{"id":115319,"date":"2023-12-11T16:59:33","date_gmt":"2023-12-11T19:59:33","guid":{"rendered":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=114576"},"modified":"2023-12-11T16:59:33","modified_gmt":"2023-12-11T19:59:33","slug":"museu-da-mare-no-rio-tera-acervo-na-internet-com-mais-de-mil-itens","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diariodoplaneta.com.br\/?p=115319","title":{"rendered":"Museu da Mar\u00e9, no Rio, ter\u00e1 acervo na internet com mais de mil itens"},"content":{"rendered":"\n<p>O Museu da Mar\u00e9, que conta a hist\u00f3ria da forma\u00e7\u00e3o e desenvolvimento do Complexo da Mar\u00e9, no Rio de Janeiro, ter\u00e1 um acervo&nbsp;<em>online<\/em>&nbsp;com mais de mil itens, a partir desta semana. O lan\u00e7amento ser\u00e1 nesta ter\u00e7a-feira (12), e a visita pela internet ficar\u00e1 liberada a partir do dia 13.&nbsp;<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1571587&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1571587&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>Criada em 2006, a institui\u00e7\u00e3o \u00e9 o primeiro museu de favela concebido pelos pr\u00f3prios moradores. Agora, passar\u00e1 a ser um dos primeiros a disponibilizar o acervo para acesso remoto pela internet, seja para moradores de favelas, comunidades escolares, universidades, pesquisadores e todos que tenham interesse. O endere\u00e7o do site \u00e9&nbsp;<a href=\"http:\/\/arquivomuseudamare.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">arquivomuseudamare.org&nbsp;<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>No pacote a ser disponibilizado&nbsp;<em>online<\/em>&nbsp;figuram itens iconogr\u00e1ficos &#8211; fotografias, museol\u00f3gicos e cartogr\u00e1ficos. Uma das pe\u00e7as \u00e9 a representa\u00e7\u00e3o do rola-rola. Um barril que era utilizado para transportar \u00e1gua pelas ruas e vielas das comunidades, como forma de driblar a falta de abastecimento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/NZZBJU7wj5joSkJ-6KwX_qehQtA=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/o_rola-aa-rola_era_um_objeto_utilizado_para_transporte_de_agua_na_favela_-_divulgacao.jpg?itok=626e8QtO\" alt=\"Museu da Mar\u00e9, no Rio, ter\u00e1 acervo na internet com mais de mil itens. - 'Rola-rola', objeto utiizado para transporte de \u00e1gua. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Museu da Mar\u00e9\" title=\"Divulga\u00e7\u00e3o\/Museu da Mar\u00e9\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong>Divulga\u00e7\u00e3o\/Museu da Mar\u00e9<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A coordenadora do Museu da Mar\u00e9, Cl\u00e1udia Rose, explicou que um dos motivos para fazer a digitaliza\u00e7\u00e3o do acervo foi a pandemia, que for\u00e7ou o museu a mudar o direcionamento. Para ela, o trabalho, iniciado em 2021, al\u00e9m de democratizar o acesso, resultar\u00e1 ainda em mais visitas presenciais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Com certeza amplia o interesse das pessoas pelo acervo, n\u00e3o s\u00f3 moradoras, mas de tantas outras. Elas v\u00e3o poder conhecer e ter interesse em ver esse acervo presencialmente. A gente fez alguns testes e pessoas disseram que deu vontade de conhecer mais de perto&#8221;, afirmou \u00e0&nbsp;<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Trabalho minucioso&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>O acervo ficar\u00e1 hospedado na plataforma de<em>&nbsp;software<\/em>&nbsp;livre Tainacan. Mais do que disponibilizar itens de forma<em>&nbsp;online<\/em>, foi realizado um trabalho cuidadoso visando descrever o material oferecido. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos destaques da migra\u00e7\u00e3o para o ambiente digital \u00e9 a cria\u00e7\u00e3o de descritivo minucioso para os objetos de matriz africana, que, na vis\u00e3o dos organizadores do Museu da Mar\u00e9, frequentemente carecem de informa\u00e7\u00f5es detalhadas em acervos&nbsp;<em>online<\/em>&nbsp;e f\u00edsicos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Grande parte do acervo apresentado foi adquirida por meio de doa\u00e7\u00e3o de moradores das favelas da Mar\u00e9. Mais da metade apresenta fotos hist\u00f3ricas, como as que retratam as palafitas que deram in\u00edcio \u00e0 comunidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Identifica\u00e7\u00e3o&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>Nascida na Baixa do Sapateiro, uma das 16 comunidades da Mar\u00e9, a coordenadora do museu, Cl\u00e1udia Rose, disse que, muito antes da cria\u00e7\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o, em 2006, j\u00e1 havia uma participa\u00e7\u00e3o colaborativa coletiva no local. \u201cEsses moradores come\u00e7aram a falar de todas as mudan\u00e7as ocorridas no territ\u00f3rio e juntaram fotos e documentos\u201d, revelou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para ela, a divulga\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria da Mar\u00e9 no ambiente virtual contribuir\u00e1 para refor\u00e7ar a identifica\u00e7\u00e3o dos moradores, principalmente os mais novos, com o territ\u00f3rio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O museu se torna um instrumento de di\u00e1logo com pessoas de tantos lugares, compartilhando hist\u00f3rias. Os moradores, principalmente os mais jovens, passam a ter acesso a todas essas mem\u00f3rias e objetos desse patrim\u00f4nio imaterial da constru\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio. Essas pessoas t\u00eam essa identifica\u00e7\u00e3o com aqueles que vieram antes e com a necessidade de estarem organizadas para vencer os desafios atuais&#8221;, argumentou Cl\u00e1udia, que hoje n\u00e3o mora mais na comunidade. Ela \u00e9 professora de uma escola da rede municipal na regi\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao fazer parte do ambiente virtual, o Museu da Mar\u00e9 passa a integrar a constru\u00e7\u00e3o do projeto Favelas.Br: Arquivos Digitais Perif\u00e9ricos e Educa\u00e7\u00e3o Patrimonial, em parceria com a Casa do Povo, em S\u00e3o Paulo, e a Universidade Federal da Integra\u00e7\u00e3o Latino-Americana (Unila).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Um pr\u00f3ximo passo prev\u00ea a migra\u00e7\u00e3o do acervo para a plataforma Brasiliana, que est\u00e1 sendo constru\u00edda pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), unindo o acervo do Museu da Mar\u00e9 ao de grandes institui\u00e7\u00f5es do pa\u00eds.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como \u00e9 a Mar\u00e9&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>Cerca de 140 mil pessoas moram no Complexo da Mar\u00e9, na zona norte do Rio de Janeiro. A regi\u00e3o \u00e9 uma \u00e1rea de manguezal que foi aterrada e deu origem a palafitas, em meados da d\u00e9cada de 40 do s\u00e9culo passado. As comunidades s\u00e3o margeadas por vias expressas como a Avenida Brasil e as Linhas Vermelha e Amarela. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Desde 1994, A Mar\u00e9 \u00e9 oficialmente reconhecida como bairro &#8211; um dos com maior densidade demogr\u00e1fica no Rio de Janeiro. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Fazem parte do Complexo da Mar\u00e9 as comunidades Baixa do Sapateiro, Conjunto Esperan\u00e7a, Conjunto Pinheiro, Conjunto Bento Ribeiro Dantas, Marc\u00edlio Dias, Morro do Timbau, Parque Mar\u00e9, Nova Mar\u00e9, Parque Uni\u00e3o, Nova Holanda, Parque Rubens Vaz, Praia de Ramos, Parque Roquete Pinto, Vila do Jo\u00e3o, Vila do Pinheiro, e Salsa e Merengue.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Museu da Mar\u00e9, que conta a hist\u00f3ria da forma\u00e7\u00e3o e desenvolvimento do Complexo da Mar\u00e9, no Rio de Janeiro, ter\u00e1 um acervo&nbsp;online&nbsp;com mais de mil itens, a partir desta semana. 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