{"id":117015,"date":"2024-01-04T11:48:46","date_gmt":"2024-01-04T14:48:46","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=115638"},"modified":"2024-01-04T11:48:46","modified_gmt":"2024-01-04T14:48:46","slug":"mais-sete-macacos-bugios-sao-soltos-no-parque-nacional-da-tijuca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=117015","title":{"rendered":"Mais sete macacos bugios s\u00e3o soltos no Parque Nacional da Tijuca\u00a0"},"content":{"rendered":"\n<p>Um grupo de sete bugios-ruivos (Alouatta guariba) foi solto nessa ter\u00e7a-feira (2) no Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro. Essa \u00e9 a segunda reintrodu\u00e7\u00e3o&nbsp;da esp\u00e9cie&nbsp;no local, parte de um projeto&nbsp;iniciado em 2015.&nbsp;<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1575126&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1575126&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>Os bugios-ruivos eram nativos do parque, \u00e1rea de conserva\u00e7\u00e3o federal e uma das duas grandes regi\u00f5es&nbsp;de Mata Atl\u00e2ntica da cidade do Rio de Janeiro, mas estavam extintos do local h\u00e1 cerca de 200 anos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2015, um casal de bugios-ruivos foi solto no local. Eles se reproduziram e deram origem \u00e0 popula\u00e7\u00e3o atual, que tem oito animais. O novo grupo, que veio do Centro de Primatologia do Rio de Janeiro (CPRJ), \u00e9 composto por um macho e seis&nbsp;f\u00eameas, com idade&nbsp;entre oito&nbsp;meses e 15 anos.&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/SdRbcbC7yZ9KEsyOFxAW-Mo3JOQ=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/img_0422.jpg?itok=1vt_GilJ\" alt=\"Mais sete macacos bugios s\u00e3o soltos no Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro.  Foto: Parque Nacional da Tijuca\" style=\"width:564px;height:auto\" title=\"Parque Nacional da Tijuca\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><sub><sup>Animais soltos no Parque Nacional da Tijuca t\u00eam entre 8 meses e 15 anos &#8211;\u00a0<strong>Parque Nacional da Tijuca\/divulga\u00e7\u00e3o<\/strong><\/sup><\/sub><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>A expectativa \u00e9 que eles interajam com a fam\u00edlia que j\u00e1 vive&nbsp;no parque e possam garantir a diversidade gen\u00e9tica da esp\u00e9cie no local.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEsse novo grupo, que est\u00e1 sendo reintroduzido agora, praticamente dobra o patrim\u00f4nio gen\u00e9tico dessa popula\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o as chances de a popula\u00e7\u00e3o se manter e crescer s\u00e3o muito maiores\u201d, afirma a veterin\u00e1ria Silvia Bahadian Moreira, do CPRJ, \u00f3rg\u00e3o vinculado ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o bi\u00f3logo Marcelo Rheingantz, do projeto Refauna e pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o projeto de reintrodu\u00e7\u00e3o de bugios teve que ser interrompido em 2017, devido \u00e0 epidemia de febre amarela entre primatas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2020, os bugios j\u00e1 estavam vacinados contra a febre amarela e prontos para a soltura, mas a pandemia de covid-19 adiou mais uma vez o projeto. \u201cAno passado, a gente come\u00e7ou o processo todo de novo, porque os tr\u00eas animais [iniciais] viraram sete, ent\u00e3o tivemos que vacinar os quatro novos\u201d, conta Rheingantz.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o bi\u00f3logo, est\u00e1&nbsp;prevista&nbsp;a&nbsp;reintrodu\u00e7\u00e3o&nbsp;de novos animais. A meta \u00e9 que a popula\u00e7\u00e3o de bugios na floresta chegue a 100. \u201cIsso \u00e9 fundamental para que a gente tenha uma popula\u00e7\u00e3o estabelecida num longo prazo, ou seja, com pelo menos dez grupos de bugios andando pela floresta\u201d, diz Rheingantz, destacando que os bugios s\u00e3o um dos 25 primatas mais amea\u00e7ados do mundo.&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/epexy1VS2PtwTNn04yMK9ZByqDw=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/jerivaejucara_vitormarigo_7.jpg?itok=a9L1v9lX\" alt=\"Rio de Janeiro (RJ) -  Soltura de antas do Projeto Guapia\u00e7u - Refauna, REGUA, Rio de Janeiro, Brasil - Antas Jeriva e Ju\u00e7ara. Foto: Vitor Marigo\" style=\"width:672px;height:auto\" title=\"Vitor Marigo\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><sup><sub>Rio de Janeiro &#8211;\u00a0Soltura de antas do Projeto Refauna &#8211; Foto\u00a0<strong>Vitor Marigo<\/strong><\/sub><\/sup><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><br>As&nbsp;solturas dos primatas s\u00e3o parte do projeto Refauna, iniciado em 2009, com o objetivo de ampliar a popula\u00e7\u00e3o&nbsp;da floresta da Tijuca. Al\u00e9m dos bugios, j\u00e1 foram reintroduzidas no parque cutias-vermelhas (<em>Dasyprocta leporina<\/em>), jabutis-tinga (<em>Chelonoidis denticulatus<\/em>) e p\u00e1ssaros trinca-ferro (<em>Saltator similis<\/em>).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA floresta da Tijuca \u00e9 maravilhosa, mas empobrecida de bichos. Nossa&nbsp;ideia \u00e9 reconstruir a fauna e, com isso, o funcionamento do ecossistema, porque vamos reconstruir tamb\u00e9m as intera\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas das quais esses animais fazem parte, como a dispers\u00e3o de sementes das \u00e1rvores e&nbsp;a poliniza\u00e7\u00e3o\u201d, explica Fernando Fernandez, pesquisador da UFRJ e diretor-presidente da organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental Refauna, que executa o projeto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><em>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um grupo de sete bugios-ruivos (Alouatta guariba) foi solto nessa ter\u00e7a-feira (2) no Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro. Essa \u00e9 a segunda reintrodu\u00e7\u00e3o&nbsp;da esp\u00e9cie&nbsp;no local, parte de um projeto&nbsp;iniciado em 2015.&nbsp; Os bugios-ruivos eram nativos do parque, \u00e1rea de conserva\u00e7\u00e3o federal e uma das duas grandes regi\u00f5es&nbsp;de Mata Atl\u00e2ntica da cidade do [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":117310,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[25,29],"tags":[],"class_list":{"0":"post-117015","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-regional","8":"category-sudeste-regional"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/117015","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=117015"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/117015\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/117310"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=117015"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=117015"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=117015"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}