{"id":116549,"date":"2024-01-23T13:08:57","date_gmt":"2024-01-23T16:08:57","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=116549"},"modified":"2024-01-23T13:08:57","modified_gmt":"2024-01-23T16:08:57","slug":"desmatamento-em-areas-protegidas-da-amazonia-cai-73-em-2023","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=116549","title":{"rendered":"Desmatamento em \u00e1reas protegidas da Amaz\u00f4nia cai 73% em 2023"},"content":{"rendered":"\n<p>O desmatamento em \u00e1reas protegidas da Amaz\u00f4nia caiu quase quatro vezes (73%) em 2023, na compara\u00e7\u00e3o com 2022. Segundo levantamento divulgado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amaz\u00f4nia (Imazon), em 2023 a devasta\u00e7\u00e3o em terras ind\u00edgenas e unidades de conserva\u00e7\u00e3o localizadas na regi\u00e3o atingiu 386 km\u00b2. Trata-se do menor \u00edndice desde 2013, quando foram desmatados 178 km\u00b2.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1577386&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1577386&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>Em 2022, segundo o Imazon, o desmatamento de \u00e1reas protegidas da regi\u00e3o chegou a 1.431 km\u00b2, n\u00famero bastante pr\u00f3ximo aos observados desde 2019, ano em que foi percebido o in\u00edcio de uma alta que se manteve at\u00e9 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>Foram 1.460 km\u00b2 de \u00e1reas protegidas desmatadas em 2021; 1.369 km\u00b2 em 2020; e 1.222 km\u00b2 em 2019. Entre 2012 e 2018, o ano em que se observou maior quantidade de \u00e1reas protegidas devastadas foi 2018 (721 km\u00b2).<\/p>\n\n\n\n<p>O monitoramento \u00e9 feito com a ajuda de imagens de sat\u00e9lite do Imazon. De acordo com o instituto de pesquisa, a redu\u00e7\u00e3o observada nessas \u00e1reas em 2023 \u201csuperou a queda geral na derrubada\u201d, que apresentou decr\u00e9scimo de 62% entre 2022 (10.573 km\u00b2) e 2023 (4.030 km\u00b2).<\/p>\n\n\n\n<p>O ano em que o desmatamento acumulado apresentou menor \u00edndice foi 2013 (1.144 km\u00b2). J\u00e1 o per\u00edodo com maiores \u00edndices come\u00e7ou em 2019 (6.200 km\u00b2). Em 2020 e 2021 o desmatamento acumulado subiu para 8.058 km\u00b2 e 10.362 km\u00b2, respectivamente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA redu\u00e7\u00e3o expressiva do desmatamento em \u00e1reas protegidas \u00e9 muito positiva, pois s\u00e3o territ\u00f3rios que precisam ter prioridade nas a\u00e7\u00f5es de combate \u00e0 derrubada. Isso porque, na maioria das vezes, a devasta\u00e7\u00e3o dentro de terras ind\u00edgenas e unidades de conserva\u00e7\u00e3o significa invas\u00f5es ilegais que levam a conflitos com os povos e comunidades tradicionais que residem nesses territ\u00f3rios\u201d, explica o coordenador do Programa de Monitoramento da Amaz\u00f4nia do Imazon, Carlos Souza.<\/p>\n\n\n\n<p>O Imazon, no entanto, alerta que h\u00e1 um ponto preocupante relativo \u00e0 degrada\u00e7\u00e3o observada em 2023: ela pode estar relacionada \u00e0 seca e \u00e0s queimadas na regi\u00e3o, uma vez que \u201cno \u00faltimo m\u00eas do ano, enquanto foram desmatados 108 km\u00b2, outros 1.050 km\u00b2 foram degradados, quase 10 vezes mais\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o pesquisador Carlos Souza, apesar da queda geral, algumas \u00e1reas protegidas tiveram aumento na destrui\u00e7\u00e3o, motivo pelo qual devem ser foco de a\u00e7\u00f5es urgentes em 2024.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Terras ind\u00edgenas<\/h2>\n\n\n\n<p>\u201cEntre as terras ind\u00edgenas, uma das situa\u00e7\u00f5es mais cr\u00edticas ocorreu na Igarap\u00e9 Lage, em Rond\u00f4nia, onde o desmatamento cresceu 300%, passando de 2 km\u00b2 em 2022 para 8 km\u00b2 em 2023, uma \u00e1rea equivalente a 800 campos de futebol. Isso fez com que o territ\u00f3rio fosse o terceiro mais devastado da Amaz\u00f4nia em 2023\u201d, informou o instituto.<\/p>\n\n\n\n<p>Outras duas terras ind\u00edgenas localizadas na divisa do Amazonas com Roraima tamb\u00e9m apresentaram aumentos expressivos na derrubada. No caso, os territ\u00f3rios Waimiri Atroari, cuja perda florestal passou de 1 km\u00b2 em 2022 para 4 km\u00b2 em 2023 (300% a mais); e Yanomami, onde a devasta\u00e7\u00e3o passou de 2 km\u00b2 em 2022 para 5 km\u00b2 em 2023 (alta de 150%).<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cIsso fez com que a terra Yanomami, mesmo ap\u00f3s ter recebido em janeiro do ano passado uma opera\u00e7\u00e3o humanit\u00e1ria por causa dos danos sociais causados pela invas\u00e3o de garimpeiros, fosse a quinta mais desmatada da Amaz\u00f4nia em 2023. J\u00e1 a Waimiri Atroari ficou em nono lugar\u201d, detalha a pesquisa.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>A maior \u00e1rea destru\u00edda em um territ\u00f3rio ind\u00edgena no ano passado foi registrada na terra Apyterewa, onde foram desmatados 13 km\u00b2. \u201cApesar de ocupar o topo do ranking, o local teve uma redu\u00e7\u00e3o de 85% na devasta\u00e7\u00e3o, pois em 2022 havia perdido 88 km\u00b2 de floresta. Em outubro, o local recebeu uma opera\u00e7\u00e3o de desintrus\u00e3o para remo\u00e7\u00e3o de invasores ilegais\u201d, destaca o Imazon.<\/p>\n\n\n\n<p>O total de terras ind\u00edgenas devastadas em 2023 ficou em 104 km\u00b2. O n\u00famero \u00e9, segundo o instituto, menos da metade do registrado em 2022 (217 km\u00b2). O ano em que se observou menor \u00e1rea ind\u00edgena desmatada foi 2014 (28 km\u00b2).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Unidades de conserva\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>J\u00e1 as unidades de conserva\u00e7\u00e3o anotaram uma queda de 77%, passando de 1.214 km\u00b2 em 2022 para 282 km\u00b2 em 2023. O instituto destaca que esta foi a menor \u00e1rea de floresta destru\u00edda nesses tipos de territ\u00f3rios em nove anos, desde 2014.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cA maior redu\u00e7\u00e3o ocorreu nos territ\u00f3rios sob jurisdi\u00e7\u00e3o federal, onde a derrubada passou de 468 km\u00b2 para 97 km\u00b2, o que significa queda de 79%, quase cinco vezes menos. J\u00e1 nas \u00e1reas estaduais, a devasta\u00e7\u00e3o passou de 746 km\u00b2 para 185 km\u00b2, sendo 75% ou quatro vezes menos\u201d, complementou.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p><em>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O desmatamento em \u00e1reas protegidas da Amaz\u00f4nia caiu quase quatro vezes (73%) em 2023, na compara\u00e7\u00e3o com 2022. Segundo levantamento divulgado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amaz\u00f4nia (Imazon), em 2023 a devasta\u00e7\u00e3o em terras ind\u00edgenas e unidades de conserva\u00e7\u00e3o localizadas na regi\u00e3o atingiu 386 km\u00b2. 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