isso significa um peso de 0,29 ponto percentual (p.p.) no IPCA do&nbsp;m\u00eas. \u00c9 a maior alta de alimenta\u00e7\u00e3o e bebidas para o m\u00eas desde 2016, quando o grupo alcan\u00e7ou eleva\u00e7\u00e3o de 2,28%.<\/p>\n\n\n\n<p>O IBGE explica que fatores clim\u00e1ticos foram os principais motivos que causaram o aumento no pre\u00e7o dos alimentos no come\u00e7o de 2024.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cO aumento nos pre\u00e7os dos alimentos \u00e9 relacionado, principalmente, \u00e0 temperatura alta e \u00e0s chuvas mais intensas em diversas regi\u00f5es produtoras do pa\u00eds\u201d, explica o gerente da pesquisa, Andr\u00e9 Almeida.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Custos da alimenta\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Entre os alimentos que mais pesaram no bolso do brasileiro est\u00e3o a cenoura (43,85%), batata-inglesa (29,45%), feij\u00e3o-carioca (9,70%), arroz (6,39%) e frutas (5,07%).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cHistoricamente, h\u00e1 uma alta dos alimentos nos meses de ver\u00e3o, em raz\u00e3o dos fatores clim\u00e1ticos, que afetam a produ\u00e7\u00e3o, em especial, dos alimentos in natura, como os tub\u00e9rculos, as ra\u00edzes, as hortali\u00e7as e as frutas. Neste ano, isso foi intensificado pela presen\u00e7a do El Ni\u00f1o\u201d, destaca Almeida.<\/p>\n\n\n\n<p>O pesquisador contextualiza ainda que no caso do arroz, a \u00cdndia, maior produtor mundial, enfrentou quest\u00f5es clim\u00e1ticas que atingiram a produ\u00e7\u00e3o e cortou as exporta\u00e7\u00f5es no segundo semestre de 2023. O resultado \u00e9 menos produto \u00e0 venda e, consequentemente, maior o pre\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Transportes<\/h2>\n\n\n\n<p>O grupo transportes \u2013 o segundo que mais pesa na cesta mensal das fam\u00edlias (20,93%) &#8211; ajudou a frear a infla\u00e7\u00e3o em janeiro. Houve defla\u00e7\u00e3o, ou seja, recuo nos pre\u00e7os, de 0,65%. O al\u00edvio veio de um vil\u00e3o dos \u00faltimos meses, o pre\u00e7o das passagens a\u00e9reas. Depois de terem subido 82,03% no acumulado de setembro, outubro, novembro e dezembro do ano passado, os bilhetes vendidos pelas companhias a\u00e9reas ca\u00edram, em m\u00e9dia, 15,22% em janeiro de 2024. Esse foi o item que teve o maior impacto negativo em todo o IPCA.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda no grupo dos transportes, houve queda nos pre\u00e7os dos combust\u00edveis (-0,39%), com os recuos do etanol (-1,55%), \u00f3leo diesel (-1,00%) e gasolina (-0,31%).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cComo a gasolina \u00e9 o subitem de maior peso individual no IPCA, essa queda de pre\u00e7os em janeiro ajudou a conter o resultado geral do \u00edndice\u201d, analisa o gerente do IBGE.<\/p>\n\n\n\n<p>O g\u00e1s veicular, com aumento de 5,86%, foi o \u00fanico dos combust\u00edveis pesquisados a ter alta no m\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>Terceiro grupo com maior peso no or\u00e7amento familiar (15,31%), a habita\u00e7\u00e3o teve alta de 0,25%.<\/p>\n\n\n\n<p>12 meses<\/p>\n\n\n\n<p>O IPCA \u00e9 considerado a infla\u00e7\u00e3o oficial do pa\u00eds, pois \u00e9 o \u00edndice utilizado pelo Banco Central para perseguir a meta oficial de infla\u00e7\u00e3o (3% no acumulado de 12 meses, com toler\u00e2ncia de 1,5 p.p para mais ou para menos). O \u00edndice calcula o custo de vida de fam\u00edlias que ganham entre um e 40 sal\u00e1rios m\u00ednimos.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o resultado de janeiro, o acumulado de 12 meses diminuiu de 4,62% para 4,51%. \u00c9 o quarto m\u00eas seguido com redu\u00e7\u00e3o nesse acumulado. No mesmo m\u00eas do ano passado, o IPCA tinha sido de 0,53%.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">INPC<\/h2>\n\n\n\n<p>O IBGE tamb\u00e9m divulgou nesta quinta-feira o \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor (INPC). A principal diferen\u00e7a dele para o IPCA \u00e9 que apura a infla\u00e7\u00e3o para fam\u00edlias com renda de um a cinco sal\u00e1rios m\u00ednimos. O resultado do INPC em janeiro, 0,55%, ficou acima do IPCA por conta do maior peso que o grupo alimenta\u00e7\u00e3o e bebidas tem para as pessoas dessa faixa de renda, ou seja, quanto menor a renda, maior o gasto proporcional com comida. O \u00edndice acumula alta de 3,82% em 12 meses.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A infla\u00e7\u00e3o oficial no m\u00eas de janeiro ficou em 0,42%, puxada principalmente pela alta no pre\u00e7o dos alimentos. Esse patamar fica abaixo do 0,56% apurado pelo \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA) no m\u00eas anterior, dezembro. Em 12 meses, o \u00edndice soma 4,51%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":118260,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[20],"tags":[24],"class_list":{"0":"post-117893","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-economia","8":"tag-manchete"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/117893","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=117893"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/117893\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/118260"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=117893"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=117893"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=117893"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}